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Ao passo que discursam sobre suas histórias, esses homens vão apresentando o que é ser homem negro. Entre a construção do personagem “homem negro” feito socialmente e sentir-se homem negro há conflitos relativos a conjunção dessas duas formas de pertença, de ser homem e ser negro.

Os caminhos para lidar tal dinâmica são diversos. Desde o uso para dessa condição cristalizada de “homem negro” até sua total respulsa no intuito de desconstruí-la são evidenciados nessas falas a seguir:

Existe uma diferença entre ser homem negro e ser homem. Ser homem é uma imposição: você tem que ser durão, tem que ser macho... Agora, acho que está mudando um pouco, mas no meu período, era isso. Tinha que ser durão, macho, não-sei-o-quê-lá, você não podia chorar, tem que dominar, tudo isso é a história do ser homem. É um negócio gozado, porque é imposto a uma pessoa ser homem, é uma imposição, um padrão. (Gilson)

Isso aí tem, porque é o bendito do negócio de algumas heranças da escravidão, que o negro era para procriar. Até hoje ele é visto como o procriador, o garanhão, a sociedade só enxerga o negro assim. O cara é namorador, paquerador, tem vários filhos. Aqui pro Sul, Sudeste está mais desmistificado. Mas se você vai pro Norte, Nordeste, não tem jeito: para ser bom marido, o cara tem que ter, no mínimo, quatro filhos. Se não tiver, todo mundo desconfia dele, na cidade. Isso vem da senzala: o cara que foi feito pra procriar, pra dar lucro

191 pro patrão. A gente que está com um pouco mais de idade, analisa bem o olhar da mulher branca sobre o homem negro. A mulher negra reclama, mas o homem negro termina sendo uma presa para a mulher branca, ela vai pra atacar o cara. As negras reclamam porque não têm esse comportamento, não enxergam o homem como uma presa (Gilson).

Esse processo elabora no processo produtivo escravista colou-se a um lugar social que esses homens devem assumir na estrutura social. A junção entre força física e virilidade conjugam elementos onde se assentam as noções esteriotipadas sobre o masculino negro.

Minha avó. Ela contava mais ou menos essa história, que o negócio dele não era serviço pesado nem nada, o negócio era reproduzir negros pra fazenda (Vanildo). Acho que a sociedade vê, no homem negro, alguém que pode fazer qualquer serviço pesado. Só pensa nele para um serviço de pedreiro, tem que chamar um cara pra carpir o quintal, pra carregar uma lata, essas tarefas que o outro não cumpriria. O homem branco, não, é o coitadinho, tem problema na coluna (Gilson).

Existe um fetiche em relação ao gay negro. Perdi as contas dos caras que se aproximavam pra namorar e que ao poucos eu ia descobrindo que queriam uma marido negro. Entende. Aquele negócio, eu tinha que ser o ativo, a mesma coisa que as mulheres de modo geral vê no negro, o ativo, o cara viril essas coisa. Ah, não tinha dúvida acabava a relação (Evandro).

Outro ponto de destaque nas falas desses homens diz respeito ao posicionamento do feminino em relação a eles. Fazem uma distinção entre o feminino branco e o feminino negro do jogo das conquistas e relações.

A branca vê no negro um procriador, tem aquela fama que é bom de cama. O cara tá ali, às vezes, conversando. Do outro lado, ela está focada nele, assim. Na primeira oportunidade, toda sorrindo: “Tô dando de graça, sou oferecida de

192 graça”. Ele não vai dizer que não, não vai deixar de arriscar. Já a mulher negra é um pouco mais na dela, espera rolar, não tem esse negócio de ser oferecida. Na escola de samba, vivi muito isso. Agora tem a invasão da classe branca dentro da escola de samba, você vê o comportamento das mulheres, a atitude é diferente. Elas chegam na atitude já de chamar o camarada (Gilson).

