5 Discussion
5.1 Self-efficacy and performance in rifle shooting
O uso racional da água para a certificação Selo Casa Azul é definido na categoria 5 – Gestão da água. O objetivo desta categoria é contemplar o suprimento de água potável; a gestão de águas pluviais; e o esgotamento sanitário. A categoria é dividida em 8 critérios, sendo 3 obrigatórios. Os critérios estão apresentados no quadro 31, assim como os indicadores e objetivos da certificação.
5. GESTÃO DA
ÁGUA Indicador Objetivo
5.1 Medição Individualizada – Água
Critério Obrigatório
- Existência de sistema de medição
individualizada - Acompanhamento do consumo de água por unidade habitacional do edifício. 5.2 Dispositivos Economizadores - Sistema de Descarga Critério Obrigatório
- Existência de sistema de descarga de 6 litros com duplo acionamento (3/6 L). - utilização de outros sistemas que utilizem menos de 6 litros.
- Reduzir o consumo de água
5.3 Dispositivos Economizadores - Arejadores
- Utilização de torneiras com arejadores nos lavatórios, pias e torneiras áreas comuns. -100kPa < pressão hidráulica< 40 kPa Usar arejador ou registro regulador de vazão - pressão hidráulica > 100kPa
Usar arejador e registro regulador de vazão
- Reduzir o consumo de água - Maior conforto ao usuário pela melhor dispersão do jato da torneira
5.4 Dispositivos Economizadores - Registro Regulador de Vazão
- Existência de registro regulador de vazão em chuveiro, torneiras e pias.
-100kPa < pressão hidráulica< 40 kPa Usar arejador ou registro regulador de vazão - pressão hidráulica > 100kPa
Usar arejador e registro regulador de vazão
- Reduzir o consumo de água nos demais pontos de utilização
5.5 Aproveitamento
de Águas Pluviais - Existência de sistema de aproveitamento de águas pluviais independente do sistema de água potável, para coleta
armazenamento, tratamento e distribuição d água não potável com plano de gestão, evitando riscos para saúde
- Redução mínima de 10% de água potável
- Reduzir o consumo d água potável em uso como: Bacia sanitária, irrigação de áreas verdes, lavagem de pisos, lavagem de veículos e espelho d’água.
5.6 Retenção de
Águas Pluviais - Existência de reservatório de retenção de água pluvial, com escoamento para o sistema de drenagem urbano, para
empreendimento com área de terreno impermeabilizada > 500 m²
- Permitir o escoamento de águas pluviais modo controlado, de modo a prevenir risco de inundações em regiões de alta
impermeabilização do solo. - Desonerar as redes públicas de drenagem
5.7 Infiltração de
Águas Pluviais - Existência de reservatório de retenção de águas pluviais com sistema para infiltração natural da água, em empreendimentos com área de terreno impermeabilizada > 500 m²
- Permitir o escoamento de águas pluviais modo
controlado, ou favorecer a sua infiltração ao solo, de modo a prevenir risco de inundações, reduzir a poluição difusa, - Amenizar a solicitação das redes públicas de drenagem - Recarga do lençol freático 5.8 Áreas
Permeáveis Critério Obrigatório
- Existência de áreas permeáveis em pelo menos 10% acima do exigido pela legislação - Caso não exista legislação local aplicar o coeficiente de permeabilidade (CP) ≥ 20%, considerando cálculo de impermeabilização do solo obtido pela relação ente superfície impermeável e superfície total do terreno. - com exceção de edifícios com 100% de taxa de ocupação
- Manter o ciclo da água com a recarga do lençol freático, prevenido o risco de
inundação em áreas com alta impermeabilização solo. - Amenizar a solicitação das redes públicas de drenagem
Quadro 31 – Resumo categorias, critérios e classificação.
