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Preferanser og bruk av byrommene i Moss sentrum vinterstid

5.2 Funn fra intervju

5.2.1 Preferanser og bruk av byrommene i Moss sentrum vinterstid

- Poderia me dizer, por favor, por onde devo ir-me daqui? - Isso depende muito do lugar para onde você quer ir - respondeu o Gato.

Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll (2002)

Se eu tivesse que reduzir toda a Psicologia da Educação a um único princípio eu formularia este: de todos os fatores que influenciam a aprendizagem o mais importante consiste no que o aluno já sabe. Investigue-se isso e ensine-se ao aluno de uma forma conseqüente (AUSUBEL, 1968, p. 35).

A educação é um processo de vida e a escola deve representá-la tão real e vital para o aluno como a que ele vive em casa, no trabalho ou no pátio. John Dewey (1959).

Como discutido em segmento anterior, na atualidade, os educadores indicam que o ensino tradicional e o modelo clássico da escola não mais correspondem às exigências da sociedade atual, dinâmica e caracterizada pela inovação tecnológica: o modelo de currículo organizado em disciplinas dispostas de modo fragmentado, sem correlação ou nexo entre elas, vem sendo repensado e tende a ser substituído, para que a escola se aproxime mais da sociedade e que os alunos se envolvam mais no processo educativo.

Trabalhar com projetos, talvez, seja uma premissa importante para que os educadores percebam que a educação está em um movimento profundo de

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mudanças e adequações perante a globalização. De acordo com o Censo Escolar de 2001, o Brasil tem cerca de 1,7 milhões de professores na Educação Básica: é um mar de formadores de opiniões que deve se adequar à demanda de alunos a exigir uma nova postura da Escola (FONTE: http://www.ibge.gov.br). O desenvolvimento desenfreado da tecnologia e as mudanças da sociedade impuseram aos docentes um nível de preparação e profissionalização desconhecido ao tempo em que o magistério era apenas uma atividade diletante e complementar e não uma complexa profissão como acontece nos dias de hoje. A complexidade do trabalho de um docente vai além de simplesmente, ele repassar o que aprendeu na sua formação: o que ele aprendeu serve de base e trampolim para que as angústias e as indagações de seus alunos sejam sanadas através de novas e diversificadas metodologias de trabalho, melhores técnicas de ensino- aprendizagem, melhores procedimentos didáticos em suas aulas.

O ser humano, por natureza, está sempre buscando novas alternativas para viver melhor. O caminho inicial para uma vida melhor passa pela escola. É ela que tem o papel de oportunizar a construção do conhecimento, despertar o desejo de aprender, inspirando o desenvolvimento dos indivíduos que a ela recorrerem. A escola tem uma parcela significativa de responsabilidade no sucesso ou no fracasso da humanidade.

Enquanto co-responsável pela educação a escola precisa repensar muitos aspectos da organização educacional. Quem tem a liberdade de aprender permanentemente, de ensinar e pesquisar, acaba por desenvolver estratégias e atividades originais no ambiente escolar. Elas são significativas, por serem únicas e capazes de envolver, despertar e completar o educando.

O trabalho com projetos é de muita valia tanto para o professor quanto para o aluno. Ganha o educador, que se sente mais realizado com o envolvimento dos educandos e com as respostas coerentes e corretas obtidas. Por outro lado ganham os alunos que aprendem mais do que aprenderiam numa situação de simples receptores de conteúdos e informações. Dessa maneira o conteúdo e a informação passam a ser tratados de forma construtiva e proveitosa e o aluno

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passa a vivenciar a construção de seu ser sujeito, pesquisador, reflexivo e consciente de suas capacidades e potencialidades.

Devemos buscar um novo caminho, mesmo que árduo inicialmente, em que soltar a imaginação, ver com “outros olhos”, evoluir gradativamente em novas direções sejam possíveis. De acordo com Hernández (1998) a escola deve deixar de ser formatada por compartimentos fechados, faixas horárias fragmentadas, arquipélagos de docentes e converter-se em uma comunidade de aprendizagem real, onde a paixão pelo conhecimento seja a divisa e a educação de melhores cidadãos, o horizonte ao qual se dirigir. A escola deve ser vista como um acesso ao conhecimento, na qual ao andarmos estaremos adentrando numa galeria de conhecimentos, conforme preconiza Santos (1987).

