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solar.

É possível resumir estas características e elementos num conjunto de índices, permitindo uma fácil identificação dos elementos necessários e a aplicação local (Tabela 05).

A utilização destas tabelas permite identificar que elementos do microclima urbano devem ser modificados bem como as formas de o realizar (através de pequenas alterações e estratégias), como indicado no diagrama seguinte (Ilustração 30).

Condições de Conforto no Espaço Público

Urbanismo Bioclimático

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iluStração 30 - interaCçãoentreo Ser humanoeo meio envolvente.

FONTE: AMJAD ALMUSAED, BIOPHILIC AND BIOCLIMATIC ARCHITECTURE.

iluStração 31 - SuPerFíCieS rígidaSe PavimentoS PermeáveiS.

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Conforto em Contexto Urbano

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ix.2. C

onForto em

C

ontexto

u

rbano

Conforto pode ser descrito como um conjunto de factores que contribuem para o bem-estar do ser humano num ambiente específico. Contribuem, também, para a sua saúde e para a realização de actividades.

No contexto urbano, as condições de conforto normalmente associadas estão relacionadas com o conforto térmico. No entanto, são vários os factores que influenciam as condições em que cada indivíduo se sente em conforto. Estes factores podem ser qualificados como psicológicos, sanitários, acústicos, térmicos, de iluminação, entre outros, sendo afectados por agentes ambientais ou humanos, como a temperatura do ar e das superfícies, a humidade relativa, a ventilação e o movimento do ar, tal como referido anteriormente (Características Ambientais do Espaço Público). Os factores humanos e biofísicos incluem as actividades realizadas, a idade, saúde, sexo do indivíduo, entre outros. Todos os factores enunciados são variáveis, quer na localização territorial, quer nas características individuais da pessoa.

miCroClima urbano

Já foi referido várias vezes o termo microclima. Aplicado à cidade, o termo refere-se a uma área onde as edificações e, por vezes, a poluição ambiental originam diferenças nas características climáticas da zona em relação ao tipo de clima geral que é particular do local urbano.

Como todas as cidades e áreas urbanas são diferentes, também os microclimas o são. Contudo, existem elementos ou acontecimentos que são comuns.

a) Urbanização e Superfície - devido aos materiais utilizados, é comum existir um aumento de temperatura das áreas urbanas em relação às áreas envolventes. Superfícies com elementos verdes não absorvem muita radiação, não aquecem e exercem maior controlo e efeito de regulação na temperatura do ar, e aumentam, também, a humidade presente. Por outro lado, superfícies lisas, sem estes elementos, absorvem mais radiação, aumentando a sua temperatura e do ar envolvente, diminuindo, por evaporação, a humidade presente;

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iluStração 32 - ilhade Calor - meio urbano.

FONTE: AMJAD ALMUSAED, BIOPHILIC AND BIOCLIMATIC ARCHITECTURE.

iluStração 33 - gradientede vento - meio rural - Suburbano - urbano.

FONTE: ROBERT D. BROWN, DESIGN WITH MICROCLIMATE; ADAPTAÇÃO: AUTOR..

iluStração 34 - CorPoSe elementoSde água.

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principais meios de ventilação da cidade, promovendo o equilíbrio térmico nesta. Muitas cidades estão localizadas em vales ou possuem edificações muito altas. Estes elementos possibilitam o fenómeno de ilhas de calor ou de frescura, responsáveis pelo aumento ou diminuição da temperatura do ar das áreas urbanas em relação às áreas envolventes mais rurais. As ilhas de calor tendem a acontecer principalmente durante o dia, com absorção de parte da radiação solar e emissão da radiação terrestre. Por outro lado, as ilhas de frescura acontecem sobretudo à noite, devido ao efeito de convecção - o ar frio, mais pesado, tende a baixar, o que obriga o ar quente, mais leve, a elevar-se, ao mesmo tempo que vai arrefecendo. Estas diferenças entre ar quente e frio, bem como o aquecimento e arrefecimento, obrigam à realização de mudanças nos tipos de ar, resultando na circulação do ar por convecção;

c) Circulação do ar - a circulação do ar também se modifica, pois as edificações, devido à sua variação de altura, formato, orientação, condicionam a livre circulação do ar. A superação destes obstáculos tende a aumentar a velocidade de circulação, o que perturba a sensação de conforto térmico, bem como a realização de diversas actividades;

d) Corpos de água - grandes corpos de água, como lagos e rios, possibilitam alcançar equilíbrio térmico, pois a água tem uma grande capacidade de absorção da radiação, responsável pelo aquecimento. Também melhoram a circulação do ar, devido ao efeito de convecção.

