5 The Norwegian chairmanship period: The long-term strategist
5.2 Agenda-shaping in the Norwegian chairmanship period (2006-2009)
5.2.2 Agenda-structuring: Strengthening the Arctic Council and involving Russia
4.3.1 Critérios de inclusão
· Idosas com idade igual ou superior a 60 anos;
· Participantes do Projeto de Promoção da Saúde dos Idosos da Universidade Católica de Brasília
· Aceitar participar da pesquisa;
· Preencher o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, formulado de acordo com a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), concordando com sua participação voluntária na pesquisa, com a possibilidade de desistência durante o experimento (APÊNDICE B).
4.3.2 Critérios de exclusão
· Possuir comprometimento cognitivo;
· Fazer uso de medicamentos que influencie e/ou impossibilite a manutenção da posição ortostática e do controle postural;
· Possuir doença e/ou lesão que influencie e/ou impossibilite a manutenção da posição ortostática e do controle postural;
· Ter sido submetida a alguma cirurgia ortopédica que influencie e/ou interfira no padrão postural do indivíduo em decorrência de seqüela(s) provenientes da mesma;
· Sentir dor para manter a posição ortostática durante o momento da avaliação postural;
· Possuir sinais de depressão;
4.4 PROCEDIMENTOS
4.4.1 Caracterização da amostra, rastreamento de comprometimento cognitivo e de sinais de depressão
A coleta de dados iniciou pela caracterização da amostra. Para tanto, foi realizado um questionário dirigido, preenchido pelo avaliador, conforme o Apêndice A. Antes da avaliação postural da idosa, foi realizado o rastreamento de possíveis comprometimentos cognitivos que este possa vir apresentar. A integridade cognitiva é de suma importância para que as informações obtidas através dos questionários aplicados (IPAQ e Escala de Depressão Geriátrica) sejam as mais fidedignas possíveis. Para tanto utilizou-se o Mini-Exame do Estado Mental (" #"
$ # "" $) traduzido por Bertolucci . (BERTOLUCCI , 1994). O nível de corte utilizado para o rastreamento do comprometimento cognitivo foi o escore 22, para indivíduos com um a onze anos de escolaridade e, o escore 27, para idosos com mais de 11 anos de escolaridade. Este exame foi utilizado por ser um instrumento simples e confiável no rastreamento de comprometimentos cognitivos em idosos, desde que estes não apresentassem um nível baixo de escolaridade (ALMEIDA 1998, DINIZ , 2007; BORGES , 2007). (Anexo 2).
Para avaliação dos sinais de depressão utilizou-se à Escala de Depressão Geriátrica, forma abreviada, proposta por Yesavage (1983). Esta escala, traduzida para o português por Stoppe Júnior & Jacob Filho, foi utilizada por possuir propriedades de validade e confiabilidade satisfatórias para o rastreamento dos sinais de depressão no idoso (STOPPE JÚNIOR e JACOB FILHO, 1994; ERTAN e EKER, 2000; HOYL , 1999; SOUSA , 2007). (Anexo 3).
4.4.2 Avaliação Postural
A avaliação postural iniciou pela mensuração da cifose torácica por meio do Método Flexicurva conforme aplicado por Teixeira e Carvalho (2007). A participante avaliada foi orientada a manter-se em posição ortostática, trajando roupas cedidas pelos avaliadores, na posição mais relaxada e normal possível. Nesta posição, foi demarcada a projeção sobre a pele referente aos processos espinhosos da sétima
vértebra cervical (C7) e da décima segunda vértebra torácica (T12) com adesivos de formato circular, que foram colados na pele da idosa. A determinação destes processos espinhosos foi realizada de acordo com os métodos de palpação anatômica estabelecidos por Hoppenfield e foi executada por um fisioterapeuta experiente com afinidade para tal método (HOPPENFIELD, 2005).
Posteriormente posicionou-se a régua flexível o mais próximo possível da linha média da coluna e moldou-a de acordo com a curvatura torácica da idosa. Em seguida foram realizadas demarcações na régua flexível nos pontos equivalentes aos processos espinhosos de C7 e T12, já demarcados na participante.
A seguir, a régua flexível foi retirada cuidadosamente do contato com a pele do indivíduo e colocada sobre um papel milimetrado, tamanho A2, no qual a curvatura representando a cifose torácica do sujeito foi traçada (desenhada). O desenho do contorno da coluna torácica da idosa foi realizado do lado da régua que esteve em contato com a pele do indivíduo.
