iluStração 58 - PrinCiPaiS neCeSSidadeSde eSPaço PúbliCo
FONTE: AUTOR.
iluStração 59 - eStratégiade deSenhode eSPaço PúbliCo
Condições de Conforto no Espaço Público
Praça da Figueira
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o calcetamento das faixas viárias.
A utilização deste material na área da praça tem o objectivo principal de diminuir a velocidade de tráfego existente, ao causar desconforto ao condutor. Tem, também, o objectivo de interligar as diferentes zonas da praça, ao oferecer ao peão a mesma materialidade de revestimento que existe nas áreas pedonais. Contudo, este revestimento também aumenta os níveis sonoros no ambiente exterior, devido ao contacto entre o automóvel ou o autocarro e o pavimento em calçada.
O mesmo problema é observado no período nocturno, em que a principal área de mancha se encontra em volta das faixas viárias e rodoviárias. Podemos aferir o mesmo problema para o Rossio / Praça D. Pedro IV, espaço que se encontra calcetado, tanto nas áreas pedonais como nas faixas viárias.
x.5.3. o
bJEctIVosE
spEcífIcosA Praça da Figueira, como já foi referido aquando da sua caracterização, é uma praça com o espaço livre contido, rodeada de edifícios similares e fachadas repetidas. No entanto, a presença dominante do veículo, em detrimento do espaço pedonal, dificulta a apropriação do espaço pelo utilizador. Também a forma da praça e a sua organização, com poucos elementos de vegetação e o seu diminuto dinamismo não possibilitam uma fácil interacção entre o utilizador e o espaço.
Assim, os objectivos da proposta de requalificação da praça podem ser organizados segundo alguns grupos:
a) Dinamismo, Funções e Actividades; b) Espaços Verdes e de Convívio; c) Condições Ambientais de Conforto.
A Praça da Figueira sempre foi um espaço associado a feiras e mercados (ILUSTRAÇÃO V 30). Actualmente, a Praça da Figueira é palco de eventos ligados, sobretudo, a feiras e exposições exteriores com capacidade de atracção de alguma população, utilizando o seu espaço central livre para a montagem de estruturas temporárias, aproveitadas apenas para o evento que está a decorrer.
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Praça da Figueira
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iluStração 60 - Planta geralde intervençãode eSPaço PúbliCo
FONTE: AUTOR.
iluStração 61 - uSoSda Praçada Figueira.
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Praça da Figueira
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do Mundo”, que decorreu em Agosto de 2013, ou a iniciativa “Pão de Todos”, em Dezembro de 2013. Estes eventos ergueram estruturas temporárias que permitiram introduzir algum convívio social no interior da praça.
Nos períodos em que a praça não acolhe outros eventos é comum observar uma praça despovoada, com apenas uso de passagem. As principais actividades estão junto ao edificado, devido aos espaços comerciais (com as suas montras), e de restauração (que utilizam os espaços livres para manter as suas esplanadas), com aproveitamento da exposição solar.
Com o objectivo de modificar a forma de utilização da praça e possibilitar a introdução de novas actividades e funções, existe a necessidade de se modificar o traçado da praça, revertendo o uso do espaço público do veículo para o peão.
Assim, introduz-se um aumento da área pedonal, eliminando as faixas viárias em redor da placa central da placa, reduzindo o total de faixas para duas, estabelecendo- as como prioritárias ao transporte colectivo e promovendo a utilização do eléctrico.
Os acessos existentes, tanto para o parque de estacionamento subterrâneo de 4 pisos, como à Estação de Metropolitano do Rossio mantêm-se, impondo algumas limitações ao desenho do espaço público.
São introduzidos espaços dedicados à esplanada, com uso pelos espaços de restauração. Estes utilizam plataformas elevadas, com acesso por escada do lado do espaço de restauração. No entanto, a sua elevação é adequada para os utilizadores da praça se sentarem, o que permite que estas áreas tenham mais do que uma função ou que sejam utilizadas apenas pelos espaços de restauração.
