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Population assessments

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4.1 The White Sea and Barents Sea Stock

4.1.4 Population assessments

Nos nossos dias, parece impossível fugir à tecnologia; esta difundiu-se de tal forma que está presente, das mais diversas maneiras, em qualquer lugar onde estejamos. Seria, então, de esperar que a chegada da tecnologia à escola fosse feita de forma pacífica e rápida; todavia, tal não sucedeu, surgindo vários entraves à sua implementação.

Importa frisar que o Currículo Nacional tem evidenciado a importância das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), por funcionarem “como um instrumento cultural ao serviço das experiências de aprendizagem educacionalmente relevantes” (Amante, 2007, p. 57). As tecnologias representam, indubitavelmente, uma ferramenta crucial, assente na aprendizagem pela ação e na aplicação de práticas inovadoras e de qualidade que visam a aproximação da escola à realidade diária das crianças, para a maioria das quais a tecnologia é uma realidade.

Apesar de as tecnologias estarem presentes nas escolas atuais, importa esclarecer se a sua chegada é sinónimo de inovação pedagógica, unicamente pela sua introdução na sala de aula. Assim, é fundamental não cairmos no erro de considerar que, por existirem ferramentas tecnológicas na escola, existe também inovação pedagógica. Fino (2003) refere que “a tecnologia, não é capaz, só por si, de se transformar em inovação pedagógica” (p. 3), o que comprova que não basta colocar um computador numa sala de aula para inovarmos pedagogicamente. Para que isso aconteça, é necessário alterar a prática pedagógica, transformando o computador num elemento com papel relevante na prática letiva. Como afirma o autor supramencionado, “é na construção de novos paradigmas locais que consiste a inovação pedagógica” (Fino, 2003, p. 2). Assim, o que se observou

em inúmeras escolas foi a chegada da tecnologia, ao serviço do entretenimento e da ocupação dos tempos livres dos alunos, mas não como sinónimo de inovação pedagógica.

Para Ponte (2002), as Tecnologias de Informação e Comunicação não podem ser descuradas na ação educativa, uma vez que potencializam aprendizagens significativas para os alunos, revelando-se desafiantes e promotoras de uma postura crítica. Por conseguinte, as tecnologias permitem aos docentes estimular a curiosidade, a reflexão, a participação e o desenvolvimento intelectual dos alunos, desde que aqueles sejam “capazes de integrar as Tecnologias de Informação e Comunicação no ensino/aprendizagem das diversas áreas curriculares, articulando o seu uso com o de outros meios didáticos” (p. 21). Nesta ordem de ideias, o educador não deve perspetivar as tecnologias como um meio de apoio ao seu papel de transmissor de conhecimento, mas sim como uma estratégia pedagógica que pretende descobrir novas e diferentes formas de aprender, abrindo portas para uma inovadora visão de educação (Costa, 2012). Quer isto dizer que se deve “fortalecer o uso do computador e outras tecnologias como ferramentas ao invés de máquinas de ensinar” (Valente, 2000, p. 14). Brazão (2009) salienta que é necessário “professores, preocupados em atualizar o seu trabalho pedagógico” (p. 1), o que implica interligá-lo com uma prática pedagógica proporcionadora de momentos de aprendizagem ricos e diversificados.

Em determinados momentos, as entidades governamentais esquecem que o principal papel promotor das Tecnologias de Informação e Comunicação reside nos docentes. Fino (2003) alerta para esta situação, referindo que “de facto, a inovação pedagógica não reside na tecnologia, mas fora dela na mente de quem desenhará o contexto em que a tecnologia será utilizada – o professor” (p. 3). O autor enuncia, assim, o papel que a formação dos docentes representa num futuro onde as tecnologias passem a constituir uma realidade. Um elevado número de docentes receia inovar, pois entende que os seus alunos dominam as novas tecnologias melhor do que os próprios e receia falhar perante a turma, perdendo, no seu entender, a sua autoridade e superioridade intelectual.

Para finalizar, não devemos esquecer que os alunos são o reflexo dos seus professores, logo “o interesse e o envolvimento manifestado pelos alunos relaciona-se directamente com o interesse que estes reveem nos seus professores” (Fino, 2001, p.7). Percebemos, assim, o papel fulcral do docente na implementação e aplicação das Tecnologias de Informação e Comunicação, como uma ferramenta útil ao ensino, isto é, utilizando-as sempre como máquinas de pensar (Valente, 2000).

3.6 Síntese do Capítulo

No decurso do presente capítulo, destacou-se a relevância de o docente sustentar a sua práxis em fundamentos construtivistas, criando ambientes promotores de aprendizagens pela ação, nos quais a criança participa ativamente no processo de ensino/aprendizagem.

A aprendizagem pela ação pressupõe que a criança estruture e planifique diversas atividades, imbuídas nos seus interesses e motivações. Assim, a aprendizagem pela ação possibilita às crianças vivenciar diferentes momentos em que estão amplamente envolvidas e integradas, rompendo com uma aprendizagem passiva, na qual recebem os ensinamentos sem qualquer tipo de papel ativo.

Ao promovermos uma aprendizagem em que as crianças participam ativamente na estruturação e decisão, estamos a fomentar aprendizagens verdadeiramente significativas, dado que os seus interesses, sugestões e dificuldades são tidos em consideração em todo o processo educativo. O jogo e as visitas de estudo são, per si, estratégias interessantes no momento de promover aprendizagens significativas e pela ação, até porque permitem, em diversas ocasiões, o contacto com a comunidade envolvente e com culturas, tradições e costumes de um povo. Não podemos esquecer que um dos objetivos da escola é “criar as condições para que os seres humanos, tanto crianças como adultos, possam exercer a capacidade de que dispõem – a agência que os afirma como seres livres e colaborativos e com capacidade para pensamento e ação reflexiva” (Formosinho & Oliveira-Formosinho, 2013, p. 31).

Habitualmente, na escola as crianças “têm a possibilidade de interagir, mas raramente se lhes pede para cooperar” (Lopes & Silva, 2008, p. 11). Desta forma, é fulcral que os docentes incutam nelas valores e atitudes no que concerne à importância de trabalhar de forma cooperativa. Esta metodologia não promove apenas o seu sucesso académico, como também fomenta competências sociais fundamentais à vida em sociedade. É relevante desconstruir o conceito de diferenciação pedagógica que encara o fazer diferente como sinónimo de diferenciar. Importa, sim, adequar, apoiar e orientar todos os alunos, conhecendo os seus pontos fortes e áreas a melhorar, sem nunca excluir os alunos devido a uma ou outra dificuldade, mas motivando-os a superá-las.

Por vezes, o facto de facultar atividades diferentes e normalmente com grau de exigência reduzido é o caminho mais fácil, tanto para o docente como para o aluno. Contudo, é importante que o aluno tome consciência de que é necessário trabalhar para ultrapassar as suas dificuldades, pelo que devemos evitar o erro do facilitismo gratuito, que acaba por prejudicar futuramente o aluno. Quanto ao docente, cabe apoiar, orientar e incentivar a criança, quiçá fazendo uso das Tecnologias

de Informação e Comunicação (TIC), uma ferramenta assente em aprendizagens pela ação e na motivação das crianças.

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