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In document THE NORWEGIAN PETROLEUM SECTOR (sider 78-82)

Condições de Conforto no Espaço Público

Cidade de Lisboa

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As cidades, actualmente, são compostas por espaços públicos que possuem diferentes usos e funções em relação aos usos ditos tradicionais.

Devido a estas alterações de uso, também as cidades se modificaram, podendo observar-se quatro tipos diferentes de cidades, como referem Gehl e Gemzøe (2002)

[01]:

a) Cidade Tradicional - existe um equilíbrio entre os lugares de encontro, de comércio e de circulação. Na Europa, estas cidades, na sua génese, foram pensadas para o peão e para actividades pedestres, existindo espaços públicos desenhados segundo as necessidades das actividades existentes. Assim, as actividades de encontro, de comércio e de tráfego coexistiam no mesmo espaço;

b) Cidade Invadida - está “dominada” pelo uso do transporte individual, em detrimento dos restantes espaços. Não há muito espaço público que permita a concentração de actividades. Também em consequência do veículo privado, existe uma acumulação de ruído e poluição, que acelera a deterioração da cidade;

c) Cidade Abandonada - o espaço e vida pública não existem. Nestes exemplos, o planeamento urbano e a própria cidade estão pensados para o veículo, não existindo actividades exteriores para o pedestre;

d) Cidade Recuperada - tentativa de repor o equilíbrio entre os usos da cidade e lugares de encontro e comércio. Isto acontece a partir da segunda metade do século XX em que

“o interesse na vida e nos espaços públicos começou a crescer de novo, em geral,

como reacção direta ao empobrecimento crescente das suas condições.” [02]

O interesse no transporte público e na bicicleta aumentou, amplificando novos conceitos de espaço público que permitissem a implementação de condições razoáveis para o passeio e para actividades recreativas e sociais.

[01] Jan Gehl e Lars Gemzøe, Novos Espaços Urbanos [02] Jan Gehl e Lars Gemzøe, Novos Espaços Urbanos

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iluStração 07 - viStade liSboa, SéC. xvi.

FONTE: CENTRO CARTOGRÁFICO DO EXÉRCITO

iluStração 08 - Plantade liSboa, joão nuneS tinoCo, 1650

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viii.1.

a C

idade de

l

iSboa

Lisboa instalou-se e cresceu sobre terreno acidentado e irregular, com um conjunto de colinas incontestáveis, sobre as quais se

“Ergueram torres, ermidas ou mosteiros, em redor dos quais se construíram casas, e de onde se vislumbra ainda hoje um panorama deslumbrante e sempre variado sobre a cidade que se dobra e desdobra em vielas típicas, com o Tejo como pano de fundo, ou em Avenidas modernas que parecem não parar de crescer.” José Victor Adragão, Natália Pinto e Rui Rasquilho, Novos Guias de Portugal - Lisboa

Ocupada e conquistada a vários povos ao longo de séculos, o desenvolvimento dos núcleos habitacionais está ligado a estas modificações e às características dos povos presentes.

É no reinado de D. Afonso III (1248 - 1275) que Lisboa é elevada a capital, recebendo os serviços administrativos, contando, nesta altura, já com 11 paróquias.

Durante o reinado de D. Fernando I (1345 - 1383), a cidade de Lisboa é cercada aquando das guerras com Castela. Devido à extensão que esta já possuía, foram mandadas erguer muralhas que a cercaram para a proteger. A posteriormente denominada Cerca Fernandina ficava assim concluída após dois anos de trabalho, com 6,5 km de extensão, 77 torres e 34 portas principais, cercando uma área de 103 hectares.

Com a introdução de novos ofícios, ligados sobretudo ao porto marítimo da capital e à tradição naval, e o irromper da “Nova Burguesia”, calcula-se que a população de Lisboa tenha chegado aos 50 mil habitantes até ao final do século XIV. Nos séculos XV e XVI (Ilustração 07), a população duplicou, com a procura de

trabalho nos estaleiros e nas embarcações. Esta afluência desenvolve a necessidade de dividir as freguesias existentes ou criar novas, de modo a acomodarem-se as novas populações em recentes núcleos habitacionais. Uma das primeiras áreas assim criada foi o Bairro de Vila Nova de Andrade, actualmente, o Bairro Alto, desenvolvendo-se junto às Portas de Sta. Catarina e expandindo-se para Este e Norte.