O olhar de estranhamento e repulsa da família branca e da sociedade relativo as relações interraciais como demonstrada na fala de Seu João, ainda é elemento de atenção, em que olhares denunciam formas atuais de reprovoção.

Ela foi muito corajosa, largou a família por causa de mim. Eu nem acreditava sabe. Eu trabalhava no marcenaria e ela passava e olhava. Nem imaginava que era pra esse negão aqui. Eu era feio que dói, muito magro sabe. Parecia uma girafa [riso] e ela gostou. O pai dela dizia que não tinha criado filha pra casar com um macaco. Falou isso na minha cara [silêncio] isso me machucou. Era muito trabalhor, me virava sozinho… ouvir aquelas coisa era ruim demais (João). (...)

A gente passava, ficavam olhando a gente na rua. Parecia que não estavam vendo gente sabe. Olha vou dizer pra você, isso me deixava muito triste. Minha mulher falava que eu devia levantar a cabeça e não ligar. Mas eu ficava pensando né, ela tinha uma vida boa e vir passar dificuldade assim né. (…) Acho que ela foi mais corajosa do que eu nisso viu (João).

Estratégias de fuga a condenação social, a muito conhecidas, são utilizadas:

Muitos querem manter uma relação mas que não seja pública. Com negão eu vou pra cama, mas para a sala e o sofá eu levo o branco. A mesma lógica racista heterossexual, não tem diferença nesse sentido (Evandro).

Se a noção de sofrimento fica evidente nas palavras do entrevistado acima, essa relação ganha um outro caráter, ela também é elemento de consentimento silencioso, do qual proveitos e vantagens podem ser obtidas.

193 É de todo o ser humano, o ser humano gosta: “Estou sendo um troféu”. A gente ouve falar que os homens negros estão com muitas mulheres brancas. Elas veem a presa, atacam e... Digo isso porque assisto muito o Planeta Animal e vejo como as feras atacam suas presas. É do mesmo jeito, ficam lá olhando e pá!, é assim que funciona. Vejo muito esses jovens que estão nos grupinhos de pagode, como é que é. Aí já começam as facilidades, porque têm mais dinheiro... Você tá num barzinho, passa uma, oferece carona: “Vem, que eu te levo lá”, ela tem uma posse um pouquinho maior, isso mexe com o ego masculino. Aí vai mudando. Primeiro, porque ele já não gosta de sua própria história. Nenhum deles vai reconhecer que é uma presa, mas a realidade é essa (Gilson).

Quem não gosta de ser desejado? Ser olhado, admirado assim com vontade sabe, aquele olhar que te quer, isso é bom. Mas também sei que a maioria só quer sexo, tá lá na baladinha, enxerga o negão aí pensa “nada mal uma cama”, é assim que funciona, aí a gente tem que aproveitar né? (Marcelo)

Constitui-se no que pode ser definido de uma lei da compensação do homem negro. Em que sua inserção precária nos campos da relação social encontra espaço. Essa compensação é o acesso as mulheres brancas, que historicamente foi interditada, ao menos oficialmente. E o acesso a elas é o acesso aos espaços sociais que ao branco é permitido e legitimado. Ou seja, legitima-se através da tutela do outro.

Se você tá com outra pessoa escurinha igual você, não da aquele impacto, de chegar nos lugares e as pessoas olharem, admirando, entendeu? Meu namorido é bem branquinho, a gente causa quando chega nos lugares viu. (…) o tratamento é bem melhor. O importante pra mim é que o amor não tem cor, é amor e pronto (André).

Outra possibilidade de entendimento desse consentimento, é pensá-lo como possibilidade momentânea e transitória, que garantem diversidade e variações de realizações e fantasias nas relações. Nesse caso tanto a mulher branca como homem negro levam vantagem. Para tanto é preciso que haja promoção dessa imagem. Para Marcelo, a internet é o lugar dessa realização:

194 Eu já entro com o nick “Negrão de cavanhaque”, não dá nem pra

responder o tanto de gata que já quer conversar.(…) Aí você já escolhe com quem você quer falar. Vou dizer uma coisa, a mulherada não é mole não. Não dá uma trega [risos]. E se for uma negão de cavanhaque então…nossa tá feito. Careca com cavanhaque então tem quantas quiser. (...)

