Kapittel 4: Juridiske virkemidler for håndtering av overvann
4.1 Plan- og bygningsloven
5.2.2.1 GRUPO FOCAL - Participaram os 11 gerentes das unidades
básicas de saúde do município e foram realizadas duas sessões, nos dias 17 de maio e 7 de junho de 2011, na sala de reuniões de uma entidade filantrópica na cidade de Cambé. Ambas as sessões foram realizadas no período da manhã e tiveram duração aproximada de uma hora e trinta minutos. As discussões foram gravadas e posteriormente transcritas.
Na primeira sessão, foram discutidos aspectos relacionados ao trabalho gerencial, como: o trabalho desenvolvido pelo coordenador junto aos trabalhadores da UBS, os espaços em que se dá a interação com os trabalhadores da UBS, se existe negociação para organização do trabalho da UBS, quem participa e como são tomadas as decisões sobre o funcionamento dos serviços e a relação com os usuários. Na segunda sessão, foram discutidos aspectos da interação no trabalho gerencial: se existe dificuldade na relação com os trabalhadores e entre estes e os usuários, se existem conflitos, quais os principais, a que são atribuídos e que recursos utilizam no seu manejo. Para a reflexão inicial sobre os conflitos vivenciados na unidade de saúde, foi utilizada a estratégia da elaboração da narrativa (escrita) (Moraes, Meneghel, 2009), que, após ter sido redigida, foi lida por cada gerente com posterior discussão dos casos narrados. O roteiro proposto para orientar a condução das discussões está apresentado no Apêndice 4. Os participantes do grupo focal foram informados sobre os objetivos da pesquisa, sobre a gravação das discussões em grupo e posterior
utilização dos dados, e sua concordância foi expressa no preenchimento e assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) (Apêndice 5), antes do início das sessões do grupo focal. As falas dos participantes foram gravadas e posteriormente transcritas; e as gravações, após a transcrição em papel, foram inutilizadas.
O grupo focal é uma entrevista com uma pequena reunião (de quatro a 12 pessoas), com certa homogeneidade em termos de contexto de vida, mas não de atitudes, o que garante a riqueza das discussões (Barbour, 2009). Possibilita uma reflexão coletiva sobre uma temática que é parte integrante do cotidiano das pessoas reunidas, conhecer o processo dinâmico de interação entre os participantes, observar como as controvérsias se manifestam e são resolvidas, reproduzindo os processos de interação que ocorrem no cenário de estudo, fora dos encontros grupais (Westphal et al., 1996). A principal tarefa do entrevistador no grupo focal é mediar o diálogo entre os diversos participantes, impedindo que indivíduos ou grupos parciais dominem, com suas contribuições, a entrevista grupal e consequentemente todo o grupo, além de estimular membros com comportamento reservado a envolverem-se na discussão (Flick, 2009).
Para a entrevista com trabalhadores e para a observação direta foram selecionadas duas UBS, dentre as 11, cujas coordenadoras participaram do grupo focal. A escolha das UBS se deu considerando o destaque e a relevância das discussões protagonizadas pelas coordenadoras destas duas unidades nas sessões do grupo focal, considerando a temática discutida, e houve concordância das mesmas para a observação do cotidiano do trabalho na unidade.
5.2.2.2 OBSERVAÇÃO DIRETA E SISTEMATIZADA - Realizada
em duas UBS, a observação contou com um roteiro para sua sistematização (Apêndice 6) e foi desenvolvida pela própria pesquisadora por, aproximadamente, 65 horas. Na primeira unidade, o período de observação ocorreu entre os dias 9/6 e 13/7 de 2011, com total de 28 horas e 30 minutos. Na segunda unidade, o período de observação se deu entre os dias 5/9 e 13/10 de 2011 e teve duração de 36 horas e 20 minutos. Um diário de campo foi utilizado para os registros da observação. Foi solicitado autorização para os coordenadores das UBS para a realização da observação e o seu consentimento foi expresso no preenchimento e assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) (Apêndice 7).
