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A importância do enfoque sistêmico no estudo da criatividade propostos por Mihaly Csikszentmihalyi se fez presente quando, em 1988, ele o apresentou pela primeira vez.

No entendimento de Csikszentmihalyi (1996, p. 21), a criatividade é resultado “da interação de um sistema composto por três elementos: uma cultura que contém as regras simbólicas, uma pessoa que contribui com novidade ao campo simbólico e um âmbito que especialistas que reconhecem e validam a inovação”. O autor ainda

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Mihaly Csikszentmihalyi – Hungria/EUA, PhD, Universidade de Chicago, fundador e co-diretor da Quality of Life Research Center (QLRC); Saturnino de la Torre – Barcelona/ES, Catedrático de Didática e Inovação Educativa na Universidade de Barcelona-UB/ES; James C. Kaufman – EUA, Universidade Estadual da Califórnia; Mark A. Runco – EUA, Universidade de Geórgia; Francisco Menchén – Espanha, escritor e pesquisador na criatividade; Solange Weschler – Brasil, vários cursos de pós-doutorado nas áreas de identificação de talentos, avaliação da

inteligência, criatividade, estilos de pensar e liderar, promoção e desenvolvimento de potencial; Vera Tindó –

salienta que “os três são necessários para que tenha lugar uma ideia, produto ou um descobrimento criativo" (CSIKSZENTMIHALYI, 1996, p. 21). Ele critica a tendência que os psicólogos possuem em basear os estudos da criatividade na personalidade criativa, argumentando que são tantas as variáveis interferentes que é melhor trabalhá-la como propriedade de sistemas. Para ele, a personalidade de alguém que intenciona a prática de algo tido como criativo pela cultura em que está inserido deve se integrar a um domínio específico e às regras de um determinado campo simbólico, bem como às circunstâncias de um âmbito concreto existindo variações de um domínio a outro como também em relação ao tempo para que se promovam as transformações internas, a partir das experiências pessoais e campos de interesse.

No enfoque sistêmico, apresentado por Csikszentmihalyi (1996), o autor não se preocupa com a questão sobre o que é a criatividade, mas, sim, sobre o lugar da criatividade, nos instigando a refletir com ele sobre onde está a criatividade. A partir desta questão, explica que a criatividade só pode ser observada a partir das interações de três partes principais de um sistema: o campo, o âmbito e a pessoa. Em entrevista realizada com Csikszentmihalyi (2012, apêndice 6), ele comenta que

existiram muitas razões, neste caso, que me levaram a desenvolver o Modelo de Sistemas de Criatividade, que leva em conta as variáveis sociais e culturais que devem ser levadas em conta se alguém tem o interesse em perceber se uma pessoa potencialmente criativa será capaz de ser criativa, ou não.

No modelo apresentado, o primeiro componente, o campo, está localizado no que chamamos de cultura, no qual está inserido todo o conhecimento simbólico compartilhado por uma sociedade ou pela humanidade. É o conjunto de regras e procedimentos simbólicos das ciências, sendo que cada ciência representa um campo, que pode ter suas especificidades. No segundo componente, o âmbito, estão os guardiões das portas de acesso ao campo, pessoas que são encarregadas de dizer se uma nova ideia ou produto pode ser incluído ou não. Aqui são selecionados os novos produtos, teorias, objetos de arte e outros, por um grupo de

experts na área de interesse de quem se apresenta com uma nova proposta,

de fundações, cujo papel é se ocupar da cultura de um determinado povo. O terceiro componente é a pessoa, a qual pode ter sua ideia inserida ou não no campo específico quando selecionada pelo âmbito correspondente e este a considerar como sendo nova e/ou criativa.