elementoS inFluenCiadoreSnaS CondiçõeSde ConForto

Podem caracterizar-se as condições de conforto segundo diversas variáveis, nomeadamente variáveis humanas, ambientais e subjetivas (Tabela 06).

a) Variáveis Subjetivas - as variáveis subjetivas são inerentes a cada indivíduo e este conjunto permite explicar a razão de existirem respostas diferentes entre vários indivíduos expostos a condições similares de vestuário, actividade e condições climatéricas;

b) Variáveis Humanas (Individuais e Fisiológicas) - são variáveis influenciadas pela fisiologia e anatomia de cada pessoa. Estas variáveis podem ser, por exemplo, a idade, o sexo, o estado de saúde, o vestuário, entre outras variáveis;

c) Variáveis Ambientais e do Meio - estão relacionadas com os elementos climatéricos e os elementos característicos do local a caracterizar. Estas variáveis são caracterizadas pelos elementos constituintes do local, como o mobiliário urbano, a vegetação e os elementos geradores de ruído.

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Subjectivas

Sensações térmicas

Percepção e preferência térmica Luz

Ruído ambiente urbano

Humanas

Vestuário Metabolismo

Reacções do organismo

Temperatura do corpo e da pele

Ambientais e do Meio

Elementos climatéricosRuído

tabela 06 - inFluênCianaS CondiçõeSde ConForto.

FONTE: VÂNIA CARVALHO, CONTRIBUTOS BIOCLIMÁTICOS PARA O PLANEAMENTO URBANO SUSTENTÁVEL; DIETER PRINZ, URBANISMO I - PROJECTO URBANO; ADAPTAÇÃO: AUTOR.

Variáveis Humanas

Hábitos

Alimentares Afectam o metabolismo e justificam as diferenças de dieta entre diferentes áreas geográficas; Idade Quanto maior a idade do indivíduo, maior tende a ser a preferência por locais aquecidos;

Sexo Devido à diferença de metabolismos, as mulheres tendem a produzir menos calor, o que se traduz em preferência por locais mais aquecidos;

Forma do

Corpo A preferência térmica pode ser influenciada pela relação entre o volume e a superfície; Gordura do

Corpo Funciona como um isolante térmico; Estado de

Saúde Os limites de conforto de um indivíduo doente são inferiores ao normal; Vestuário Responsável pela alteração das trocas térmicas;

Aclimatização O tempo de permanência de um indivíduo num determinado contexto climático faz produzir determinadas respostas de adaptação térmica.

Variáveis Subjetivas

Expectativas Relacionado com o que cada indivíduo espera das condições ambientais, com base nas suas experiências, na sua capacidade de adaptação. Experiência De acordo com a experiência de cada indivíduo, é possível percecionar determinados ambientes de formas distintas, existindo respostas diferentes

conforme a experiência. Necessidades

Naturais Cada indivíduo tem a necessidade de ambientes naturais, existindo tolerância a mudanças significativas do ambiente físico, desde que ocorram naturalmente. Tempo de

Exposição

A percepção térmica de cada utilizador do ambiente físico condiciona a forma como cada indivíduo aproveita o espaço, bem como o tempo que está disposto a passar nesse local.

Controlo

A utilização do ambiente físico exterior está relacionada com o motivo que levou o indivíduo ao local. Caso um indivíduo se encontre num local por opção, a sua capacidade de tolerância às condições do ambiente físico são muito superiores que as de um outro que se encontra no local devido a um encontro, por exemplo.

Estímulos Ambientais

Os espaços exteriores são, também, utilizados pela sua capacidade de variabilidade, isto é, a frequência num espaço exterior está relacionada com a capacidade de opção que o utilizador tem. Se for Inverno, os indivíduos podem optar por estar ao sol, estar abrigados do vento, entre outros. A capacidade das opções nos diferentes espaços exteriores é um factor de atracção.

tabela 07 - variáveiS inFluenteSnaS CondiçõeSde ConForto.

FONTE: VÂNIA CARVALHO, CONTRIBUTOS BIOCLIMÁTICOS PARA O PLANEAMENTO URBANO SUSTENTÁVEL; DIETER PRINZ, URBANISMO I - PROJECTO URBANO; ADAPTAÇÃO: AUTOR.

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As variáveis humanas e subjectivas são variáveis individuais e cuja percepção depende de cada indivíduo. Podem ser esquematizadas como indicado seguidamente (Tabela 08).

No caso das variáveis humanas, é difícil incluir no estudo do conforto as variáveis referidas. Daí, existirem duas que são normalmente estudadas: o metabolismo do indivíduo e o vestuário. O metabolismo de um indivíduo está associado à conversão de alimentos em matéria viva e energia, capaz de produzir calor e permitir o equilíbrio térmico com o exterior. O vestuário, por outro lado, constitui a resistência térmica entre o ambiente e o corpo humano. Como barreira, é possível calcular a capacidade de resistência térmica de cada peça de vestuário.

variáveiS ambientaiS, do meioede ruído urbano

As variáveis ambientais, do meio e de ambiente sonoro são, como referido anteriormente, constituídas por elementos climatéricos, ruído e elementos constituintes do local.