Após o contorno, representando a cifose torácica, ser desenhado no papel milimetrado, foram determinados neste papel os pontos equivalentes ao processo espinhoso de C7 e T12, já demarcados na régua flexível. Em seguida traçou-se uma reta ligando esses pontos, representando assim, o comprimento total desta reta (XTotal), mensurada em centímetros. Foram mensurados também, a altura máxima entre o XTotal e a ponto mais alto da curvatura torácica desenhada no papel (H) e a medida entre a intersecção de H com XTotal e o ponto referente ao processo espinhoso de T12 (XMeio). Ver figura 4.
A partir da mensuração do XTotal, XMeio e H, todos em centímetros, tais medidas foram colocadas em uma fórmula, um polinômio de terceiro grau, para que estas medidas lineares fossem transformadas na medida do ângulo de cifose torácica do indivíduo, segundo o proposto por Teixeira e Carvalho (2007).
Depois de mensurado o ângulo de cifose torácica, a avaliação postural seguiu-se através da análise do padrão postural do indivíduo pela fotogrametria, utilizando-se o para Avaliação Postural – SAPO, versão 0.68, atualizado em janeiro de 2008.
Dois fios de prumo foram utilizados ao lado das participantes (um de cada lado) para realizar as definições das escalas exigidas pelo , nos quais estavam postadas duas bolas de isopor, em cada fio, de quarenta e cinco milímetros de circunferência, com a distância de cinqüenta centímetros (cm) entre elas, para
definir uma referência vertical. Os dois fios de prumo estavam distantes um metro um do outro, e a distância entre as bolas superiores dos fios de prumo definiram a referência horizontal da imagem. Conforme figura 5.
Fonte: Arquivo próprio do autor
Figura 5. Esquema representativo da disposição dos fios de prumo
As voluntárias foram orientadas a pisar em cima de um carpete de $ %
(EVA) preto, com dimensões de 50x50 cm, no qual foi demarcado o contorno dos pés de cada indivíduo e isso serviu de guia para a realização das fotos na vista anterior, lateral direita, lateral esquerda e posterior. Também, foram utilizadas bolas de isopor nas estruturas anatômicas pré-determinadas pelo protocolo do programa. À semelhança da palpação realizada durante a aferição da cifose torácica com o método flexicurva, a determinação dos pontos anatômicos exigidos pelo SAPo foram realizados de acordo com os métodos de palpação anatômica estabelecidos por Hoppenfield (HOPPENFIELD, 2005).
Na tentativa da reprodução mais fidedigna do padrão postural da participante, esta recebeu o seguinte comando verbal:
Você vai ficar em pé neste tapete (carpete) preto numa posição que te seja familiar e confortável, posicione seus pés do jeito que for o mais confortável para você. (PORTAL DO SOFTWARE PARA AVALIAÇÃO POSTURAL, 2008).
50 cm
Pontos demarcados na vista anterior: trago da orelha (direito e esquerdo), acrômio (direito e esquerdo), espinha ilíaca ântero-superior (direita e esquerda), trocanter maior do fêmur (direito e esquerdo), ponto médio da patela (direita e esquerda), linha articular do joelho em sua face lateral (direito e esquerdo), tuberosidade da tíbia (direita e esquerda), maléolo medial (direito e esquerdo) e maléolo lateral (direito e esquerdo). Conforme figura 6.
Fonte: Portal do para Avaliação Postural, 2008.
Figura 6. Pontos demarcados na vista anterior.
Demarcação da vista lateral direita e esquerda: trago da orelha, processo espinhoso de C7, acrômio, espinha ilíaca ântero-superior, espinha ilíaca póstero- superior, trocanter maior, linha articular do joelho, maléolo lateral e ponto entre as cabeças do segundo e terceiro metatarsos. Conforme figura 7.
Fonte: Portal do para Avaliação Postural, 2008.
Figura 7. Pontos demarcados na vista lateral (direita e esquerda).
Por último, na vista posterior, foram demarcados: processo espinhoso de T3, ângulo inferior da escápula (direito e esquerdo), ponto sobre a linha média da perna (direita e esquerda), ponto sobre o tendão calcâneo na altura média entre os dois maléolos (direito e esquerdo) e calcâneo (direito e esquerdo). Ver figura 8.
Fonte: Portal do e para Avaliação Postural, 2008.
Figura 8. Pontos demarcados na vista posterior.
