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Police and the concept of trust

In document Tillit til politiet etter 22. juli (sider 44-49)

Verificou-se que as medidas do braço têm uma fraca capacidade preditiva das correspondentes medidas por RM, especialmente em relação ao compartimento adiposo.

8.4.1. Medidas individuais

8.4.1.1. Perímetro braquial

O PB medido por antropometria demonstrou ter fraca capacidade estimativa da medição por RM. O PB também mostrou fraca capacidade preditiva das AM e AA e, consequentemente, fraco valor preditivo do músculo e tecido adiposo regional (Quadro VII).

No adulto, a medida antropométrica do PB correlaciona-se bem com a obtida por imagem por métodos de referência 84,107.

Em RNs de termo, nós observámos uma correlação medíocre (r = 0.64) entre a medida antropométrica do PB e a respectiva medida por imagem ultrassonográfica 145. No entanto, ambos

métodos têm as limitações já referidas.

Comparado com a medição antropométrica, a medição por RM tem a vantagem de se basear na imagem de um perímetro não sujeito ao mínimo grau de deformação exercida pela fita métrica. A confiabilidade da medição por RM depende essencialmente da perícia do operador em desenhar o perímetro. Neste estudo, o operador era experiente e foi sempre supervisionado por um imagiologista também experiente, revelando-se satisfatórios os CV nos desenhos dos perímetros.

Uma explicação para a fraca correlação encontrada entre as medições do PB por ambos os métodos pode dever-se à inevitável compressão da pele quando se procurou adaptar a fita métrica a todo o perímetro do braço, especialmente pelo facto de serem lactentes pré-termo, cujos tecidos são muito menos firmes do que os do adulto ou da criança mais velha, podendo levar a subestimar o PB. Procurando não comprimir os tecidos não se evitou outro inconveniente – o risco de deixar pequenos espaços entre a fita e as pequenas pregas da pele que se observam no braço de alguns lactentes pré-termo, podendo levar a sobrestimar o PB. Talvez seja este o motivo porque Johnson et al. 106 encontraram importantes diferenças intra-observador e, ainda maiores interobservador, levando a considerar o PB uma medida antropométrica pouco fiável no RN.

8.4.1.2. Prega cutânea tricipital

A PT evidenciou uma muito fraca capacidade preditiva da AARM e, consequentemente, não tem

O resultado do presente estudo não é concordante com o encontrado por Koo et al. 115, em que a PT se correlacionou bem com a GCT. Schmelzle et al. 176 também concluíram que as medidas das

pregas cutâneas têm boa correlação com a MG. As diferenças metodológicas podem explicar as discrepâncias e a dificuldade em comparar resultados. Ambos os estudos incluíram amostras mistas de RNs de termo e pré-termo, incluindo crianças AIG, LIG e grandes para a idade de gestação, enquanto o presente estudo se limitou a lactentes pré-termo nascidos com peso AIG. Além disso, em ambos os estudos as crianças foram avaliadas precocemente no período neonatal, tendo Schmelzle et al. 176 feito avaliações também aos 2 e 4 meses de idade; no presente estudo, as

crianças foram avaliadas em média às 5 semanas de idade pós-natal. Por fim, ambos os estudos usaram a absorciometria bifotónica para validar a composição corporal global; neste foram usadas medidas por RM para validar a composição corporal regional.

8.4.1.3. Área braquial

Sendo a AB uma medida indirecta calculada por uma equação em que o PB é a única variável (elevada ao quadrado), e não tendo este parâmetro revelado boa validade, não surpreende a sua fraca capacidade preditiva da ABRM. Como foi referido, qualquer deformação do braço exercida pela fita métrica pode levar a subestimar o PB e, consequentemente, a AB; por outro lado, o evitar a deformação pode levar a sobrestimá-la.

A estimativa antropométrica da AB pode ainda ter introduzido outro factor de erro, ao basear o seu cálculo numa premissa simplificadora e não totalmente verdadeira – de que o braço é perfeitamente cilíndrico 39,171. A medição da ABRM, feita por contagem automática dos pixels

incluídos no PBRM poderá ser mais confiável, ao ser independente da forma do braço e por

praticamente depender apenas da perícia do operador desenhar este perímetro.

8.4.1.4. Área muscular

As estimativas da AM por ambos os métodos - Jeliffee & Jeliffee 104 e Rolland-Cachera et al. 166

mostraram uma fraca capacidade preditiva da AMRM. Consequentemente, a AMJ (Fig. 6) e a AMR (Fig. 7) têm fraco valor preditivo regional do músculo (Quadro VII).

Jeliffee & Jeliffee 104 propuseram as primeiras equações para o cálculo das áreas da secção

transversal do braço, baseadas nas seguintes premissas: o braço é cilíndrico, a camada de gordura subcutânea é um anel concêntrico homogeneamente distribuído em redor do músculo, a espessura da gordura é metade da PT e o compartimento muscular é cilíndrico e inclui o úmero.

Com o argumento de que o princípio que fundamenta as equações descritas por Jeliffee & Jeliffee

pressuposto de que a AM é constituída por um círculo circundado por um anel (gordura), o qual desenrolado, tem a forma de rectângulo.

Em RNs de termo, nós verificámos por imagens ultrassonográficas que algumas das premissas referidas não correspondem à realidade, sendo o braço aproximadamente elíptico e o compartimento muscular raramente circular, assemelhando-se por vezes a uma folha de trevo 145,

tal como Heymsfield et al. 96 haviam observado por TC em adultos. No presente estudo, as

imagens de referência por RM também demonstram que o compartimento muscular não é circular (Fig. 2). A discrepância entre os pressupostos geométricos das fórmulas antropométricas e a evidência imagiológica pode contribuir para explicar a sua fraca capacidade preditiva.

Outro factor importante para a fraca capacidade preditiva, é a AM ser calculada a partir do PB e PT, por si só fracamente correlacionados com as medições por RM. Acumulando e potenciando os erros de medição destas medidas directas, não é, pois, de estranhar que a AM também mostre fraca correlação e capacidade preditiva.

8.4.1.5. Área adiposa

As estimativas da AA por ambos os métodos antropométricos mostraram uma capacidade preditiva ainda mais fraca da AARM. Consequentemente, a AAJ (Fig. 8) e a AAR (Fig. 9) têm fraco

valor preditivo da gordura regional (Quadro VII).

Tendo a AM mostrado uma baixa capacidade preditiva das medições por RM, é compreensível que a AA obtida por antropometria também não permita a estimativa da AARM. Os factores de

erro introduzidos no cálculo da AM podem indirectamente ter afectado o valor preditivo da AA. Dado que a AA é uma medida ainda mais indirecta, porque deriva da subtracção entre duas medidas indirectas – a AB e a AM – acumula os erros destas estimativas.

8.4.2. Medidas combinadas

Ao combinar medidas antropométricas, seguiu-se a lógica de associar medidas que pudessem reflectir o mesmo compartimento, metodologia já usada por outros autores 115. Por exemplo, o C foi combinado com a AM estimada por antropometria quando se correlacionou com a AMMR, uma

vez que o C é considerado um indicador global da massa magra 114.

Nenhuma das combinações mostrou ter valor preditivo aceitável das medições por RM (Quadro VIII).

A melhor e a mais simples equação alternativa encontrada para estimativa da AM combina o P, o C e o PB; apesar de se tratar da combinação que revela melhor correlação, tem fraco valor preditivo da AM (Fig. 10).

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