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2. Methodology

2.3. Procedures

TRANSCRIÇÃO DA ENTREVISTA DA PROFESSORA CELINA ABRIL/2009

Sujeito: Prof. CELINA31

Ano de formação: 2003

Tempo de atuação em Educação Física: 05 anos. Segmento em que trabalha: EFI/EFII/EM Tem alunos no processo de inclusão? Sim Qual a deficiência: Deficiência mental

Pesquisador: Para você qual é o conceito de educação inclusiva?

Professor: Eu acho que é você, na verdade não é você incluir, mas é você fazer com que esta pessoa faça parte sem ser obrigado, não é? Tem que ser uma coisa neste sentido, porque a inclusão do PIC é uma exclusão, não é?

Pesquisador: Você acha que a educação inclusiva é para todos ou é a inclusão do deficiente?

Professor: Eu acho que é para todos, a aceitação tem que ser geral, não adianta você colocar o cara e não preparar a cabeça dos demais falar que está incluído um cego aqui nesta sala, mas ele não preparou os outros, não é, fica meio esquisito. Aqui tivemos um caso deste, um aluno que é DM, e falavam que era sociabilização, mas meu a sala toda tratava ele de outra forma, excluía ele e dizia que estava fazendo inclusão, o cara sentava o pessoal passava e nem olhava então isso não é inclusão, porque você não preparou outros para aceitar o diferente, não é, não adianta você incluir o diferente e não preparar os demais.

Pesquisador: Quais a experiências de trabalho que você teve com inclusão?

Professor: Então destes dois meninos um é DM e a outra ainda não saiu nenhum laudo. Eu peguei ele deste a sétima série e ele tem raciocínio de 6/7 anos e tinha muita dificuldade não tanto com ele, porque ele aceitava todos os trabalhos, tudo, dentro da dificuldade dele. Mas a sala em aceitar ele a participar do jogo, a sala em aceitar eu fazer uma atividade diferente realizando a inclusão dele a dificuldade foi essa, essa foi minha experiência.

Pesquisador: A experiência que você teve foi só nesta escola ou você já teve alguma outra experiência? Professor: Não só nesta escola.

Pesquisador: Com cego e deficiente mental?

Professor: Não só com deficiente mental. Aqui só tem problemas com deficiente mental e tem um menino com dislexia também que é mais inclusão.

Pesquisador: Mas ele continua na escola?

Professor: Não foi dado a terminalidade dele, porque ele tinha 24 anos. Pesquisador: E ele estava aqui ainda?

Professor: É ele estava aqui ainda.

Pesquisador: É porque a PRODESP não aceita, não é? Professor: É.

Pesquisador: Aqui vai até ??

Professor: Até o 3º ano do Ensino Médio. Ele parou no 1º, porque ele não avançou. Ele foi bonitinho na formatura dele da 8º série. (risos)

Pesquisador: E o que você avalia destas experiências?

Professor: Eu achei a maneira, pelo que eu peguei um menino aqui na escola, eu achei muito desumano o jeito que os demais tratavam o colega. Dos outros aceitarem a respeitar o Rodrigo, por ele ser diferente foi muito difícil.

Pesquisador: E o que você aprendeu com isso?

Professor: Eu aprendi que para você incluir não adianta você colocar a pessoa lá no meio, tem que fazer todo o ambiente propício para todas as pessoas, antes de você colocar o diferente no meio, tem que preparar as pessoas.

Pesquisador: Qual a dificuldade que você encontrou?

Professor: A exclusão mesmo dos outros, dos colegas que não querer mudar de cidade, eu fiz aquele futpar e ninguém queria fazer par com ele, eu fiz vamos Rodrigo, e tal, nossa foi bastante difícil em relação aos outros, porque ninguém quer perder, né? Ainda mais alunos do ensino fundamental II.

Pesquisador: Ele estava no 1º ou 3º ano do Ensino Médio?

Professor: É porque eu peguei ele na 7ª, 8ª e 1º. Este seria o 4º ano que eu daria aula para ele, mas deram a terminalidade dele. Pesquisador: E como você enfrentava estas dificuldades em relação os alunos com ele?

Professor: Eu aproveitava todas as oportunidades que ele não estava para conversar e conscientizar. E tentar dar os jogos cooperativos, tentei muito jogos cooperativos.

