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3.2 Foryngelse

3.2.6 Plantetetthet

O empreendedor em estudo define o mundo como um mistério, no qual, para ser feliz, é preciso servir uns aos outros. D iz-se mais alegre em dar do que em receber, pois “quem dá, tem de sobra”. Para ele, os negócios sã o necessários para suprir as necessidades materiais, e a convivê ncia com a equipe faz bem à alma.

A té passar pela crise financeira de sua primeira empresa, Z ico afirma que nã o tinha religiã o fixa. T em irmã o que é padre, mas nã o sentia nenhuma aproximaçã o com D eus. E le conta que, após ver seus cálculos de se aposentar aos trinta anos serem contrariados por uma abrupta “quebra” do negócio, um dia foi surpreendido por uma vozinha que lhe falava no íntimo: “você nã o disse que faria isso, que estaria... (rico aos 33 anos? ) ”. E ntã o, segundo ele, começou a perceber um pouco, D eus. S em seguir religiã o, mas a perceber que D eus existia.

E m certo momento, Z ico passou a refletir sobre os fatos de sua carreira empreendedora. E concluiu que a constante abertura e saída das empresas, talvez fizesse parte de um projeto maior, porque sempre beneficiava mais e mais pessoas.

E u só fui reconhecer o plano de D eus quando eu tinha 42 anos, que eu fui fazer um acampamento da R enovaçã o C arismática C atólica. E ali eu comecei a perceber D eus. E u percebia que D eus interferia na vida da gente, e depois comecei a ver a minha história com D eus. Na verdade, E le foi me corrigindo, e me conduzindo, pra eu atingir esses objetivos. E na verdade os objetivos estã o sendo alcançados, nã o por mérito meu, mas por condições divinas, praticamente. Por quê ? Por que eu saí de uma sociedade e fui pra outra, saí de uma sociedade e fui pra outra, por que que eu fui perseguido por uma Instituiçã o? E isso tudo foi gerando uma empresa, e eu fui largando, foi gerando uma empresa, e eu fui largando...hoje eu tenho aqui, talvez, uma quantidade enorme de empresas que eu fui fundador. Nã o sou dono de nenhuma mais, e os empregos estã o acontecendo. E mpreender é um dom de D eus, que precisa ser aperfeiçoado a cada dia que passa.

Para concluir as narrativas que ilustram sua filosofia de vida, Z ico faz questã o de contar duas experiê ncias em que, se num primeiro momento pareceram que poderiam prejudica-lo e ao sócio, por fim acabaram por revelar-se de forma surpreendentemente favorável, ao fazê -lo decidir agir de acordo com seus princípios.:

1) em 1996 eu pedi para um irmã o meu, D ié, ser candidato a prefeito e um outro irmã o, Homero, candidato a vereador. F ui coordenador da campanha de prefeito e conheci o que é a política no seu interior. Só que o candidato a prefeito da oposiçã o era o meu maior cliente da fábrica de bolas. Pra resumir: O prefeito da oposiçã o ganhou com 33.500 votos e gastou R $ 4.000.000,00; e meu irmã o teve 32.000 votos e gastou R $150.000,00. A apuraçã o foi tã o equilibrada que até comemoramos a vitória, mas ‘ a luz acabou’ e quando voltou, perdemos! ! ! ! ( C om isso) meu maior cliente, que comprava 30% da venda do mê s, por eu ser adversário político, nã o ( mais) comprou bola comigo, pois era eu que negociava com ele. Meu sócio, que nã o tem nada a ver com meu irmã o, comentou: ‘ perdemos o nosso maior cliente’. E u escutei e isso me incomodou. E u prejudiquei ele, pensei. Por um momento, me direcionei a D eus e pensei: O Senhor. sabe da minha intençã o. E agora? Prejudiquei a empresa.... L ogo em seguida, talvez no outro dia, a secretária da F ábrica me falou que uma pessoa que vendia extintores num posto tinha um cliente que queria comprar muita bola e ela nã o conhecia outra fábrica. Percebi que ali veio a resposta de D eus, e pedi para a vendedora deixar eu negociar ( eram 7.000 bolas) , e se eu fechasse a venda, daria a comissã o pra ela. Para resumir: vendemos muito mais que os 30% que perdemos e a venda é o ano todo, nã o só dezembro. E até hoje continuamos a vender nos postos de gasolina.

2) No sítio de peixe eu tinha um ótimo parceiro que me pediu para vender um lote para ele construir uma casa, e eu vendi. L ogo depois, ele quis um outro lote, sabendo eu que ele ia fazer uma estrutura para criar peixes, e eu ia perder a parceria. V endi assim mesmo, (porque) pensei: ‘ nã o posso tirar a oportunidade do outro crescer’. Nã o demorou muito e ele veio me falar: "’Z ico, eu fiz uns tanques de peixes no meu sítio e vou sair, mas treinei o meu irmã o para continuar a parceria no meu lugar. V ou criar outras variedades de peixes’. E le começou a criar uns peixes interessantes, e mais clientes iam comprar com ele. C om isso minha venda (até) aumentou, pois no caminho os clientes novos compravam comigo também. V i neste caso também a confirmaçã o da palavra de D eus, Marcos 10, 28-31. (Pedro começou a dizer-lhe: ‘ E is que deixamos tudo e te seguimos’. R espondeu-lhe J esus. ‘ E m verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmã os, ou irmã s, ou pai, ou mã e, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do E vangelho que nã o receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmã os, irmã s, mã es, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna. Muitos dos primeiros serã o os últimos, e dos últimos serã o os primeiros’.)

A o concluir este capítulo, atinge-se o objetivo geral do trabalho, qual seja, o de realizar estudo de caso que viabilize a análise da contribuiçã o da metodologia de aprendizagem empreendedora num modelo de intervençã o na consultoria de empresas.

5 A NÁ L I S E D O S D A D O S , A PR E S E NT A Ç Ã O E D I S C US S Ã O D E R E SUL T A D O S