Este recorte tem como objetivo abordar e conceituar, não com a intenção de esgotar o tema, os diferentes tipos de projetos9 (foco de nossa tese) e analisar suas características em relação aos objetivos, concepções pedagógicas, papel do professor, papel do aluno, avaliação, modo de execução, organização, estrutura e forma de trabalho com o aluno.

Atualmente, as escolas são instituições extremamente complexas que apresentam certas barreiras às inovações. O trabalho com projetos surge da necessidade de promover uma mudança na educação para favorecer e dinamizar o processo de aprendizagem, ou para minimizar e/ou estancar as lacunas apresentadas no momento da aprendizagem.

O termo projeto tem sido quase uma palavra de ordem, no cotidiano escolar, porém, temos percebido que falta um pouco mais de reflexão a respeito dessa abordagem ou metodologia de trabalho. Os projetos podem ser considerados, dentro numa dimensão simbólica, como um “espaço físico”, um “lugar”, um “momento” ou, simplesmente, um “ambiente”, que objetiva aproximação da realidade dos alunos e favorece a construção do conhecimento.

9 Tentaremos abordar os projetos educacionais e/ou educativos, uma vez que estamos tratando de uma rede

municipal de ensino. Não nos restringiremos a uma definição única e exclusiva do que vem a ser “projeto”, mas sim, abordaremos o que alguns autores relatam. Muitas vezes os termos podem se sobrepor, ou até mesmo se diferenciar em pequenas nuances. Entendemos que todos projetos são válidos, desde que promovam a aprendizagem significativa em algum momento.

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Essa visão implica que o papel da escola não é somente ensinar conteúdos, nem vincular a instrução com aprendizagem.

A construção do conhecimento é o fator preponderante para que a escola permaneça viva, permaneça forte e se enquadre nesse novo modelo de mundo tecnológico e informatizado, mas que ao mesmo tempo seja capaz de driblar as enfadonhas propostas educacionais que muitas escolas, ainda mantém, baseadas em visões pedagógicas ultrapassadas.

De acordo com Barbosa e Moura (2006) na área educacional, os primeiros grandes projetos de ensino, destinados a produzir novos recursos didáticos, desenvolver novos métodos e concepções de ensino e inovar quanto aos conteúdos curriculares, foram desenvolvidos nas décadas de 1950 e 60. Dentre vários projetos voltados para a introdução de inovações no conteúdo e na forma de ensinar, destacam-se o PSSC – Phisical Science Study Committe, e o BSCS – Biological Science Curriculum Study. Ambos reuniram grande número de cientistas, professores, psicólogos, escritores, fotógrafos, etc, para produzir novos cursos de Física e Biologia, respectivamente. Estes projetos tornaram-se mais conhecidos no Brasil nos anos de 60 e 70 e foram marcos importantes no ensino de ciências, com grande repercussão no meio educacional.

Boutinet (1990) demonstra que diversos projetos estão presentes no cotidiano e estão incluídos nas sociedades modernas e tecnologicamente desenvolvidas. Concordando com o autor, complementamos que, interagindo com a realidade dos alunos podemos sensibilizá-los para tantas situações pelas quais a humanidade está passando.

A vida dos seres humanos é construída por uma constante elaboração e reelaboração de projetos. Temos projetos simples, como realizar uma viagem no final de semana, escrever uma carta, e outros com grande grau de complexidade, como, por exemplo, escolher e aprender uma profissão. Afinal, antecipar é uma das importantes características da nossa espécie. (BARBOSA & HORN, 2008, p.15)

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situações da vida cotidiana. A partir desta constatação, pensamos que se projetos fazem parte deste contexto, eles devem estar dentro da escola e se iradiando em todas as direções.

O termo projeto tem diferentes entendimentos e configurações. Numa proposta relativamente recente no processo pedagógico, aparece com o sentido de proposição de uma prática pedagógica crítica, reflexiva e problematizadora. De acordo com Behrens (2006) cabe ressaltar que a significação de projetos nas variadas línguas converge para o termo proposição. Por exemplo, em italiano progetto e em francês projet prevalece o sentido de propósito, intenção, plano. No inglês project e em alemão projekt significa programa. Assim, este estudo do termo projeto se estende, quando Boutinet (2002, p.34) esclarece: “Parece que o termo ‘projeto’ surge, de maneira regular, no decorrer do século XV, sob as formas de poujet e project. Tem conotações de ordenação espacial e um vínculo com a etimologia latina do verbo projicio (lançar para frente, expulsar)”.

