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Pedersen Commitment

2.4 Commitment Schemes

2.4.1 Pedersen Commitment

Pô, ser policial para mim é... Na verdade, o que eu falo né, pra mim eu tô de férias todo dia porque eu faço o que eu gosto, o grande problema é que temos muita deficiência, tem muito o que melhorar, é tudo muito no papel ainda, vai caminhando tudo muito devagar, mas pra mim é tudo... Eu sou feliz no que eu faço. (Policial UPP) Bom... eu... meu sonho é ser bombeiro... minha família toda é militar, por parte de pai, todos os homens eram da Marinha. Eu servi o exército, mas não queria ir pra Marinha, eu queria ser bombeiro, tentei fazer a prova do bombeiro várias vezes, só que eu não consegui... e... passou um tempo, militar tal, achava interessante a profissão de polícia. Posso falar que eu achava interessante porque eu não sabia o que realmente acontece né... Mas assim, você vê algumas coisas na televisão, acha que vai ser assim, que a gente vai conseguir resolver tal, e é uma coisa totalmente diferente, né? Então, a gente não faz os serviços investigativos, como a gente olhava nos filmes. (Policial UPP). Vou te falar que, primeiro: por gostar da área militar, independente, Exército, Marinha ou outra força militar, por gostar. Uma oportunidade surgiu na área da polícia, o campo se abriu pra polícia, surgiram vagas, achei a oportunidade e precisando também, estabilidade profissional. E me senti bem nessa área. Então foi motivação de crescer, eu queria crescer. (Policial UPP).

Quando eu entrei eu sempre gostei do militarismo... Eu escolhi a polícia militar porque é das Forças Armadas, das forças auxiliares, ela era uma força auxiliar que tinha mais contato com o público e eu gosto de gente, eu gosto de estar ajudando diretamente as pessoas, diferente das forças armadas... Então, eu consegui juntar as duas coisas:

trabalhar diretamente com o público, e dentro do militarismo. A princípio foi isso, e depois que eu entrei e conheci melhor a polícia militar, as visões dos valores, eu percebi que era exatamente o que eu buscava. (Policial UPP).

Eu acho que a polícia militar tá mudando muito né, já mudou com o avanço dos Direitos Humanos, da própria tecnologia, eu acho que mudou o pensamento do público interno, com a forma de lidar com cidadão e eu espero que isso só aumente na Corporação, que o policial ele passa a pensar de uma forma mais humana, de uma forma que colabore mais com cidadania e respeito. (Policial UPP).

Bom, ser policial militar é gratificante em algumas partes. Quando a sociedade compreende aquilo que a gente faz, é muito prazeroso, quando a gente ajuda alguém. Muitos policiais fazem parto, então isso é gratificante, ajudar alguma pessoa que foi roubada, recuperar um veículo, isso é gratificante. Então assim, ser policial militar, tem vários tópicos, neh? Mas assim, ser policial militar nessa parte é gratificante, mas se a gente erra, entendeu, a gente não é visto muito bem, então isso decepciona muitas vezes o policial militar. (Ppolicial UPP).

Entre as demais polícias militares do Brasil, a PMERJ é considerada a matriz de todas. Da mesma forma, a sua concepção fundante é compreendida como o embrião de todas as polícias brasileiras, já que foi a primeira a ser criada. Assim, a posteriori, serviu como referência para as outras. Desde a sua criação, como uma corporação que viria a ser atualmente a PMERJ, foram realizadas inúmeras alterações no formato organizacional, nos objetivos, na composição dos seus profissionais, na esfera legal do o Brasil colonial até a Constituição de 1988, em sua inserção na estrutura dos governos, na disciplina e regulamento internos, bem como nas formas e mecanismos com os quais a instituição lida com a sociedade. Há uma literatura49 acessível sobre a história da colonização brasileira, que pode servir de base para a

contextualização do momento histórico da criação do primeiro corpo de polícia no Rio de Janeiro e do Brasil.

As polícias militares brasileiras eram aquarteladas até o ano de 1967 e desempenhavam funções auxiliares ao exército para a manutenção da ordem e segurança interna. Nesse período,

49 O debate sobre o tema da instituição do Estado Brasileiro poder ser encontrado em Raízes do Brasil

o policiamento era delegado à Polícia Civil, à Guarda Civil, à Guarda de Vigilância, à Polícia de Trânsito, entre outras. Nesse sentido, a polícia militar se mantinha em um ócio improdutivo, já que ficavam à espera de ser demandada para entrar em ação por tempo indefinido.

Na gestão pública fluminense, a polícia militar está sob a estrutura organizacional da SESEG, que coordena a política de segurança estadual. Diferentemente da Colômbia, no Brasil as polícias não são consideradas polícia de ciclo completo, pois subdividem o trabalho de polícia entre algumas instituições. Em âmbito estadual, as polícias militar e civil são encarregadas de realizar as atividades de polícia judiciária e ostensiva, segundo a competência legal de cada uma.

Figura 3: Organograma da PMERJ.

Fonte: Informação cedida pela PMERJ.

Segundo essa estrutura, no comando geral da instituição estão alocadas as instâncias de assessoria e ajudância. Na configuração atual, foi realizada uma mudança em relação às gestões anteriores, no que tange o Estado-Maior Geral. Essa esfera de poder foi subdividida em subchefias administrativa e operacional. Com isso, a gestão das atividades administrativas e operacionais são coordenadas por chefias distintas.

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