• No results found

Personlig pleie

In document [publikasjonen i pdf] (sider 49-57)

H. Hushjelp Vaskekone med kost

I. Personlig pleie

Os PCNs de Língua Portuguesa apresentam que o trabalho com a leitura “tem como finalidade a formação de leitores competentes e, consequentemente, a formação de escritores” (BRASIL, 1997, p. 40). Pautado em uma visão de leitura como não sendo apenas decodificação, apresenta sugestões para que a leitura não seja apenas objeto de ensino, mas objeto de aprendizagens (BRASIL, 1997).

Vale ressaltar que essa diferenciação existente nos PCNs quanto ao objeto de ensino e objeto de aprendizagens não é a que seguimos em nossa pesquisa. Ao realizarmos uma investigação sobre o objeto de ensino em contexto de uma prática de ensino, consideramos já o objeto de ensino em função das aprendizagens que se busca despertar nos aprendizes/alunos. Isto é, não separamos do objeto de ensino a possibilidade de ele ser um objeto de aprendizagem.

Entretanto, consideramos que no ensino, atualmente, há práticas em que o trabalho com um objeto de ensino nem sempre permite o desenvolvimento de capacidades, mas, nesse caso, são as formas de realização das práticas que impedem ou impossibilitam aprendizagens. Consideramos, como os didáticos do grupo GRAFE, o objeto de ensino em sua transformação em objeto ensinado. Nesse caso, é nessa transformação que as aprendizagens e o desenvolvimento de múltiplas capacidades podem ocorrer.

É proposto nos PCNs um trabalho com a leitura, a fim de formar um leitor que compreenda o que lê, não apenas decodifique sinais e que

possa aprender a ler também o que não está escrito, identificando elementos implícitos, que estabeleça relações entre o texto que lê e outros textos lidos; que saiba que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto; que consiga justificar e validar a sua leitura a partir da localização de elementos discursivos. (BRASIL, 1997, p. 41).

Para atender a esses objetivos, a proposta é de um trabalho com textos de diferentes gêneros que circulam socialmente e com formas e modalidades de leituras que indiquem os “para quês” de se ler: “resolver problema prático, informar- se, divertir-se, estudar, escrever ou revisar o próprio texto” (BRASIL, 1997, p. 41).

O objetivo da leitura, tal como proposta nos PCNs de primeiro e segundo ciclos e de terceiro e quarto ciclos, é o de “formar cidadãos capazes de compreender diferentes textos” (BRASIL, 1997, p. 41). Para tanto, cabe ao professor criar condições favoráveis para a prática de leitura, assim como elaborar “propostas didáticas orientadas, especificamente, no sentido de formar leitores”.

No que se refere aos PCNLP de ciclo I e II (1997, p. 44-45), são sugeridas como práticas de leituras para orientarem os trabalhos dos professores:

1) leitura diária: em que o professor possa realizar diferentes práticas como, por exemplo, leitura de forma silenciosa e individual, em voz alta (individual ou em grupo), escuta da leitura de alguém, especialmente a do professor. As escolhas devem sempre ocorrer de acordo com os objetivos a alcançar e as propostas devem estar integradas e fazerem sentido para as atividades escolares;

2) leitura colaborativa: em que o professor “lê um texto com a classe e, durante a leitura, questiona os alunos sobre as pistas linguísticas”, permitindo que os alunos discutam entre si;

3) projetos de leitura: o professor desenvolve com os alunos um projeto em que eles, em conjunto, devam apresentar um produto final, como, por exemplo, a leitura de poesias a fim de realizarem um sarau. Cria- se, portanto, uma situação em que a leitura se torne significativa em contexto escolar;

4) atividades sequenciadas de leitura: o professor desenvolve uma sequência de atividades escolares cujo objetivo é a leitura em si, sem exigir um produto final. Nesse tipo de atividade sequenciada o professor pode “eleger um gênero específico, um autor ou um tema de interesse” (p. 46).

5) atividades permanentes de leitura: o professor cria com os alunos alguns hábitos que se tornam permanentes, como, por exemplo, uma

vez por semana, a leitura de curiosidades, notícias ou outro gênero que escolham.