Pesquisador: Você nunca chamava a atenção deles quando ele estava presente?

Professor: Não porque eu acho que é pior ainda, né cara? Acho que é você reforçar mais ainda pra cabeça dele, querendo ou não mesmo ele sendo deficiente e você chegar e falar: O meu, não faz isso com o Rodrigo eu acho que fica mais desumano ainda. Pra ele fica muito aparente, então eu aproveitava as oportunidades quando ele não estava.

Pesquisador: Tinha alguma atividade em especial que ele gostava, ou todas as atividades eles excluíam ele?

Professor: Ele gostava de vôlei, mas assim você tem que dividir o time e falar o Rodrigo vai jogar neste time. Aí todo mundo Ah ah, e aí sabe? Parou o assunto e ele vai jogar.

Pesquisador: Em algum momento ele escolheu algum time? Professor: Não, ele não falava nada, nada.

Pesquisador: Ele tinha deficiência mental ou ele tinha surdez também?

Professor: Não ele tinha deficiência mental, mas desde que ele entrou na escola, nunca ouviram a voz dele. Ele não falava. Pesquisador: Mas ele falava com os pais?

Professor: Na casa dele ele falava, mas dizem que ele tinha um trauma com uma professora do pré que gritou com ele e a irmã dele, ela está na escola até hoje e ninguém nunca ouvia a voz dela.

Pesquisador: Mas ela não é deficiente?

Professor: Ela não é deficiente, saiu o laudo e tudo que ela não é deficiente. Pesquisador: Mas ela não fala com ninguém?

Professor: Com ninguém.

Pesquisador: Nem com a professora da sala?

Professor: Com nenhuma professora, nem com a diretora. Nunca ninguém ouviu a voz dela, e eu tento conversar, tento estimular e tal. Pesquisador: Mas ela faz as atividades normais?

Professor: Não, ela não, ela tem muito mais resistência do que ele. Pesquisador: Em relação às atividades?

Professor: Ela que eu consegui os registros dela só, fica com os desenhos porque ela escreve bem mal. Pesquisador: Que série que ela está?

Professor: Ela está no primeiro colegial. Pesquisador: Primeiro Colegial também? Professor: Também, ela tem dezoito anos. Pesquisador: E com as amigas, ela não conversa?

Professor: Com as amigas ela chega, senta e nem responde presença. Pesquisador: Aí o professor vê que ela está na sala?

Professor: É, ou os alunos que falam. Pesquisador: E na quadra?

Professor: Na quadra ela fica encostada num canto e não tem quem tire ela, agora o Rodrigo não, o Rodrigo já... ele não tinha iniciativa, mas se colocasse ele no meio e tal, ele participava, agora ela às vezes ela quer conversar e tal ela chora e esperneia e não participa. Pesquisador: Você tem mais algum aluno?

Professor: Eu tenho um com epilepsia, está na sétima, ele não é alfabetizado, não aprende, mas na aula de educação física ele vai muito bem, tirando o comportamento que ele é agitado, ele vai muito bem.

Pesquisador: Mas a questão corporal pra ele é tranquila?

Professor: Até eu falo que ele deveria seguir atletismo, ele tem muitas habilidades com corrida. Pesquisador: Mas ele aprende, dentro da educação física?

Professor: A corrida, é..., corrida com barreira, né, eu nunca tinha mostrado o movimento ele fez perfeito, para e salta, para e aí vamos olhar, faz de novo Bruno, ele foi, pela quinta vez lá.

Pesquisador: Quanto anos ele tem? Professor: Ele tem dezesseis está na sétima

Pesquisador: Na sétima serie, E tem mais algum caso de algum outro aluno? Professor: Não, só esses aí, porque a escola é pequena né.

Pesquisador: E todos no ciclo II ou no ensino médio?

Professor: É, dois no ensino médio e um no ciclo II, agora de primeira a quarta não tem, tem é deficiência aí do PIC e tudo, mas nada de inclusão com laudo, né, só dificuldade de aprendizagem, agora com laudo não tem, na educação física eles participam normal. Pesquisador: Como você vê esta questão da política publica?

