Chapter 3 Methodological framework
3.2 Pension coverage and pension calculations
As questões, com dados quantificáveis, foram analisadas através da representação por gráfico para melhor compreensão das respostas, e os dados exibidos em percentual, considerando os principais eixos de categorização que foram a Identificação e Perfil Socioeconômico dos adolescentes. O número de entrevistados para sujeitos do sexo masculino e feminino foram o mesmo, ou seja, 15 homens e 15 mulheres.
A primeira parte do questionário procurou descobrir a faixa etária dos adolescentes de Tangará da Serra, que estavam vivendo o momento da maternidade e paternidade, representado pelo gráfico 1. A prevalência de idade entre os adolescentes entrevistados é composta na faixa etária de 17 a 19 anos, para os dois sexos, sendo de 80% masculino e 60%
feminino. Observa-se que na faixa etária de 15 a 16 anos, a maior parte são do sexo feminino, com 40% contra 20% do sexo masculino, e que nas faixas etárias de 10 a 12 anos e 13 a 14 anos, são iguais para os dois sexos, com 0% de incidência.
Existem poucos estudos que mostram a fecundidade na faixa etária entre 10 a 14 anos, visto que consideram a idade reprodutiva entre 15 a 44 anos. Junior e Neto (2004), mostram em pesquisa realizada no Ceará que 12% das gestantes tinham idade de 14 anos. No Brasil, a taxa de nascidos vivos registrados pelo Sinasc (Sistema de Informações de Nascidos Vivos) nesta mesma faixa etária de 0,9% dos nascimentos de mães entre 10 a 14 anos; e em Mato Grosso, essa taxa é de 1,3%. Já a taxa de natalidade na faixa etária de 15 a 19 anos, em 2006, no Brasil era de 20,6%, cerca de 605.270 nascimentos, em Mato Grosso, essa taxa é de 23,9%em 2009 (IBGE, 2009).
Gráfico 1:Faixa Etária.
Fonte: Questionário Aplicado/Pesquisador/2011
Sobre a situação conjugal ou afetiva dos adolescentes, podemos observar no segundo gráfico que 73% das adolescentes são amasiadas, ou seja, moram junto com o parceiro, 20% são solteiras e 7% casadas. 67% dos adolescentes são solteiros e 33% são amasiados. Não apresentaram nenhum caso de divorciados para ambos os sexos. Pode-se perceber que
algumas das mulheres já moravam junto com o parceiro antes da gravidez; mas também houveram relatos em que após a descoberta da gravidez, a adolescente foi pressionada pela família a viver a experiência do casamento por estar grávida.
Gráfico 2: Situação conjugal ou afetiva dos adolescentes. Fonte: Questionário aplicado/Pesquisador/2011.
No gráfico 3, podemos analisar que em relação a Religião, a católica é a mais prevalecente entre as adolescentes com 53%, seguida de 27% da religião evangélica, e 20% disseram não ter religião. Entre os adolescentes do sexo masculino, 67% dos não têm religião e 33% pertencem à religião católica. Nota-se que o fator religião não influenciou na vida sexual, principalmente das meninas, com maioria seguindo alguma religião.
Gráfico 3: Religião.
Fonte: Questionário aplicado/Pesquisador/2011.
A partir da análise do gráfico 4, escolaridade dos adolescentes, relacionado ao gráfico 5, número de adolescentes ativos e desistentes neste ano, é possível perceber que há um número maior de desistência entre as adolescentes, com 27%. Isso se justificou por elas devido aos sintomas desencadeados pela gravidez, como enjoos, sonolência, cansaço e inchaço (principalmente nos membros inferiores), que faz com que a adolescente pare de estudar durante a gestação e a licença maternidade, e perca o ano letivo por faltas, visto que muitas não possuem conhecimento sobre seus direitos. Após o nascimento do bebê, fica mais difícil o retorno dessas adolescentes, e a perda de oportunidades educacionais. Godinho et al (2000) evidencia que esta relação entre gravidez e abandono escolar causa o agravamento das condições socioeconômicas e limita o sustento do adolescente em si e de seu filho.
Já entre os adolescentes do sexo masculino, o número de desistentes é menor, mas ocorre devido ao aumento da responsabilidade, então eles saem para procurar trabalho para manter as despesas, e muitas vezes não conseguem conciliar o emprego junto ao estudo. Isso implica em não conseguirem concluir o ensino médio, e assim, precisam trabalhar, de maneira informal, ou mesmo com baixos salários pela pouca escolaridade, comprometendo toda a qualidade de vida deste jovem e de sua família, em alguns casos.
Gráfico 4: Escolaridade.
Fonte: Questionário aplicado/Pesquisador/2011.
Gráfico 5: Adolescentes estudantes e adolescentes desistentes. Fonte: Questionário aplicado/Pesquisador/2011.
O gráfico 6 pode ser observado que, os adolescentes do sexo masculino e do sexo feminino que não trabalham, representam 40% e de 27%, respectivamente. Isso está diretamente relacionado ao principal responsável pela renda familiar ser o homem, como também por tratar-se de um grupo especial, que na maioria recebem ajuda total ou parcial dos pais e, relacionado com o a situação conjugal, explica-se que 73% das meninas não trabalharem, por serem dependentes do marido ou da família, e quando trabalham sua renda serve como auxílio à renda familiar.
Analisando estes jovens, que na sua maioria são dependentes dos pais, logo, quando é descoberta a gravidez e não se têm o apoio pela família, estes jovens também ficam desamparados economicamente, implicando diretamente no número de adolescentes que abandonam os estudos e vão em busca de seu próprio sustento e de sua família, que agora formou.
Gráfico 6: Trabalho.
Fonte: Questionário aplicado/Pesquisador/2011.
No gráfico 7, percebe-se que a maioria dos adolescentes do sexo masculino moram sozinhos ou com mais uma pessoa (46%). Porém, nota-se que a outra parcela (54%) moram com mais de 3 pessoas, indicando que a renda familiar deveria ser relativamente superior por cada integrante da residência, porém isso não acontece, indicando uma condição socioeconômica baixa. Para os adolescentes do sexo feminino moram em 40% com mais uma pessoa (maioria das vezes o parceiro), 40% com 3 a 4 pessoas no total e 20% com 5 pessoas
ou mais, que também indica condições socioeconômica baixa, em geral, abaixo da encontrada com os adolescentes do sexo masculino.
Não entramos em discussão sobre o tipo de residência em si, próprio ou locado, madeira ou alvenaria, tipos de pertences que classificaria nível social pertencente de cada adolescente, por não ser o foco principal desta pesquisa, sendo classificada pela renda de acordo no gráfico 8.
Gráfico 7: Número de residentes.
Fonte: Questionário aplicado/Pesquisador/2011.
Neste gráfico, avaliamos a renda familiar, e podemos notar que 60% das adolescentes e 53% dos adolescentes têm em sua família, uma renda aproximada de aproximadamente 3 salários mínimos. Comparado ao número de adolescentes que vivem com número igual ou superior a 3 pessoas (60% do sexo feminino e 54% do sexo masculino), esta renda simboliza uma qualidade de vida média baixa. Correlacionado esta perspectiva, junto a não conclusão da escolaridade, e desistência de uma amostra, indica que a gravidez na adolescência pode trazer algumas limitações no que diz respeito a construção de um futuro promissor.
Gráfico 8: Renda familiar.
Fonte: Questionário aplicado/Pesquisador/2011
3.1.2 QUESTÕES RELACIONADAS À SAÚDE REPRODUTIVA E A SEXUALIDADE