• No results found

THE PRESENTATION OF THE OIL SANDS IN NORWEGIAN MEDIA

' 7 $ 4 %

A parte I diz respeito ao processo pessoal de reflexão e autoconhecimento do adolescente sobre sua rede social e sobre fatores de risco e proteção para o envolvimento com drogas. Deve ser realizada individualmente e é composta por três atividades: (a) o mapeamento da rede social; (b) 6 questões sobre as funções da rede social; (c) 80 questões sobre os fatores de risco e proteção para o envolvimento com drogas na adolescência.

A aplicação do instrumento inicia com o preenchimento do mapa de redes sociais em uma representação gráfica e projetiva da rede. Posteriormente, o adolescente responde 6 questões, nas quais ele deverá enumerar as pessoas que desempenham algumas funções importantes na sua rede. Essas duas atividades mais globais sobre a rede social procuram promover um “aquecimento” do adolescente para refletir sobre seu universo relacional, trazendo à tona elementos como: as características estruturais da rede social (tamanho, densidade, distribuição, intimidade e reciprocidade dos vínculos) e as funções presentes nessa rede (companhia social, guia cognitivo, acesso a novos contatos, regulação social, apoio emocional).

Busca-se, com essa atividade, uma primeira avaliação do próprio adolescente sobre os seus vínculos nos diferentes contextos de pertencimento: (a) a família; (b) as amizades/namoro; (c) a escola/trabalho; (d) a comunidade. Dessa forma, a porta de acesso para a discussão do tema das drogas passa a ser o âmbito das relações sociais e vínculos afetivos, assegurando, assim, a emergência desse processo reflexivo sobre as relações, no contexto de sala de aula.

No questionário sobre fatores de risco e proteção, o aluno deve responder “sim” ou “não” a 80 questões que dizem respeito a situações que podem estar presentes em seu

cotidiano. Cada questão traduz um fator de risco ou de proteção que o adolescente pode encontrar dentro de sua rede social e são divididas da seguinte forma:

a) Na família, são 10 questões sobre fatores de risco (20, 22, 31, 37, 40, 54, 60, 72, 75, 78) e 10 sobre fatores de proteção (2, 8, 17, 25, 27, 29, 46, 67, 69, 70);

b) Na escola/trabalho, são 10 questões sobre fatores de risco (4, 6, 13, 18, 30, 50, 51, 56, 58, 73) e 10 sobre fatores de proteção (11, 21, 24, 36, 41, 47, 49, 62, 65, 66);

c) Na comunidade, são 10 questões sobre fatores de risco (19, 33, 34, 38, 44, 45, 52, 55, 57, 79) e 10 sobre fatores de proteção (23, 42, 43, 48, 53, 59, 61, 63, 64, 80);

d) Nas amizades/namoro, são 10 questões sobre fatores de risco (12, 14, 15, 16, 32, 39, 68, 74, 76, 77) e 10 sobre fatores de proteção (1, 3, 5, 7, 9, 10, 26, 28, 35, 71).

As questões são organizadas e apresentadas no questionário, em uma seqüência aleatória e sem identificação sobre o fator de risco ou proteção que avaliam.

' 77 $

A parte II do instrumento diz respeito à avaliação e à representação gráfica dos resultados individuais sobre a situação de risco e de proteção que a rede social do adolescente oferece para o envolvimento com drogas. Nessa parte, o adolescente pontua suas respostas ao questionário e encontra escores que refletem sua situação de risco e proteção para o envolvimento com drogas nos quatro quadrantes de sua rede social. Essa quantificação é a forma proposta para sintetizar suas respostas em uma representação numérica e gráfica.

Pode-se dizer que os resultados quantitativos encontrados na parte II dizem respeito à situação de risco e de proteção que o adolescente encontra em sua rede social, em relação aos fatores abordados pelo instrumento. Esses resultados devem ser confrontados pelo crivo do próprio indivíduo e conjugados com as características da sua rede social, em um processo reflexivo sobre as formas como a droga permeia suas relações.

A parte II do instrumento é composta por três páginas: a primeira delas exemplifica para o adolescente como ele realizará o cálculo dos escores individuais; a segunda página é onde o adolescente calcula seus escores e os representa graficamente; a terceira página (gabarito) deve ser preenchida com os mesmos escores já encontrados individualmente, sem identificação do aluno, e entregue ao educador para que ele construa o perfil da turma em termos de situações de risco e proteção mais prevalentes no grupo.

Ao final da parte II, o aluno encontra um pequeno texto com uma explicação sobre “situação de risco” e “situação de proteção” para o envolvimento com drogas.

A primeira e a segunda partes do instrumento podem ser levadas para casa e discutidas com outras pessoas, com quem o adolescente possa desejar compartilhar. Será entregue ao educador somente o “gabarito”, sem identificação.

' 777 $ 0 % %

% C

A terceira parte do instrumento diz respeito à construção do perfil da turma quanto aos fatores de risco e proteção de envolvimento com drogas, presentes na rede social desse grupo específico. Esse perfil deve ser calculado pelo educador, utilizando-se os resultados individuais que os adolescentes entregam em anonimato. O objetivo dessa atividade é que o educador possa ter um olhar para o grupo e focar nas situações cotidianas que o adolescente vivencia em sua rede social e que podem contribuir para o envolvimento com drogas ou

protegê-lo. O objetivo é que o educador desenvolva uma visão relacional sobre o envolvimento com drogas na adolescência, ao invés de se centrar sobre o produto e o indivíduo, em um enfoque culpabilizante e centrado no combate à droga.

A terceira parte do instrumento foi construída pensando que a abordagem do educador no contexto escolar se dá prioritariamente dentro do grupo de alunos, em contexto de sala de aula. Dessa forma, essa parte do instrumento visa subsidiá-lo para a abordagem do tema com a turma de alunos, em uma proposta mais educativa, já que os fatores de risco e proteção são situações do cotidiano do adolescente que permeiam suas relações sociais. Sendo assim, o perfil da turma em relação aos riscos e proteção promove um olhar sobre o grupo, garantindo que situações pessoais do cotidiano dos adolescentes sejam abordadas, sejam relacionadas ao risco ou proteção que oferecem para o envolvimento do adolescente com as drogas, sem que se precise identificar o indivíduo ou expor sua intimidade.