Professor: Eu acho que deveria preparar o ambiente da escola, preparar os professores pra receber esse aluno, e não simplesmente incluir sem que as pessoas estejam prontas para receber, não é, porque eu acho que a gente que não tem deficiência, nós professores que temos que orientar os alunos, mas temos que ter orientação, também tem muitos professores de primeira a quarta que não tem esta orientação, e aí simplesmente trata o deficiente como uma pessoa normal, sendo que não é um normal, não é, tem que tratar, tem que dar um estímulo diferente, tem que... o mesmo que a gente estava conversando antes, né, tem que ter esta diferença e preparar o ambiente e prepara o aluno pra receber o deficiente, porque senão fica um coisa muito é... sem sentimento, né, fica o cara lá no meio, e os outros nem sabem, é vai, a gente vive uma cidade capitalista, de competição então meio “olho por olho, dente por dente”, e gente vê muito isso entre os alunos, ninguém quer perder, ninguém quer ceder.

Pesquisador: Quais os aspectos positivos que você vê da inclusão?

Professor: Eu positivo pra pessoa de sociabilização, né, igual o Rodrigo que estava aqui, eu falava que ele era o amigo da escola, porque você vê o bem que faz pra ele, embora ache totalmente desumano o jeito que os outros tratavam ele, mas você vê que ele está bem, na escola, principalmente aqui na nossa área rural, qual a oportunidade dele estar no meio de pessoas diferentes fora da família dele, fora a escola, ele não tem, então, eu acho isso nesta escola muito positivo, pelo menos pro Rodrigo, para Regiane, embora ela não fale, embora seja o jeito dela, mas ela está em um meio diferente, está numa rotina diferente do que na casa dela, mas eu acho que antes de receber preparar toda a escola, para estar recebendo.

Pesquisador: Quais os aspectos negativos que você vê da inclusão?

Professor: Negativo das pessoas não estarem preparados pro diferente, eu acho que tem que preparar o ambiente. Por exemplo, nesta escola, se tiver um cadeirante, coitado, só escada que tem e degraus, não tem rampa e tem que entrar pela garagem? E fazer uma rampa de lá até chegar aqui, então tem que preparar o ambiente, não e só falar, é uma política muito bonita, é tudo muito lindo como a progressão continuada no papel é lindo, mas na prática é totalmente diferente.

Pesquisador: E você acha que tem uma forma de resolver esse problema?

Professor: Eu acho que mais capacitação para o professor, que fazer vamos fazer um negocio direito, vamos preparar o ambiente, vamos preparar os professores, por exemplo, quer trabalhar com surdos dentro da escola, mais e ai, o professor sabe trabalhar..., tem libras? Não tem não é, vai trabalhar um cego, mas o professor da sala sabe trabalhar com esse cego? Deficiente mental, tem muito professor que tem muita dificuldade de trabalhar com deficiente mental, com dislexia, aqui não tem um com capacidade, e alfabetizar uma pessoa com epilepsia, um menino já passou, está na sétima serie, está com dezesseis anos que ele é desde a primeira, passou na mão de quantos professores que não sabem trabalhar com dislexia, então tem que se preparar, o estado que tem que investir muito nesse sentido. Pesquisador: Você acha que falta preparação ou falta às vezes um pouco de vontade do professor gostar também?

Professor: Não, o professor do estado é meio acomodado, entrou no estado tem vida boa pá... e acomodou, então acho que tem que ter mais motivação, tem quer ter mais investimento na educação, valorização do professor que desmotivado ninguém faz nada

Pesquisador: Na questão da Educação Física, a gente tem esta questão do corpo perfeito, como você vê esta questão do corpo alienado e corpo perfeito em relação à inclusão?

Professor: As crianças da educação física do estado, como a gente trabalha mais o... o... conceito do... é... é... como é que é, do movimento, né, do se movimentar, eu acho que é melhor, eu acho que seria..., vamos dizer eu que venho de uma escola particular, escolar particular mais mecanicista, visa mais o esporte em si, o estado não, é mais uma forma recreativa, amparando o professor de sala, o estado não tem tanto esse problema, porque a gente trabalha com tudo dentro de uma sala, ou seja não é uma sala heterogênea, então a gente tem que driblar, e como a gente não tem material, então eu acho que o professor do estado, de educação física, eu tiro o chapéu para todos, a gente faz milagre.

