CHAPTER 7: What does the OHC say about Norway, social cohesion and inclusion of
7.1 Present narratives of Norway’s collective memory, historical consciousness, and
Conforme Diógenes e Diniz (1988) a unidade geoecológica classificada como Planície Litorânea que compreende a faixa situada entre a linha de praia e o cordão de dunas, é formada por sedimentos recentes datados da época do Holoceno (Período do Quaternário/ Era Cenozóica), resultante da acumulação de depósitos arenosos influenciados pelos agentes de transportes eólicos, marinhos e fluviais. É praticamente contínua na orla marítima, apresentando relevo plano a suave ondulado, predominando o relevo ondulado ou suave ondulado, constituindo-se num ambiente dinâmico e de grande instabilidade. A referida unidade caracteriza-se por apresentar três unidades morfológicas: as praias, dunas e recifes.
As praias estão situadas entre a linha de baixa mar e a linha de preamar, apresentando maior ou menor largura em função da maré. O material de constituição é basicamente sedimentos não consolidados de quartzo, formando depósitos de areias, acumulados pelos agentes de transporte, o que as caracterizam. O transporte desses sedimentos pelo vento propicia o desenvolvimento de dunas que são constituídas por sedimentos arenosos de granulometria fina e homogênea, acompanhando a linha de praia sendo orientada pela direção dos ventos.
[...] bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido, ressalvados os trechos considerados de interesse de segurança nacional ou incluídos em áreas protegidas por legislação específica. De acordo com o (Art. 10o da Lei no 7.661, de 16 de maio de 1968) e a definição de praia é apontada no parágrafo 3º do referido artigo como: a área coberta e descoberta periodicamente pelas águas, acrescida da faixa subsequente de material detrítico, tais como areias, cascalhos, seixos e pedregulhos, até o limite onde se inicie a vegetação natural, ou em sua ausência, onde comece um outro ecossistema.
Ainda de acordo com o citado autor “As praias são conhecidas como estirâncio e zona de intermarés, porque seus limites, na vertical são os níveis de marés, alta e baixa. Seu limite superior é marcado pelo início da vegetação pioneira, as bermas, ou falésias vivas.” (LEAL, 2009, p. 69).
Para tanto reforça LABOMAR-SEMACE (2006), que:
As praias são áreas cobertas e descobertas pelas águas do mar, acrescidas das faixas subseqüentes de material detrítico, tal como areias, cascalhos seixos e pedregulhos, até onde se inicie a vegetação ou, em sua ausência, onde comece outro ecossistema. Elas constituem aquela faixa contínua coberta pelas águas do mar, como no caso do litoral do Ceará, pelo menos duas vezes por dia, nas preamares. Elas são interrompidas apenas pelos estuários dos rios que deságuam no mar.
Leal (2009, p. 69) complementa afirmando que as praias:
[...] configuram a transição entre o mar e o continente, e que sua morfologia é modelada pelos agentes que atuam sob condições locais, tais como dissipação da energia das ondas, momento de transferência, permeabilidade dos sedimentos e redução da velocidade. Os processos e a morfologia devem estar em equilíbrio, através da interação da praia, ondas e correntes. O balanço dinâmico depende das variações da altura, período e direção das ondas e do suprimento de material, que ocasionam as mudanças nas praias.
Leal (2009), ao usar a classificação à ambiente de Frente Marinha, confirma a presença de falésias e bermas na mesma, porém, esclarece que elas não constituem uma unidade geoambiental, e sim dois acidentes geográficos, que, de acordo com Guilcher (apud DERRUAU, 1966) também limitam as praias, no seu nível superior, e ainda reforça que “As bermas foram definidas pelo Corpo de Engenheiros de Costa do Exército Americano (USACE), como: “[...] uma parte da praia, ou pós-praia, aproximadamente horizontal, formada pelo depósito de materiais sob ação das ondas.” (USACE, 1992). Leal (2009, p. 73) confirma ainda que “[...] no Ceará, as bermas têm a função de dissipadores de energia das ondas, avançam e recuam de acordo a estação e, em raríssimos casos, as águas de espraiamento ultrapassam sua crista.”
“[...] são feições típicas do litoral, formadas pela ação erosiva das ondas sobre formações geológicas, com níveis topográficos mais elevados que as praias atuais, e que recuam formando escarpas. As falésias podem ser consideradas vivas ou mortas, conforme a erosão marinha esteja atuando ou não.”