Pode acontecer, de acordo com Csikszentmihalyi (1996, p. 49), que uma pessoa não seja considerada criativa dentro de um campo para o qual foi indicada. O indivíduo pode aprender as suas regras, mas nem assim ele terá um âmbito capaz de avaliá-lo como sendo criativo. No caso da avaliação do indivíduo feita pelo âmbito ser considerada criativa, este, ao se relacionar dentro de um campo específico, faz com que ocorra uma retroação na sua forma de pensar e de utilizar seus recursos cognitivos, afetivos, instrumentais e sociais, ampliando a liberdade que tinha antes de se enquadrar no mesmo Ao mesmo tempo amplia a sua sensibilidade, a capacidade de perceber e de se relacionar com o mundo, promovendo o empoderamento, além do sentimento de pertença, que faz com que todos que ali se enquadrem, tenham um sentimento de segurança e zelo uns com os outros, já que a ameaça a um de seus membros afetam a todos que ali estejam presentes, com suas contribuições e relações interpessoais.

O sentimento de empoderamento na ação criativa acontece naturalmente quando uma pessoa entra em um determinado campo e, à medida em que se sente pertencente a este, conhecendo suas regras e hierarquias, sabe os momentos certos e adequados para fazer suas contribuições e participações. A partir do momento da permissão de sua entrada no âmbito, o indivíduo que pretende fazer uma contribuição criativa deve, não somente trabalhar dentro de um sistema criativo, mas também reproduzir o sistema no qual for aceito.

A exemplo disto podemos citar uma pessoa que entra em um novo emprego, seja ele qual for. À medida em que ela aprende as regras do local onde trabalha e exerce as suas funções com competência suficiente para ser reconhecido pela qualidade do trabalho, demonstrando responsabilidade e domínio no que faz, as possibilidades de crescimento dentro da empresa aumentam, juntamente com o poder de decisões. Passa, então, a ser considerado como um elemento

fundamental, que participa de processos de admissão de novos funcionários, de contratos, pesquisas e ideias. É o que, normalmente, se chama normalmente de consultor, parecerista ad hoc ou expert.

O fato de se integrar a um determinado campo não representa, de forma alguma, a inibição do processo criativo de uma ou outra pessoa, mas, sim, que ali se encontra com prazer de realizar a sua atividade. Ao mesmo tempo, podemos inferir que, se uma pessoa não está sentindo prazer de estar em um determinado campo, pode ser que seja o momento adequado para se pensarem uma movimentação, o que se refere a atualização do campo, a partir de um processo de auto-organização do mesmo.

Sobre este assunto, Csikszentmihalyi (2012) aponta que existem várias formas do campo favorecer ou obstacularizar a criatividade, sendo três as principais causas: a claridade de sua estrutura, sua centralidade dentro da cultura e sua acessibilidade. É provável que o grupo que esteja melhor organizado e estruturado, ocupe um lugar de visibilidade maior dentro da sociedade, tornando-se mais acessível às pessoas e favorecendo a emergência de contribuições criativas que surgem com maior frequência.

Pode acontecer também que uma determinada pessoa já reconhecida como sendo uma pessoa extremamente criativa em um determinado tempo histórico, não o seja em outro. Naquele instante ela passa a ser considerada apenas como uma pessoa pouco criativa, mas, em outro momento, ela pode ressurgir e ser extremamente criativa. Essas flutuações em relação aos reconhecimentos que acontecem na avaliação das artes, por exemplo, destacam a predominância de um artista e suas obras em uma certa época e em outra não. Vendo por este prisma, pode-se perceber que a criatividade pode ser construída, desconstruída e reconstruída ao longo da história.

Vários formatos de campo podem existir, segundo Csikszentmihalyi (1996), que nos apresenta a modificação ou não de um ou outro determinado campo, de acordo com as regras pertinentes a cada um deles. Um primeiro caso é a não alteração ou modificação do campo, tendo o sujeito que ali intenciona ali apresentar

sua ideia ou construção, que busca atender, estritamente, o que é proposto pelo seu campo de interesse e nada mais além disso, Isto impossibilita a contribuição para a ampliação do método, das regras e dos conceitos já existentes. Pode contribuir apenas com a ampliação da construção do conhecimento já estabelecido como tal, onde se utilizou das regras desse campo para se chegar a um novo entendimento de uma nova questão. Pode acontecer também uma ampliação de uma questão já bastante discutida, mas não totalmente esgotada, sem que haja interferência na estrutura do formato da investigação ou da criação, do objeto de estudo do sujeito que intenciona sua inserção no mesmo.