6) leitura feita pelo professor: o professor realiza a leitura em voz alta de obras que “por sua qualidade e beleza, podem vir a encantá-los, ainda que nem sempre sejam capazes de lê-los sozinhos” (p. 47).

Essa apresentação que fazemos da proposta dos PCNLP do primeiro e segundo ciclos nos mostra sugestões de práticas que orientam o trabalho dos professores no Brasil e, consequentemente, das professoras-participantes de nossa pesquisa. Entre as práticas realizadas pelas professoras e as sugeridas pelos PCNs, identificamos no agir didático das participantes práticas de leitura que exploram a leitura silenciosa e individual, a leitura feita pelo professor e as atividades sequenciadas, uma referindo-se ao gênero específico e outra a um tema de interesse.

No que diz respeito ao PCNLP de III e IV ciclos, (1998, p. 72-73), são sugeridas como práticas de leituras para orientarem os trabalhos dos professores como no Parâmetro para os ciclos I e II, a leitura colaborativa e a leitura em voz alta pelo professor. Além dessas duas, são sugeridas também:

1) a leitura autônoma: o professor permite que o aluno leia silenciosamente textos “para os quais já tenha desenvolvido uma certa proficiência”, sem a necessidade da mediação do professor (p. 72); 2) a leitura programada: o professor organiza situações didáticas em que

ele segmenta a obra em partes, propondo a leitura sequenciada e realizando discussões com os alunos a respeito da obra lida. Observa- se que a leitura programada é o que no PCNLP ciclo I e II refere-se à atividade sequenciada de leitura (p.73);

3) leitura de escolha pessoal: o professor cria situações didáticas em que os alunos escolhem as obras a serem lidas, criando a “oportunidade para constituição de padrões de gosto pessoal”. (p. 73).

Observamos que nos PCNs as práticas de leitura são propostas seguindo diferentes critérios, indo desde leituras livres a fim de criar o hábito de leitura a

leituras programadas e mediadas pelos professores. Acompanhando essas propostas, há sugestões de quais gêneros textuais privilegiar em cada nível escolar. A seguir, apresentaremos os gêneros textuais propostos para as práticas de leitura no Ciclo I e no Ciclo III, visto que as professoras-participantes de nossa pesquisa desenvolvem seu trabalho como docentes nesses ciclos de ensino.

Tabela 3: quadro representativo dos gêneros textuais sugeridos nos PCNs PCNLP Ciclo I (1997, p. 72) PCNLP Ciclo III (1998, p. 54)

Gêneros Textuais 42

• receitas, instruções de uso, listas; • textos impressos em embalagens,

rótulos, calendários;

• cartas, bilhetes, postais, cartões (de aniversário, de Natal, etc.), convites, diários (pessoais, da classe, de viagem, etc.); • quadrinhos, textos de jornais,

revistas e suplementos infantis: títulos, lides, notícias, classificados etc.;

• anúncios, slogans, cartazes, folhetos;

• parlendas, canções, poemas, quadrinhas, adivinhas, trava- línguas, piadas;

• contos (de fadas, de assombração, etc), mitos e lendas populares, folhetos de cordel, fábulas; • textos teatrais;

• literários: conto, novela, romance, crônica, poema, texto dramático ;

• de imprensa: notícia, editorial, artigo, reportagem, carta do leitor, entrevista, charge e tira

• de divulgação científica: verbete, enciclopédico, relatório de experiências, artigo

• Publicidade: propaganda.

Fonte: Elaborado pela autora

Conforme observamos na tabela 3, os gêneros escolhidos pelas professoras- participantes de nossa pesquisa são indicados nos PCNs: quadrinhos (História em Quadrinhos) e conto.

O trabalho do professor de Língua Portuguesa no Brasil, além de ter os PCNs como documento orientador das práticas de ensino, é também orientado por documentos estaduais e municipais. No estado de Mato Grosso, além das propostas dos PCNs, os professores têm o Plano Estadual de Educação e as Orientações Curriculares, elaborados por um grupo constituído por representantes                                                                                                                

42

governamentais, universidade federal, sindicato e representante dos professores. Na seção seguinte, apresentaremos as Orientações Curriculares que influenciam no trabalho dos professores do estado de Mato Grosso.

In document [publikasjonen i pdf] (sider 49-57)