Chapter 6 Exergy analysis for LNG value chain: LNG processes
6.3 Generalized exergy efficiencies
6.5.4 Phase separators and total process
As inovações identificadas nos casos selecionados na fase anterior à prestação do serviço – etapa de concorrência que precede a contratação, mas que constitui também parte do processo de venda – são analisadas conforme os seis modelos propostos por Gallouj (2002). Nesta fase, destacam-se as inovações realizadas com o objetivo de qualificar e preparar as empresas para a obtenção do contrato e, seqüencialmente, para a prestação do serviço contratado.
Entre as principais inovações identificadas, destacam-se as inovações referentes à aquisição / melhoria de capacitações para os funcionários, relatadas em sete dos dez casos considerados. Entre os dez casos considerados, seis relatam inovações na etapa de pré-venda advindas da obtenção de certificações de qualidade, que demanda alterações nos processos e práticas adotados nas empresas. São relatadas significativamente, ainda, as inovações geradas pelo desenvolvimento de soluções técnicas / incremento de funcionalidade para aprovação em provas de conceitos – provas estabelecidas pelos clientes governamentais com o objetivo de avaliar se o prestador de serviços é capaz de desenvolver a solução requerida. Entre os dez casos, cinco relatam casos em que desenvolveram inovações com essas características. Não são relatadas, na fase de pré-venda, inovações identificadas como recombinativas ou Ad hoc – tendo em vista que inovações Ad hoc ocorrem com a participação ativa do cliente já na etapa de prestação do serviço. Para a visualização das inovações relatadas em cada caso, elabora-se um quadro-resumo apresentado na seqüência.
Caso Inovações radicais Inovações ameliorativas Inovações incrementais Inovações de formalização
A Melhoria das capacidades já
dominadas Capacitação em novos temas Melhoria dos padrões produtivos para obter certificações de qualidade
B Melhoria das capacidades já
dominadas Capacitação em novos temas
C Desenvolvimento de soluções técnicas
para aprovação em provas de conceitos Incrementos de funcionalidades para aprovação em provas de conceitos D Desenvolvimento de soluções técnicas
para aprovação em provas de conceitos
Incrementos de funcionalidades para aprovação em provas de conceitos E Desenvolvimento de soluções técnicas
para aprovação em provas de conceitos Melhoria das capacidades já dominadas Capacitação em novos temas
Incrementos de funcionalidades para aprovação em provas de conceitos
Melhoria dos padrões produtivos para obter certificações de qualidade
F Melhoria das capacidades já
dominadas
Capacitação em novos temas
Incrementos de funcionalidades para aprovação em provas de conceitos
Melhoria dos padrões produtivos para obter certificações de qualidade G Desenvolvimento de soluções técnicas
para aprovação em provas de conceitos Melhoria das capacidades já dominadas Capacitação em novos temas
Incrementos de funcionalidades para aprovação em provas de conceitos
Melhoria dos padrões produtivos para obter certificações de qualidade
H Melhoria das capacidades já
dominadas Capacitação em novos temas
I Melhoria das capacidades já
dominadas Capacitação em novos temas
Incrementos de funcionalidades para aprovação em provas de conceitos
Melhoria dos padrões produtivos para obter certificações de qualidade J Desenvolvimento de soluções técnicas
para aprovação em provas de conceito Incrementos de funcionalidades para aprovação em provas de conceitos Melhoria dos padrões produtivos para obter certificações de qualidade Quadro 9 – Inovações anteriores à prestação do serviço
Ao considerar as inovações geradas pelo desenvolvimento de soluções técnicas / incremento de funcionalidade para aprovação em provas de conceitos a partir da abordagem de Gallouj (2002), vê-se que essas inovações podem ser consideradas inovações radicais – nos casos em que gerem soluções técnicas inteiramente novas, o que corresponde à definição do autor de criação de um produto inteiramente novo – ou, ainda, inovações incrementais – nos casos em que não são desenvolvidos produtos inteiramente novos, mas apenas incrementos em suas funcionalidades.
As inovações referentes à aquisição de capacitações podem ser consideradas tanto inovações ameliorativas – nos casos em que a empresa busca aprofundar seus conhecimentos em um processo já dominado, a exemplo da obtenção de níveis superiores de certificação em uma linguagem de programação – quanto inovações incrementais – casos em que as empresas adquirem novas capacidades que não existiam inicialmente nem mesmo de maneira reduzida – casos em que a empresa adquire a capacitação para a produção de uma nova tecnologia, por exemplo. A consideração da melhoria nos níveis de capacitação da empresa enquanto uma inovação ameliorativa é pautada na consideração de Gallouj (2002), que as define como inovações que provocam aumento em uma característica. A mesma abordagem se confirma para a visão dessas inovações enquanto incrementais, tendo em vista que o autor as define como qualquer processo que gere acréscimo (ou eliminação) de características.
No tocante às inovações advindas da obtenção de certificações de qualidade, é possível considerá-las inovações de formalização ao adotar o conceito de Gallouj (2002, p. 71, tradução nossa) para este modelo: “formatação e padronização de características”, referindo-se, no caso, à formalização e à padronização dos processos de desenvolvimento das empresas, requisito para obtenção das certificações de qualidade.
A investigação dos requisitos estabelecidos pelos clientes que provocam o surgimento de inovações nas empresas na fase anterior à prestação do serviço não revela unanimidade entre as empresas. Apenas três casos apontam o mesmo requisito, que seria a exigência de adequação a novas tendências tecnológicas (plataformas de desenvolvimento, linguagem de programação ou sistema operacional). São citados, ainda, requisitos referentes ao prazo de entrega (que provoca alterações no processo de desenvolvimento e demanda realocação dos recursos produtivos); à obrigatoriedade de utilização de ferramentas adequadas a realidades específicas de um cliente; a abordagens e atendimentos diferenciados para os clientes (que geram demandas por diferentes formas de apresentação do produto”; a mudanças nos
processos (métodos) de desenvolvimento; a adequações a requisitos de qualidade e, por fim, às exigências de qualificação técnica diferenciada.
Em relação às diferenças entre os requisitos para fornecimento estabelecidos por clientes governamentais e privados, não há unanimidade. Três casos apontam que os clientes privados contratam por parâmetros de qualidade e de preferência pelo fornecedor, enquanto os clientes governamentais são obrigados a contratar com base em parâmetros definidos em uma licitação. Alega-se nos demais casos, ainda, que o cliente privado age com mais flexibilidade em sua contratação. Os clientes governamentais, por sua vez, demandam parcerias com fornecedores tradicionais do mercado, enquanto o cliente privado é mais aberto a mudanças. Por dependerem de parâmetros burocráticos, as compras de órgãos governamentais são mais lentas e exigem que os requisitos sejam especificados com maior precisão, o que impossibilita reavaliações das necessidades de compra durante o processo de contratação. A contratação no governo volta-se ao atendimento aos requisitos burocráticos e processuais, enquanto na iniciativa privada os requisitos se voltam a funcionamento e competitividade do produto. Por fim, aponta-se que o nível de exigência governamental quanto à qualidade do produto é menor.