A denominação de projeto também tem sentido de provocar possibilidades ou escolhas em uma determinada situação-problema. Acredita-se que o sentido de “arrojar-se e efetuar projeção” possa dimensionar a necessidade de comprometimento e envolvimento necessários para buscar a aprendizagem por projetos a partir de resolução de problemas. Nesse sentido,

... antes de ser definido, o projeto se apóia em um conjunto de previsões que ajudam a delimitar melhor a situação na qual ele será implantado, mas ele busca, apesar de tudo, predizer um futuro almejado e faz então às vezes de previsão, indicando o que será esse futuro, uma vez concretizado (BOUTINET 2002, p.84).

A palavra projeto leva a considerar a situação ambígua que este termo pode ocasionar quando o docente optar pelo trabalho com projetos. Neste sentido, conforme coloca Behrens (2006, p. 34), devemos “alertar o professor que ao optar por essa metodologia considere que o termo projeto pode significar tanto o objeto que se quer produzir quanto o método que o caracteriza”. Acrescentamos que além dessa ambigüidade carrega ainda a função tanto de propor o que se quer realizar como o que será feito para essa finalidade. Daí a crítica que alguns autores fazem para essa terminologia, que pode induzir uma proposta fechada

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que não leve em conta a realidade e as necessidade dos alunos para aprender. Nesse sentido, o trabalho com projetos poderia engessar a proposta do professor e cercear a sua criatividade e a dos alunos. Esse cuidado vale a pena considerar. No entanto defendemos a flexibilidade e a possibilidade de contemplar múltiplas visões numa estratégia e/ou atividades voltadas para projetos. A carga de ambigüidade pode abrir outras perspectivas como conviver com as dualidades a serem superadas: sujeito/objeto, exterior/interior, forma/conteúdo, individual/coletivo, entre outras (BEHRENS, 2006).

A metodologia de projetos ou o trabalho com projetos ou ainda a pedagogia de projetos busca revisar ou revisitar a organização do currículo por disciplinas e o modo de situá-lo no tempo e no espaço da escola. Mas situá-lo num espaço e num tempo real, que mostre o reflexo do que os alunos possam estar interessados. Com isso torna-se necessária a elaboração de uma proposta curricular, na qual a representação dos conhecimentos não seja fragmentada, afastada dos desafios cotidianos dos alunos, mas que venha resolver os seus problemas, suprindo as suas necessidades. Os projetos, nessa proposta, podem ser um bom caminho que a escola pode trilhar. Cabe aqui ressaltar que não estamos trabalhando com projetos, como se fosse algum exercício de casa ou complementação de atividades porque não se obteve tempo de realizá-las em sala de aula. Segundo Nogueira (1998, p. 24), os projetos são “diferentes dos cansativos e anacrônicos trabalhos de casa e das pesquisas que se transformam no máximo em ‘bons’ exercícios de caligrafia, (...) os projetos ampliam em muito estes velhos conceitos”. Hernández (1998) tem o pensamento de que os projetos levam em consideração o que ocorre fora dos limítrofes da escola.

Os projetos levam em conta o que acontece fora dos limites da escola, em termos de transformações sociais e saberes socialmente construídos, a grande produção de informação que caracteriza a sociedade atual e, também, o aprender a dialogar de forma crítica com todos esses fenômenos (HERNÁNDEZ, 1998, p. 61).

O termo projeto tem sido muito discutido nas escolas, de modo geral. Fazer projetos é natural, intrínseco ao ser humano. Realizamos projeto para buscar

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soluções de problema cotidianos ou não, para desenvolver pesquisas de toda a natureza, mas queremos aqui romper com a visão reducionista que, muitas vezes, é atribuída ao desenvolvimento de projetos no meio escolar (SILVA, 2003).