Pretende-se, também, introduzir estruturas de cobertura ao espaço. Estas permitirão diferentes apropriações do espaço, pois introduzem elementos de equilíbrio no espaço, entre espaços com sombra e espaços com exposição solar, espaços com algum controlo da temperatura do ar.
No restante espaço, por ser maioritariamente livre, pretende-se a continuação dos eventos de carácter temporário que caracterizam a praça, possibilitando a utilização diversificada, tanto a nível de actividades como de população que atrai.
Condições de Conforto no Espaço Público
Praça da Figueira
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Praça da Figueira
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pela avaliação ambiental, carece de espaços verdes, tanto ajardinados como de arborização. Estes, além de facilitarem a estadia na praça, permitem um melhor controlo de elementos climatéricos como a temperatura e humidade relativa do ar.
Os espaços propostos, verdes e de convívio, são realizados em canteiros, devido à presença do parque de estacionamento subterrâneo. Para estabelecer maior interacção entre o espaço verde e os utilizadores do espaço, os canteiros são propostos com diferentes alturas, permitindo espaços para sentar junto a espaços verdes, propondo, assim, diferentes usos do espaço. Contudo, nem todos os canteiros permitem esta utilização, sobretudo os que se encontram junto à faixa viária. A sua altura torna-se uma barreira visual e de trajecto do espaço pedonal para a faixa viária, bem como uma protecção entre o interior da praça e o ruído gerado na faixa.
Os espaços verdes propostos vão possuir tanto espaços ajardinados, como arborização e elementos rasteiros, permitindo, assim, diferentes tipos de sombra, maior controlo de velocidade do vento e maior regulação da humidade relativa do ar.
x.5.4. c
aractErístIcas dap
ropostaO primeiro objectivo da proposta de requalificação é promover a diminuição do ruido, gerado pelo tráfego automóvel, no centro da praça. Propõem-se, assim, a reestruturação do espaço viário envolvente, com diminuição do número de faixas rodoviárias existentes e estruturação do circuito automóvel da envolvente. Existe, assim, maior espaço livre e área pedonal na área da praça.
O espaço público volta-se, então, para o interior da praça e em direcção à Rua do Amparo e Praça D. Pedro IV.
O carácter de actividades ligadas a feiras, reunião de grupos e pequenos espectáculos associado à praça tende que deve existir espaço livre, com capacidade para este aglomerado.
Assim, a proposta de requalificação do espaço público passa pelo desenho do espaço através do pavimento, intercalando com espaços verdes e ajardinados, a introdução de mobiliário urbano e a marcação de eixos na praça.
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Praça da Figueira
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iluStração 62 - SombraSao longodo ano.
Sombra às 12.00h. Equinócio de Primavera, Solstício de Verão, Equinócio de Outono, Solstício de Inverno. FONTE: INSTITUTO PORTUGUÊS DO MAR E DA ATMOSFERA – IPMA; ADAPTAÇÃO: AUTOR.
iluStração 63 - horaSde inSolação.
Total 06.30h - 20.30h. Equinócio de Primavera, Solstício de Verão, Equinócio de Outono, Solstício de Inverno. FONTE: INSTITUTO PORTUGUÊS DO MAR E DA ATMOSFERA – IPMA; ADAPTAÇÃO: AUTOR.
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Praça Luís de Camões / Largo do Chiado
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A presença de espaços de restauração e, sobretudo, de esplanadas permite associar dois elementos: espaços de estar para a restauração e áreas para pequenos espectáculos. Propõem-se áreas nos limites da praça, ligeiramente elevadas, com alguma dimensão. Estas podem ser utilizadas pelos espaços de restuaração existentes como, também, pelos transeuntes e pelas organizações, devido à diferenciação dos espaços.
x.6. P
raçal
uíS deC
amõeS/ l
argo doC
hiadox.6.1. a
ValIaçãoa
mbIEntalA configuração dos espaços Largo do Chiado / Praça Luís de Camões bem como a envolvente edificada influencia a utilização a apropriação dos espaços.
