VII: Solving the Problem of Relevance
VII.1 Platonic justice entails vulgar justice
Ferrari, FZ; Arruda, FCO; Regis, JMO; Cintra, RMGC; Dias, LCGD
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IBB - UNESP - Instituto de Biociências de Botucatu - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" [email protected]
Objetivos
A obesidade é uma condição complexa com sérias dimensões sociais e psicológicas, que afeta virtualmente todas as idades e grupos socioeconômicos tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. Ela pode ser definida como um acúmulo de gordura generalizada ou localizada que se associa a prejuízos à saúde do indivíduo. Atualmente, considera-se a cirurgia bariátrica como uma alternativa para o tratamento da obesidade mórbida, por ser um método capaz de proporcionar perda de peso e reduzir as complicações metabólicas e de saúde. Desse modo, o objetivo do presente trabalho foi caracterizar o perfil antropométrico e alimentar de pacientes pré-bariátricos atendidos no Centro de Estudos e Práticas em Nutrição do Instituto de Biociências de Botucatu – UNESP - CEPRAN.
Métodos
A coleta de dados foi realizada no CEPRAN e contou com participação de oito pacientes obesos mórbidos, de 20 a 48 anos de idade do sexo feminino, em fila de espera para a cirurgia bariátrica. Os pacientes responderam ao Protocolo Unificado de Avaliação do Estado Nutricional, sendo obtidos, portanto: peso, altura e circunferência de cintura e análise quantitativa da alimentação por meio de recordatório de 24 horas. Os resultados obtidos foram: média do Índice de Massa Corporal (IMC), média de circunferência de cintura, média do consumo de energia, de macronutrientes carboidratos, lipídios e proteínas, além da média da fibra dietética e minerais cálcio e ferro.
Resultados
A média de peso dos oito pacientes foi de 116 ± 17,7 kg, classificando-os com IMC médio de 46,12 ± 4,13 kg/m². A média de circunferência de cintura foi de 128,7 ± 9,28 cm. Sendo assim, o grupo avaliado caracterizou-se com obesidade grau III. A média de consumo energético foi de 1771,08 ± 787,45 kcal, composto por 53,28% de carboidratos, 19,39% de proteínas e 28,11% de lipídios; indicando um consumo adequado de carboidratos e lipídios, e elevado de proteínas. A ingestão de fibras esteve abaixo do que é recomendado, apresentando valor médio de 15,49g ± 9,79g. O consumo médio de cálcio esteve muito abaixo do que é
recomendado (424,47 ± 187,83mg), uma vez que a literatura recomenda a ingestão de 800mg para a faixa etária estudada. Quanto a ingestão de ferro, a média de consumo foi de 11,21± 4,70mg, dentro do recomendado pela literatura.
Conclusão
O padrão alimentar foi caracterizado por uma maioria consumindo dieta adequada em ferro, hiperproteica e baixa em fibra alimentar e cálcio. Conclui-se que os pacientes possuem um padrão alimentar de risco para o agravamento da sua situação ponderal, necessitando de ações educativas intensificadas preparatórias para a cirurgia bariátrica.
Referências
Dietary Reference Intakes for Calcium and Vitamin D (2011).
Dietary Reference Intakes for Vitamin A, Vitamin K, Arsenic, Boron, Chromium, Copper, Iodine, Iron, Manganese, Molybdenum, Nickel, Silicon, Vanadium, and Zinc (2001).
Palavras-chave: cirurgia bariátrica; obesidade mórbida; perfil alimentar; perfil antropométrico
CARACTERÍSTICAS ASSOCIADAS À PRÁTICA DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO
Campos, COM; Silva, AE; Araújo, RMA; Oliveira, MCF; Ribeiro, AQ; Comini, LO1
UFV - UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA [email protected]
Objetivos
Objetivou-se identificar as características associadas à prática do aleitamento materno exclusivo em mães de neonatos que participaram de intervenções educativas no pré-natal, do município de Viçosa, MG.
Métodos
Trata-se de um estudo transversal, no período de setembro/2013 a janeiro/2014, com 55 mães de neonatos com até 15 dias de vida e que participaram de intervenções educativas no pré-natal. A coleta dos dados ocorreu na Sala de Vacina do município, por ocasião da realização do teste do pezinho ou em visitas domiciliares. Foi aplicado um questionário semiestruturado, com variáveis socioeconômicas, obstétricas e experiências maternas, tendo como desfecho a alimentação do neonato. A classificação do tipo de aleitamento materno baseou-se na recomendação da Organização Mundial de Saúde (2007), a qual caracteriza em aleitamento materno exclusivo quando a criança recebeu somente leite materno, sem nenhuma complementação e aleitamento materno, situação na qual a criança recebeu, além do leite humano outros complementos. Utilizou-se software SPSS (versão 20) para a digitação e análise dos dados. Foi realizada análise descritiva e razão de prevalência como medida de efeito, além do Exato de Fisher. O nível de significância adotado foi de 5%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Viçosa, protocolo 412.814/2013, e as participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Resultados
A prevalência de aleitamento materno exclusivo aos 15 dias foi de 87,3%. A maioria das mães entrevistadas (65,5%) apresentou idade superior a 20 anos, 39 tinham companheiro (70,9%) e 50,9% (n=29) trabalhavam fora de casa. Analisando essas variáveis, observou-se que, embora não significativo, ser adolescente (1,06; IC 0,84-1,32), não ter companheiro (1,10; IC 0,85 – 1,43) e trabalhar fora de casa (1,04; IC 0,85-1,27) podem ser fatores de risco para não amamentar exclusivamente nos primeiros 15 dias. A mediana da renda familiar foi de R$1356,00, analisando sua influência na prática da amamentação, verificou-se que possuir uma renda menor que a mediana pode ser um fator de risco (1,05; IC 0,85-1,30), embora sem significância estatística. Quanto ao tipo de parto, 58,2% (n=32) passaram por cesariana e 60% (n=33) relataram não ter experiências com amamentação, ambas as análises não apresentaram significância estatística (p>0,05) com desfecho de aleitamento materno exclusivo.
Diante dos resultados, percebe-se que a amamentação é influenciada por características diversas, por ser um ato complexo. Nota-se que a mulher precisa de suporte social, em especial do companheiro e quando trabalha fora de casa. O apoio dos profissionais de saúde é relevante, uma vez que, mulheres que ainda não amamentaram sentem-se inseguras para realizá-lo exclusivamente.
Referências