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Paleozoisk forkastningsmønster, strukturering og avsetninger

5 Strukturell og geologisk diskusjon

5.2 Paleozoisk forkastningsmønster, strukturering og avsetninger

Leontiev, um dos colaboradores mais próximos de Vygotsky, estudou a memória e a atenção deliberadas e desenvolveu uma teoria que ligava o contexto social com o desenvolvimento. Sua teoria da atividade é considerada um desdobramento dos princípios

básicos de Vygotsky, especialmente no que diz respeito à relação homem-mundo enquanto construída historicamente e mediada por instrumentos (Oliveira, 1997).

A atividade foi definida pelo autor, como a formação sistemática e unidade de análise para as ciências humanas. A atividade é um sistema coletivo derivado de um objeto e de um motivo realizando-se por meio de ações individuais dirigidas por objetivos, que, por sua vez, efetiva-se através de operações rotineiras, que dependem das condições da ação. Para entender e facilitar o desenvolvimento, é necessário estudar e modificar sistemas coletivos de atividade completos, seus objetos e motivos, e não apenas ações e habilidades isoladas.

Oliveira (1997) descreve a concepção de Leontiev sobre as atividades humanas. Toda atividade humana é uma forma de relação do homem com o mundo, dirigidas por motivos e por fins a serem alcançados. Atividade envolve a noção de que o homem orienta-se por objetivos individuais, mas por meio de objetivos coletivos, agindo de forma intencional e por intermédio de ações planejadas. O planejamento das ações humanas é a principal característica que distingue o homem dos outros animais.

Duarte (2003) esclarece que Leontiev, na tentativa de resolver a diferença entre a estrutura da atividade desenvolvida pelos seres humanos e a estrutura da atividade animal, apesar de ambas terem sempre algum motivo, formulou o conceito de atividade caracterizando os motivos humanos e a consciência como cultural e historicamente desenvolvidas, e por isso, qualitativamente diferentes dos motivos dos animais, sendo que para os animais, a atividade desenvolvida é para atender as necessidades estritamente biológicas.

A atividade animal, assim como a atividade humana possui sempre algum motivo. O que diferencia uma da outra é que, enquanto a atividade animal caracteriza-se por uma relação imediata entre o objeto da atividade e a necessidade que leva o animal a agir sobre aquele objeto, acarretando a satisfação da necessidade que levou à atividade, a atividade humana é mediatizada, coletiva e formada por ações individuais diferenciadas. As ações individuais deixam de ter uma relação direta com o motivo da atividade, passando a ter uma relação indireta e mediatizada com aquele motivo e estando relacionadas ao conjunto de ações que constituem a atividade coletiva.

Hedegaard et all (1999) ressalta que Leontiev conceituou atividade como um processo coletivo, formado por ações que constituem processos orientados para objetivos individuais do sujeito e estruturado por operações com função psíquica especificada, determinada pelo predomínio das condições materiais e pelos recursos disponíveis. Como processo coletivo, a autora explica que a atividade, nesta situação, está voltada para o atendimento de necessidades do sujeito participante de um grupo, em que todos os componentes são beneficiados de alguma forma e vêem seus interesses atendidos.

Leontiev (1978) destaca a atividade de cada indivíduo ocorre num sistema de relações sociais e de vida social, em que o trabalho ocupa lugar central, uma vez que o trabalho é o propulsor da consciência humana. A atividade psicológica interna do indivíduo tem sua origem na atividade externa. Os processos mentais humanos adquirem uma estrutura ligada aos meios e métodos sociais e históricos formados, transmitidos no processo de trabalho cooperativo e de interação social. Atividades mentais internas surgem da atividade prática desenvolvida na sociedade humana com base no trabalho e assim, são formadas no decorrer do desenvolvimento de cada sujeito, em cada geração.

A atividade, por caracterizar-se sempre por sua orientação para o objeto, preenche um propósito específico. A força de direção da atividade é seu motivo: o motivo é o que direciona a atividade, aquilo pelo qual o homem trata de alcançar com um objetivo determinado – suas necessidades, desejos e interesses. Para Leontiev (1978) não pode haver atividade sem motivo. Atividade desmotivada não é atividade vazia de motivo: é atividade com motivo que está subjetivamente e objetivamente oculto. O motivo expresso pelo indivíduo, por meio de uma ação, está ligado ao seu contexto histórico, social e cultural.

Ao analisar a estrutura da atividade humana, Leontiev distingue três níveis de funcionamento: a atividade propriamente dita, as ações e as operações, sendo o motivo um dos pilares da tríade de sustentação da atividade humana. A atividade é uma forma complexa de relação homem-mundo, que envolve finalidades conscientes e atuação coletiva e cooperativa.