Após a dinastia filipina, entre 1580 e 1640, e diversas tentativas de novas fortificações em volta de uma cidade em constante expansão (Ilustração 08), é no

reinado de D. João V que a cidade é dotada de chafarizes públicos e água própria para consumo, chegada pelo Aqueduto das Águas Livres. É uma cidade composta por 245 igrejas e conventos de ordens religiosas, e com uma população calculada

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iluStração 09 - Plantade liSboa, SéC. xix.

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em perto de 260 mil habitantes.

No século XVIII, especificamente em 1755, Lisboa é arrasada por um terramoto violento, seguido de um maremoto e um incêndio global, que destruiu parte da área ribeirinha.

Com a instalação provisória da cidade na área poente, entre Alcântara e Ajuda, começou a reconstrução da cidade pelo Vale da Baixa, com o plano de Marquês de Pombal. Este prevê a implementação de “um bairro moderno, arejado e traçado

em esquadria, permitida pelo terreno plano” [03] resultado da limpeza dos escombros

remanescentes do terramoto.

Sem um plano central de expansão, o século XVIII é marcado pelo desenvolvimento da cidade pelas necessidades demográficas da época (Ilustração 09). A extinção de várias ordens religiosas em 1834, levou a que muitos dos edifícios

entregues ao Estado fossem convertidos em quartéis, hospitais, entre outros edifícios públicos.

Na segunda metade do século XIX, Lisboa é marcada por diversos acontecimentos, como a inauguração do caminho-de-ferro (1856), dos elevadores da Lavra e da Glória (1884 - 85), a abertura da Avenida 24 de Julho, resultado de um aterro da margem ribeirinha, a abertura da avenida da Liberdade, com a possibilidade de expansão da cidade para Norte.

No século XX, sobretudo na primeira metade, Lisboa desenvolveu-se a nível de transportes urbanos e de ligações viárias, sendo marcada pelo Viaduto Duarte Pacheco, com ligação ao Estoril e a Sintra. É, também nesta altura, que o cabeço de Monsanto começa a ser arborizado, por ordem do engenheiro Duarte Pacheco.

O restante século é marcado pela demolição e contínua construção da cidade, com o desenvolvimento das Avenidas Novas, a instalação de espaços religiosos, a implantação de diversos edifícios de importância, como a Cidade Universitária de Lisboa, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, o Hospital Escolar Santa Maria, o Instituto Superior Técnico, o Instituto Nacional de Estatística e a Monumental Fonte Luminosa.

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iluStração 10 - Cidadee baixade liSboa. nova organização adminiStrativa.

FONTE: AUTOR

iluStração 11 - Praçado ComérCioe CaiSdaS ColunaS.

FONTE: HTTP://PAGINALUSOFONA.BLOGSPOT.PT/2011/06/LISBOA-E-LINDA-ATE-PODEMOS-VOLTAR-PRAIA.HTML, 15 OUTUBRO 2013.

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VIII.1.1.

a b

aIxa

l

IsboEta

A Baixa lisboeta sempre foi o palco do comércio tradicional e de grande presença na vida de Lisboa (Ilustração 10).

“Porque a Baixa eram as compras. (...) A Baixa era o Rossio, o espaço privilegiado de convívio do lisboeta. (...) A Baixa era também o Teatro. (...) Porque a Baixa é a Baixa.” José Victor Adragão, Natália Pinto e Rui Rasquilho, Novos Guias de Portugal - Lisboa

Aquando da reconstrução do Vale da Baixa, após o terramoto de 1755, o Terreiro do Paço tornou-se o grande símbolo dos objectivos da reconstrução, com a abertura da cidade

“à luz e ao futuro, severa e harmoniosa, calma e sem marcha.” [04]

A estátua equestre de D. José, rei reconstrutor, marca a grande praça de planta quadrada e aberta ao Tejo, bem como o Arco da Rua Augusta, de data de construção posterior (Ilustração 11).

Os edifícios que ladeiam a praça são um bom exemplo das propostas de edifícios públicos que compunham o plano de reconstrução da baixa pombalina, marcados pelas suas arcadas de arco de volta inteira. São palco de alguns dos símbolos de Lisboa, como o café Martinho da Arcada, fundado em 1789, ao qual o nome de Fernando Pessoa foi sempre associado.

