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Procedural control: Making the administrative political

6 The Canadian chairmanship: The domestic strain

6.2 Agenda-shaping in the Canadian chairmanship period (2013-2015)

6.2.4 Procedural control: Making the administrative political

Considerando o pensamento complexo, ou seja, a percepção de que, para re- solvermos os problemas da atualidade, deve-se considerar a existência de um nú- mero considerável de variáveis que, por sua vez, estariam interconectadas e ainda, diante do sempre crescente volume de dados e informações coletadas e armazena- das, designers e pesquisadores estão repensando o paradigma da representação visual da informação.

De acordo com Friendly (2009), a representação visual (gráfica) da informa- ção tem profundas raízes que abrangem desde a cartografia (pré-século XVII), pas- sando pelo pensamento estatístico, a partir a sua ascensão durante o século 19, até o desenvolvimento tecnológico dos séculos 20 e 21. Considerando o termo mais amplo, a visualização de dados remete aos primórdios da história da humanidade, com seus pictogramas em rocha, mas, como usado atualmente, o termo é geralmen- te aplicado à representação visual de grandes coleções de informações como aque- las disponíveis em bases de dados, redes de relações na Internet, e assim por dian- te. Mais especificamente, é a ciência da representação visual dos dados, que se-

gundo esse autor, lida com “informações que podem ser abstraídas de alguma forma esquemática, incluindo os atributos ou variáveis das unidades de informação”.

A utilização de ferramentas tecnológicas e de algoritmos computacionais vem proporcionando, nos últimos anos, grandes avanços das técnicas concernentes. Li- ma (2011) chega a descrever um sistema de linguagem que se serve das cores, do alfabeto e das formas para produzir representações visuais funcionais de dados de diversos níveis de complexidade.

Muito desse novo sistema de linguagem se baseia na importância das redes, o que evoca, segundo Lima (2011), a necessidade de se desmistificar o mito da ár- vore como metáfora para representar o conhecimento. Informa que, durante os sé- culos, este mito foi utilizado como símbolo religioso, desde a Babilônia antiga, pas- sando pelo cristianismo. As árvores têm sido utilizadas como sistemas de classifica- ção do conhecimento, na medida em que permitem mapear relações entre familia- res, as principais áreas da ciência e do conhecimento, os vastos capítulos de uma enciclopédia ou ainda como mapeamento das diversas espécies, de animais e vege- tais. Assim, a árvore é uma constante na ânsia do homem de identificar, mapear e ilustrar as diferentes etapas do conhecimento humano. Acredita Lima (2011) que a utilização desta metáfora, em parte, pode ser explicada pela busca do homem por autoridade e simetria; por simplicidade, ordem e hierarquia do conhecimento. Um exemplo disso é concepção aristotélica revista por Porfírio das qualidades atribuídas às coisas classificáveis mostrada na Figura 14.

Figura 14: Descrição, segundo Porfírio, de como as qualidades atribuídas às coisas podem ser classificadas

Como argumento para esta quebra de paradigma, Lima (2011) cita Weaver (1948), que divide a ciência moderna em 3 etapas distintas, nomeado-as como: (i) problemas de simplicidade, quando os cientistas procuram essencialmente como uma variável interfere em outra variável (característica da ciência dos séculos XVI e XIX); (ii) problemas de complexidade desorganizada, quando os cientistas começa- ram a perceber a existência de um infinito número de variáveis, mas que estas vari- áveis estavam ligadas, de um certo modo, de maneira caótica e aleatória (caracte- rística da ciência na primeira metade do século XX); e, (iii) problemas de complexi- dade organizada, quando os cientistas começaram a perceber que além da existên- cia de um sem número de variáveis, estas por sua vez estariam interconectadas e interdependentes (o que tem caracterizado a ciência desde meados do século XX). As distintas etapas (i) e (iii) são muito bem representadas por meio da Figura 15, que mostra a “arvore da vida”, assim como esboçada por Darwin, e a representação simplificada, em rede, da cadeia alimentar do atlântico norte.

Figura 15: Exemplo de evolução da complexidade tratada pela Ciência. À esquerda, uma página do caderno de anotações de Darwin mostrando seu esboço da “árvore da vida”, e à

direita, grafo “simplificado” da cadeia alimentar do Atlântico Norte.

(Fontes: http://vcande.blogspot.com/2010/04/what-do-we-mean-by-evolution.html e http://www.fisherycrisis.com/coral7.html

Um exemplo recente corrobora com esta mudança de paradigma propalada por Lima (2011) e envolve exatamente a metáfora da “a árvore da vida”, concebida e utilizada por Darwin (1859), um dos símbolos mais emblemáticos da teoria da evolu- ção. Descobertas da década passada corroboram para o fato de que os organismos unicelulares trocam material genético por meio de outras formas de reprodução (LAWTON, 2009), processo denominado transferência lateral de genes. Tal achado, de acordo com alguns cientistas, torna “a árvore da vida”, mais idealmente e metafo- ricamente representada por uma "teia da vida".

Na tentativa de compreender como as pessoas estão utilizando meios de vi- sualizar a informação, Lima (2011) vem coletando centenas de exemplos67 que tra- tam de assuntos tão distintos como redes sociais, biologia, redes de transportes, cadeias alimentares, música, reconhecimento de padrões, redes semânticas entre outros exemplos que se utilizam deste novo paradigma para a representação e visu- alização da informação e que vem influenciando áreas tão distintas da ciência como das artes: pintura68, escultura69 e a música70.

Lima (2011) sugere que a árvore, como estrutura e como metáfora, não mais consegue representar a complexidade do mundo moderno. É necessário abandonar este modelo hierárquico para se abraçar modelos de rede e estimular o olhar critico sobre diferentes outras formas de representar visualmente os dados e que propor- cionem rápida assimilação, entendimento e descobertas de novos padrões e ten- dências diante do grande e complexo volume de informações.