A ação é um meio de realizar a atividade e de satisfazer o motivo, além de se relacionar com objetivos individuais que compõem a unidade coletiva. É o processo pelo qual se realiza a atividade. A característica principal de uma ação é o fato de que é sempre orientada para um objeto e sempre almeja satisfazer um objetivo. A ação é relativamente

independente da atividade, pois a mesma ação pode ser realizada em diferentes atividades e um mesmo motivo pode dar origem a diferentes ações. A ação é dirigida por metas e desempenhada por diversos indivíduos envolvidos na atividade.

Leontiev (1978) também chama de ação aos processos em que o objeto e o motivo não coincidem. A origem de uma ação é encontrada na relação entre atividades, enquanto que cada operação é resultado da transformação de uma ação, ou seja, a inclusão de uma ação em outra. A ação é um processo, cujo segmento se encontra naquela atividade em que a ação está incluída. O resultado da atividade como um todo, satisfaz à necessidade do grupo, levando também à satisfação das necessidades de cada indivíduo, mesmo que cada uma tenha se dedicado apenas a uma parte específica da tarefa em questão.

Um exemplo, apresentado pelo autor, ilustra a diferença entre atividade e ação. Se um homem lê um manual de história somente para passar num exame, o estudo, neste caso, constitui uma ação. O tipo fundamental de trabalho é a preparação para o exame. Contudo, o processo de leitura do livro – considerado, neste caso, como ação – pode converter-se numa atividade, se o sujeito motivado pelo interesse, continuar trabalhando, mesmo sabendo que o exame tenha sido suspenso.

A operação de uma ação, relacionada à atividade, refere-se às circunstâncias específicas, às condições que estão em volta de sua execução, constituindo o meio pelo qual uma ação é realizada. A operação é composta de dois aspectos da atividade: a orientação, que inclui o resultado final da atividade, e a modalidade de sua realização. Esta composição corresponde às condições nas quais se encontra o objeto que estimula o sujeito a realizar a atividade (Leontiev,1978).

O modo de desempenhar uma ação ou a operação da atividade humana, muitas vezes revela o modo de funcionamento do organismo motivado. A operação refere-se ao aspecto prático da realização das ações, às condições em que são efetivadas e aos procedimentos para realizá-las. A operação, além de seus aspectos intencionais sobre o que deve ser realizado, também inclui seu aspecto operacional, o como, de que modo pode ser realizado, que é determinado não pela meta em si, mas pelas condições objetivas e ambientais.

Os motivos, os objetivos e as condições formam o conteúdo da atividade. Estes três elementos básicos da atividade humana correspondem respectivamente aos motivos

individuais dos sujeitos, que necessitam atender aos seus interesses, às ações estruturadas em processos pelos quais ocorre a atividade e finalmente, às operações que revelam as condições de realização da atividade. Enquanto a atividade em seu conjunto se caracteriza por seu motivo, as ações se determinam por objetivos e as operações respondem às condições da atividade.

Neste ponto, é importante lembrar que a aquisição de uma estrutura formal de conhecimento demanda processos cognitivos, requer processos afetivos, da ordem dos motivos, orientados por objetivos específicos, além de serem efetivados de acordo com as circunstâncias de realização da aquisição conceitual. A teoria da atividade de Leontiev conjuga os elementos que promovem a compreensão do processo de aprendizagem de conceito, na medida em que apresenta elos entre desejo, ação e condição.

Para Vygotsky, a atividade tem estrutura instrumental e origem social. O instrumento mediatiza a atividade, conectando o sujeito com o mundo dos objetos e com o mundo social. Atividade é um sistema com sua estrutura e transformações internas próprias e seu próprio desenvolvimento. Sua real função é orientar o sujeito no mundo dos objetos, colocá-lo na realidade objetiva e transformar isto numa forma subjetiva, permitindo a transição do objetivo para o subjetivo (Leontiev, 1978).

Oliveira (1997) considera que se podem reconhecer, na teoria da atividade de Leontiev, vários conceitos presentes nas principais formulações de Vygotsky. A própria idéia da atividade está baseada na concepção do ser humano como sendo capaz de agir de forma voluntária sobre o mundo, de forma intencional, buscando atingir determinados fins. Esse modo de funcionamento psicológico é a base dos processos psicológicos superiores humanos, que envolvem relações entre indivíduos e o mundo, que não são diretas, mas mediadas pela cultura. A interação social é indispensável para o desenvolvimento das formas de atividade de cada grupo cultural. O indivíduo internaliza os elementos de sua cultura por meio da construção de seu universo intrapsicológico a partir do meio ou contexto em que vive.

A atividade humana é um produto dos processos mentais superiores, um mecanismo psicológico complexo próprio do ser humano, que envolve controle consciente do comportamento, a ação intencional e a liberdade do indivíduo em relação às características do meio físico e social em que vive. É por meio da atividade humana que o sujeito viabiliza a apropriação do conhecimento mediado pela cultura e por intermédio de instrumentos

mediadores da aquisição deste conhecimento. A concepção de mediação vygotskyana auxilia na compreensão do funcionamento dos processos psicológicos superiores humanos e de que forma o sujeito os desenvolve para se apropriar do conhecimento.