Um segundo caso de existência do campo é aquele que aceita a contribuição de algo considerado como sendo novo e criativo, flexibilizando suas regras, permitindo o seu questionamento, podendo até alterará-las. Isto, por sua vez, representa uma evolução do pensamento daquele determinado campo, ao aceitar as transformações do seu tempo histórico, podendo, na maioria das vezes, não haver o descarte do que não está sendo utilizado com certa frequência, mas ampliado em suas concepções, regras, leis e formas de observação. Neste caso, o âmbito está atento a essas novidades que surgem constantemente. Desta forma se atualiza o conhecimento do âmbito, discute entre si a fim de analisar o que está sendo apresentado, reconhecendo-o como criativo, aceitando sua inclusão no campo pretendido. A flexibilidade de leitura e de auto-transformação aqui é uma característica inerente à este tipo de campo.

Outro tipo de campo apresentado por Csikszentmihalyi (1996) é aquele que é inaugurado a partir da não inclusão de características próprias do que foi pensado ou feito, sendo considerado se analisado a partir de regras totalmente diferentes, de concepções que não se adéquam às dos outros campos, criando assim, outro. Aqui, da mesma forma que com os outros campos, são trabalhadas regras, leis e concepções que irão fazer deste um campo especifico, diferente dos demais, constituindo um âmbito com seus experts que trabalharão assim como os outros de outros campos.

Sobre a pessoa, terceiro componente do enfoque sistêmico da criatividade, Csikszentmihalyi (1996) salienta que as pesquisas que existem se concentram, em sua grande parte, na pessoa criativa, como se a criatividade estivesse localizada em uma pessoa com um funcionamento cerebral diferente, buscando entender seu funcionamento, e encontrar a chave da criatividade. Outros casos de estudos sobre pessoas criativas podem valorizar um determinado acidente ocorrido em sua vida. Outros apontam a criatividade como sendo um acidente de percurso da vida de uma pessoa, além daqueles que acreditam que seja somente o indivíduo quem põe a sua criatividade em desenvolvimento. Ao se perguntar às pessoas reconhecidas como sendo criativas como é que elas explicam o seu êxito, estas dizem que estavam, frequentemente, no lugar certo e na hora certa.

Para Csikszentmihalyi (1996), existe um certo ponto de vista comum em relação ao que as pessoas consideram como características de uma pessoa criativa. Entretanto, ainda não há um critério homogêneo em relação às características de personalidade que, segundo ele, são completamente diferentes. Entre os indivíduos criativos, há aqueles que são tímidos e outros mais exibidos, independentemente de onde se encontra. Há também os que se alcoolizam e aqueles que não ingerem bebida alcoólica, os que são boêmios e outros mais recatados e caseiros.

Existem, ainda, os que são muito sérios e muito vinculados ao trabalho e aqueles que não se entregam tanto ao trabalho, mas quando o fazem, o fazem de maneira excepcional. Assim, é muito grande o leque de possíveis características de personalidade que podem ter as pessoas consideradas criativas. De certa forma, isto dificulta o estabelecimento de regras neste sentido. Csikszentmihalyi (1996) não desconsidera o valor da personalidade, mas observa apenas que a personalidade de um indivíduo que pretenda fazer algo criativo deve integrar-se, especificamente, a um campo em particular e às circunstâncias de um âmbito concreto no qual deseja se vincular, e que suas característicasvariam com o tempo.

Baseado no enfoque sistêmico, Csikszentmihalyi (1996, p.47) propõe a seguinte definição de criatividade: “criatividade é qualquer ato, ideia ou produto que muda um campo já existente, ou que transforma um campo já existente em um novo

campo”, lembrando que somente irá ocorrer a mudança de um campo quando o âmbito correspondente a ele o consentir. Nesse caso, a mudança só ocorrerá quando o âmbito, formado por especialistas em determinada área do conhecimento, estiver de acordo com a pretendida mudança, se os indivíduos concordarem ou não com a sua adequação. O autor não afirma que seja necessária a pessoa ser portadora de características pessoais diferenciadas das demais pessoas, mas informa que a novidade produzida precisa ser reconhecida como tal, expressando uma criatividade suficiente para ser incluída no campo.

