Chapter 6 Discussion
6.2 Project Management and HSEQ
6.2.5 Process Risk
o meio ambiente com lixo, mas também com a poluição sonora e visual; é se preocupar com o seu próprio consumo; se preocupar com a origem de tudo que se consome. A qualidade de vida vem de vários fatores como: moradia, lazer, paz, renda, saúde e boa educação”.
Diante do exposto acima, conclui-se que a confecção da cartilha educativa, de maneira geral, contribuiu com a consolidação dos conceitos de meio ambiente e cadeia alimentar em uma perspectiva integradora, pois foram apresentadas novas situações onde os alunos tiveram que utilizar os conhecimentos assimilados para resolver as tarefas propostas na cartilha. Após a confecção da cartilha, os alunos foram instruídos a apresentar seus resultados à turma, socializando as informações no grande grupo. Com esta atitude, buscou-se fortalecer a prática da interação entre as pessoas, a argumentação e a negociação de diferentes pontos de vista (fotografias 48 e 49).
Fotografias 48 e 49 – Apresentação da cartilha no grande grupo
d) Plantio de mudas
Uma nova atividade colaborativa foi realizada pelos alunos e consistiu no plantio de mudas de plantas nativas com o objetivo de contribuir com a arborização da escola, e, por conseguinte na melhoria da qualidade de vida dos alunos, facilitar a locomoção dos saguis pela ampliação da cobertura vegetal e promover a sensibilização ambiental a fim de contribuir com mudanças comportamentais em prol do meio ambiente.
A educação para a cidadania representa a possibilidade de motivar e sensibilizar as pessoas para transformar as diversas formas de participação em potenciais caminhos de dinamização da sociedade e de concretização de uma proposta de sociabilidade baseada na educação para a participação (JACOBI, 2003, p.199).
Nessa atividade contamos com o auxílio do monitor do programa mais educação, responsável pela horta da escola, os alunos receberam instruções desde a limpeza da área, como também informações acerca da maneira adequada de preparar o solo, a importância do adubo e irrigação para o plantio.
Durante toda a atividade, os alunos foram incentivados a trabalhar em equipe e dessa forma houve a distribuição das tarefas, onde um grupo ficou responsável por limpar a área; outro grupo ficou responsável por conseguir água para irrigar a terra e por fim outro grupo ficou responsável por fazer o plantio das mudas. Ver fotografias 50 e 51.
Fotografias 50 e 51 – Plantio de mudas nas áreas verdes da escola
Fonte: Autoria própria, 2012
Dessa forma, o plantio de mudas tornou-se uma atividade integradora, pois mobilizou os alunos a desenvolverem em conjunto as habilidades procedimentais de planejar, organizar e executar o plantio de mudas. Além disso, os alunos tiveram
uma atitude proativa ao assumirem a responsabilidade socioambiental de contribuir com a ampliação da cobertura vegetal das áreas verdes.
3.2.7 Avaliação somativa individual - pós-teste
Para concluir a sequência de atividades, foram retomadas no pós-teste (APÊNDICE L) as questões propostas na atividade inicial. Os alunos reformularam as respostas de acordo com os novos conhecimentos assimilados durante as atividades elaboradas ao longo de todo o percurso. Houve a análise comparativa do pré-teste e pós-teste. Visamos dessa forma, identificar evidências de aprendizagem significativa. A análise comparativa entre os resultados obtidos na atividade inicial (pré-teste) com a avaliação somativa individual (pós-teste) encontra-se descrita no próximo capítulo 4 que traz a avaliação da aprendizagem da UEPS com as possíveis evidências de aprendizagem significativa.
3.3 AVALIAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DE TRILHA INTERPRETATIVA COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO PARA APRENDIZAGEM DE CONCEITOS ECOLÓGICOS
Nesse tópico buscou-se avaliar a trilha interpretativa como estratégia de ensino adequada para favorecer a aprendizagem de conteúdos ecológicos por meio do método da Lembrança Estimulada.
3.3.1 Análise comparativa da lembrança estimulada 1 e 2
Participaram dessa etapa da pesquisa, três alunos escolhidos aleatoriamente, do universo de 26, que corresponde a aproximadamente 10% da nossa amostra. A Lembrança Estimulada 1 (LE-1) ocorreu um dia após a trilha interpretativa, para avaliar a trilha interpretativa como estratégia de ensino adequada para favorecer a aprendizagem de conteúdos ecológicos foram escolhidos para análise quatro pontos interpretativos (P4- erva de passarinho; P5- insetos sociais;
P6- serrapilheira; P8- árvores: cajá-mirim e goiabeira). A cada imagem exposta perguntava-se ao aluno que lembranças surgiam em sua mente ao rever a fotografia. Como também, reaplicamos o método, no qual denominamos Lembrança Estimulada 2 (L.E-2) que consistiu em reapresentar as fotografias dos pontos interpretativos aos mesmos alunos após dois meses de sua realização.
A utilização do método da lembrança estimulada foi capaz de identificar as lembranças mais significantes desses estudantes acerca dos conteúdos ecológicos abordados durante o percurso da trilha interpretativa. Bem como, evidenciar a aprendizagem dos conteúdos ecológicos por meio da trilha interpretativa. A seguir é possível visualizar alguns trechos das falas dos alunos que foram utilizados para análise do conteúdo.
