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4. STRATEGISK ANALYSE

4.2 PESTEL- ANALYSE

Houve muita interação entre as alunas dessa dupla, porém, em alguns momentos, essa interação não estava relacionada à colaboração, nem caracterizava um engajamento produtivo, nem disciplinar. As gravações via webcam mostram as alunas conversando sobre outros assuntos que não estavam relacionados à aula. Foi necessário chamar a atenção das mesmas para se concentrarem na atividade. As alunas mostraram uma grande dependência da professora, não respondiam nenhuma questão sem chamá-la para lhes explicar e somente respondiam após a interação com a professora ou com a pesquisadora, o que está de acordo com o perfil descrito nas fichas de avaliação formativa. Pela avaliação dos professores, é possível perceber que tanto Larissa quanto Beatriz apresentam dificuldades em interpretar informações contidas em texto e compreender processos e fenômenos comuns das ciências por meio de esquemas, imagens, quadros, tabelas e gráficos.

Analisando as respostas das alunas salvas no centro de referência do professor da plataforma WISE, é possível observar, em sua hipótese inicial sobre o funcionamento da hidrelétrica, uma resposta bem generalizada, calcada apenas em seus conhecimentos espontâneos: “A pressão da água entra em contato com placa especifica e a partir daí, com mais outras series de procedimentos se transforma em energia elétrica”. Após um intenso trabalho semiótico na significação das informações disponibilizadas por um vídeo e uma animação, referentes ao funcionamento da hidrelétrica, mesmo com uma postura de dispersão e brincadeiras, a resposta das alunas sobre as transformações de energia nas hidrelétricas, mostrou um crescimento intelectual e melhor utilização da linguagem científica. Após a interação com esses recursos as alunas responderam:

A água do rio é represada em barragens que controlam o nível da água, entra em alta pressão sob arquidutos e seguem em direção as turbinas responsáveis pela produção de energia, acionam o gerador de energia se transformando em energia elétrica. O transformador aumenta a tensão da energia permitindo a sua chegada as casas através dos fios (Beatriz e Larissa).

O comportamento das alunas mostra algo peculiar nessa geração, a dispersão e o multifuncionalismo na execução de tarefas. Pela análise das gravações da tela do computador feitas pelo programa Screencast, é possível perceber que elas assistiram sem parar ao vídeo sobre a construção da usina Belo Monte com duração de cinco minutos, mas quando foram assistir ao vídeo sobre a reinvindicação dos povos indígenas do Alto Xingu, com duração de onze minutos, as alunas pararam o vídeo no terceiro minuto, abriram outra aba do Browser da Internet buscaram o MSN, deram uma olhada na caixa de entrada e depois voltaram para a

atividade. As alunas não enviaram nada, nem fizeram nenhum bate-papo via MSN, mas constantemente, davam uma olhada na página, na expectativa de que chegasse algo na caixa de entrada.

Outro comportamento apresentado pela dupla que talvez seja característico dessa geração é a dependência por informações disponíveis na Internet, muitas vezes privando-as de fazer um esforço cognitivo para tirar suas conclusões a partir de seu próprio raciocínio. Quando interrogadas se o que faz mover a usina é água em movimento, por que é comum represar, com barragens, a água dos rios, nas hidrelétricas? As alunas digitaram a pergunta “por que é comum represar, com barragens, a água dos rios, nas hidrelétricas?” no Google e copiaram esse trecho do Wikipédia, falando sobre a importância da construção de barragens: “para abastecer de água zonas residenciais, agrícolas, industriais, produção de energia eléctrica (energia hidráulica)”. As alunas modificaram o texto e responderam “Para abastecer de água as casas, agriculturas, indústrias”. Seguindo esse raciocínio responderam quando interrogadas, na questão seguinte, se seria possível construir usinas hidrelétricas sem fazer esses alagamentos da área próxima do rio e qual seria a grande desvantagem. A dupla respondeu “Sim, seria possível. A desvantagem é que a quantidade de água que virá abastecer as casas, indústrias e etc. será em menor quantidade da que viria se houvesse o alagamento”. E para finalizar sobre o seu posicionamento frente à controvérsia da construção de hidrelétricas na Amazônia, a dupla respondeu: “CONTRA: pelo motivo do desmatamento da fauna e da flora. A FAVOR: Pela geração de energia”. Porém, cabe ressaltar, que só nesse ponto da sequência elas responderam utilizando essa estratégia de pesquisa no Google. As demais respostas, principalmente, os problemas relativos às transformações de energia em situações de lazer, elas conseguiram significar as transformações de energia pela interpretação das diferentes formas de representações, gráficos dinâmicos mediados pela professora.

Essa dupla teve um dispêndio de tempo maior para concluir a sequência de atividades, em função do comportamento de dispersão e deixaram de fazer a última questão de pesquisa para aprofundamento sobre o tema da controvérsia das usinas hidrelétricas.

Ao analisar a resposta do questionário de auto avaliação do uso da plataforma WISE das alunas dessa dupla, ambas demonstraram interesse na atividade. A opinião das mesmas sobre o uso da plataforma WISE para atividades didáticas na escola foi positiva, pois acharam interessante e aprenderam muito com a atividade. Outra resposta em comum foi em relação à colaboração, ambas responderam que em quase todas as perguntas, a dupla discutia antes de anotar uma resposta. Um ponto positivo ressaltado por ambas é a apresentação de vídeos, julgaram ser essa a característica da atividade que mais lhes despertaram o interesse. Beatriz

julgou a atividade trabalhosa, mas que valeu a pena e disse que um ponto negativo era que a atividade foi longa, portanto, cansativa. Já Larissa admitiu que um dos fatores que prejudicou o tempo de realização do trabalho foi o fato dela e da dupla terem tido conversa excessiva sobre outros assuntos.