3 Political implications for the British Isles
3.2 Prevalence of Jacobitism in the British Isles 1688-1746
9.1 – O Caso das Aves
Verificámos que os mamíferos (superiores e inferiores) e as aves partilham connosco vários atributos, ora neuroanatómicos ora neurofisiológicos, os quais são subjacentes à produção de consciência alargada e à posse de uma identidade psicofísica capaz de perdurar no tempo. Esta e as duas próximas secções visam respeitar o outro critério que sustenta a atribuição dessa forma mais complexa de consciência: o critério comportamental. Parto do princípio que as conclusões que se seguem sobre o comportamento que iremos agora ver de alguns indivíduos pertencentes a estes três grupos de animais são igualmente aplicáveis, por indução, aos restantes membros dos seus respectivos grupos, porquanto partilham com eles dispositivos anatómico-fisiológicos já considerados relevantes para a posse das capacidades mentais em investigação. (E assumo o mesmo relativamente à atribuição de pensamento conceptual, cujas manifestações comportamentais serão consideradas mais adiante.) A presente secção dará conta das aves.
É sabido que muitos pássaros são capazes de memorizar com precisão os locais onde guardaram comida. Dois estudos, um conduzido por David Sherry, e outro por Sara Shettleworth e John Krebs, mostraram que os chapins conseguem esconder centenas de itens de comida num só dia (cada item num local separado) e descobri-los passados vários dias.100
100
Cf. D. Sherry, «Food Storage by Black Chickadees: Memory for the Location and Content of Caches», in Animal Behavior 32, 1984, pp. 451-464; S. Shettleworth e J. Krebs, «Stored and Encountered Seeds: A Comparison of Two Spatial Memory Tasks», in Journal of Experimental Psychology: Animal Behavior Processes 12, 1986, pp. 248-256. Estes estudos são comentados
Numa dessas experiências, foram dadas 15 sementes de girassol a cada um dos chapins. À vez, os pássaros trataram de esconder as suas sementes numa área onde havia 75 árvores artificiais (75 troncos de árvore nos quais foi feito um buraco tapado por uma portinhola que os animais podiam facilmente abrir). Depois de terem escondido as sementes, os chapins foram levados para outro sítio, as sementes removidas dos buracos das árvores e as portinholas devidamente fechadas. Passadas 24 horas, quando os pássaros foram de novo trazidos, todos eles vasculharam de forma sistemática justamente aqueles 15 buracos nos quais tinham guardado as suas sementes.
Porque não havia sementes que pudessem ser detectadas pelo cheiro nem pistas visuais que denunciassem a sua posição, o facto de não as procurarem aleatoriamente mas tão-só naqueles buracos nos quais as tinham guardado é um facto que legitima a interpretação de que os chapins conseguiram recordar quais os locais exactos onde as tinham guardado: desta feita, eles foram capazes de manter disponíveis na sua memória representações ou imagens mentais de experiências passadas, o que lhes permitiu a formulação de crenças acerca daqueles buracos nos quais deveriam estar as sementes. Sendo assim, também podemos concluir que estes animais elaboraram crenças acerca do seu futuro, porquanto acreditaram – tiveram a crença intencional – que iriam encontrar as suas sementes naqueles buracos em que as esconderam.
Convém estabelecer até que ponto isto acentua a invalidade da teoria de Langer. A extraordinária habilidade dos chapins em distinguir com exactidão 15 árvores de entre um total de 75 não pode ser explicada nos moldes propostos por Langer, apenas com recurso, quer ao reconhecimento emocional de valores holísticos referentes ao conjunto total dos elementos que integravam a situação desses animais, quer à mera recordação das sensações que os motivaram a executar aquilo que seria o seu «acto total» de guardar as sementes. Claramente, uma tal situação apresenta-se demasiado complexa para que eles a pudessem apreciar na sua totalidade, sem qualquer discriminação
por M. S. Dawkins (cf. Through Our Eyes Only?, pp. 41-43) e retomados por DeGrazia (cf. Taking animals seriously, pp. 159, 160).
consciente nem memorização, seja do espaço e dos objectos particulares, seja das suas próprias experiências de acção.
