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EU performance on illicit flows, PFM, and civil society support - and the challenges of budget support and conditionality in developing

4 Assessment of EU measures to stop illicit flows and prevent corruption

4.3 EU performance on illicit flows, PFM, and civil society support - and the challenges of budget support and conditionality in developing

A profissão de Secretariado tem como antepassado o escriba, profissional que atuava junto aos povos que desenvolveram a escrita e o comércio na idade antiga. Natalense (1998, p. 5) a respeito do escriba oriental afirma:

é o homem que domina a escrita, faz as contas, classifica os arquivos, redige as ordens, aquele que é capaz de recebê-las por escrito e que, por conseguinte, é naturalmente encarregado da sua execução.

Na idade média, a função de secretário ficou restrita aos monges, de acordo com Santos e Cegan (2007) os monges medievais abandonavam as espadas para dedicarem-se a trabalhos voltados para o registro do pensamento filosófico-cristão. Já Portela e Schumacher (2006) informam que estes monges atuavam como copistas e arquivistas.

¹ downsizing: técnica da Administração que visa reestruturar o processo organizacional reduzindo

Conforme Moreira (2004, p. 6) a partir da revolução comercial, na idade moderna, a necessidade da profissão de secretário reaparece, para assessorar o capitalismo dominado por comerciantes, banqueiros e armadores. A partir da primeira fase da revolução industrial, a nova estrutura empresarial exigia as funções de assessoria administrativa que consolidou o papel da profissão de secretariado, que tornou-se comum apenas na segunda fase desta revolução com o surgimento da primeira maquina de escrever.

Com as duas guerras mundiais, o homem vai para a guerra e surge a necessidade da mão de obra feminina. De acordo com Santos e Cegan (2007) a profissão de secretariado apresentou um crescimento considerável depois da segunda guerra mundial, pois o mercado de trabalho abriu as portas para a mão de obra feminina, inicialmente na Europa e nos Estados Unidos, uma vez que os homens, que até então sustentavam as famílias, estavam no campo de batalha, as mulheres passaram a assumir as responsabilidades financeiras da família. Desta maneira, a partir de 1930 a profissão de secretariado tonou-se eminentemente feminina até por volta do ano 2000 quando, segundo Camargo (in D’Elia, Amorim e Sita, 2013) os homens timidamente passaram a ingressar nos cursos de secretariado retornando ao mercado de trabalho. Oliveira (2011, p. 103) contribui:

Apesar de homens e mulheres terem por um período contribuído particularmente com suas características e perfis nesta profissão, hoje se torna claro o quanto essa profissão evoluiu não colocando mais homem ou mulher como principal representante da profissão, contando com a volta dos homens para a profissão, provando que gênero não é mais visto como prioridade e sim a competência e profissionalismo que o perfil de secretariado executivo exige do profissional.

A inserção masculina é confirmada através de Baptista e Camargo (apud D’Elia, Amorim e Sita, 2013, pg. 75) “Os homens se interessam pela profissão, trazendo um forte componente de ‘miscigenação’ no gênero e assim mais profissionalização, deixando para trás a ideia de uma profissão exclusivamente feminina”.

3.1.2 Histórico da profissão no Brasil

A função de Secretariado desenvolve-se no Brasil a partir de 1950 com a chegada das empresas multinacionais ao país, conforme Portela e Schumacher (2006), nesta época a secretária era responsável por pequenas tarefas como taquigrafia, datilografia, arquivo, atendimento telefônico e anotações de recados. Na

década de 1960, ter uma secretária era sinônimo de status, no entanto, houve uma valorização deste profissional por parte dos empresários brasileiros. Surge o clube das secretárias. Nos anos da década de 1970 surgem as associações de classe, a secretária passa a ser membro da gerencia. Moreira (2004, p.10) descreve a atuação da secretaria nesse período da seguinte maneira:

Ela passa a dirigir a sua rotina sem interferência da gerência, assume novos papeis, participando de reuniões para redigir ata, supervisiona o trabalho de equipes de apoio administrativo, começa a participar da administração do tempo do gerente. Seu treinamento passou a abordar comportamento, relacionamento interpessoal, administração de tempo e princípios da gerência.