A criatividade, então, seria produto das interações entre o campo, o âmbito e a pessoa. Para ele, as investigações sobre o tema da criatividade devem estar voltadas para o enfoque sistêmico e não somente para o indivíduo, pois ela acontece na interação entre aquele que cria e o ambiente que julga e/ou admira a sua obra.

Os que normalmente são reconhecidos como pessoas criativas, não o são isoladamente, mas, sim, a partir do surgimento da sinergia proveniente de várias fontes, as quais necessitam reconhecer que as circunstâncias envolvidas foram mudadas a fim de potencializar a criatividade. Para ele, é mais fácil proceder a essa transformação do que fazer com que uma ou mais pessoas pensem de maneira criativa. O autor (ibidem) ainda salienta que uma vantagem sensorial não é necessária para que uma pessoa seja considerada criativa, mas pode ser o fator responsável pelo surgimento precoce de seu interesse por um campo, observando que o grau de criatividade alcançado na sua vida tem pouca relação com o talento que tinha quando criança. Como exemplo da vantagem sensorial, ele cita Doménikos Theotokópoulos (1541-1614), pintor grego, conhecido como “El Greco”, que padecia de uma enfermidade no nervo óptico e Ludwig van Beethoven (1712- 1773), compositor e pianista alemão, que estava praticamente surdo quando compôs algumas de suas mais belas e expressivas obras.

Csikszentmihalyi (1996) questiona se é o indivíduo que acredita na sua criatividade que está certo ou se é a sociedade que nega a criatividade do indivíduo. Reflete que, no caso do indivíduo, o fenômeno passa a ser considerado subjetivo e,

desta forma, a segurança que ele tem no que pensa e no que faz torna-se importante referência para o reconhecimento de sua produção como sendo algo novo e valioso. Assim, a partir deste pressuposto, podemos definir a criatividade como sendo o processo que problematiza a existência de algo verdadeiramente novo e que, para ser agregado à cultura, necessita ser suficientemente valorizado no sentido de enriquecê-la, melhorando a qualidade de vida das pessoas.

Ao mesmo tempo, esse autor considera que se algo precisa ser suficientemente valorizado pelo meio social, o conceito de criatividade deve ir além do indivíduo. Aqui, o que vai ser valorizado é a certeza íntima que os especialistas, em cada área, possuem sobre determinados assuntos e que reconhecerão tal pensamento ou feito como novo, valioso e, enfim, criativo. Salienta ainda que, em alguns casos, a certeza dita anteriormente, do indivíduo, é suficiente para assumir- se como criativo ou autor de algo que tenha sido fruto de sua criatividade, porém há casos em que a confirmação externa se faz necessária e que não existe, segundo Csikszentmihalyi (1996), um meio termo para isso. Tal feito acaba impossibilitando um acordo e abre inúmeras discussões em uma imensa rede de possibilidades de análises.

É perceptível o elo de ligação com a complexidade que Csikszentmihalyi faz, embora não intencionalmente, quando não elimina uma possibilidade de análise do objeto da criatividade levando em consideração o ser humano e a sociedade. Descartar um ou o outro seria a perda irreparável de um elemento necessário à complementaridade de ambos que se situam e se relacionam e que, complementarmente, são partes que favorecem uma melhor compreensão do todo.

A presença do princípio organizador do pensamento complexo, apresentado por Morin (2007a), o princípio sistêmico-relacional, que nos apresenta a inseparabilidade do todo em relação às partes, também pode ser observado na teoria de Csikszentmihalyi, ao reconhecer a importância do indivíduo para a compreensão de uma determinado ato criativo ou não. Na inseparabilidade, um depende do outro para que ambos possam existir, tanto o meio que acolhe uma nova ideia ou criação de um indivíduo, como também o próprio indivíduo. Na

concepção de Csikszentimihaly, passam também pelo âmbito os experts que o constituem e representam a possibilidade de inserção ou não, de uma nova ideia de outros indivíduos no atual campo onde se encontram.