Por certo, de maneira a identificarem essas 15 árvores, os chapins não só tiveram de conseguir reter e manipular representações mentais distintas de cada uma dessas árvores (representações que aludissem, por exemplo, à posição de cada uma das árvores relativamente a outras árvores ou a outros pontos de referência) como também tiveram, muito provavelmente, de conseguir recordar algo das suas decisões e movimentações quanto à escolha das árvores onde guardaram as sementes. Pelo-tanto, tamanho feito deve constituir prova comportamental da aptidão desses pássaros para articularem na sua consciência alargada conteúdos experienciais específicos, bem focados e pormenorizados.
A propósito, Regan menciona outro estudo cujos resultados sugerem que as aves também conseguem prever o comportamento futuro dos seus conspecíficos. Tal estudo revelou que, «[p]or exemplo, os gaios-azuis regressarão, sozinhos, para levarem a sua comida para um novo local se outros gaios-azuis viram onde eles a esconderam originalmente.»101 Eis um óptimo exemplo de como a recordação de experiências passadas potencia a imaginação de cenários futuros e a aptidão para agir em conformidade.
Estas evidências vêm ao encontro do que se sabe actualmente sobre o cérebro das aves. Com efeito, foi demonstrado que em várias espécies de pássaros a área do hipocampo apresenta um crescimento neural enorme (a substituição de neurónios mortos por novos neurónios) durante o Outono, precisamente naquela época do ano em que esses animais necessitam de armazenar sementes para o Inverno, para quando escassearem os insectos de que se alimentam.102 Porém, talvez não haja na literatura científica mais estudos sobre as funções do hipocampo em animais não-humanos do
101
Regan escreve acerca das aves: «Recent studies from throughout the world demonstrate diverse avian cognitive abilities. These include the abilities to learn from experience, to teach conspecifics, to reason logically, and to adjust behavior if observed by others. For example, scrub jays will return, alone, to move food to a new place if other scrub jays were watching where they hid it originally.» T. Regan, Animal Rights, Human Wrongs, p. 141.
102
Cf. Natalie Angier, «To Remember Seed Caches, Bird Grows New Brain Cells», in New York Times (Nov. 15), 1994. Este estudo é mencionado por DeGrazia (cf. Taking animals seriously, p. 159).
que aqueles que foram efectuados num grupo particular de mamíferos inferiores: os ratos.
9.2 – O Caso dos Mamíferos Inferiores
Com o objectivo de avaliar o contributo do hipocampo para a criação de memórias, realizaram-se numerosas experiências em que o desempenho de ratos normais foi comparado ao de ratos cujo hipocampo foi cirurgicamente lesionado. Tal comparação, muitas das vezes, incidiu na sua capacidade para se orientarem através de labirintos.
Numa dessas experiências, utilizou-se um labirinto relativamente simples, com o formato em Y e plataformas elevadas posicionadas na ponta de cada um dos três braços. Os investigadores privaram de água ratos normais e ratos lesionados, colocaram-nos sobre uma das três plataformas e deixaram-nos beber um pouco de água. Os animais eram então removidos dessa plataforma e directamente transferidos para outra plataforma. A sua tarefa resumia-se a regressar àquela plataforma onde tinham acabado de beber água. Descobriu-se que todos os ratos normais, sem excepção, aprenderam a tarefa com extrema facilidade, ao passo que apenas um quarto dos ratos lesionados conseguiu ultrapassar à justa a mera casualidade na escolha do percurso correcto.