As variáveis ambientais podem ser sintetizadas num quadro de elementos climatéricos, como demonstrado na Tabela 08.

As variáveis do meio têm em conta os elementos presentes no espaço público em questão. Estes elementos podem ser verdes (espaços ajardinadas, com arborização de pequeno a grande porte, em canteiros ou no pavimento), mobiliário urbano e de contenção, como muros, bancos, chapéus, mesas e esplanadas, estátuas e instalações artísticas e de decoração, espaços de actividades e de comércio (bancadas de feiras, pequenos quiosques, campos desportivos). Há um número elevado de elementos que podem existir no espaço público e que influenciam a sua utilização, apropriação e sucesso do espaço, sendo, assim, difícil a sua caracterização de um modo único.

No caso do ruído, este pode ter diversas fontes, ligadas, sobretudo, aos níveis de transporte - transporte terrestre, aéreo e marítimo, como referido por Prinz . Todos estes meios de circulação que contribuem para o ruído do ambiente urbano em excesso.

O ruído em excesso é, actualmente, classificado como um problema de saúde pública, sendo os seus efeitos diversos e nocivos. Como tal, existem diversos

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Temperatura

do Ar

Média das Temperaturas Máximas Diária (ºC)

A temperatura apresenta factores reguladores como a latitude (determina a temperatura incidente ao longo do ano), a natureza da superfície (cada superfície tem diferentes níveis de perdas), a altura sobre o nível do mar (permite atenuar os valores da temperatura à medida que aumenta) e a topografia (influencia a radiação solar incidente no local). Média das Temperaturas

Mínimas Diária (ºC)

Humidade

Humidade Absoluta (g/ m3)

Pode ser expressa como o peso do vapor de água por unidade de volume de ar. A capacidade do ar para conter vapor aumenta com a temperatura. Humidade Específica (g/

kg) Pode ser expressa como a massa de vapor de água contido num quilograma de ar. Humidade Relativa (%)

Indica a quantidade de vapor de água contida num determinado volume de ar e capacidade que pode estar contida à mesma temperatura. Neste caso, a humidade relativa e a temperatura funcionam de modo inverso, pois quanto mais alta a temperatura menor a humidade relativa.

Pressão

Atmosférica

Média Mensal (Hgmm)

Pode ser definida como o peso que uma coluna de ar exerce sobre a superfície terrestre, sendo a sua massa influenciada pela gravidade. À medida que a altura aumenta, o peso diminui pois a massa atmosférica é afectada pela gravidade. Contudo, esta relação não é linear, não ocorrendo do mesmo modo no planeta.

Vento

Direção Predominante Pode definir-se como o movimento horizontal do ar. O seu estudo está dividido em dois grupos: a direção, que está relacionada com o ponto cardeal do qual o vento sopra; a velocidade do vento, expressa em m/s ou km/h. Direção Predominante da Intensidade Máxima Velocidade Média Ar (m/s)

Precipitação

Total Mensal (mm)

O estudo deste elemento pressupõe a inclusão de diversas formas de precipitação (chuva, neve, granizo, etc.), os tipos de precipitação, a sua

distribuição temporal e espacial, a sua frequência e intensidade.

tabela 08 - variáveiS ClimatériCaSno eStudodaS CondiçõeSde ConForto.

FONTE: VÂNIA CARVALHO, CONTRIBUTOS BIOCLIMÁTICOS PARA O PLANEAMENTO URBANO SUSTENTÁVEL; DIETER PRINZ, URBANISMO I - PROJECTO URBANO; ADAPTAÇÃO: AUTOR.

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regulamentos de ruído e medidas para diminuir este problema, nomeadamente, o Regulamento Geral de Ruído (RGR), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 9/2007.

O Regulamento Geral de Ruído tem como principal objectivo

“enquadrar e e dar resposta ao problema de Poluição Sonora (...) e determina que na execução da política de ordenamento do território e do urbanismo, deve ser assegurada a qualidade do ambiente sonoro, na habitação, trabalho e lazer fazendo-se a prevenção do Ruído e o controlo da Poluição Sonora, tendo em vista a salvaguarda da saúde e o be,-estar

da população.” [01]

eStudode ConForto

O estudo do conforto é uma área muito subjectiva, como já foi referido, tanto por depender das características de cada indivíduo, como de um conjunto diverso de variáveis.