Pesquisador: Teria alguma forma, alguma atividade influenciada que você acha que os alunos com deficiência gostam de fazer? Professor: Olha eu sou fã dos jogos corporativos, trabalho muito pra inclusão, a sala quando vejo que a sala tem... mesmo que não tem aluno deficiente, mas eu vejo que a sala não é unida, tem problemas de competição, que tenha muito aflorado essa parte, eu sempre paro, volto aos jogos corporativos, futpar, bolha gigante, salve-se com um abraço, eu trabalho muito com jogos de equipe nesse sentido. Pesquisador: Fábio Brotto.

Professor: É Fabio Brotto.

Pesquisador: Então você acha que a educação física tem uma especificidade, que faz dela um espaço melhor pra inclusão?

Professor: Eu acho que sim porque visa a sociabilização, e porque é um momento assim no esporte, na quadra que a gente vê e mostra o que a gente quer não é, que a gente vê quem é líder quem não é, isso na quadra, eu acho que a gente tem mais facilidade.

Pesquisador: Poderia ser um espaço pior também, a educação física? Ou não.

Professor: Dependendo do professor, como ele direciona a aula dele, fica muito pior, se ele não valoriza o bom, a aula dele vai ficar pior, e aí tem um aluno bom em futebol, parabéns vai, vai... A aula é pra ele e os outros, eu acho que ele tem que valorizar todos os alunos, tem que fazer aula pro bom, pro ruim, pro médio, tem que adaptar a sua aula pra todos, por isso eu viso esse lado da sociabilização, porém eu acho que pra quem tem duas aulas pra transformar o pensamento de alguém é muito pouco não é, pra se trabalhar com inclusão tem que fazer uma adaptação de dentro pra fora, e pra você causar essa mudança na pessoa em duas aulas por semana eu acho muito pouco.

Pesquisador: Como é a sua visão em relação à inclusão, qual a importância?

Professor: Eu acho fundamental, faz a gente mudar um pouco a nossa visão tecnicista, capitalista desta nossa humanidade no geral pra gente a aprender a respeitar o colega diferente. O meu diferente não é comum o que eu vejo, por exemplo, vem um aluno amputado, não é comum vir, então como os alunos vão respeitar, se eles respeitarem este aluno diferente, lá fora no mercado do trabalho ele vai tratar diferente os outros, isto é questão de respeito, dignidade, cooperação.

Pesquisador: Você acha que tem uma metodologia que os alunos têm mais interesse, ou que você acha que é mais interessante na educação física?

Professor: Os alunos gostam de esporte, então a gente tem que tentar trabalhar os jogos também, trabalhar outras formas de movimento também, não só o esporte, se a gente for deixar só o que eles gostam – futebol, não é?

Pesquisador: Uma das metodologias são os jogos cooperativos?

Professor: É eu gosto de jogos cooperativos, adoro, trabalho muito jogos cooperativos e recreação. Pesquisador: E se fosse para você se avaliar hoje, que nota você daria?

Professor: 4. (risos). Acho que a tenho muito que aprender ainda. Acho que a gente tem que melhorar e melhorar muito porque é um aprendizado todo dia, a cada aluno diferente que vem para você, você tem melhorar.

Pesquisador: 4 ou mais 4.

Professor: Eu fico com 4 porque tenho que evoluir muito ainda. Vai 5 porque fica na média. Pesquisador: E por que não 10?

Professor: Porque eu acho que não existe 10. Acho que 10 é o cara que não precisa fazer mais nada. Eu tinha um professor na faculdade que não dava 10 para ninguém, porque o aluno 10 é o aluno perfeito e não precisa de professor. Eu acho que a gente precisa aprender muita coisa ainda.

Pesquisador: Mas porque 4, tão baixa?

Professor: porque eu preciso melhorar muito, é um caminho, eu não tenho nem 5 anos de Estado ainda. Então você não pode se gabar, nem achar que está fazendo uma... Tenho que melhorar muito ainda. Enfim eu não me considero A PROFESSORA, mas tenho muito para melhorar então eu me daria uns 4 ou 5. Espero melhorar muito e muito.

Pesquisador: Você acha que esta proposta da inclusão vai permanecer por mais tempo, está melhorando?