Os projetos se constituem em planos de trabalho e em um conjunto de tarefas que podem proporcionar uma aprendizagem em tempo real e diversificada. Além de favorecer a construção da autonomia e da autodisciplina, o trabalho com projetos pode tornar o processo de aprendizagem mais dinâmico, significativo e interessante para o aprendiz, deixando de existir a imposição dos conteúdos de maneira autoritária. A partir da escolha de um tema, o aprendiz realiza pesquisas, investiga, registra dados, formula hipóteses, tornando-se sujeito do seu próprio conhecimento. Nesse âmbito, precisamos de professores que acreditem, que sintam, que vejam que o projeto é uma estratégia metodológica que pode surtir efeito, que pode alavancar esse conhecimento do aluno, que pode muito bem, ser o início de um novo modelo de mundo, de um novo paradigma, mais justo e honesto.

O currículo de uma escola, que engloba tantos outros aspectos tais como: gestão, o ato pedagógico, as relações, a práxis pedagógica, num emaranhado (uma rede) que tem a administração escolar, a supervisão escolar, a orientação escolar e a docência como um mote, não pode esquecer de incluir o projeto; até mesmo porque projetos estão misturados/embaralhados em todas as nuances de um espaço pedagógico.

Projeto da escola, projeto de ensino, projeto interdisciplinar, projeto do professor, projeto da instituição, projeto da semana, projeto do mês, projeto interdisciplinar, projeto temático, projeto de informática, projeto institucional... Desde a publicação dos PCNs - Parâmetros Curriculares Nacionais - e dos Referenciais Curriculares para Educação Infantil, com as orientações do Ministério da Educação para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e Médio, a palavra de ordem na maioria das escolas é projeto10.

10 Do latim projectu, que significa “lançado a diante”; idéia que se forma de executar ou realizar algo no futuro, plano, intento, desígnio;

empreendimento a ser realizado dentro de um determinado esquema; redação ou esboço provisório ou risco de obra a se realizar; projeto de cenário. (Ferreira, 2000, p. 1400).

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No entanto, cabe questionar: Os professores sabem o que é um projeto, para que serve, de que maneira eles podem trabalhar e, se trabalham com projetos, realmente sabem o que fazem? Conseguem evoluir, construir conhecimentos? Conseguem mensurar aqueles grupos que trabalham com atividades fora da sala de aula? São tantas dúvidas, que ao mesmo tempo em que procuramos respostas, encontramos mais incertezas e questionamentos.

Novidade para alguns e prática já tradicional em muitas escolas do país, a proposta de tratar conteúdos por meio de trabalho coletivo e/ou multidisciplinar, no lugar da aula meramente expositiva, tomou conta de todas reuniões de planejamento escolar, tanto das escolas, em seu âmago, quanto das Secretarias da Educação dos municípios brasileiros. Afinal, é uma das melhores maneiras de motivar os alunos, dando-lhes oportunidade de descobrir, construir, ressignificar o conhecimento. Muitas escolas sabem que o ensino tradicional, que o modelo compartimentalizado não comporta o anseio de seus alunos, e aos poucos, muitos educadores buscam outras alternativas; dentre elas, a possibilidade de projetos. Mas é evidente, que é um tema que deve ser discutido e investigado a fundo, para que não seja meramente um modismo ou algo esporádico para sanar deficiências tão profundas e mazelas tão significativas na educação.

Optar por um trabalho cooperativo, diferenciado, não é usual para a maioria dos docentes; é efetuar uma escolha de postura educacional totalmente discrepante do que lhes foi ensinado. Pesquisas cooperativas, muitas vezes, com pesquisadores natos já demonstraram sérios problemas. O professor ao optar por uma postura diferente está no centro de um processo de críticas, de uma janela para o desconhecido, na qual se vê hipóteses e conjunturas. É retirar do adulto e/ou do professor as decisões sobre o que, como e quando trabalhar o conteúdo, e compartilhá-las, discuti-las e organizá-las com o grupo. É, muitas vezes, sair da “acomodação professoral” que muitos se encontram e buscar novas trilhas de conhecimentos. É permitir às crianças que construam o sentido de suas atividades de aluno, de identificação no processo de ensino-aprendizagem.

Os docentes, os professores de futuros professores, os supervisores e os orientadores estão preparados para trabalhar com projetos? Eles sabem trabalhar

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com projetos? Eles conhecem essa nova metodologia ou abordagem? São tantas as dúvidas que, realmente, cada professor, trabalha a sua moda, a sua maneira de entender o que sejam as atividades com projetos. Cada reunião, colóquio/seminário, encontro com professores para se discutir sobre projetos é sempre algo novo: nunca sabemos o que realmente irá brotar desses enlaces pedagógicos. No entanto, como dizia Milton Nascimento, em uma de suas canções: há de se cuidar do broto, para que se dê flores e frutos.