Este método de coleta consiste em uma forma complementar de captação da realidade empírica, e objetiva: observar como a coordenação da UBS lida com as demandas, que recursos utiliza no trabalho gerencial, em que situações e espaços se dá a interação com os trabalhadores, o que motiva a interação, como as racionalidades comunicativa, instrumental e estratégica são acionadas e articuladas na interação entre a coordenação local e os trabalhadores, a existência de situações de desrespeito na UBS (entre trabalhadores, entre estes e os usuários e entre estes e a coordenação), se estas geram tensões/conflitos e como a coordenação lida com estes.
Triviños (2007, p.153) afirma que “observar naturalmente não é simplesmente olhar”. Significa, sim, procurar dentro de um determinado evento social, estudá-lo de forma a tomar além de seus aspectos aparenciais, buscando compreendê-lo em suas contradições, dinamismos e relações.
As observações foram registradas no diário de campo e, posteriormente, foi feita a digitação dos dados, considerando as situações observadas e a interpretação feita pela observadora.
5.2.2.3 ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA - Foi realizada com 18
trabalhadores das duas UBS logo após o período de observação, com a finalidade de compreender como se dão a prática gerencial e o manejo das tensões e conflitos pelos coordenadores, na visão destes que são seus parceiros de interação. A condução da entrevista foi norteada por um roteiro semiestruturado (Apêndice 8), contendo questões que versavam sobre a organização do processo de trabalho - como se dá e quem participa; a manifestação de reconhecimento no trabalho; a dificuldade de interação entre trabalhadores; e a ocorrência de situações de desrespeito e de conflitos no ambiente de trabalho e como estes foram manejados. Para entrevista com trabalhadores, foram identificados um ou mais depoentes entre aqueles que, em cada categoria funcional (enfermeira, auxiliar de enfermagem, agente comunitário de saúde, auxiliar administrativo, médico, cirurgião dentista, auxiliar de serviços gerais, técnico e auxiliar de saúde bucal), de cada uma das duas UBS selecionadas, tivessem facilidade para se expressar, ou aqueles que se comportaram, durante o período de observação, como interlocutores dos colegas de trabalho junto à gerência. Estes sujeitos foram identificados tanto pela pesquisadora, durante a observação, como também foram indicados por seus colegas de trabalho, e a entrevista foi realizada com estes, desde que concordassem. O aceite foi manifesto a partir da leitura e assinatura do TCLE (Apêndice 9), antes da realização da entrevista. As falas dos entrevistados foram gravadas e posteriormente transcritas; e as gravações, após a transcrição em papel, foram inutilizadas. Os dados foram editados quanto às correções gramaticais, excluídos os vícios de linguagem e pausas para possibilitar ao leitor a compreensão do sentido da entrevista.
A entrevista semiestruturada é aquela que parte de certos questionamentos básicos, apoiados no referencial teórico, mas
também em toda a informação que o pesquisador já dispõe sobre o fenômeno em estudo (Triviños, 2007). Tem como objetivo apreender o ponto de vista dos sujeitos da pesquisa e utiliza-se de um roteiro com poucas questões, destinado a orientar uma “conversa com finalidade” (Minayo, 2004, p.99). Favorece uma informação mais “profunda” ou menos “censurada” do que outros procedimentos, o que facilita a produção de “significações fortemente carregadas de afetividade” (Thiollent, 1987, p.85). As questões constantes no roteiro da entrevista devem ter as seguintes características: contribuir para delinear o objeto do estudo, dando-lhe forma e conteúdo; permitir a ampliação e aprofundamento da comunicação e não cerceá-la; contribuir para emergir a visão, os juízos e as relevâncias a respeito dos fatos e das relações que compõem o objeto, do ponto de vista dos interlocutores (Minayo, 2004).
Seguindo as orientações de Goldim (2000), os participantes foram identificados por códigos, a fim de assegurar o sigilo de sua identidade. A codificação dos participantes, coordenadores e trabalhadores, se deu conforme a ordem em que se apresentaram nos grupos focais e em que foram entrevistados, respectivamente. Os coordenadores foram codificados com a letra “C”, seguida de um número, a saber: C1, C2, [...], C11. Os trabalhadores foram codificados coma letra “T”, sendo que o primeiro entrevistado recebeu a codificação T1, o segundo T2 e assim sucessivamente até o último ter recebido a codificação T18. As unidades observadas foram codificadas com as letras A e B.