Os neurocientistas John O’Keefe e Lynn Nadel analisaram este estudo na sua obra seminal de 1978 inteiramente dedicada ao hipocampo, intitulada The Hippocampus
as a Cognitive Map. Aí é esclarecido que a
posição da recompensa variava de tentativa para tentativa assim como a colocação subsequente do rato, tanto que a performance apropriada dependia da recordação de onde estava a água em qualquer uma das tentativas. Embora pudesse estar associada uma pista particular à recompensa durante o curso da exposição inicial do rato à água, é muito mais provável que o rato normal tenha utilizado o seu mapa
cognitivo da situação e, ao fazer uma ligeira alteração no mapa a cada tentativa, obtido a recompensa.103
Esta noção de «mapa cognitivo» que O’Keefe e Nadel propõem invoca o conhecimento mental do espaço circundante, e um tal conhecimento, por sua vez, pressupõe a capacidade de recordar. Segundo esta interpretação, terá sido porque os ratos normais foram capazes de acumular e de relacionar na sua memória as informações espaciais específicas que iam adquirindo, que eles conseguiram rapidamente, em poucas tentativas, criar um mapa mental do labirinto; e terá sido porque foram capazes de criar esse mapa mental, que eles conseguiram recordar que beberam água naquela plataforma, a qual sabiam que se encontrava àquela distância e naquela direcção relativamente à sua posição actual. Já os ratos lesionados manifestaram dificuldades em encontrar a água porquanto estavam incapacitados de criar novas recordações as quais possibilitassem desenvolver esse tipo de cognição espacial.
Em que sentido então é que esta diferença comportamental entre os ratos normais e os ratos lesionados permite refutar a teoria de Langer? É verdade que a capacidade de orientação exibida pelos ratos normais, na medida em que transparece um conhecimento global do labirinto, poderia ser explicada enquanto decorrente da avaliação das características holísticas da situação, tal como propôs Langer. No entanto, a fazer valer a abordagem de O’Keefe e Nadel, a facilidade com que esses animais conseguiram descobrir em que direcção se encontrava a água apesar de a cada tentativa a sua posição e a da água serem alteradas aleatoriamente sugere que eles possuíam um mapa cognitivo da situação, o que envolve a articulação de memórias espaciais específicas. E essa atribuição de memórias espaciais aos ratos, deve-se
103
«The position of reward varied from trial to trial, as did the subsequent placement of the rat, so that proper performance depended upon remembering where the water was on any given trial. Although a particular cue might be associated with reward during the course of the rat’s initial exposure to the water, it is much more likely that the normal rat would utilize its cognitive map of the situation and, by making a slight change in the map on each trial, obtain reward.» J. O’Keefe e L. Nadel, The Hippocampus as a Cognitive Map, Michigan, Clarendon Press, 1978, p. 271. (A acentuação em itálico é minha.) A referida experiência foi realizada por A. Rabe e R. K. Haddad («Integrative deficit after hippocampal lesions?», in Proc. Am. Psychol. Ass. 4, 1969, cf. pp. 213- -214).
compreender, é racionalmente preferível à proposta interpretativa de Langer, porquanto se firma numa forte analogia com o dispositivo neural humano – o hipocampo – actualmente reputado como sendo o principal causador desse tipo de cognição espacial em nós, humanos.
Para sumarizar a tese que quero aqui defender, será útil o recurso à explicação avançada por Dawkins: de acordo com a autora, o rato que aprende a orientar-se num labirinto «não responde apenas aos estímulos que o rodeiam imediatamente, mas transporta uma memória das coisas que estavam aí no passado mas que agora desapareceram.»104
Ainda no que concerne a este género de estudo comportamental com ratos, DeGrazia tem algo a dizer que julgo ser pertinente. Nas suas palavras, um rato que é capaz de se orientar num labirinto «tem de fazer alguma simulação (ou manipulação de representações), a qual podemos expressar, rudemente, assim: “Para apanhar a [recompensa], tenho de seguir por aqui!”»105 Portanto, se esta leitura comportamental de DeGrazia estiver correcta, devemos reconhecer que a orientação dos ratos nos labirintos constitui uma evidência de que estes animais conseguem imaginar cenários futuros (pois acreditam que irão obter a sua recompensa) com base na recordação de experiências passadas (porquanto acreditam que irão encontrar a recompensa no mesmo local onde encontraram recompensas no passado).