Professor: Eu acho que ela deveria permanecer, mas poderia investir nisto, mas sem investimento, sem consultar a merendeira, professores e alunos pra receber este diferente... Eu gostaria que não existisse nunca, mas se na escola conseguirmos fazer um espaço de

respeito, dignidade, coleguismo, fora daqui é o que a gente quer uma cidade melhor, um país melhor, um mundo melhor, não é? Acho que tem que incluir e não pode excluir fazer uma escola só pra cego, uma escola só pra surdo porque na comunidade, no shopping, num banco eles vão se esbarrar e aí como é que vais ser isso? Então tem que ser na escola que é uma mini comunidade.

Pesquisador: Muito obrigado! Professor: Certo!

TRANSCRIÇÃO DA ENTREVISTA DA PROF. JANETE ABRIL/2009

Sujeito: Prof. JANETE32

Ano de formação: 1983

Tempo de atuação em Educação Física: 23 anos. Segmento em que trabalha: EFI/EFII

Tem alunos no processo de inclusão: sim Qual deficiência: DA

Pesquisador: O que é para você inclusão do deficiente? O que é inclusão para você?O conceito de educação inclusiva?

Professor: Inclusão para mim é a oportunidade que a gente oferece a esse aluno de estar se sociabilizando, de se sentir igual aos outros, a gente sabe que eles têm suas limitações, eu não sei se ele percebe isso, mas a gente tem que passar que ele é uma pessoa que pode ser normal como todo mundo, pelo menos eu acredito que ele tem que ser à medida que ele se sentir normal ele vai interagindo como os outros, ele vai está respeitando o limite do outro, ele vai está percebendo a diferença dele pro outro, as limitações inclusive, aquele pode eu também posso, não é?, A inclusão para mim eu acho que funciona neste sentido de dar a oportunidade a esse aluno de tentar melhorar as suas capacidades dentro da nossa proposta, eu falo diretamente voltada para a área da Educação Física.

Pesquisador: E a inclusão no seu sentido amplo é uma inclusão só do deficiente ou você acha que é uma inclusão para todos?

Professor: É. Eu acho pelo que foi pedido para a gente a inclusão no caso é do deficiente até então porque os outros são tidos como normais, não é. Mas eu acho que existe uma integração, existe a percepção daquele que é normal também que tem alguém que é diferente dele, isso também é considerado uma inclusão, os ditos normais perceberem que existe pessoas diferente e que podem estar ali participando com ele de uma situação agradável, por exemplo dentro da sala de aula, fora, durante uma atividade física, durante um intervalo, um recreio, então eu acho que é uma inclusão paralela das duas partes.

Pesquisador: Tanto a inclusão para todos como a inclusão do deficiente?

Professor: É! Só que eu acho que existe ainda uma discriminação em relação ao deficiente. Não importa qual o tipo da deficiência, existe uma. Não digo um tipo de discriminação, mas uma certa rejeição inicial pelo menos. Mas eu percebo assim que as crianças não estavam também preparadas para estar enfrentando uma situação dessa, eles encaram isso como um problema dentro da sala de aula até porque o caso de deficiência que nós temos aqui a menina é muito agressiva até. Então eles reagem de uma forma negativa porque eles também não foram preparados para estar enfrentando esta situação. Então eu achei que isso tinha que ter sido preparado de uma forma melhor sabe, acho que isso foi jogado para o professor, é tanto para o professor de atividades específicas como o professor de Arte e Educação Física, isso foi jogado para o professor que trabalha com o ciclo normal e o professor não está preparado para está atuando de uma forma adequada eu diria.

Pesquisador: Eficaz?

Professor: É porque no nosso caso específico esta aluna é extremamente hiperativa.

Pesquisador: A experiência com inclusão que você tem é só nesta escola ou você já teve outros alunos nesse processo de inclusão? Professor: Já. Já tive alunos com deficiência auditiva, é um outro aluno que os pais dele não o aceitavam como deficiente, mas que a gente detecta isso é tranquilo até pra gente que observa alunos, ta ali todos os dias, você percebe a diferença dele para os demais. Até que então foi tomada providência, a escola teve contato e foi, não é?

Pesquisador: Encaminhamento...

Professor: Fez o encaminhamento e eles acabaram aceitando, fazendo o tratamento inclusive paralelo, né? E a gente tendo que trabalhar