Já perdi as contas de quantas que conheci na internet e depois saí. A maioria era branca e mais velha. Tem umas que até oferece coisas pra ficar com elas. Tô doido, essas é só curtição. Mas tem umas que fica no pé, não entende que é só aventura. Minha família é negra e vai continuar (Marcelo).

Importante ressaltar que essa maleabilidade aqui expressa não reduz o peso dessa mitificação em relação a virilidadade negra, e a perversidade que ela representa.

Identifica-se aqui que o turbilhão sonoro presente nos relatos da vida familiar em que a mulher negra é porta voz, aqui desaparecem. A mulher negra, na dimensão dos relacionamentos e desejos não aparecem com o mesmo protagonismo nas histórias desses homens. Na narrativa de Felipe isso é visto como uma contingencia de uma realidade em mudança. Exemplifica com o seu relacionamento:

Nunca namorei uma mulher negra, acho que por falta de oportunidade. As únicas mulheres negras que tive mais contato era da família. (…) na escola que eu estudava quase não tinha negro e na faculdade acho que eu era o único. Nosso universo era outro. A mulher do meu irmão é e nem é brasileira (Felipe).

(...)

Com a estrutura de vida que tenho hoje sou igual a qualquer homem com a vida estabilizada. Consigo manter minha família com tranquilidade e com qualidade, estou realizado como homem. Aí não tem diferença negro ou branco, é tudo igual. O que manda é o enconômico da pessoal (Felipe).

195 Identifica nesse processo um “caminho natural” que se coloca para as gerações que dessas realidade descendem.

Nunca foi uma escolha assim “vou casar com uma mulher branca”, foi acontecendo, os lugares, as pessoas. Acho que com os meus filhos não vai ser diferente. Com quem eles convive? Que lugares eles frequentam? A probalidade deles casarem com alguém do universo deles é muito grande. Concorda? Não adianta casar negro com negro se não tem amor e estrutura né. Só pra dizer que está junto (Felipe).

Em outra narrativa, ainda sobre os relacionamento afetivos, é identificado um traço de personalidade nas mulheres negras, que poderia se entendido como elemento para sua não escolha nas opções de relacionamento.

As mulheres brancas são mais seguras. Elas [negras] são discriminadas eu sei, mas não pode também ser desculpa, tudo foi porque teve escravidão… Acabou estamos noutra época. (…) Elas se preocupam mais em se arrumar, manter o corpo essas coisas (André).

Minha tia Maria sempre fala “Os homens dessa família não gostam da nega”. Quase nenhum dos meus primos casaram com mulheres negras. Também acho que não é proposital você vai conseguindo uma coisa aqui outra ali, outras relações e acaba acontecendo. É meio natural (Felipe).

Esse lugar ocupado pelos homens negros precisa de manutenção para sua permanência. Dentre as estratégias de sobrevivência está o afastamente de seu grupo de origem. O cotidiano brasileiro apresenta diversos exemplos de jovens negros bem sucedidos, invariavelmente nos esportes, que fazem essa trajetória. O que não passou despercebido na narrativa do entrevistado, segundo ele:

Fico olhando esses moleque jogadores. Ganham um dinheiro, compram um carrão e levam de brinde uma loira. O brinde sai caro, tem que ter dinheiro, jóias, viagens. Só o Dida, o goleiro, é que continuou casado com a nega dele. Vê os

196 outros, Adriano arruma as loiras, pira o cabeção, vai jogar lá fora, volta, é encontrado na favela, né. Por que ele volta pra favela? Sabe? Porque tá perdido e lá ele se encontra, tem os camaradas, com os pretos. Mas ele não percebe isso, entende? (Marcelo)