O critério 5.1, Medição individualizada requer que os empreendimentos disponham de sistema de medição obrigatoriamente para a certificação. Na figura 36 é apresentado quatro esquemas para instalação de sistema de medidores para edifícios. Esse sistema pode ser utilizado em edifícios de escritórios. Os pontos a serem observados, é que em edifícios com muitas unidades, compensa existir uma central de dados, pois garante a segurança; rapidez de obtenção de leituras; e maior controle nos problemas de vazamentos.
a) Medidores agrupados no térreo b) Medidores agrupados no barrilete
c) Medidores em cada pavimento d) Medidores em cada pavimento com leitura remota no térreo
Figura 36 – Configuração para sistema de medição individualizada em edifícios
O critério 5.2, de Disp obrigatório, e considera um v Também para obter a certifica ABNT e que o fabricante s inovadoras, e requer a aprese conforme as diretrizes do Sist Inovadores (Sinat).
A orientação para o crit o critério 5.4, Dispositivos Eco ações não obrigatórias, que a que sejam atendidas as norma Essa exigência é um dificulta tecnologia importada é gran tecnologias, terá que fazer equipamentos. Essa medida to
O critério 5.5, Aproveita pois o processo de certifica pluviométrico e a superfície da orienta que ao fazer o uso das deve ser desprezado o volume de cada chuva, apresentados
(a)
Figura 37 – Sistema de apro descarte de água c
Fonte: CAIXA (2010); com adaptaçõ
ispositivos Economizadores - Sistema de volume máximo de água a ser utilizado icação é requerido o atendimento as norm seja qualificado pelo PBQP-H, que a sentação do Documento de Avaliação Téc Sistema Nacional de Avaliações técnicas
critério 5.3, Dispositivos Economizadores – Economizadores - Registro Regulador d e auxiliam na redução do consumo. A cer mas da ABNT e de fabricantes qualificado ltador para certificação, pois a oferta de ande, e o edifício que venha utilizar al er relatórios para o Sinat, para aprov
torna o processo de certificação mais buro itamento de águas pluviais, não é uma aç icação considera que deve ser observa da coleta, avaliando a viabilidade. O guia
as águas pluviais provenientes de superfíci me das primeiras chuvas, ou dos primeiros
s no exemplo do sistema, figura 37.
(b)
roveitamento de águas pluviais (a) e di a contaminada gerada no inicio da chuva
ções. de Descarga; é do pelo sistema. mas técnicas da adota medidas écnica (DATec), cas de Produtos – Arejadores; e de Vazão; são certificação pede dos no PBQP-H. e produtos com alguma dessas rovação desses urocrático. ação obrigatória, rvado o regime ia de certificação rfície de telhado, os cinco minutos dispositivo de va (b)
Para este critério observa-se que as torneiras de irrigação deverão ser de uso restrito e com a inscrição “água não potável”, e devem ser adotadas medidas que impeçam a contaminação da água potável, com a água pluvial, sugerindo o uso de componentes antirretrossifonagem e a separação do local de armazenamento.
O critério 5.6, Retenção de águas pluviais; não é obrigatório, devido às características do regime pluviométrico do local de projeto. Para a certificação neste critério, é necessário apresentar:
- Projeto do reservatório de retenção;
- Memorial de cálculo do volume do reservatório considerado o índice pluviométrico local, calculado através da equação:
V = 0,15 x Ai x IP x t (15)
Onde:
V = volume do reservatório (m³) Ai = área impermeabilizada (m²)
IP = índice pluviométrico (m/h) (São Paulo IP = 0,06 m/h) t = tempo de duração de chuva ( considerado de uma hora) Fonte: CAIXA (2010); com adaptações.
- Memorial descritivo com especificação técnica, planilha orçamentária e cronograma.
O critério 5.6 faz algumas recomendações para que o sistema tenha um bom rendimento, sendo estas:
- Recomenda que em conjunto com o reservatório de retenção, seja previsto um sistema integrado de infiltração ou um sistema de aproveitamento de águas pluviais;
- Para o sistema de recalque é recomendado a utilização de dois conjuntos de motobomba, de modo que garanta o recalque da água pluvial, em casa de manutenção em um dos sistemas; e
O critério 5.7, Infiltração de águas pluviais; não é obrigatório, e seu indicador é o mesmo do critério 5.6. Retenção de águas pluviais. Para obter o crédito é necessário apresentar:
- Projeto do sistema de infiltração, com memorial de cálculo, caracterização do solo, altura do lençol freático no seu nível mais alto e locação do sistema;
- Projeto de implantação, com memorial de cálculo do valor da vazão de águas pluviais a ser lançada na rede de drenagem urbana, após implantação do sistema;
- Manual de operação do sistema; e
- Memorial descritivo com especificação técnica, memorial de cálculo, planilha orçamentária, cronograma e outros.
