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Henrik Finnes kunstforståelse III: Misbruket – biærender og propaganda

3.3 Den første store fellesmønstringen: 9 unge malere i Kunstnerforbundet 1928

6.1.3 Henrik Finnes kunstforståelse III: Misbruket – biærender og propaganda

Ao investigar a categoria Criatividade como valor, procurou-se perceber as trocas com o social em relação àquilo que é produzido na escola, as individualidades de cada aluno, o planejamento das atividades, a gestão do tempo, o reconhecimento do uso da criatividade, a existência de espaços de debates, diálogos e discussões, a interação com o entorno e a avaliação. No quadro abaixo, estão descritos os dez indicadores investigados nessa categoria:

11 A Teoria Autopoiética (MORAES, 2008), começou seu desenvolvimento na década de 1960, quando Humberto Maturana buscou compreender como os organismos vivos se auto-organizavam. Lançada em 1970, com colaboração de Francisco Varela, a Teoria da Autopoiese explica a organização circular do seres vivos. A palavra 'auto' se refere à autonomia organizacional do sistema, e evidenciando a si mesmo, e a palavra 'poiese' significa criação, produção. Juntas significam autoprodução e considera que conservar o organismo no meio onde existe, é condição de sua existência e que a mudança estrutural contínua é determinante para a conservação da sua organização, no que tange à organização das interações que ocorrem.

Tabela 16 – Criatividade como valor – Indicadores Cr ia tiv id ad e com o va lo r

1. Os alunos tem acesso a conhecimentos que possam contribuir significativamente com o social. 2. A aprendizagem de cada aluno é uma construção pessoal e leva em conta atitudes e interesses. 3. A criatividade é levada em consideração no planejamento anual das atividades.

4. A escola é flexível no uso dos espaços e horários de aulas. 5. A gestão é facilitadora dos processos ao invés de complicadora.

6. A criatividade das atividades da escola é reconhecida pelos pais dos alunos. 7. As aulas e as atividades se relacionam com a vida social e pessoal do aluno. 8. Há espaços de diálogo, discussão e exposições de habilidades psicossociais.

9. Há o estabelecimento de vínculos de colaboração com a comunidade externa à escola. 10. A avaliação contempla os progressos em atitudes e valores.

Fonte: Pesquisa Escola Criativa e Práticas Inovadoras – Doutorado – João Henrique Suanno

As tabelas abaixo mostram as respostas dadas ao questionário aplicado aos participantes da pesquisa (pais de alunos, docentes e gestores) para esta categoria. Na primeira tabela são mostrados os percentuais por população. Na segunda, a tabela síntese, as respostas são agrupadas para visualização do total das respostas da pesquisa para esta categoria.

Tabela 17 – Criatividade como valor – Respostas por população (%)

CRIATIVIDADE COMO VALOR

PARTICIPANTES RESPOSTAS (%)

POR POPULAÇÃO CONCEITO VALORAÇÃO

PAIS

64,4 A ECONTINUAMENTE.

VIDÊNCIAS CLARAS. 29,7 B VÁRIAS VEZES OU E OCASIÕES.

XISTEM EVIDÊNCIAS. 4,3 C O ÀS VEZES OU CASIONALMENTE. 0,9 D QNUNCA OU UASE NUNCA 0,7 EM BRANCO DOCENTES 73,4 A ECONTINUAMENTE. VIDÊNCIAS CLARAS. 24,9 B VÁRIAS VEZES OU E OCASIÕES.

XISTEM EVIDÊNCIAS. 1,7 C O ÀS VEZES OU CASIONALMENTE. 0 D QNUNCA OU UASE NUNCA 0 EM BRANCO

GESTORAS

85,0 A ECONTINUAMENTE.

VIDÊNCIAS CLARAS.

15,0 B VÁRIAS VEZES OU E OCASIÕES.

XISTEM EVIDÊNCIAS. 0 C O ÀS VEZES OU CASIONALMENTE. 0 D QNUNCA OU UASE NUNCA 0 EM BRANCO

Vide quadro das respostas dos pais de alunos – apêndice 12, docentes – apêndice 13 e gestores – apêndice 14.

Tabela 18 – Criatividade como valor – Síntese das respostas CRIATIVIDADE COMO VALOR

PARTICIPANTES VALORAÇÃO CONCEITO RESPOSTAS (%) AGRUPAMENTO

PAIS + DOCENTES + GESTORAS CONTINUAMENTE. EVIDÊNCIAS CLARAS. A 74,2 97,5 VÁRIAS VEZES OU OCASIÕES. EXISTEM EVIDÊNCIAS. B 23,3 ÀS VEZES OU OCASIONALMENTE. C 2,0 2,3 NUNCA OU QUASE NUNCA D 0,3 EM BRANCO 0,2 0,2

O gráfico abaixo sistematiza em conceitos (A, B, C e D) os indicadores avaliados.

Pelas tabelas e gráfico apresentados, observa-se que 97,5% dos entrevistados consideraram que a criatividade é um valor que se apresenta na instituição educativa investigada. E apenas 2,3% dos entrevistados consideraram que a criatividade compreendida como valor, nunca ou ocasionalmente está presente na escola.

Considerando os dados apresentados acima, a pesquisa reconhece que a escola possui a criatividade como um valor.