Conforme Leal (2009, p. 74-75) é possível perceber a presença de falésias mortas, hoje recobertas por dunas vegetadas, tanto na Praia do Futuro como na margem esquerda do rio Cocó, perto de sua foz.
De acordo com Diógenes e Diniz (1988) na área de planície litorânea da Bacia do rio Cocó são identificadas dunas móveis e fixas. As primeiras, constituindo formações recentes, desprovidas de cobertura vegetal ou cobertas por vegetação rasteira (representada por espécies psamórfitas) estão em contínuo processo de deslocamento, por isso são denominadas dunas móveis, e aparecem somente próximo à desembocadura ou foz do rio Cocó. Enquanto as dunas fixas, tal como as anteriores, somente são percebidas na foz do citado rio e, também como as primeiras, apresentam-se bastante descaracterizadas, embora, com uma cobertura vegetal de porte arbustivo ou arbóreo, apresentando um horizonte A pouco desenvolvido sobre o horizonte C, inconsolidado, sem utilização agrícola e se comportam com grande susceptibilidade à erosão eólica.
Ainda, segundo Diógenes e Diniz (1988), os recifes são rochas de praias, que aparecem próximos à costa. São classificados segundo a sua origem em recifes de arenitos e de corais. No, caso do rio Cocó, os recifes observados são arenitos e “representam antigas praias litificadas provavelmente pela precipitação do carbonato de cálcio a partir da água do mar” (CEARÁ, 1976), aparecem bem próximo à desembocadura e, além de desempenhar um papel predominante de retenção de sedimentos de transporte do rio e do mar, contribuem ainda para o assoreamento do rio. Apresentam-se em forma alongada e paralela à costa, pouco salientes, ficando durante a preamar, praticamente encobertos pelas águas.
De acordo com Leal (2009, p. 64):
[...] os recifes de arenito são afloramentos de arenito, que sobressaem não somente na superfície das praias, mas também no mar, devido à maior resistência à erosão marinha. No caso da cidade de Fortaleza, este arenito é uma fácies da Formação Barreira, denominada Fácies Camocim, cujo teor elevado em limonita o transforma numa rocha resistente à erosão e abrasão marinhas.
Ressaltando que a proposta da EAI propõe uma alfabetização ecológica básica acerca de conceitos, princípios e funcionamento dos sistemas vivos naturais e sociais, no sentido de contribuir para uma percepção integrada das relações Sociedade-Natureza e, com isso esclarecer o grau de responsabilidade individual e coletiva do ser humano em conservação
e preservação dos mesmos, considerou-se importante oferecer uma visão geral da diversidade e detalhamento dos componentes formadores da Frente Marítima, que segundo Leal (2009), proporcionando uma compreensão de suas respectivas definições e possíveis identificações destes na Bacia do rio Cocó, recorrendo, inclusive a apresentação de fotos referentes a cada elemento, conforme fonte do mesmo autor. Para tanto, é interessante apreciar os Anexos A e B.
Dando continuidade ao detalhamento das demais unidades geoecológicas, procura- se um encontro entre as informações feitas por Diógenes e Diniz (1988) e Leal (2009), somando o saber científico dos estudos de ambos os autores, e não um delineado fechado das unidades geoecológicas da Bacia do rio Cocó, deixando um espaço livre e flexível para o leitor e possíveis educadores que queiram abraçar a proposta de EAI, aqui dissertada, dando-lhes a possibilidade de escolher a melhor definição ou parâmetro que mais convir com o tipo de projeto educacional a ser desenvolvido, o qual depende do público participante do processo de EA, da área socioambiental selecionada, dos recursos técnico-científicos e financeiros necessários e disponíveis e outros.
Para tanto, optou-se fazer um detalhamento acerca das unidades geoecológicas, buscando seguir a proposta de unidades geoecológicas ou de paisagem, definidas na terceira coluna, quando construído os Quadros 4 e 5, anteriormente apresentados, com o propósito de contemplar as preciosas informações e dados, oferecidos pelos autores mencionados. Revendo os referidos quadros chegou-se ao seguinte detalhamento: Faixa ou Planície Litorânea, já discutida anteriormente. E, dando continuidade, os Corredores Fluviais ou Planícies Flúvio- marinhas e Fluviais, as Bacias ou Ambientes Lacustres e o conjunto das Terras Altas, formadas pelos Tabuleiros Pré-litorâneos, Maciços Residuais Aratanha/Pacatuba e a Depressão Sertaneja.