Seguindo do Terreiro do Paço na direção Norte, encontramos as ruas de traçado ortogonal do plano de renovação da Baixa, com nomes de profissões que, então, se encontravam dispersas pela cidade. A maioria dos edifícios, de cariz pombalino, mantém parte da traça original, existindo aqueles que sobressaem. Entre esses podemos encontrar pequenas igrejas e ermidas, bem como edifícios de renovação mais recente, ligados ao centro empresarial que caracteriza parte da Baixa actual, com as sedes das instituições bancárias.

Um dos marcos da Baixa pombalina são as ligações entre o vale e os montes fronteiriços. Um dos primeiros exemplos é o Elevador de Santa Justa (século XX), uma torre metálica, com uma plataforma inicialmente movida a vapor, com o objectivo de ligar a Baixa ao Carmo. O mais recente exemplo é o Elevador do Castelo, que liga a Rua dos Fanqueiros ao Castelo de S. Jorge.

Inaugurado a 31 de Agosto de 2013, o percurso pedonal que liga a Estação [04] José Victor Adragão, Natália Pinto e Rui Rasquilho. Novos Guias de Portugal - Lisboa

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iluStração 12 - elevadordo CaStelo.

01 - Entrada Elevador do Castelo (Rua dos Fanqueiros); 02 - Entrada Rua da Madalena; 03 - Percurso Pedonal: Baixa-Chiado - Castelo de S. Jorge.

FONTE: AUTOR.

iluStração 13 - roSSio / largo S. domingoS.

01 - Rossio, Gravura Séc. XVI; 02 - Igreja de S. Domingos, Fotografia Início Séc. XIX. FONTE: ARQUIVO MUNICIPAL DE LISBOA, ARQUIVO FOTOGRÁFICO.

iluStração 14 - largo S. domingoS, iníCio SéC. xx.

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Baixa-Chiado ao Castelo é assistido por um conjunto de elevadores que ligam a Rua dos Fanqueiros à Rua da Madalena e, posteriormente, o Mercado do Chão do Loureiro ao Castelo de S. Jorge (Ilustração 12). É explicado como um

“percurso de atravessamento pedonal, assistido por meios mecânicos de elevação, da

Baixa ao Castelo de S. Jorge.” [05]

Seguindo pela Rua dos Sapateiros e atravessando o Arco da Bandeira, conseguimos chegar ao Rossio de Valverde (Ilustração 13), actualmente denominado

Praça D. Pedro IV. A Norte, podemos encontrar o Teatro Nacional de D. Maria II, projecto do Arquiteto Fortunato Lodi, construído entre 1843 - 46.

O Rossio de Valverde foi implantado no vale do rio do mesmo nome, após a seca do esteiro no século XIII. É neste local que é implantado o convento de frades dominicanos de S. Domingos, obra que ainda existe.

No século XV, é construído o Palácio dos Estaus a mando de D. João II, junto ao convento dominicano. Mais tarde, o palácio é convertido em Tribunal da Inquisição, tornando o Rossio no local dos autos de fé. Contudo, o terramoto de 1755 arrasou o Rossio de então, salvando-se grande parte do convento de S. Domingos.

Na reconstrução da Baixa pelo plano pombalino, o espaço foi aproveitado para a construção de uma praça geométrica, ligada à frente ribeirinha por duas vias paralelas, situando num dos topos o teatro e noutro um edifício simétrico. As restantes construções ao estilo da época, rapidamente se adaptaram a espaços comerciais.

A nova disposição da praça obrigou que o convento de S. Domingos tomasse uma posição recuada e secundária. Com uma área livre que formava a ligação da praça ao convento, formou-se o Largo de S. Domingos (Ilustração 14). Este Largo serve,

também, de ligação entre o Rossio e a Praça da Figueira, com uma boa perspetiva sobre o Castelo de São Jorge. Antigo local do Hospital de Todos os Santos, a Praça da Figueira é hoje um lugar público despojado, sem grande utilização, com uma envolvente edificada equilibrada e de fachadas similares

[05] http://www.publico.pt/local/noticia/elevador-gratuito-que-liga-a-baixa-e-o-castelo-lisboetas- inaugurado-no-sabado-1604373, Comunicado da Câmara Municipal de Lisboa. Consultado em 15 de Outubro de 2013.

