4. Discussion
4.4. Foreign Direct Investment in Ethiopia
4.4.1. The Positive and Negative Sides of FDI in Ethiopia
Pessoa et al. (2007) avaliaram histologicamente a ação sistêmica do
Symphytum officinallis
homeopático (6CH) diluído em base hidroalcoólica (BHA) nos tecidos hepático, gástrico e subcutâneo de camundongos. Utilizaram 18 camundongos machos divididos em quatro grupos:Symphytum officinallis
6CH e BHA via oral nos períodos de 30 e 60 dias eSymphytum officinallis
6CH e BHA tópico por 60 dias. Obtiveram biópsias do fígado e do intestino dos animais tratados por via oral e do tecido subcutâneo dos animais tratados com aplicação tópica. Não houve alteração morfológica nos tecido subcutâneo e intestinal tanto dos animais 6CH quanto nos BHA. Entretanto, o tecido hepático dos animais tratados comSymphytum officinaliis 6CH
e BHA, demonstrou alterações degenerativas moderadas, nos dois períodos avaliados. Concluiram assim que efeitos adversos podem surgir também durante o uso homeopático indicando a necessidade de mais estudos sobre o assunto, ressaltando a consideração da ação da base hidroalcoólica no fígado.Yeong et al.(1991) utilizaram três grupos de ratos adultos jovens que foram alimentados com alcalóides pirrolizidínicos derivados do confrei russo para estudar os efeitos da erva no fígado. Os animais do grupo I receberam dose única de 200mg/Kg de peso corporal. O grupo II recebeu 100 mg/kg três vezes por semana durante 3 semanas e o Grupo III 50 mg/Kg três vezes por semana por 3 semanas. Todos os ratos mostraram ao microscópio de luz e ao miscroscópio eletrônico evidências de danos hepáticos e que a severidade foi dose dependente. Houve edema nos hepatócitos e necrose hemorrágica nas células perivenulares. Houve concomitantemente perda das células de revestimento endotelial com rompimento da parede sinusoidal e os sinusoides foram ocupados com debris celulares, organelas dos hepatócitos e células vermelhas do sangue. O extravasamento de células vermelhas do sangue foi evidente. Vênulas hepáticas terminais foram estreitadas por proliferação da camada íntima, e no grupo II e III, fibras de reticulina saindo dos vasos foram observadas. Tais aspectos foram descritos na doença veno-oclusiva causada por alcalóides pirrolizidínicos de outras fontes de planta como o Senecio e a Crotalaria. Os autores comentam que a segurança do confrei, planta largamente usada, em relação ao consumo humano necessita de mais estudos.
Yeong et al. (1993) destacaram uma deficiência na literatura sobre a toxicidade em baixas doses dos alcalóides derivados do confrei. Com o objetivo de sanar essa dúvida os autores utilizaram 8 ratos adultos jovens que receberam semanalmente uma dose de 50 mg/Kg de alcalóides derivados do confrei russo, durante 6 semanas. Foram utilizados dois ratos como controle. O sacrifício foi realizado uma semana após a última dose e o fígado dos ratos foi examinado por microscópio óptico e eletrônico. Ao microscópio de luz foi possível observar congestão vascular, discreta necrose na zona três, perda da definição da membrana celular dos hepatócitos. Extensas anormalidades ultraestruturais foram identificadas na forma de desbridamento endolelial e perda da
microvilosidade do hepatócito. Um achado interessante neste trabalho foi a formação difusa de vesículas nas bordas sinusoidais dos hepatócitos. Muitas vesículas foram localizadas no espaço de Disse, promovendo o preenchimento deste e algumas vezes chegando a ocluir o lúmen sinusoidal. Houve evidência de dano tardio com a colagenização do espaço de Disse. Os autores destacam ainda que a formação de vesículas nos hepatócitos ocorre em uma variedade de condições patológicas mas há pouca informação na literatura sobre os efeitos da formação de vesículas na fibrinogênese e na microcirculação e seu papel na patogênese da doença hepática. Concluíram que os AP do confrei podem servir como um modelo experimental para o estudo do processo de formação de vesículas.
