4. Tres propostes didàctiques de CLIL:
4.3. Proposta 3: Valors. Els sentiments a 3r d’EP
Granger (1969), citado por Enders (1995), introduz um conceito de causalidade desenvolvendo uma técnica que permite que sejam escolhidas as variáveis dependente e independente. Numa situação em que a variável xt ajuda na previsão da variável yt melhorando a estimação, denomina-se que yt é causado, no sentido Granger, por xt. O procedimento consiste em estimar ambas variáveis na posição de variável dependente, uma de cada vez.
É importante destacar que correlações não implicam necessariamente em causalidade. A causalidade no sentido Granger equivale a dizer que, se a variável X causa Y, é possível verificar o quanto a variável corrente Y pode ser explicada pelos valores passados de Y e se, adicionando valores defasados de X, pode-se melhorar a explicação. Y é dito ser causado no sentido Granger por X se X ajuda na previsão de Y, ou equivalentemente, se os coeficientes dos X´s defasados são estatisticamente significativos. Frequentemente, pode-se observar o fenômeno da causalidade bi- direcional.
Se a variável X causa no sentido Granger Y, então mudanças em X devem preceder mudanças em Y. Há quatro casos de causalidade: i) causalidade unidirecional de X para Y, ii) causalidade unidirecional de Y para X, iii) causalidade bilateral e, iv) independência.
Portanto, a apresentação dos resultados obtidos por estas estimações trará também referência a questão de causalidade. Aqui estão os resultados das estimações de Causalidade Granger para os preços dos segmentos do Complexo Soja. É preciso
lembrar que este teste é muito sensível às defasagens, de forma que procurou-se realizar a análise com o menor número possível de defasagem, apenas uma defasagem, como foi selecionado anteriormente para a modelagem VAR.
Pode-se destacar, quanto às relações entre os preços internacionais de grão de soja, farelo e óleo bruto (Tabela 23), ou seja, analisando-se a causalidade Granger entre os preços de Chicago: para farelo e soja em grão, rejeita-se a hipótese nula de que alterações nos preços do farelo não causam alterações nos preços da soja em grão, sendo que a não causalidade no sentido contrário não pode ser rejeitada. Para os preços do óleo bruto e a soja em grão, a hipótese nula de que mudanças nos preços do óleo não causam, no sentido Granger, mudanças nos preços da soja, não pode ser rejeitada, e não a causalidade em sentido oposto também é aceita. O resultado se repete para os preços dos produtos óleo bruto e farelo de soja.
Tabela 23
Teste de Causalidade Granger para os Preços Internacionais
_________________________________________________________________________ Hipótese Nula: Obs F-Statistic Probabilidade DLPSCH não causa Granger DLPFCH 172 5.34117 0.02204 DLPFCH não causa Granger DLPSCH 0.00400 0.94966 DLPOCH não causa Granger DLPFCH 172 2.72753 0.10049 DLPFCH não causa Granger DLPOCH 2.50862 0.11509 DLPOCH não causa Granger DLPSCH 172 4.29109 0.03983 DLPSCH não causa Granger DLPOCH 0.02511 0.87429
Para as relações entre os preços nacionais e internacionais entre os segmentos do Complexo Soja, apresentados na Tabela 24, a seguir, determinando-se as relações de preços entre Porto Paranaguá e Chicago: para as mudanças nos preços do óleo bruto em Porto Paranaguá e dos preços do farelo em Chicago, assim como para os preços da soja e do farelo, e também preços do óleo em Porto Paranaguá e da soja em Chicago, a hipótese nula não é rejeitada, assim como também não se pode rejeitar a não causalidade Granger no sentido contrário.
Tabela 24
Teste de Causalidade Granger entre Preços Nacionais e Internacionais de Produtos Distintos do Complexo Soja
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Hipótese Nula: Obs F-Statistic Probabilidade DLPOPP não causa Granger DLPFCH 171 0.76616 0.38266 DLPFCH não causa Granger DLPOPP 0.14903 0.69995 DLPSPP não causa Granger DLPFCH 171 2.78963 0.09674 DLPFCH não causa Granger DLPSPP 3.75539 0.05431 DLPOPP não causa Granger DLPSCH 171 0.36840 0.54470 DLPSCH não causa Granger DLPOPP 0.72737 0.39495 DLPFPP não causa Granger DLPSCH 171 0.14218 0.70660 DLPSCH não causa Granger DLPFPP 0.50341 0.47899 DLPOCH não causa Granger DLPSPP 171 6.70944 0.01043 DLPSPP não causa Granger DLPOCH 0.15132 0.69777 DLPFPP não causa Granger DLPOCH 171 1.41510 0.23589 DLPOCH não causa Granger DLPFPP 0.08856 0.76639
Tabela 25
Teste de Causalidade Granger entre Preços Nacionais e Internacionais no mesmo Segmento do Complexo Soja
_____________________________________________________________
Hipótese Nula: Obs F-Statistic Probabilidade DLPFPP não causa Granger DLPFCH 171 0.55774 0.45622 DLPFCH não causa Granger DLPFPP 0.25055 0.61734 DLPSPP não causa Granger DLPSCH 171 0.45466 0.50106 DLPSCH não causa Granger DLPSPP 1.69860 0.19425 DLPOCH não causa Granger DLPOPP 171 9.98631 0.00187 DLPOPP não causa Granger DLPOCH 0.24187 0.62350
Para as relações entre mudanças de preços nacionais e internacionais no interior do mesmo segmento do Complexo Soja (Tabela 25): apenas a hipótese nula de que alterações nos preços internacionais do óleo de soja não causam, no sentido Granger, alterações nos preços de óleo em Porto Paranaguá, é rejeitada, sendo a não causalidade no sentido oposto aceita. Para as demais relações entre preços nacionais e internacionais do mesmo produto: preços nacionais do farelo e internacionais, preços nacionais da soja em grão e os preços internacionais, tanto a hipótese nula de não causalidade Granger
entre as mudanças nos preços não pode ser rejeitada, como a não causalidade no sentido contrário.
Tabela 26
Teste de Causalidade Granger para os Preços Nacionais
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Hipótese Nula: Obs F-Statistic Probabilidade DLPSPP não causa Granger DLPOPP 171 3.88023 0.05050 DLPOPP não causa Granger DLPSPP 1.42433 0.23437 DLPFPP não causa Granger DLPOPP 171 0.73614 0.39212
DLPOPP não causa Granger DLPFPP 0.99721 0.31942
DLPFPP não causa Granger DLPSPP 171 2.18006 0.14168
DLPSPP não causa Granger DLPFPP 3.11652 0.07932
Analisando-se as alterações dos preços na praça nacional, na Tabela 26 acima, destaca-se que, para as relações entre alterações nos preços de soja e óleo, farelo e óleo e farelo e soja, a hipótese nula de não causalidade deve ser aceita em todos estes casos. A não causalidade no sentido Granger deve ser rejeitada apenas para o caso dos preços do farelo e soja, para os demais, ela também é aceita.
Quanto à análise dos preços, aqui realizada a partir dos procedimentos econométricos de estimação de VAR, funções de resposta ao impulso, decomposição de variância e teste de causalidade Granger, pode-se destacar que os resultados obtidos indicam que o Brasil, mesmo sendo um dos maiores produtores e exportadores mundiais do Complexo Soja, ainda assim tem seus preços domésticos pouco com pouco impacto nos preços de uma importante praça de referência internacional, que é Chicago. Em todas as estimações econométricas, nota-se a importância que as alterações nos preços de Chicago apresentam, afetando os preços no mercado doméstico, não ocorrendo o inverso.