Será esta interpretação de Degrazia válida? Os indícios até aqui apresentados sugerem que sim, mais uma vez porque os ratos partilham connosco vários dispositivos neurais relevantes para a memória e previsão alargadas – de entre os quais se destaca o hipocampo, cuja função, como acabámos de ver, assume uma importância inequívoca neste género de desempenho comportamental. Temos pois bons motivos para atribuir a tais animais a crença intencional de que eles iriam obter a sua recompensa no local
104
Dawkins assegura: «The first [basic attribute of thinking] is that the thinker should have some sort of internal representation of the world in his, or her, or its head. This means that it does not just respond to the stimuli immediately surrounding it but carries a memory of things that were there in the past but are now gone or out of sight.[…]The classic case is of a rat being taught to run a maze». M. S. Dawkins, Through Our Eyes Only?, p. 105.
105
«[N]otice that even a rat running down a familiar path with no new challenges has to do some simulating (or manipulating of representations), which we might express, roughly, thus: “To get the grub, gotta go this way!”» D. DeGrazia, Taking animals seriously, p. 165.
exacto onde já antes tinham encontrado recompensas. Assim, também esta explicação do seu comportamento apresentada por DeGrazia se apresenta racionalmente preferível à noção unitária e consumatória do «acto total» teorizada por Langer.
9.3 – O Caso dos Mamíferos Superiores
Bem longe da experimentação controlada dos laboratórios, proponho a análise de uma caçada de leoas testemunhada por Griffin, e que passo a resumir:
Enquanto duas leoas se posicionavam, de modo visível e a uma boa distância, no alto de dois pequenos montes mesmo em frente a duas manadas de gnus, captando a sua atenção, uma terceira leoa tratou de se esgueirar sorrateiramente por trás das duas manadas para se esconder numa vala não muito mais próxima. Passados alguns minutos, uma quarta leoa salta do lado oposto da vegetação e empurra uma das manadas justamente em direcção à terceira leoa que com uma investida apenas consegue apanhar um dos gnus. A presa é então partilhada pelas quatro caçadoras. Segundo Griffin, tudo leva a crer que este se tratou de um acto cooperativo e intencional.106
Tal conclusão, no entanto, não é pacífica. Langer rejeita como antropomórfica qualquer interpretação que atribua a animal algum a capacidade para planear e executar estratégias de caça em grupo.107 No entender da autora, tal exigiria: a conceptualização da acção (mediante a formulação de ideias abstractas como causa e efeito, propósito ou finalidade) e uma discussão aturada sobre a estratégia a adoptar (o que requer a referência simbólica a factos e possibilidades). Da minha parte, não concordo com Langer: acredito que, para se realizar um acto cooperativo como aquele que acabei de relatar, basta a posse de consciência alargada.
106
Para o relato desse episódio comportamental e a interpretação do autor, cf. D. Griffin, Animal Minds, pp. 64, 65. Griffin é cauteloso: «A single observation such as this one cannot be taken as conclusive proof of intentional cooperation, but it is certainly very suggestive.» D. Griffin, Animal Minds, p. 65.
107
Para a argumentação da autora, cf. S. Langer, Mind: an Essay on Human Feeling, Vol. II, pp. 172, 173.
Damásio lança alguma luz sobre esta questão. Ele assevera que a consciência – nuclear ou alargada –, na sua azáfama em compreender a realidade, estabelece naturalmente correspondências entre imagens mentais. Essas correspondências (elaboradas ao longo do tempo, no caso de se possuir consciência alargada) são puramente imagéticas e, em face do que já foi dito, não-verbais; estas permitem organizar as imagens específicas do objectos (as concepções, na terminologia de Langer) sem recorrer necessariamente às categorias gerais e abstractas dos conceitos.108
Como vimos, para Damásio a consciência pode recorrer a um outro tipo de categorização não explicitamente lógica porquanto assenta em mecanismos de avaliação emocional, os quais marcam previamente o que é benéfico ou prejudicial na tomada de decisão. Deste modo, o organismo dotado de consciência alargada pode separar em diferentes ordens de importância emocional diversos elementos cognitivos, relacionando-os estrategicamente numa aritmética de objectivos e meios, de ganhos e riscos, firmado apenas no seu historial de imagens e sem fazer uso do pensamento conceptual.