De acordo com Brun, Cechet e Neumann (2011), a partir de 1980, com o despertar da era da qualidade e da informática e após a regulamentação da profissão, secretária e gerente passam a agir em conjunto formando uma equipe. Segundo Portela e Schumacher (2006, p. 6) “a profissionalização faz com que o secretário passe a exercer sua profissão com muito mais responsabilidade, buscando maior aprimoramento, conscientização profissional, formação técnica e aperfeiçoamento cultural”.

Já na década de 1990, de acordo com Santos e Cegan (2007), a profissão de secretariado passou por um dos seus melhores momentos com o avanço dos recursos tecnológicos que otimizaram as atividades secretariais, desta forma observa-se a tendência da organização explorar ao máximo as potencialidades deste profissional que apresenta características de empreendedorismo, assessoria jurídica e gestão. Nessa década a profissão de secretariado projeta-se internacionalmente sendo realizados os primeiros Simpósios Internacionais.

A partir dos anos 2000, nota-se a busca por melhorias referentes a profissão e suas necessidades, além do desenvolvimento das competências do profissional de secretariado, Leauthier (apud D’Elia, Amorim e Sita, 2013) destaca a criação de fóruns de debates, apresentação de trabalhos científicos, criação da Revista Excelência e ações coordenadas para manter a qualidade dos cursos de formação em secretariado.

3.1.3 Perfil profissional

De acordo com Neiva e D’Elia (2009), houve mudanças no perfil do secretario. Suas competências foram ampliadas assim como o seu nível de responsabilidades. As suas percepções relacionadas ao ambiente, às pessoas, aos códigos implícitos e explícitos, o controle das emoções e a visão holística facilitarão as relações e as demandas entre os gestores, clientes e fornecedores. No quadro 3 apresenta-se uma projeção do perfil do profissional de secretariado executivo a partir da década de 1970.

Quadro 3 – Perfil do profissional de secretariado

Fonte: Garcia e D’Elia (2005, p. 24)

Neves (2007) afirma que diante das exigências do mercado atual o profissional de Secretariado Executivo deve apresentar efetivamente suas aptidões e conhecimentos. Ter um curso superior não é suficiente, este profissional deve apresentar o maior número de qualidades empresariais de forma harmônica em relação às necessidades organizacionais.

Garcia e D’Elia (2005) afirmam que a profissão de secretariado não só acompanhou o desenvolvimento da história, como também criou a sua própria identidade, tanto através das transformações no seu perfil profissional e das competências a ele atribuídas, quanto no nível de responsabilidades adquiridas. Sabino e Marchelli (2009, p. 7) acrescentam que:

Década de 1970 Década de 1980 Década de 1990 Século XXI

A experiência é a ferramenta usada no

comando

O grau de escolaridade é sua ferraenta de comando

Sua performance é sua f erramenta de comando

O profissional e sua equipe são a ferramenta para o sucesso de ambos

Acomodado Confiante Curioso Estudioso

Dependente Político Independente Tem visão global das

coisas Resistente às mudaças Ajusta-se às mudanças Gera mudanças Lidera mudanças

Carreirista Procura-se cooperar Facilit ador Criativo e empreendedor Seu salário é determinado

pela empresa

Seu salário é negociado pela empresa

Seu salário é conquistado pela importância do seu

trabalho

Seu salário é conquistado pelo resultado do seu trabalho e de sua equipe Seu conhecimento é fruto

da experiencia profissional

Seu conhecimento é baseado na teoria

acadêmica

Seu conhecimento é fruto da aplicação prática da

teoria

Seu conhecimento é fruto do apendizado contínuo

Diante das novas concepções das teorias organizacionais que consideram cada membro da corporação como um colaborador essencial para a definição de estratégias e realização de objetivos, os secretários mais bem formados disponíveis no mercado de trabalho passam a ocupar cada vez mais posições de destaque dentro das organizações empresariais.

Sendo assim, estes profissionais estão preparados para tomar decisões e atuar como líderes. São capazes de participar do planejamento estratégico e estão aptos para gerir o ambiente em que estão inseridos. Considerando Schelesinger et. al. (2008) nota-se que essas características fazem parte do perfil do trabalhador do conhecimento, que passa de mero executor de tarefas e especialista em apenas uma área pra tornar-se flexível, multidisciplinar, apto para trabalhar em equipe e solucionar problemas. Dessa maneira o profissional de secretariado é também um trabalhador do conhecimento.