A nível humano, a sensação de conforto depende de cada pessoa, pois se, por exemplo, o corpo do indivíduo se encontrar numa temperatura elevada, a sensação de frio é agradável pois permite atingir equilibrio térmico. No entanto, se o mesmo corpo já estiver frio, a sensação de frio é desagradável. Duas pessoas não reagem da mesma maneira a um mesmo conjunto de condições climatéricas, devido a um conjunto de variáveis. Também a temperatura da pele ao longo do corpo não é uniforme, ou o tipo e quantidade de roupa não é semelhante em dois indivíduos. Todos estes elementos são factores determinantes nas diferentes e subjectivas sensações de conforto de cada pessoa.

No entanto, pode-se afirmar que existem elementos influenciadores das condições de conforto, como referido no subcapítulo anterior. De todos os elementos apresentados, existe um conjunto que mais influencia a sensação de conforto, sobretudo pela interdependência, nomeadamente:

a) Factores Ambientais

a. Temperatura do Bolbo Seco b. Temperatura Radiante Média c. Humidade Relativa

[01] Câmara Municipal de Pombal, Regulamento Municipal de Ruído Ambiente - Nota Justificativa. Consultado em Março de 2014, http://www.cm-pombal.pt/seu_municipio/doc_online/regulamentos/ regulamento_ruido.pdf

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iluStração 35 - valoreSde iSolamento, tiPode rouPa.

FONTE: PAUL GUT, CLIMATE RESPONSIVE BUILDING, 1993

tabela 09 - exemPlode valoreScloPara diverSoS ConjuntoS.

FONTE: PAUL GUT, CLIMATE RESPONSIVE BUILDING, 1993

iluStração 36 - taxa metabóliCade aCordoComa aCtividade.

FONTE: PAUL GUT, CLIMATE RESPONSIVE BUILDING, 1993

Descrição conjunto clo

Calções e t-shirt 0.36

Calças e t-shirt 0.57

Calças e camisa 0.61

Mesmo, mais blazer 0.96

Mesmo, mais t-shirt e colete 0.96

Calças, camisa, camisola e t-shirt 1.01

Mesmo, mais blazer e calças interiores 1.30

Fato treino, com calças e camisola 0.74

Saia comprimento médio, t-shirt, collants e sandálias 0.54 Saia comprimento médio, camisa, blazer e collants 0.67 Saia comprimento médio, camisa, collants e camisola 1.10 Saia comprimento médio, camisa, collants e blazer 1.04

Saia comprida, camisa, collants e blazer 1.10

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Página 99 d. Movimento do Ar b) Factores Fisiológicos a. Taxa Metabólica b. Roupa

A sensação de conforto térmico pode ser prevista, apesar de não existirem valores fixos para avaliar estas condições. A previsão baseia-se na relação entre um ou mais factores climatéricos e a sensação de conforto esperada e percepcionada por um indivíduo. Esta previsão e os modelos que a suportam utilizam dados adquiridos por inquérito a uma amostra de pessoas sobre um grande conjunto de condições. São diversos os modelos de previsão existentes. No entanto, existem três principais: modelo de Neutralidade Térmica, o Modelo Adaptivo e o modelo Voto Médio Preditivo.

a) Neutralidade Térmica – este modelo, sobretudo matemático, refere-se à temperatura do ar em que, em média, um grande grupo de indivíduos não sentiria nem frio nem calor, sendo esta temperatura afectada pelo clima médio anual, bem como pelas variações sazonais existentes;

b) Modelo Adaptivo – este modelo tem em conta aspectos humanos, assumindo que, se existem mudanças no ambiente térmico capazes de induzir desconforto, então os indivíduos modificariam o seu comportamento de modo a restaurar a sensação de conforto. Esta modificação de comportamento inclui o retirar de peças de roupa, modificar as actividades em realização, abrir uma janela, se o ambiente for interior, entre outros.

c) Voto Médio Preditivo – este modelo baseia-se numa escala térmica que varia entre o frio e o calor e na utilização dos dados obtidos para desenvolver elementos gráficos correspondentes. Tendo por base um conjunto de condições pré-definidas e uma taxa metabólica constante, esta escala é utilizada pelo indivíduo para demonstrar qual a sua sensação de conforto.

O desenvolvimento destes modelos de previsão necessitou da criação de unidades de medida de diferentes elementos, como isolamento de roupa (clo), a capacidade térmica possibilitada pela roupa, ou a taxa metabólica (met), que demonstra a quantidade de calor produzida pela actividade realizada pelo indivíduo.

A temperatura do corpo pode ser controlada pela roupa, através da sua capacidade de retenção de calor e de protecção do corpo em relação ao ar e ao seu movimento. Também as actividades que o indivíduo realiza contribuem para a sua temperatura, nomeadamente para o aumento da taxa metabólica (met) ou energia ganha.

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