Para Morin (2008c), encontrar um todo maior que as partes não é apenas juntá-las. O todo pode ser diferente, maior ou menor que a soma das partes, dependendo do momento vivido. A ideia da existência de uma ou mais partes, nos remete à ideia da existência do outro. Esse indivíduo que intenciona entrar com sua ideia ou proposta no campo do que é considerado criativo, passa, então, a fazer parte, depois de aprovada sua inserção, do rol de experts que avaliarão outros candidatos, com suas propostas consideradas criativas ou não.

Assim, fica clara a constituição, em Csikszentmihalyi, das relações todo/partes e a de cada parte a partir do todo que representa os critérios de uma determinada classe ou área, com suas normas, regras e leis que, a partir de um determinado momento, passa a fazer parte deste indivíduo, parte que traz dentro de si, o todo, mas que, ao mesmo tempo, preserva sua individualidade, a partir de critérios que se mesclam com os outros critérios que já existiam antes de sua entrada, possibilitando, desta forma, a ampliação do entendimento do que vem ser a criatividade para esses experts do campo de interesse de cada um. Desta forma, há uma renovação constante do campo.

Para distinguir as características de uma pessoa criativa e caso tenha que se expressar com uma só palavra o que faz as pessoas serem diferentes umas das outras, Csikszentmihalyi (1996) usa a palavra complexidade. Para ele, existe uma personalidade complexa com capacidade de expressão da totalidade do leque de características que estão presentes no desenrolar das ações do ser humano, mas, normalmente, as pessoas valorizam apenas uma parte dessas características, sendo praticado e preservado o que se percebe somente como sendo adequado ou positivo, desconsiderando sua parte complementar que contempla aquilo que é negativo e que em realidade, é também constitutiva da subjetividade humana.

A noção de complexidade contribui para a compreensão a importância de que precisamos fortalecer e aprender a noção abertura dentro diante dos

acontecimentos que a vida se nos apresenta. Evidencia que o pensamento e a ação de qualquer pessoa revelam elementos contraditórios, pois, ao mesmo tempo, em que são indivíduos – unitas –, são também múltiplos – multiplex (Morin, 2004, 2007c, 2008d, 2011). Possuir uma personalidade complexa não quer dizer que a pessoa tenha que escolher um dos lados do conflito dialético entre características opostas. Pelo contrário, isto indica que é preciso aprender a se relacionar com os dois polos, procurando conviver harmonicamente com eles, procurando saber quando se assumiu, ou assumirá, uma característica positiva ou negativa, no momento em que cada uma se fizer presente. As pessoas criativas convivem com ambas características e experimentam os opostos sem conflitos internos e com a mesma intensidade.

Todo indivíduo que pretenda desenvolver plenamente sua potencialidade como ser humano, social, político, ambiental, ecológico e familiar, que deseja a evolução de sua consciência, segundo Csikszentmihalyi (1996), pode encontrar novas explicações a respeito de sua dinâmica operacional, de ser, de sua maneira de operar, buscando a expressão plena de suas capacidades e de suas tendências, numa relação com o todo que o cerca.

A aceitação do pensamento divergente faz com que possam ser produzidas tantas ideias diferentes, quantas um indivíduo as possam ter, e trabalha com liberdade com o que lhe parece, em um primeiro momento, uma ideia improvável aparentemente. A evolução de seu pensamento, a partir de uma reflexão não linear, possibilita também uma quantidade maior de relações circulares, em forma de rede, recebendo constantes contribuições em relação ao que faz e refaz, buscando sempre novas alternativas que expliquem processos de auto-organização em sua estrutura de pensamento, sendo alimentado e retroalimentado pelos seus próprios resultados, sendo produto e, ao mesmo tempo, produtor de novas possibilidades.

Sobre as pessoas criativas, Csikszentmihaly (1996) diz que essas