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Perceptions of police performance

In document Tillit til politiet etter 22. juli (sider 66-81)

É imprescindível: • Não ter pressa • Saber fazer • Gostar de fazer

A consulta tem as seguintes etapas:

Rastreio por auxiliares de acção médica e técnicos auxiliares de ortóptica: • Utilização do refractómetro automático

• Medição de óculos

• Eventualmente medição da tensão intra-ocular no teleaplanómetro Restantes dados colhidos por oftalmologista:

• Data de nascimento • Motivo da consulta • Sintomas e sinais • Antecedentes pessoais • Antecedentes familiares Exame objectivo • Teste da oclusão

• Motilidade ocular extrínseca • Motilidade ocular intrínseca

• Acuidades visuais sem e com correcção • Avaliação da estereopsia

• Avaliação da visão cromática • Exame do segmento anterior • Fundoscopia

Diagnóstico Actuação

A consulta no consultório particular é efectuada segundo o esquema da dos SAMS, com a diferença de tudo ser feito por nós.

As listas dos instrumentos e aparelhagem usados nas duas consultas encon- tram-se nos anexos 9.1 e 9.2 no fim deste capítulo.

Rastreio visual escolar infantil

Dificuldades de implantação do projecto

Em 16 de Novembro de 2000 solicitámos ao Director Regional de Educação de Lisboa a colaboração no sentido de nos ser autorizado a recolha de dados e pos- terior consentimento para um rastreio visual em escolas do ensino básico (crianças do 1º ano do Ensino Básico) com o compromisso de observar posteriormente as crianças que apresentassem alterações visuais.

Por despacho, datado de 16 de Janeiro de 2001, da Directora Regional Adjunta foi autorizado o rastreio desde que não se verificasse oposição da parte das esco- las ou dos encarregados de educação.

Enviaram-se cartas para os directores das escolas com o nosso propósito e pedido de colaboração. Neste estudo colaboraram todas as escolas que respon- deram à carta enviada.

O sentimento das nossas estruturas relativamente ao estudo e investigação, intervenção no campo dos cuidados de saúde primários tem na verdade um longo e penoso caminho a percorrer entre nós. A uma segunda carta de 22 de Fevereiro de 2005 dando conhecimento da necessidade de continuação do nosso estudo, ainda estamos à espera de resposta.

O contacto posterior foi sempre pessoal com a Direcção da escola à qual foram entregues os impressos para os encarregados de educação com a explicação do que se pretendia fazer para que fosse dado um consentimento informado e tam- bém um questionário sobre aspectos relacionados com cuidados de saúde visual.

As respostas ao nosso pedido de autorização foram na sua maioria positivas como se poderá observar no quadro seguinte.

O rastreio incidiu numa amostra de 554 alunos de 6 e 7 anos de idade do 1º ano do 1º ciclo do ensino básico das escolas públicas da cidade de Lisboa no ano lec- tivo de 2005/2006. As escolas incluídas na amostra foram determinadas aleatoria- mente dentro do mesmo código postal, proporcionalmente ao número de escolas com esse código. Ver anexo 9.3 e 9.4.

Nas 19 escolas cuja direcção acedeu ao pedido de colaboração entraram no rastreio todas as crianças, com excepção das que faltaram ou daquelas cujos encarregados de educação se opuseram.

O rastreio foi efectuado de 16 de Janeiro a 27 de Abril de 2006 em salas preparadas nas escolas para esse efeito e sempre com a preocupação de mini- mizar as alterações do programa escolar das crianças.

Em cada dia foram rastreadas 11 a 78 crianças no total de 519 das 554 consi- deradas para a amostra. (anexo 9.5 e 9.6)

Pela diversidade das zonas da cidade representadas na amostra, o grupo de crianças das escolas é muito heterogéneo quanto à composição dos seus estratos sociais, provavelmente com níveis económico-sociais médios inferiores aos dos SAMS.

Capítulo - 9 Tipos de estudo. Populações. Colheita de dados 85

Autorização dada pelo encarregado de educação (N = 554)

Autorização n %

Expressa Não expressa

Não autorizado, expressamente

Sem autorização dos pais (a pedido da professora)

465 76 12 1 83,9 13,7 2,2 0,2 Total 554 100

Os testes utilizados e as anomalias a rastrear foram:

a) Determinação da acuidade visual (AV) com o o teste de Snellen / E, con- siderando

resultado positivo: AV < 0,8, Anomalia: "má" acuidade visual resultado negativo: AV = 0,8, Normal: "boa" acuidade visual b) Teste de oclusão

resultado positivo: existência de heteroforia ou de heterotropia resultado negativo: motilidade ocular extrínseca normal

O rastreio consistiu numa primeira observação por ortoptista ou enfermeira que se deslocou à escola e numa segunda observação no consultório da oftalmologista autora deste estudo.

Colaboraram 3 ortoptistas recém-formados que já tinham participado em ras- treios idênticos e 3 enfermeiras com experiência de cuidados pediátricos. As enfer- meiras tiveram preparação para esta actividade, recebendo também um guia com instruções escritas (Anexo 9.7)

A oftalmologista observou dois grupos: um, formado por crianças referenciadas em virtude de deficiências da acuidade visual ou de alterações da motilidade ocu- lar extrínseca; outro, constituído por crianças retiradas aleatoriamente das crianças não referenciadas.

Chamamos teste à observação por ortoptista/enfermeira e exame à observação pela oftalmologista.

Consulta para crianças das Escolas

Os 101 alunos observados na consulta particular da autora entre 21 de Janeiro e 3 de Junho de 2006 (anexo 9.8) provieram todos do rastreio visual escolar mas tiveram duas origens:

Capítulo - 9 Tipos de estudo. Populações. Colheita de dados 87

Rastreio Visual em Crianças (algumas noções básicas)

Manual para Enfermeiros

Introdução

• Este manual é dirigido às enfermeiras que colaboram no rastreio visual em alunos que frequentam o 1º ano do 1º ciclo do ensino básico, no ano lectivo de 2005 / 06, na cidade de Lisboa.

• Este rastreio tem como finalidade conhecer melhor a qualidade visual das crianças que chegam a esta etapa do seu desenvolvimento. • Não é intenção deste trabalho rastreá-las todas,

mas apenas algumas delas que se considerem uma amostra fiel e portanto da qual possamos inferir algumas conclusões.

Metodologia

• Apesar de as crianças se encontrarem na altura a frequentar já o 2º período da época escolar, usamos a escala de E de Snellen e não a das letras ou números porque é da nossa experiência quotidiana encontrarmos ainda nesta altura, alguns alunos que não têm estes conhecimentos bem consolidados. Podem assim, os resultados nos testes de avaliação das acuidades visuais não serem rigorosos, porque parece haver deficiência visual, quando não respondem ou então, respondem mal, provocando da parte do observador dúvidas quanto à verdadeira causa do engano. • Há crianças que também ficam nervosas por temerem

não se lembrar do nome de alguma letra

Teste da acuidade visual de longe O teste dos E de Snellen • A medição da

acuidade visual de longe deve ser medida com a tabela colocada a 3 metros tendo cuidado com a iluminação, de modo a estar bem visível e sem reflexos, nomeadamente da janela.

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