A orientação dos espaços Este - Oeste possibilitaria um espaço com potencial de insolação óptimo, introduzindo radiação solar nas principais orientações. Contudo, a altura do edificado envolvente dificulta esse potencial, como se pode observar na
Ilustração 63.
Tanto a praça como o largo carecem de insolação nos meses de Inverno. Na maioria do restante ano, os espaços encontram-se divididos entre espaços em sombra e espaços com insolação (Ilustração 64).
O gráfico de insolação evidencia mais explicitamente o que se passa nos espaços em relação à insolação, demonstrando o principal problema destes espaços, existindo, sobretudo na altura do Verão os níveis mais elevados de insolação.
Por ser um problema relacionado com a orientação da praça e a altura dos edifícios envolventes, a solução deste espaço não passa, apenas, por recriar estruturas de cobertura ou de implementar elementos para evaporação e melhoria da humidade relativa do ar. No caso específico, as necessidades podem estar relacionadas com a temperatura que o espaço atinge no Inverno, altura em que o potencial de insolação se encontra reduzido, e o equilíbrio térmico no Verão, mas apenas nas áreas mais expostas.
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Praça Luís de Camões / Largo do Chiado
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iluStração 64 - eSPaçoS exPoStoS.
Percentagem de Exposição, entre as 06.30h e as 20.30h. Equinócio de Primavera, Solstício de Verão, Equinócio de Outono, Solstício de Inverno.
FONTE: INSTITUTO PORTUGUÊS DO MAR E DA ATMOSFERA – IPMA; ADAPTAÇÃO: AUTOR.
iluStração 65 - maPade ruído loCal, indiCador ldene ln.
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Praça Luís de Camões / Largo do Chiado
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Pode verificar-se que, no caso da radiação média solar, os valores mais elevados se encontram no eixo, entre a Praça Luís de Camões e o Largo do Chiado (Ilustração 65). Este espaço, dedicado ao veículo, não possui muito uso nem função,
sendo especialmente um espaço de passagem entre dois locais. Devido a esse comportamento, a praça e o largo não existem como um espaço mas dois.
x.6.2. a
ValIaçãodEr
uídol
ocalO eixo Largo do Chiado / Praça Luís de Camões é, sobretudo, um espaço viário, com tráfego automóvel, rodoviário e de eléctricos, o que explica a grande mancha de ruído elevado que assola estes dois espaços públicos. Juntando a estas questões, temos, também, os eixos viários que permitem a ligação entre o Cais do Sodré, a sul, e a cidade a norte, realizado pela Rua do Alecrim e a Rua da Misericórdia, que possuem os níveis sonoros mais elevados, tal como as praças. Aliado ao ruído de tráfego automóvel estão as ruas estreitas e os edifícios altos, que dificultam a dispersão do ruído.
Contudo, e por causa das actividades que estas praças possuem, o tráfego automóvel não é o único elemento em causa. O tráfego pedonal, a atracção turística e as actividades comerciais que se focam no exterior, como é o caso dos cafés e das esplanadas, também contribuem para o aumento dos níveis sonoros exteriores.
As manchas observadas no mapa do indicador Lden são muito similares às observadas no período nocturno (Ilustração 66). Além dos eixos viários norte-sul, o Largo
do Chiado e a Praça Luís de Camões são dois pontos de encontro e de entrada no Bairro Alto, de actividades sobretudo nocturnas, o que pode justificar os níveis de ruído elevados das duas praças.
Outro elemento que pode contribuir para estas medições são as materialidades aplicadas. Estes são dois espaços que não possuem muitos elementos verdes e em que as principais materialidades utilizadas são o alcatrão, para os eixos viários, e o calcário, para o revestimento das áreas pedonais, tal como acontece na Praça da Figueira.
A falta de elementos verdes ou de uma diversificação das materialidades aplicadas pode contribuir para a intensificação do ruído exterior, que não possui
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Praça Luís de Camões / Largo do Chiado
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