Condições de Conforto no Espaço Público A Cidade de Lisboa 58 ARRUAMENTOS PERCENTAGEM RUAS 61% TRAVESSAS 10% LARGOS 6% BECOS 4% AVENIDAS 4% PRAÇAS 3% CALÇADAS 2% AZINHAGAS 1,8% ESTRADAS 1,1% ESCADINHAS 1% OUTROS 6%

tabela 03 - arruamentoSda Cidadede liSboa.

FONTE: BRANCA NEVES, O ESPAÇO PEDONAL NA REQUALIFICAÇÃO DA CIDADE DE LISBOA; ADAPTAÇÃO DE REGULAMENTO PDM LISBOA, 2010

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viii.2.

e

SPaçoS

P

úbliCoS na

C

idade de

l

iSboa

Como já foi referido, para se construir um espaço público de qualidade é necessário que exista um planeamento e um enquadramento adequados ao local de projecto.

“So I believe that lively, enjoyable public spaces are the key to planning a great city. They are what makes it come alive. But what makes a public space work? What attracts people to successful public spaces, and what is it about unsuccessful places that keeps people away?”

Amanda Burden, How public spaces make cities work

No entanto, o mesmo modelo de espaços públicos não deve ser aplicado em todos os espaços, pois o resultado seria um espaço urbano com várias áreas semelhantes, tanto em forma, como em materialidade e função.

A qualidade do espaço público é, também, o resultado de uma boa ligação entre todos os espaços e áreas pedonais, permitindo a circulação dos seus utilizadores, sem mudança de meio de transporte ou a impossibilidade de os alcançar.

Assim, cada espaço deve possuir características únicas, tornando o espaço próprio para as funções atribuídas, incorporando outras possíveis actividades e utilizações.

VIII.2.1.

E

spaços

p

úblIcosE

p

raças

As diversas épocas construtivas aliadas à topografia dotam a cidade de um número significativo de espaços públicos, com características diversificadas e extremamente ricas em usos e funções.

A rede de espaços, no entanto, foi modificada ao longo dos tempos, não existindo articulação entre as malhas urbanas antigas e os novos espaços, apesar de se manter a sua toponímia. Tal dificulta a identificação dos cidadãos com os diversos espaços e a sua apropriação e utilização.

Com um total aproximado de 3.600 espaços públicos de tipologias diversas (Tabela 03), a cidade de Lisboa possui espaços adequados a várias actividades e convívios,

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iluStração 15 - terreirodo Paço, eSPaçode eStaCionamento, déCadade 70.

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onde qualquer intervenção nos espaços públicos deve, assim, aliar o traçado inicial do espaço com as novas dinâmicas e funções atribuídas, preservando a identidade do lugar.

Dentro dos espaços públicos e arruamentos já denominados, as praças são alguns dos espaços que surgiram de formas relativamente espontâneas, sendo espaços que surgem como um alargamento de um arruamento ou o local onde se desenrolava o mercado diário, que acabou por dar o nome ao espaço público.

“It is possibly the most important way of designing a good setting for public and commercial buildings in cities. (...) A square or plaza is both an area framed by buildings and

an area designed to exhibit its buildings to the greatest advantage.” Cliff Moughtin, Urban Design: Street and Square

A introdução do veículo motorizado no quotidiano e na estrutura urbana dá início às modificações da malha urbana (Ilustração 15). As ruas e espaços abertos da cidade,

partilhados por peões e modos suaves, começam a ser ocupados por veículos que provocam alterações na dinâmica da cidade. As vendas de rua, que caracterizavam as praças e largos, tiveram de se adaptar a esta realidade, modificando o uso do edifício que envolve o espaço público.

Como todos os elementos de espaço público, a praça pode ser categorizada segundo dois princípios - por função e por forma.

Funçãoda Praça

A actividade numa praça apresenta-se como a melhor atracção deste espaço. Seja relativamente ao comércio, desporto, recreio ou vida comunitária, a vitalidade de uma praça depende da sua ocupação.

Teóricos do Renascimento, tal como refere McGoughtin [06], indicam que a

malha urbana deve ser composta por diversas praças, com diferentes utilizações e em diferentes localizações do espaço urbano. A especialização dos espaços deve ser, assim, dividida em diferentes grupos: configuração de edifícios civis; espaços de encontro; cerimónias ocasionais; espaços envolventes a edifícios de entretenimento; espaços comerciais; semiprivados envolventes a zonas residenciais; espaços associados às junções de tráfego.