De acordo com Fagundes, Maçada e Sato (1999) a atividade de fazer projetos é naturalmente simbólica, intencional e da natureza do homem. Por meio dela, o homem busca a resposta, a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de seu conhecimento, que tem gerado tanto as artes quanto as ciências naturais e sociais. O termo projeto surge numa forma regular no decorrer do século XV. Tanto nas ciências exatas como nas ciências humanas, múltiplas atividades de pesquisa, orientadas para a produção de conhecimento, são balizadas graças à criação de projetos prévios. A elaboração do projeto, via de regra, constitui a etapa fundamental de toda a pesquisa que pode, então, ser conduzida graças a um conjunto de interrogações, quer sobre si mesma, quer sobre o mundo à sua volta.

De acordo com Boutinet (1990) o termo projeto é bastante recente em nossa cultura. São associadas a esse termo diferentes acepções: intenção (propósito, objetivo, o problema a resolver); esquema (design); metodologia (planos, procedimentos, estratégias, desenvolvimento). Assim, podem ser concebidas a atividade intelectual de elaboração do projeto e as atividades múltiplas de sua realização.

O termo projeto, também, é definido de um modo bem amplo e, ao mesmo tempo simples, como:

Plano de trabalho a ser executado, uma idéia que formamos quando desejamos realizar algo, uma intenção de realizar alguma coisa pré-estabelecida, através de um esquema, ou então se pensarmos em termos puramente educacionais, podemos inferir que projeto é um esboço preparatório, inicial ou provisório de um texto, de um trabalho a ser realizado, apresentado ou implementado ou ainda,

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um projeto institucional, um plano curricular ou planos que os professores fazem para ministrar suas aulas (SILVA, 2003, p. 1).

Numa outra vertente, temos um conceito bem mais complexo, conforme detalhado a seguir:

Um projeto é um empreendimento com características de: complexidade, unicidade, finitude, recursos limitados, envolvimento interfuncional, escalonamento de tarefas, orientado por objetivos e metas e com um produto (ou serviço) final (WEISS E WYSOKI, 1992, p. 3).

É interessante observar que projeto é tudo o que foi relatado ao mesmo tempo: são, em certa medida, equivalentes e se aplicam ao contexto de “projetos que poderão ser desenvolvidos nas escolas”. Isto é, um projeto nasce de uma idéia, de um desejo ou interesse de realizar algo, idéia esta que toma forma, se estrutura e se expressa através de um esquema (lógico), o qual, no entanto, é apenas esboço (sempre) provisório, já que sua implementação exige constante aprendizado e reformulação. Os projetos tentam uma aproximação da escola com o aluno e se vinculam muito à pesquisa sobre algo emergente, sobre algo novo, sobre novas interpretações de mundo a qual estamos inseridos. Prioriza muitas vezes, a cultura investigatória, a indecisão do que vai ser encontrado logo a seguir. Partem muitas vezes de representações sociais, influências midiáticas e de modismos, mas que ao serem desvelados trazem à tona um conhecimento, que até então, estava adormecido e/ou sem explanação. Projetos são desenvolvidos para atenderem a necessidades internas e/ou externas, para buscarem soluções de problemas para adquirirem novos conhecimentos ou para aproveitarem oportunidades.

Boutinet (1990) demonstra que diversos projetos estão presentes no cotidiano e, estão incluídos nas sociedades modernas e tecnologicamente desenvolvidas. Concordando com o autor, complementamos que, interagindo com a realidade dos alunos podemos sensibilizá-los para tantas situações pelas quais a humanidade está passando, e buscar soluções para resolver, se não todo, pelo menos em parte, os desafios dispostos na sociedade do conhecimento rápido e

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instantâneo.

Para o desenvolvimento integral do estudante faz-se necessário criar um ambiente desafiador e aberto a questionamentos e dúvidas, que instigue a curiosidade, mobilize seus conhecimentos, mostre suas lacunas e estimule-os a eliminá-las; possibilitando a reflexão e compreensão para julgamento crítico e articulado próprio de um cidadão consciente, autônomo e transformador. Um projeto em uma escola, por mais simples que pareça, nasce de curiosidades ou