Para tanto, as variáveis posturais aferidas na vista anterior foram: alinhamento horizontal da cabeça (VAAHC), alinhamento horizontal dos acrômios (VAAHA), alinhamento horizontal das espinhas ilíacas ântero-superiores (VAAHEIAS), ângulo Q direito (VAAQD) e ângulo Q esquerdo (VAAQE). Variáveis posturais da vista posterior: ângulo perna-retropé – que permite a mensuração de calcâneo valgo ou varo – (VPAPRD) e ângulo perna-retropé esquerdo (VPAPRE). Na vista lateral direita: ângulo vertical da cabeça – para avaliar anteriorização e posteriorização de cabeça – (VLDAVC), ângulo horizontal da pelve – para avaliar anteroversão e retroversão pélvica – (VLDAHP), ângulo do joelho – para avaliar joelho flexum ou recurvatum – (VLDAJ) e ângulo tibiotársico (VLDAT). Na vista lateral esquerda foram mensuradas variáveis posturais homólogas às da vista lateral direita, admitindo as designações: VLEAVC, VLEHP, VLEAJ e VLEAT. A letra “E” das siglas anteriormente relacionadas significa “Esquerda” (ex: Vista Lateral Esquerda – ângulo vertical da cabeça, VLEAVC).
A câmera fotográfica digital utilizada no estudo foi da marca Sony, modelo DSC- S600 de 6,0 megapixels, posicionada a três metros do ponto médio entre a distância
dos háluxes do indivíduo na vista anterior, do maléolo lateral na vista lateral direita e esquerda e da distância média entre os calcâneos na vista posterior. A câmera fotográfica permaneceu em um tripé nivelado, a uma altura correspondente a metade da estatura do indivíduo.
Conforme citado anteriormente, foram realizadas fotos nas diferentes vistas e, por meio da emissão de um relatório gerado pelo , obteve-se dados a respeito da análise postural dos indivíduos.
Análise do nível de atividade física
A determinação do nível de atividade física das idosas foi realizada utilizando- se do Questionário Internacional de Atividades Físicas (IPAQ), versão curta, que foi respondido pelas participantes, no qual o indivíduo pode ser classificado como: muito ativo, ativo, irregularmente ativo A, irregularmente ativo B e sedentário. Seria classificada como: & muito ativa: idosa que realizasse atividade vigorosa por pelo menos 5 vezes por semana e por pelo menos 30 minutos em cada momento ou 20 minutos deste nível de atividade realizada 3 vezes na semana somada a 30 minutos de atividade moderada e/ou caminhada realizada 5 vezes por semana; '& ativa: aquela que realizasse 20 minutos atividade vigorosa por pelo menos 3 vezes por semana ou 150 minutos da soma de atividades de caminhada, moderada ou vigorosa durante pelo menos cinco dias na semana; & irregularmente ativa “A”: pratica alguma atividade física pelo menos 5 vezes por semana ou por pelo menos 150 minutos semanais (seja ela caminhada, moderada ou vigorosa); &
irregularmente ativa “B”: a participante que não atingiu nenhum critérios anteriores quanto a freqüência ou duração da atividade física praticada; & sedentária: a idosa que não realizou nenhuma atividade física por pelo menos 10 minutos contínuos durante a semana (Conforme Anexo 4). Este instrumento é recomendado pela OMS para o uso em indivíduos idosos e foi utilizado de acordo com os moldes propostos pelo Comitê de Pesquisa do IPAQ (IPAQ RESEARCH COMMITTEE, 2005).
Cada questão do IPAQ, versão curta, foi utilizada para aferir: primeira questão (IPAQ 1) a quantidade, em minutos, semanal de caminhada; segunda questão (IPAQ 2 ) o tempo total semanal de atividade física moderada; terceira questão
(IPAQ 3) o tempo total semanal de atividade física vigorosa; quarta questão (IPAQ 4) o tempo total semanal de permanência da idosa na posição sentada.
4.4.4 Aferição da Estatura, peso e Índice de Massa Corporal (IMC)
Para fins de caracterização antropométrica da amostra foram mensurados a altura, o peso e o Índice de Massa Corporal (IMC) dos indivíduos. A estatura das idosas foi aferida utilizando-se o estadiômetro. Para a massa corporal, utilizou-se uma balança da marca Filizola. O índice de massa corporal (IMC) foi calculado automaticamente pelo Microsoft Office Excel versão 2007 quando os dados referentes à altura e massa foram incluídos no programa. Estas aferições foram realizadas no momento em que foi preenchido o questionário dirigido para a caracterização da amostra.