3.1.4.1 A criatividade como valor observada nas aulas e expressa na percepção dos alunos

Os alunos relatam, na entrevista realizada, que reconhecem a criatividade como um valor cultivado dentro da escola, pois percebem e falam acerca das atividades que lhes são propostas, o que encontram na escola e os sonhos que tem.

Isto pode ser observado na fala do aluno I: “Eu gosto de estudar aqui, porque tenho vários amigos legais, várias atividades que eu gosto. Eu gosto de todas as coisas, que eu imaginei que deveria ter no meu colégio, mas que aqui tem. Tem tudo que eu gostaria de ter no colégio”. Ao relatar que encontra no seu ambiente de estudo aquilo que havia imaginado, o aluno I, expressa a fala dos outros colegas, os quais concordam com ele, e a fala da aluna J complementa dizendo assim: “Eu tô me divertindo muito aqui!”.

Os educandos entrevistados reconhecem a criatividade como um valor pessoal dos professores, como do projeto da escola, como das atividades desenvolvidas.

Percebe-se que esse valor é desenvolvido também nos alunos em diversas atividades que o aluno tem que imaginar, discutir, elaborar, inventar. Mas também, atividades que precisam construir sugestões para que a escola fique melhor. A aluna J, por sua vez, ratifica, dizendo que a escola poderá ficar melhor a partir do momento em que tenha “mais aulas boas para ela ficar melhor. Fazer mais artes, brincar mais e fazer visitas

aos zoológicos.”. Esta aluna, ao mesmo tempo em que sugere maneiras de melhorar a escola que ela gosta, critica o que, em sua percepção, ainda falta. Ao mesmo tempo, percebe que os professores e a escola buscam, constantemente, melhorias, além de outras formas criativas de relacionamento com os conteúdos e com os alunos.

Levando em consideração as respostas obtidas na pesquisa com os pais, com os docentes e com a gestão, podemos perceber que a criatividade no Colégio Logosófico de Goiânia é compreendida como um valor. Indica que a criatividade tem sua presença reconhecida na Pedagogia Logosófica, no projeto pedagógico e no cotidiano escolar.

A criatividade, como valor, é percebida quando se estabelece vínculos colaborativos com o entorno da escola, ao relacionar a vida pessoal e social dos alunos nas atividades propostas e aulas ministradas, ao promover a construção de conhecimentos que contribuem com o social e na gestão que facilita o diálogo, a convivência e atuações dos docentes, pais e alunos em prol da aprendizagem e autoconhecimento. Esta categoria é percebida na proposta de educação em valores e virtudes, ao criar espaços para exposições das habilidades psicossociais de cada um (percepção do outro, convivência, colaboração, escuta ativa, tolerância, cooperação), ao envolver a família dos alunos em atividades diversas e na flexibilidade que a escola possui no uso dos espaços, dos diálogos e na participação coletiva.

Por meio das observações realizadas nas salas de aula dos anos iniciais do ensino fundamental, a criatividade foi percebida nos pelos alunos e professores. Os alunos são incentivados a encontrar novas formas de pensar os assuntos em estudo, o que desafia sua criatividade para que possa refletir, agir, construir, confrontando o que já sabem ou já construíram, com aquilo que buscam aprender. Há um esforço em prol da elaboração de novas explicações sobre o objeto de estudo, por meio do confronto de argumentos, da lapidação de argumentos, de novas leituras e inferências de aplicação do conhecimento.

De acordo com a observação realizada, diversas maneiras são utilizadas pelos professores para que os alunos se lancem nos desafios propostos, tais como, colocar-se em lugar de destaque, como em uma peça teatral, junto com outros colegas e expressar-se com liberdade, fazer exposições de suas atividades de casa em voz alta para toda a sala, desde que o aluno sinta-se à vontade. Aqueles que ainda não se sentem à vontade na realização dessas atividades, são respeitados nas suas limitações, percebidas como temporárias, embora entendendo que precisam ser trabalhadas para serem superadas.

Uma atividade interessante, que contribui para o desenvolvimento da criatividade, dentre tantas que a escola pratica, acontece da seguinte forma: a professora coloca em sua mesa, palavras representativas de valores como amizade, companheirismo, escuta ativa, contribuidor, humildade, generosidade e outros. Cada aluno busca perceber, pensando em um colega que demonstrou, durante a semana, tentativas de construção e transformação positiva de valores, se dirige à mesa da professora, pega uma das palavras e dedica esse valor a esse amigo de sala, explicando as razões pelas quais dedica o valor ao seu colega.

Acerca da criatividade como valor, os resultados da pesquisa concordam com o instrumento referencial desta investigação, considerando-a como um conceito e valor explícito presente no projeto educativo e curricular do referido centro educativo, formando, também, parte da filosofia da escola em suas diversas manifestações.

A criatividade, em uma instituição considerada criativa, além de reconhecida, precisa estar expressa na filosofia, no regimento escolar, no planejamento e nas atividades institucionais, bem como no funcionamento, na gestão de pessoal, nas ações externas e na avaliação. É um valor assumido e criado institucionalmente e que está presente nos documentos, no clima e diversas atuações. É parte constitutiva da identidade da própria instituição, que possibilita e estimular a transformação da realidade e das pessoas.