Conforme mostra o Quadro 17, tanto a Lembrança Estimulada 1 (LE-1) quanto a Lembrança Estimulada 2 (LE-2) sinalizam que ao deparar-se com as imagens houve a ativação da memória do aluno A3 com lembranças de termos/denominações que evidenciam a aprendizagem dos conceitos científicos relativos a cada um dos quatro pontos interpretativos mesmo após certo período de tempo. Observa-se que o aluno A3 utilizou coerentemente os termos: seiva, parasita, castas sociais, sociedade, serrapilheira, matéria orgânica, nutrientes, sais minerais, decompositores. E até mesmo quando não lembrou o termo científico, o aluno foi capaz de citar adequadamente os conceitos e conteúdos ecológicos relacionados a cada ponto interpretativo.
Quadro 17 – Fragmentos de Lembrança (L.E.) estimulada do aluno A3 no percurso da trilha interpretativa PONTO DA TRILHA INTERPRETATIVA CONCEITO L.E.1
(um dia após a trilha) (dois meses após a trilha) L.E.2
Ponto 4 Erva-de- Passarinho: interações ecológicas (parasitismo vegetal)
Aqui eu lembro que ela tá sugando a seiva da outra planta, é uma planta invasora, parasita, ela chegou na mangueira através dos passarinhos, pois ela tem o fruto doce que atrai os passarinhos que comem e depois liberam as sementes nos galhos das outras árvores. As raízes da planta entra nos galhos da mangueira e fica sugando a seiva, isso é ruim para a mangueira que pode até morrer.
... a erva de passarinho que sugava pelas raízes a seiva da mangueira e que isso podia até matar a outra planta e tem esse nome por causa dos passarinhos que se alimentam dos seus frutos e depois ajudam a espalhar a erva de passarinho pelas outras árvores. Essa planta, erva de passarinho, faz muito mal a outra, pois fica sugando o alimento da outra. (não lembrou o termo parasitismo). Ponto 5
Insetos sociais: Interações ecológicas
(sociedade)
...Aqui a gente conversou sobre o cupinzeiro e o formigueiro Os cupins fazem o cupinzeiro nas árvores e dentro do solo. Lembro que as formigas e cupins dividem as tarefas em
castas sociais, tem os
soldados, operárias são as que cuidam da rainha e a rainha só serve para se reproduzir.
...Aqui a gente viu as formigas e os cupins e viu que eles formam uma sociedade que divide as tarefas em castas sociais, tem os soldados que defendem o formigueiro e o cupinzeiro, as trabalhadoras (não utilizou o termo operárias), a rainha e o rei para reprodução. Ponto 6 Serrapilheira: processo e organismos decompositores (decomposição)
...Aqui a gente falou da serrapilheira que é formada pelas folhas, plantas, animais e toda a matéria orgânica, daí serve de adubo para as plantas. A matéria orgânica vai se transformar em sais minerais e são as bactérias e fungos que fazem isso.
... a senhora falou da serrapilheira e dos fungos e bactérias que transformam toda a matéria orgânica em adubo, nutrientes, sais minerais para as plantas e aí as plantas pegam esses nutrientes junto com a água e levam até as folhas. Eu lembro que a senhora falou que sem os decompositores a matéria orgânica iria ficar lá por décadas e décadas e nunca iria se decompor, por isso as bactérias e fungos são importantes.
Ponto 8
Caule do Caja Mirim e goiabeira:
adaptações ecológicas
... a gente viu que o caule dela era todo pontudo, rugoso e áspero, e por ser assim resiste a ambientes com pouca água, pois armazena nutrientes que ajuda a planta a sobreviver aos dias sem chuva.
... a cajá-mirim resiste tanto a ambientes quentes e úmidos, mas também consegue sobreviver a longos períodos sem chuva graças a essas estruturas (o aluno aponta o caule com o dedo) que
(adaptação à seca) A gente viu também a goiabeira que é diferente da cajá-mirim, o caule é liso e ela só sobrevive em solo úmido, ela não tem onde acumular esses nutrientes.
armazena nutrientes e a gente viu que a goiabeira por ter o tronco liso só consegue sobreviver em solo úmido.
Dando prosseguimento, tem-se os fragmentos de Lembrança Estimulada (LE- 1 e LE- 2) do aluno A11 no percurso da trilha interpretativa, que também evidencia a assimilação dos conteúdos ecológicos mesmo após certo período de tempo. Percebe-se que o aluno foi capaz de lembrar os termos científicos e relacioná-los adequadamente aos conceitos, tais como: hospedeira, parasita, fotossíntese, matéria orgânica, seres decompositores, sais minerais, desequilíbrios ambientais. E mesmo quando não lembrou os termos científicos foi capaz de descrever o significado dos conceitos envolvidos em cada ponto interpretativo. Conforme mostra o Quadro 18.
Quadro 18 – Fragmentos de Lembrança (L.E.) estimulada do aluno A11 no percurso da trilha interpretativa
PONTO DA TRILHA