É recomendado seguir alguns parâmetros para implantar o sistema de infiltração. Eles estão apresentados no quadro 32.
Parâmetros técnicos Recomendações técnicas
Nível do lençol freático - nível de infiltração > 1,5 m do maior nível sazonal do do sistema lençol freático ( no mínimo) Perfil característico do solo local - Estimar se a capacidade de infiltração do solo é boa Coeficiente de permeabilidade
(k) e Taxa de infiltração (I) - Definição do tempo de esgotamento do sistema de infiltração - Infiltração rápida,esgotamento do sistema após termino da chuva. Tempo de esvaziamento - esvaziamento rápido
Potencial de colapsibilidade do
solo - Não comprometer estabilidade do terreno - Realização de ensaios específicos em laboratório ( ex.: ensaio de compressão oedométrico)
Intensidade pluviométrica (i); Tempo de recorrência (T); Tempo de duração da chuva (t)
- Variáveis para determinar vazão de projeto e dimensionamento do sistema de infiltração
Área de contribuição (A) - Calcular a Vazão do projeto - Dimensionamento do sistema
Requesitos de desempenho - captar todo volume do sistema predial, e conduzir par o sistema de infiltração, e só desprezar após a redução da capacidade de absorção do solo;
- sistema durável a colmatação ( fechamento dos poros do solo, tornado-o impermeável ou reduzindo a impermeabilidade), pelo maior tempo possível, sem manutenção, podendo utilizar caixas de areia para auxiliar no processo de colmatação;
- não ocasionar desconforto a vinhaça (não causar alagamentos, ruídos; vibrações; mau cheiro; risco a instabilidade da edificação - estarem afastadas no mínimo 6 m ou três vezes o diâmetro equivalente entre si e de fundações;
- quando atingir capacidade máxima o sistema deve escorrer para o sistema de drenagem pública, sem ocasionar refluxo de água
Quadro 32 – Parâmetros técnicos para infiltração de águas pluviais
Esse sistema tem enchentes, mas deve ha utilização do sistema em 38 é apresentado um si integrado ao aproveitame
(a
Figura 38 – Poço de in
Fonte: CAIXA (2010), com ada
Figura 39 – Sistema de de drenage
Fonte: CAIXA (2010); com ada
em por objetivo uma maior contribuição haver coerência na implantação, inclusive
m conjunto com aproveitamento de águas sistema de poço de infiltração, e na figu mento das águas pluviais.
(a)
infiltração de águas pluviais em edifício
adaptações.
de aproveitamento de águas pluviais inte gem de águas pluviais por poço de infilt
adaptações. o para a redução de sive é recomendada a as pluviais. Na figura igura 39, o sistema é (b)
cio (a) e detalhe (b)
ntegrado ao sistema filtração
O critério 5.8, Áreas permeáveis, é obrigatório, salvo se a edificação compreender 100% da taxa de ocupação, o que deveria ser previsto alguma medida para infiltração da água pluvial no terreno, já que o mesmo está totalmente ocupado. O cálculo do coeficiente de impermeabilização do solo é obtido pela relação entre a superfície impermeável e a superfície total do terreno, sendo aplicados os mesmos coeficientes de permeabilidade utilizados no quadro 23 da certificação AQUA, a equação é representada por:
CP = SP (m²) / A (m²) x 100 (16)
CP = coeficiente de permeabilidade SP= superfície permeáveis
A = área total do terreno
Fonte: CAIXA (2010); com adaptações.
É recomendável a utilização de pavimentos permeáveis, como blocos vazados, intertravados ou “concregrama”, sobre camada de brita e areia ou sobre solo natural de boa permeabilidade.
A categoria 6, Práticas sociais, tem como objetivo fomentar a durabilidade do projeto sustentável, requerendo ações do empreendedor para uma manutenção correta do sistema e para educação ambiental dos funcionários da obra aos usuários do empreendimento. As características técnicas para a gestão da água requeridas nas práticas sociais estão apresentadas no quadro 33.