No começo, teve o preconceito da minha sogra, por eu ser preto. Mas eu mostrei pra ela que preto não é o que ela pensava. Ela não comentava comigo, mas com minha esposa. “Ô, aí, vai casar com preto, preto, preto”. Conclusão: depois ela veio a se resgatar e falar que o genro melhor que ela tinha era eu, porque mostrei muita dedicação pra ela. No começo, nós namorava escondido. Eu falei: “Isso aí não está certo, vou falar com sua mãe”. Aí eu falei: “Ô, Dona Edite, ou a senhora deixa a gente namorar em casa, ou a gente namora escondido, a senhora é que escolhe”, e ela aceitou. Ela viu minha dedicação, e depois reconheceu. O engraçado é que o avô dela era preto. Peguei o álbum da família, disse: “O que é isso, aqui?” “Ah, esse era meu avô”. Preto. Eu disse: “Não era pra sua mãe ter preconceito, já tinha uns pretos na família”. Às vezes eu brincava, dizia: “Preto é igual a Fusca, um dia você vai ter um” (Gilson).

Para o homem negro, o enriquecimento é a possibilidade de afastamento. No entanto o pertencimento ao universo branco será sempre incompleto. Nas palavras de Connell (…) o pertencimento a masculinidade hegemônica se sustenta dentro de duas váriáveis, o patriarcado e a brancura, ambos inexistente para o negro.

O retorno, nas palavras de Gilson, vai para além do que nos sugestionou Marcelo, pode ser entendido como:

O homem é mais nas asas da mulher, da mãe, da tia, da irmã. O menino negro é mais carinhoso, quer carinho, tal, e termina alguém da família dando sempre um pouco de carinho, a tia, a mãe, a irmã... Ao mesmo tempo em que o homem negro é duro, sabe enfrentar a vida, ele quer mais carinho e é mais afetuoso. O jovem negro tem mais essa necessidade, é devido à nossa origem. A gente só começa a avaliar diante dessa pergunta, o que é ser homem (Gilson).

197 Os relacionamentos mistos têm sido uma questão emblemática nos debates sobre relações raciais. No entanto, os estudos que os identificam impiricamente não avançam no sentido de compreender os efeitos no universo de homens e mulheres negros.

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Considerações Finais

Este trabalho se propôs a recuperar um tema pouco explorado pelas análises de gênero, no Brasil: o feminino e o masculino nas famílias negras, tema que, por vários motivos, não foi incluído nem na agenda do pensamento negro nem no campo das relações de gênero.

Os estudos qualitativos sobre família negra são escassos. Tornaram-se referência fundamental estudos como de Woortmann (1987), Bernardo (1998) e Slenes (1999), estudando especificamente a realidade brasileira e Russel-Wood (2005) os padrões familiares em várias realidades do continente americano. Os estudos demográficos têm sido fonte privilegiada que possibilita, através de recortes necessários, identificar os caminhos de construção da família mesmo em situação desfavorável como o período escravista. No entanto, esses levantamentos, ainda que fonte importante, não podem ser considerados como específicos no estudo sobre família.

Das limitações apontadas, um campo de estudos foi reaberto com as citadas análises, e este trabalho se pretende um estudo das memórias dessa questão no que tange aos papéis feminino e masculinos na família negra. Além de explicitar a dinâmica de construção da família e sua articulação com as diferenças de gênero, essas análises evidenciam a tendência à matrifocalidade encontrada na família negra.

Na análise empreendida neste trabalho, pude identificar as ideias de desestrutura como operadora na representação social e académica sobre as famílias matrifocais. Ideias, estas que engendram um postura de deslegitimação ao reconhecimento de sua condição de família. O não reconhecimento de outros modelos familiares engendra concepção e postura que advoga o não reconhecimento da história e cultura negra como processo de ressiginificação na diáspora.