Mei et al., (2005)avaliaram a mutagenicidade do confrei no gene
cII
no fígado de ratos transgênicos “Big Blue”. Grupos de 6 ratos machos com seis semanas de idade foram alimentados com uma dieta basal ou dieta de confrei. Os ratos do grupo experimental receberam alimentação com 2% de raiz de confrei. Os animais sofreram eutanásia após 12 semanas de tratamento. Freqüências de mutação foram determinadas no genecII
do fígado dos ratos alimentados com confrei. O resultado indicou que o confrei induz tumor hepático através de mecanismo genotóxico e o espectro mutacional dos ratos tratados com confrei sugerem que os alcalóides pirrolizidínicos das plantas são responsáveis por indução de mutação e iniciação de tumor no fígado de rato.Mei et al. (2006) utilizaram 6 ratos machos transgênicos do tipo “Big Blue” que foram alimentados com uma dieta basal contendo 8% de raiz de confrei. Os animais foram tratados por 12 semanas e sacrificados um dia após o final do tratamento. Através de análises com biologia molecular, observaram que a dieta com confrei resultou em transformações na expressão de genes hepáticos, bem como em uma significante diminuição no peso dos animais e aumento de freqüência de
mutação. Foi utilizado um valor p menor do que 0,001. Foram selecionados 2726 genes identificados como expressados diferencialmente nos ratos alimentados com confrei, comparados aos animais controle. Entre esses genes, há 1617 genes associados a funções particulares, e diferencialmente expressados no fígado dos ratos alimentados com confrei. Estes foram envolvidos no metabolismo, injúria às células endoteliais e injúria ao fígado, além de anormalidades, incluindo fibrose hepática e desenvolvimento de câncer. O perfil da expressão gênica mostra um melhor entendimento dos mecanismos obscuros da toxicidade hepática induzida pelo confrei. Integração da expressão gênica com as mudanças patológicas pode ser usada para formular o esquema da toxicidade e tumorigênese induzidos pelo confrei.
Guo et al. (2007) compararam a expressão dos genes e as funções biológicas que foram alteradas pelo confrei, em relação as alteradas por um alcalóide puro, usado como protótipo de carcinogênese. Para tanto, utilizaram grupos de 6 ratos “Big Blue” que foram tratados com o alcalóide a 1 mg/Kg por gavagem 5 vezes por semana, por 12 semanas ou foram alimentados com uma dieta contendo 8% de raízes de confrei por 12 semanas. Os animais foram sacrificados 1 dia após o fim do tratamento e os fígados foram coletados para análise da expressão gênica. Houve grande diferença entre os genes e os processos biológicos que foram encontrados entre os animais do grupo alimentado com o confrei e o que recebeu alcalóide puro. Entretanto, houve um número de genes e processos funcionais da carcinogênese, que foi comum para os dois tratamentos, mostrando uma forte correlação entre os dois tratamentos, o que sustenta que os AP contidos no confrei são os principais componentes responsáveis pela carcinogênese causada pela planta.
Cao et al. (2008) demonstraram preocupação em relação as técnicas de análise da presença de AP no conteúdo de produtos como suplementos alimentares e remédios. A maioria das técnicas
espectrométricas avalia apenas os AP deixando de contemplar a análise de seus derivados N-óxidos (NO), que segundo os autores podem ser igualmente hepatotóxicos, podendo ser pneumotóxicos, genotóxicos e carcionogênicos. Relatam que essa ineficiência da metodologia coloca em risco a segurança dos seres humanos. Através de 2 testes os autores analisaram amostras obtidas comercialmente de extrato de raiz de confrei e de confrei russo para detectar a presença de AP e seus NO, questionando a metodologia de 3 trabalhos pré-existentes. Demonstraram a inadequação dos métodos reportados para detectar a quantidade AP e seus NO, nesses trabalhos.
Gomes et al. (2007) usaram um protocolo para indução de carcinogênese hepática em curto período de tempo em ratos. Extrato de confrei a 10 % foi administrado por gavagem aos animais do grupo experimental três vezes por semana, e os animais do grupo controle receberam água destilada. Após análise macroscópica e microscópica observaram no grupo tratado com confrei, redução do número de lesões macroscópicas pré-neoplásicas, da porcentagem de células ovais e de figuras de mitose, de células positivas para antígeno nuclear para células em proliferação (PCNA) e nódulos pré-neoplásicos acidófilos. Por outro lado houve um aumento na presença de megalócitos e degeneração vacuolar. Taxas de fibrose, armazenamento de glicogênio e número de nucléolos não foram alterados. Os autores concluíram que o tratamento com confrei reduziu a taxa de proliferação celular neste modelo experimental.
3 PROPOSIÇÃO
O objetivo desse trabalho foi avaliar os efeitos do
Symphytum officinalle
L. no fígado e rins de ratos comparando o medicamento fitoterápico na dose de 500mg/Kg/dia com a formulação homeopática em 6CH, investigando a toxicidade destas duas formulações após 30 e 60 dias de uso.4 MATERIAIS E MÉTODOS