Nesta conformidade, basta atribuir consciência alargada às leoas (o que implica atribuir-lhes a capacidade de manipularem conteúdos experienciais específicos) para se explicar, com plausibilidade, o seu extraordinário comportamento. Se elas forem capazes de recordar imagens específicas dos objectos, podem com certeza consolidar conhecimentos (não necessariamente abstractos) sobre que condições são ou não essenciais ao sucesso das suas caçadas. Tais condições prendem-se com o tipo de terreno, as distâncias a cobrir, as características das presas, etc.. Provavelmente, muitos desses conhecimentos remontam às primeiras expedições em que estes animais acompanharam indivíduos mais experientes. Podem igualmente recordar esta ou aquela estratégia particular de forma a decidirem-se pela melhor linha de acção a adoptar; podem inclusive inventar uma nova estratégia com base na informação adquirida.
Tal exige de cada leoa o conhecimento de que a sua acção deve diferir das acções das outras em certos aspectos: «se eu vou por aqui, a outra tem que ficar ali» –
108
caso contrário, não haveria entre elas qualquer coordenação. O facto de olharem atentamente umas para as outras durante as movimentações que precedem o ataque parece mostrar que possuem esse conhecimento.109
Quanto ao problema da divisão de papéis, talvez não seja necessária qualquer discussão entre os intervenientes: simplesmente, cada leoa especializou-se a assumir determinada função em vista a igualar as circunstâncias que sabe serem as mais propícias ao sucesso da caçada. Em verdade, a mesma leoa assume quase sempre a mesma posição nas formações de caça, como observou P. Stander num estudo referido por Griffin.110 Deve pois bastar um leve estímulo inceptivo da parte de uma das leoas para que as outras, individualmente cientes da melhor posição a tomar, entrem no jogo.
Esta parece-me ser uma interpretação plausível. Seja como for, o ónus da prova recai com mais força sobre a teoria de Langer. Com efeito, animais incapazes de memorizar e de gerir memórias na previsão do futuro, votados a absorver não mais do que os valores holísticos e não descritivos dos objectos e as sensações que regem cada «acto total», não poderiam manifestar um tal grau de coordenação inter-individual, de inteligência estratégica e de avaliação pormenorizada das condições. Apelar à simples coincidência parece-me demasiado rebuscado. A alternativa seria reequacionar o poder explicativo da teoria de Langer.111
109
Cf. G. B. Schaller, The Serengeti Lion: A study of predator prey relations, Chicago, University of Chicago Press, 1972. As evidências colhidas por Schaller são comentadas por Griffin (cf. Animal Minds, pp. 63, 64).
110
Cf. P. Stander, «Cooperative hutting in lions: The role of the individual», in Behav. Ecol. Sociobiol. 29, 1992, pp. 445-454.
111
Neste ensejo, também se deve tomar em conta o exemplo dos babuínos comentado por Damásio: estes animais foram observados por Hans Kummer enquanto tomavam uma decisão relativamente ao melhor local onde beber água – refere Damásio, tal decisão envolveu o cálculo de distâncias, a ameaça de predadores, as probabilidades da existência ou não de água no local, etc.. Julgo estarmos perante as mesmas capacidades de recordar e de prever o futuro, embora a níveis diferentes. Cf. A. Damásio, The Feeling of What Happens, pp. 201, 202; H. Kummer, In Quest of the Sacred Baboon. A Scientist’s Journey, Princeton, Princeton University Press, 1995.