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3.1 Overview
A maioria das organizações á exceção de estados e famílias, só pode recrutar e manter indivíduos por livre escolha dos mesmos, uma vez que as organizações são dependentes das decisões de indivíduos ou organizações para estes se tornarem e manterem-se membros (Ahrne, 1994). Partindo desta afirmação pode-se dizer que a decisão dos indivíduos de se tornarem membros é influenciada pelos incentivos oferecidos pela organização assim como as contribuições que por sua vez os indivíduos terão para com a organização (March et al., 1958), em que por sua vez os incentivos poderão não estar relacionados com a finalidade principal e os objetivos da organização. Na maior parte dos casos os funcionários não estão interessados em qual ou quais os produtos que são produzidos pela empresa mas sim nos salários que a empresa lhes paga em função das suas contribuições para a produção (March et al., 1958), o que potencia pela parte dos funcionários uma indiferença para com as atividades principais da empresa (Barnard, 1938). Já nas associações ou meta – organizações a indiferença por parte dos seus membros para com os objetivos das atividades principais é raro, sendo mais frequente que os incentivos dos membros e a sua decisão de participarem estejam diretamente relacionados com o propósito das principais atividades da organização (Knoke, 1986); (Knoke, 1988). As maiorias das pessoas quando se tornam membros de uma união, sindicato, ou de uma associação comercial industrial, fazem-no porque vão receber um benefício económico direto, mas sim porque partilham e identificam-se com o propósito e interesse dessas organizações assim como pelo valor das atividades desenvolvidas e pelos resultados alcançados. Um incentivo de integrar uma meta – organização passa pela facilidade de criar projetos de cooperação com outros membros usando para tal os instrumentos e ferramentas de uma organização formal, em que este incentivo por exemplo num clube desportivo é muito comum para este integrar uma associação desportiva em que o objetivo dessa meta – organização é interno á organização. Outro aspeto que os membros que integram ou procuram integrar numa meta – organização passa por obter influência externa, em que por exemplo uma meta – organização como a North Atlantic Treaty Organization (NATO) em que consegue recrutar membros porque organizam ações coletivas entre os seus membros contra inimigos externos, e isto só é possível uma vez que uma meta – organização desta dimensão possui uma capacidade fenomenal de concentração de recursos em que só beneficia os seus membros. Uma meta – organização também possuem outro tipo de ferramentas que podem agradar e interessar aos seus membros tais como a sua
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capacidade de pressão ou seja de criar lobbies e a capacidade de conduzir campanhas de relações públicas, como as organizações de comércio costumam fazer. Este tipo de ferramentas por vezes consegue para os seus membros proteção de intervenções externas criando alianças militares ou associações comerciais, em que por exemplo poderia ajudar contra um ataque militar ou uma legislação estadual prospectivamente. Outro aspeto importante de referir sobre a capacidade de uma meta – organização recrutar membros passa pelo status social, em que uma meta – organização com um status social considerável torna-se apetecível para novos membros a incluírem, uma vez que depois de a integrarem eles também passam a usufruir desse mesmo status social. Numa meta – organização a decisão dos seus membros participarem depende também da participação esperada dos seus membros para com a meta – organização, este aspeto raramente se torna num problema para os membros da mesma pelo menos em comparação com as organizações baseadas em entidades individuais. Como já foi referido anteriormente os membros de uma meta – organização possuem acesso a um conjunto de recursos relativamente amplos, o que implica numa fase inicial de associação a uma meta – organização um esforço relativamente pequeno da aplicação dos recursos dos seus membros nas principais atividades da meta – organização (Van Waarden, 1992). As taxas de afiliação para pertencerem a uma meta – organização são muitas vezes pequenas quando comparadas com os recursos dos próprios membros, tomando a UE como exemplo, uma meta – organização que parece possuir controlo sobre uma ampla gama de recursos em valores absolutos, mas cujo volume de negócios é inferior em 1.5% comparando com os membros que a constituem. O custo que envolve a participação dos membros de uma meta – organização em ações conjuntas é muitas vezes mais baixo do que ações conjuntas realizadas pelos mesmos membros fora da meta – organização. O maior sacrifício que se pode apontar a um membro quando se integra numa meta – organização é muitas vezes a redução de autonomia que a adesão envolve. Por outra perspetiva os custos e benefícios de adesão não são necessariamente um dado a que os membros têm que se adaptar, por sua vez os membros de meta – organizações podem esperar possuir uma influência considerável sobre tais fatores, uma vez que normalmente as meta – organizações são constituídas por poucos membros e em que não existe ordem hierárquica ou seja todos os membros encontram-se no mesmo patamar tornando assim mais fácil a decisão de participar, pois os benefícios e custos podem ser ajustados aos membros individualmente, ou pelo menos pode esperar ter uma palavra a dizer nas decisões de risco que podem levar a deteriorações.
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