111. Connection between Hydrograp hic and Biological Conditions
I. The Geographical Origin of the Coast=Plankton
2. The In=Pouring of the Summer Herring
No presente tópico, pretende-se refletir a respeito do processo de criação propriamente dito. Salles:
O ato de escolher ou de decidir é, por vezes, acompanhado de reflexões, justificativas e surgimento de critérios. É claro que a seletividade não está limitada ao âmbito da percepção, pois, como veremos, tem também papel relevante, por exemplo, na determinação dos recursos criativos. Diante de tantas possibilidades e da potencialidade de novas possibilidades surgirem, o trabalho de criação se dá em meio a inúmeras recusas e aceitações, que envolvem muitas escolhas. Esse movimento da construção da obra vai fazendo história, diferente do que muitos gostam de pensar sobre o mistério das soluções mágicas e de um autor romanticamente inspirado. (SALLES, 2008. p.76)
Para Salles (2008), a obra que chega ao público não é considerada como uma completude necessária que resulta de sua elaboração, mas como uma possibilidade de um processo que não se completa nunca, mas pode se interromper. A autora ainda coloca que, na relação entre os registros e a obra entregue ao público, encontra-se um pensamento em construção.
Diante dessa premissa e com análise de alguns registros do processo de construção do coloroflove.us, podem-se fazer alguns apontamentos sobre as escolhas e decisões tomadas ao longo do processo de criação que são baseadas em experiências passadas e/ou expectativas futuras. Não será detalhada cada pequena parte do processo de criação. Não é o propósito em si. A intenção aqui é reforçar o pensamento de Salles, quando ela afirma que o ato de escolher é sempre acompanhado de justificativas, reflexões e está em constante processo de construção. Diante disso, serão apresentados dois pontos importantes desse processo: o primeiro que se define em função do experimento passado e o segundo que se define através das expectativas em relação ao novo experimento.
Quando eu decidi retomar esse projeto, a primeira preocupação foi de solucionar a questão de como o “entrevistado” definiria a cor do amor. Isso porque, no experimento passado, eu percebi como era importante para o “entrevistado” especificar exatamente qual era o tom de azul, por exemplo, que expressava o que era amor pra ele. Diante disso, eu iniciei uma pesquisa em busca de soluções que pudessem resolver essa questão.
Por trabalhar com internet, eu já sabia que havia soluções de front-end, desenvolvidas em jQuery48, para esse tipo de necessidade. O primeiro entrave foi descobrir como encontrar essas soluções. Por mais simples que pareça fazer buscas no Google, o fato é que para que se encontre o que se precisa é necessário saber o que se está buscando. Quanto mais precisa for essa busca, mais refinado será o resultado.
Como a maioria dos códigos para internet são desenvolvidos em inglês, parti de algumas tentativas que me pareciam óbvias: “select color plugin jquery” e “choose color plugin jquery”. Foi com essas duas buscas que descobri o nome usado para esse tipo de plugin: ColorPicker.
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jQuery é uma biblioteca JavaScript cross-browser desenvolvida para simplificar os scripts client side que interagem com o HTML.[1] Ela foi lançada em janeiro de 2006 no BarCamp de Nova York por John Resig. Usada por cerca de 55% dos 10 mil sites mais visitados do mundo, jQuery é a mais popular das bibliotecas JavaScript. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/JQuery
FIGURA 12 – Google.com.br – Captura das telas de buscas
O segundo momento foi rastrear variedades de plugin para executar testes e assim definir o mais adequado. Como destacado na figura abaixo, eu acabei testando 10 plugins de ColorPicker.
Entre eles, depois de alguns testes, o escolhido foi o que o funcionamento se dava da mesma forma que no Adobe Photoshop49.
FIGURA 14 – ColorPicker – Referência e Resultado Final aplicado no coloroflove.us
Ainda, depois da escolha, foram feitos alguns ajustes para deixar o processo da escolha de cor da forma mais simples possível, mas oferecendo infinitas possibilidades de cores, como é mostrado na figura acima.
Observando a tela do coloroflove.us já com as respostas, nota-se como essa decisão foi importante para o projeto, pois mesmo havendo uma sutil predominância de vermelhos e rosas nas cores, não é um vermelho específico e nem um rosa específico, são diversos tons de vermelhos e rosas compondo o mosaico de cor.
FIGURA 15 – coloroflove.us – Captura da tela inicial
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Buscou-se um ColorPicker similar ao do Adobe Photoshop por entender que interface que ele oferece para selecionar cores possui uma boa usabilidade (nota da autora)
Diante da tela exposta, pode-se levantar um outro ponto fundamental no processo de criação: a elaboração da interface.
Antes de começar a pensar e rascunhar sobre a interface, eu havia definido alguns critérios que são diretrizes para criação da interface, são eles:
a) Independente da resolução da tela, a interface deveria sempre ocupar toda a área disponível do ecrã. (O termo técnico é um layout líquido/fluído)
b) O impacto visual, com destaque para as cores, era importante.
c) O usuário precisava, de alguma forma, sentir que sua colaboração era fundamental para a construção do site.
Com essas diretrizes em mente, eu comecei a processar, literalmente falando, a interface na minha mente. É importante destacar isso, pois os rascunhos que se seguem apresentam a interface já bem próxima do resultado entregue ao público.
Particularmente, eu, no meu processo de criação , tenho um período de “silêncio”. Na verdade, nesse “silêncio” estão ocorrendo processos mentais que eu não materializo (e nem materializarei). Quando eu ponho em prática a criação, muitas escolhas e recusas já foram feitas mentalmente e o que eu estou fazendo na verdade é refinar as decisões tomadas.
Outro fato importante, que contribuiu para o entendimento da construção dessa interface, foi o contexto daquela época. Em paralelo à criação do coloroflove.us, eu estava trabalhando para Giselle Beiguelman no livro Still On The Move, que a artista apresentou no 2º Fórum Latino-Americano de Fotografia, na exposição Histórias de Mapas, Piratas e Tesouros.
FIGURA 17 – Still On The Move – Livro
Como se pode observar, as imagens do livro são compostas por 16 frames, um mosaico. Além do livro, a Giselle também tinha a intenção de desenvolver uma versão online do Still On The Move. Nesse processo de desenvolvimento do livro, diálogos com a artista50 e, inclusive, desenvolvimento de um protótipo de como seria o site do Still on the Move, pode-se observar inúmeras semelhanças entre as duas interfaces.
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FIGURA 18 – Still On The Move – coloroflove.us – Captura de Telas – Comparação
Tenho a suposição de que o processo “silencioso” que ocorreu inicialmente no desenvolvimento da interface do coloroflove.us, na verdade, deu-se através das conversas com a artista sobre o seu trabalho, em especial o Still On The Move.