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Tipo de Espaço Efeito do Espaço

Elementos

Espaço Suave

Proximidade à natureza; Integração; Percepção das estações;

Conforto. Espaço Rígido Sensação de estrutura; Proteção; Disciplina; Potencialidade. Encerramento Espaço aberto

Percepção do Espaço Incerta; Desconforto Funcional;

Desconforto Visual. Espaço Fechado

Boa Percepção do Espaço; Fácil Controlo;

Conveniente para Actividades Sociais.

Formalidade

Espaço “Positivo”

Integração; Conforto;

Conveniência Funcional.

Espaço “Negativo” Percepção Incerta do Espaço;

Liberdade.

Actividades

Espaço Estático

Reservado;

Boa Percepção do Espaço; Integração. Espaço Dinâmico Circulação; Vitalidade; Simulação. Elementos Circundantes Espaço Regular Disciplina; Monotonia; Determinação.

Espaço Irregular Variedade / Interesse;

Vitalidade.

tabela 04 - “QualiTy of urban Space and ViSual VariableS”.

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Formada Praça

A forma da praça, ao contrário das suas funções, apresenta maiores dificuldades na sua classificação.

Apesar de diversos teóricos apresentarem possíveis soluções, a forma está, fundamentalmente, associada à envolvente edificada. Pode-se, assim, verificar algumas formas arquitetónicas:

a) A Praça Fechada, em que o espaço livre está contido. Neste tipo de praças, a principal qualidade é a sensação de fecho, cerco, demonstrando a verdadeira expressão de lugar. A praça torna-se um elemento exterior da casa. Isto acontece com o tipo de construção implantado, a área construída;

b) A Praça Dominada, o espaço está direcionado para a presença de um edifício. É caracterizada por uma estrutura individual ou um grupo de edifícios que estão relacionados com a estrutura em questão;

c) A Praça Nuclear, centrada num objecto principal;

d) As Praças Agrupadas, em que espaços diferentes estão interligados, compondo um único espaço. Contudo, estes espaços podem não ser agrupados mas definir um único, complexo;

e) A Praça Amorfa, em que o espaço livre não está definido.

Sobre a forma da praça, Oktay estabelece um quadro-síntese como exemplificado na tabela seguinte (Tabela 04). Este demonstra-nos exemplos de formas

de praças e as suas principais características.

A tabela demonstra, assim, diferentes espaços:

• Tipo de Elementos Circundantes - de acordo com as estruturas naturais ou construídas que circundam o espaço urbano, este pode ser caracterizado como:

Espaço Suave - é definido com edifícios e árvores, com dominância de espaços naturais.

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iluStração 16 - CaSoSde eStudoe baixa liSboeta.

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Casos de Estudo

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Espaço Rígido - é definido, sobretudo, por edifícios.

• Grau de Encerramento - é uma das principais qualidades para a utilização do espaço pela população, podendo ser caracterizado como:

Espaço Aberto - é um espaço em que não existe uma boa percepção do mesmo, porque existem diversas aberturas para a envolvente.

Espaço Fechado - é um espaço urbano bem definido, com definição da sua forma. Torna-se o melhor exemplo para actividades sociais, com o máximo de controlo do espaço.

• Caracterização Formal - relaciona-se com a concavidade ou convexidade do espaço, sendo dividido em dois grupos:

Espaço “Negativo” - é definido como um espaço côncavo que não permite a percepção de todo o espaço a partir de cada ponto de observação, introduzindo a sensação de desconforto.

Espaço “Positivo” - é um espaço convexo, sendo percecionado na totalidade.

• Caracterização de Actividades - descreve espaços apropriados para diversos tipos de actividades:

Espaço Estático - espaço urbano em que a circulação não origina uso do espaço, em que a actividade de sentar prevalece.

Espaço Dinâmico - espaço em que a circulação é dominante, em que o movimento é favorecido.

• Disposição de Elementos Circundantes

Espaço Regular - espaço urbano simples, em que os elementos circundantes interligam-se com elementos constantes.

Espaço Irregular - os elementos circundantes estão dispostos de forma casual, podendo desenvolver espaços de interesse e inconstantes.

viii.3.

C

aSoS de

e

Studo

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iluStração 17 - Praça martim moniz, CaPela noSSa Senhorada Saúdee ruada mouraria.

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