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Physical Sensing Layer

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Implementation and evaluation

5.1 Technical implementation process

5.1.1 Physical Sensing Layer

Vivemos numa época de rápidas e dramáticas mudanças em todas as áreas, que levam tanto Homens como organizações a viverem em permanente ansiedade e questionamento. A antropologia cultural desenvolveu-se tendo por objeto de estudo a análise dos factos sociais e culturais à volta destas mudanças (Lima, Martinez & Filho, 1990).

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Conforme já descrito, esta saí da antropologia social e cultural, com raízes na medicina, mas com uma visão mais alargada da relação doença/cura, olhando a forma como o indivíduo vê e reage à doença e quais os sistemas de saúde que utiliza. Também usada a denominação de socio-antropologia da saúde (Silva, 2004).

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Feiticeiros são vistos como indivíduos que utilizam a magia para fazer mal.

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Podemos, então, dizer que o homem social é um dos objetos de estudo da antropologia85, inserido nestas dinâmica de permanente mudança e que embora evolua, é sempre o homem intemporal, mas como reflexo do seu tempo e sociedade onde se insere.

Nesta abrangencia a antropologia teve de se dividir em diversos ramos, que têm vindo a especializar-se nas múltiplas naturezas do Homem.

Dentro destas, a antropologia cultural é um dos principais ramos que se debruça sobre a forma como a cultura86, as regras e normas sociais influencíam e modelam o Homem. Mas ao observar estes factos sociais mantém uma postura de imparcialidade, tanto sobre os factos positivos como sobre os negativos, pois o seu papel não é de indutor de mudança mas de observador e relator ou tradutor desses factos.

A expressão “antropologia cultural” criada por Boas87

, no século XIX, teve um longo trajeto até se assumir com um corpo próprio e individualizado dentro da antropologia.

Pode-se dizer, que desde a descoberta dos “novos mundos”, que os Homens têm tido uma curiosidade lata pelos povos que foram conhecendo tanto no contacto directo como através dos relatos e histórias dos viajantes sobre os seus costumes “exóticos” (Bernardi, 2007; Lima, Martinez & Filho, 1990).

Durantes diversos anos o interesse pelas populações descobertas resumia-se à descrição dos locais e das tradições, sendo este o campo de investigação da etnologia88, que pelo seu carácter restritivo89 foi sendo substituído por “antropologia cultural”.

Mas estas questões de denominações relacionam-se de forma muito direta com escolas e linhas de investigação que sustentam a antropologia como ciência. Se por um lado os europeus90, com exceção dos ingleses, apelidavam-na de “etnologia”, os americanos preferiam “antropologia cultura” e os ingleses “antropologia social” (Lima, Martinez & Filho, 1990), onde o aspeto social é enfatizado. Hoje em dia a tendência é a utilização de “antropologia social e cultural” por ser um termo mais lato com ligação a outras ciências sociais e humanas com as quais se relaciona e se complementam mutuamente, fazendo um estudo comparativo da vida diária em sociedade e os seus sistemas culturais, uma vez que o Homem encerra em si as vertentes psicológica, social e cultural (Colleyn, 2005; Lima, Martinez & Filho, 1990).

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Etimologia: anthropos - homem; logos - tratado.

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Tudo o que recebemos do ambiente em que somos criados. (Linton, 1962/1967).

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Franz Boas (1858-1942) antropólogo americano integrado na corrente difusionista, que pôs em causa a “... ideia evolucionista de grandes etapas da história ...” (Rivière, 1995, p.38).

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Etimologia: ethnos – povo; logos – tratado.

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A ideia de “povos primitivos” tem vindo a desaparecer uma vez que devido aos contactos destes povos com outras civilizaçãoes têm deixando de viver em isolamento levando-os ao desenvolvimento técnico e científico.

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Umas das áreas com grande impacto na antropologia cultural é a psicologia, tendo tido um papel preponderante nesta área a antropóloga americana Margareth Mead91, ao demonstrar no seu estudo na Melanésia com adolescentes (Rivière, 1995) a importância da socialização na formação da personalidade da criança (Lima, Martinez & Filho, 1990).

Esta antropóloga verificou a clara existência da influência da cultura nas crises da adolescência, negando os efeitos biológicos: “Ao contrário do que acontece na sociedade norte-americana, a crise da adolescência não existe nas ilhas Samoa, graças a métodos de educação progressivos e maleáveis, a uma atitude liberal em relação à sexualidade e a uma ausência de responsabilidades económicas e sociais” (Rivière, 1995, p. 46).

Concluiu assim, que a personalidade de cada um forma-se com base numa interseção entre a sua história pessoal, sociocultural e a sua própria psique, com ênfase na cultura como factor chave.

Para Ruth Benedict92 a maioria dos indivíduos teriam uma enorme plasticidade ao se adaptarem às necessidades, criando as suas vidas com base no material fornecido pela cultura (Lima, Martinez & Filho, 1990). Segundo esta autora os indivíduos cujo temperamento não fosse coincidente com a sociedade onde estavam inseridos, teriam duas possibilidades de comportamento: ou aceitavam as normas sociais, violentando a sua própria integridade e entrariam em dissonância com o seu Eu interior, ou reagiriam de forma violenta contra estas normas e seriam considerados, pela sociedade, como sendo anormais.

Também dentro da corrente antropológica americana, Ralph Linton93 salientou-se como sendo, também ele um dos principais membros desta escola, tendo-se distinguido pela elaboração da teoria das relações entre cultura, personalidade, relação entre rituais e psicologia humana.

Linton ao defender a importância dos modelos culturais e da cultura como sendo um fenómeno socio psicológico, demonstrou que o grau de integração do indíviduo nesta seria determinante para o seu saudável funcionamento psicológico (Linton, 1967). Para este autor é a própria sociedade que fornece os sintomas “prontos a usar” (Colleyn, 2005, p. 62) levando o indivíduo a ser “anti-social de modo socialmente aprovado” (Colleyn, 2005, p. 62).

Também Jung estudou a relação entre personalidade e cultura, desenvolvendo o conceito de “inconsciente coletivo”, ao verificar que é através do próprio ser humano que é

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Margareth Mead (1901-1978). Antropóloga americana discípula de Franz Boas e de Ruth Benedict.

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Da escola americana. (1887-1948). Autora de. “Os Padrões de Cultura”, 1934.

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criada a capacidade para compreender as diversas manifestações de outras culturas através de figuras comuns a todas as culturas (Lima, Martinez & Filho, 1990).

Vemos pois, que não têm sido somente os psicólogos a verificarem a importância e influência da cultura no bem estar psicológico do indivíduo, mas que também os antropólogos e de uma forma bastante vincada têm vindo a demonstraram esta relação.

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