O trabalho buscou demonstrar os contornos de construção e manutenção da família negra, como resultado da diáspora negra, e nela, lugares e papéis sociais ocupados por homens e mulheres.

Um aspecto relevante que compõe este trabalho é a análise sobre o campo dos estudos femininos. Aqui o feminino é compreendido na sua diversidade, dando especial atenção a construção do feminino negro, que assumiu e assume papel de protagonistas em suas famílias no universo da população negra. Os caminhos percorridos ao encontro dessas mulheres nos deixa a

199 convicção de que essa história precisa ser contada nas suas várias dimensões, pois elas expressa em grande parte, a história de seu grupo de pertença, mas também contribui para novas perspectivas para as análises das relações de gênero. Assim, a condição feminina, traduzida através da história das mulheres como é relativizada pela contigência de ser da mulher negra na diáspora.

A masculinidade, tema com pouca tradição no debate de gênero, ganha expressão neste trabalho, no que concerne ao entendimento de que há um deslocamento na percepção de poder, ao menos nos moldes que tradicionalmente tem sido tratado no campo teórico, revelando como essas outras masculinidades se recompõe e são reconstruídas disputando espaço na masculinidade hegemônica ou construindo outras hegemonias. Assim como nas narrativas femininas, as masculinas desnudam não somente seu próprio universo como desnudam-se mutuamente, ou seja, quando a mulher negra fala de si, revela o masculino negro e vice-versa.

O percurso, nestes universos, foi através das histórias de vida. As imagens reproduzidas nessas narrativas são lembranças distantes ou próximas que permitem aproximações e afastamentos das gerações que as apresentam, através de acontecimentos e experiências vividas. Credita-se a memória a capacidade de encontrar pontos em comum. Nas palavras de Halbwachs:

Entre as lembranças que evocamos à vontade e aquelas que nos fogem, encontraríamos na realidade todos os graus. As condições necessárias para que umas e outras reapareçam não diferem a não ser pelo grau de complexidade. As primeiras estão sempre ao nosso alcance, porque se conservam em grupos nos quais somos livres para penetrar quando quisermos, nos pensamentos coletivos com que permanecemos sempre em relações estreitas; tanto que todos os seus elementos, todas as ligações entre esses elementos e as passagens nos são menos e mais raramente acessíveis, porque os grupos as trariam a nós estão mais distantes; não estamos em contato com eles senão de modo intermitente (p. 49).

A memória é o ponto de chegada do caminho percorrido para estruturação do que se que investigar, mas é muito mais um ponto de partida. É por ela que a história da família negra vai sendo construída e onde estão protegidas as informações de sua história que podemos ter.

200 As lembranças através dos relatos de família aproximam sujeitos distantes em tempos e espaços, mas que comungam suas vivências na cidade. As ruas, as festas, o trabalho são metáforas onde são forjados sentidos e sentimentos. Desenhando a memória coletiva de mulheres e homens negros inscrevendo-se na história.

As mulheres são rememoradas nas suas lideranças e sua qualidade de negociante desde os tempos de cativeiro. Liderança que se constituía tanto no espaço da casa como no espaço da cidade. Suas histórias são recontadas nas vozes desses homens. As vozes masculinas são silenciadas, assim como sua autoridade. Onde a autoridade masculina existe ela precisa ser comunicada através das vozes femininas. Nas palavras de Connerton:

Podemos afirmar, deste modo, que as nossas experiências do presente dependem em grande medida do conhecimento que temos do passado e que as nossas imagens dopassado servem normalmente para legitimar a ordem social presente. (…) É que as imagens do passado e o conhecimento dele recolhido são, conforme pretendo demonstrar, transmitidos e conservados através de performances (mais ou menos rituais). (1993, p. 4).

É nesse jogo narrativo que esses personagens inscrevem-se numa história em construção, e aqui encontra-se ensaios dessas conexões.