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OVERORDNEDE RAMMER STYRER METODEVALG OG PRIORITERING

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OVERORDNEDE RAMMER STYRER METODEVALG OG PRIORITERING

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Para compreender a evolução histórica do net-ativismo, é essencial, primeiramente, retomarmos alguns aspectos relacionados ao surgimento e desenvolvimento da internet. Castells aponta que ela é criada, nos anos 1960, com base num contexto no qual atuam forças aparentemente divergentes, a partir de uma “improvável intersecção da big science, da pesquisa militar e da cultura libertária” (2003, p. 19). Ao longo de seu desenvolvimento, os usos, limites e possibilidades foram sendo testados, reapropriados e reconstruídos numa ação coletiva, que faz parte do nosso viver em sociedade. A internet tem, assim, um papel duplo: ora parece ser mero reflexo de nossos costumes, ora parece interferir ativamente neles.

Para Castells (2003), o desenvolvimento tecnológico na comunicação operou uma mudança no modo de produção capitalista, que deixa de ser predominantemente burocrático e verticalizado para assumir uma estrutura horizontal. Essa organização em rede, que passa

a dar forma à sociedade, baseia-se, segundo ele, sobre quatro camadas: cultura tecnomeritocrática, cultura hacker, cultura comunitária virtual e cultura empresarial.

Dessa forma, uma ideologia de liberdade permeia a estrutura dessa sociedade em rede. Ideologia esta que tem como base originária a contracultura e os movimentos sociais da década de 1960, tais como o movimento negro, o feminista e o anti-guerra. Como aponta Silveira (2010), o desenvolvimento da internet e do net-ativismo (ou ciberativismo seguindo termo utilizado por este autor) são processos indissociáveis desde o início: o ciberativismo “influenciou decisivamente grande parte da dinâmica e das definições sobre os principais protocolos de comunicação utilizados na conformação da internet” (2010, p. 31). Inclusive são esses movimentos sociais, como indica Lievrow (2011), que apresentam pela primeira vez uma estrutura organizativa em redes coletivas e horizontais, com um repertório de ações não convencionais, que posteriormente será adotado e adaptado pelos net-ativistas. Como observa Silveira (2010), os hackers são a principal representação dessa contracultura, que tinha como elementos centrais o ideal de distribuição de poder e a crença na emancipação das pessoas pelo acesso à informação. Já apresentavam assim algumas características que se tornariam definidoras do net-ativismo, como a descentralização e a desconfiança com relação às autoridades.

Di Felice traça um panorama histórico bastante completo do net-ativismo, classificando-o em três fases. A primeira, não identificada pela maioria dos autores que se dedica ao tema, corresponde ao que ele chama de “fase embrionária” (2013, p. 55). Esta desenvolve-se com base nas primeiras redes de computadores que, ainda a partir de uma estrutura bastante centralizada, possibilitaram a constituição de mobilizações internacionais, que ganharam visibilidade através da internet. Segundo o autor, um dos primeiros exemplos deste tipo de movimento seria a Association pour la communacation progressiste (APC), que passou a reunir, a partir de 1988, ativistas de várias organizações, ligados a diversas causas, tais como o pacifismo e os direitos humanos. Ainda nesta fase, começa a surgir também a ideia de conflito e embate praticados integralmente nos circuitos digitais, tais como mail bombings (bombardeios de e-mail), manifestações e protestos virtuais.

A segunda etapa corresponde a uma estrutura de rede que começa a ser descentralizada, a partir da qual são desenvolvidas “formas de conflitualidades originais”, que congregam diferentes atores, de diversos movimentos e países:

Estes compartilham tempos e estratégias de ações net-ativistas, conscientes de um novo tipo de conflitualidade – distintas do conflito de classes e das lógicas de disputas políticas institucionais próprias da sociedade industrial – cujo o objetivo não é a conquista de poder, nem a criação e disseminação de processos revolucionários.(Di Felice, 2013, p. 57).

Neste período, destacam-se as figuras de Hakin Bey e Luther Blisset. O primeiro - cuja identidade nunca foi revelada - traduzia textos ativistas e publicava-os em diversos idiomas para que circulassem na internet. O segundo era um personagem inventado por um coletivo europeu nos anos 1990, que desenvolvia diferentes tipos de ação nas quais todos os envolvidos se denominavam Luther Blisset. Chama a atenção, neste caso, o estabelecimento de uma relação complexa com a mídia, característica que irá marcar a evolução do net- ativismo. O coletivo costumava divulgar fatos falsos, de maneira que fossem adotados pela pauta de debate da grande mídia corporativa para, depois de algumas semanas, revelarem que o acontecimento era inventado.

No entanto, o movimento mais marcante desta fase é o zapatismo, que “inaugura uma original forma de conflitualidade glocal que espalhou no mundo inteiro uma onda de ativismo pós-ideológico” ( Di Felice, p. 57, 2013). Em 1994, um grupo armado, formado majoritariamente por indígenas e mestiços mexicanos, autodenominado Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), assume o controle de algumas cidades da região de Chiapas, um dos estados mais pobres do México, colocando-se contra o governo federal, do autoritário Partido Revolucionário Institucional (PRI). Ligado a ideias de esquerda, o movimento combina referências anárquicas e socialistas.

Para romper a imagem negativa do movimento construída pela mídia, o EZLN passa a utilizar a internet para difundir seus ideais e buscar apoio da opinião pública internacional. Com base em textos divulgados por sites e boletins via e-mail, o grupo não se restringe a defender uma ideologia de esquerda ortodoxa, e também encampa a busca por outras formas políticas inclusivas e igualitárias. Em 1996, chegam a reunir quatro mil pessoas vindas de diferentes partes do planeta em um encontro em oposição neoliberalismo, no qual o nome de uma das mesas de debate trazia o embrião de uma ideia que ganharia força nos anos seguintes: “Nesse mundo cabem muitos mundos”. A mobilização via meios digitais de comunicação fora tão eficiente que o evento atraiu para as Serras de Chiapas personalidades mundialmente conhecidas, como a ex-primeira-dama francesa Danielle Mitterand, o escritor

uruguaio Eduardo Galeano e o sociólogo francês Alain Touraine.

O zapatismo apresenta um novo paradigma ao começar a romper a fronteira entre o espaço digital da rede de computadores e o espaço físico, onde o corpo material também é colocado no conflito. É com base no movimento mexicano também que Arquilla e Ronfeldt (1996) cunham o termo netwar como forma de conflito de baixa intensidade com atores organizados em forma de rede, sem líder. Um termo de “dupla natureza, como o deus romano de duas faces Janus, a qual é composta, por um lado, de conflitos travados por terroristas, criminosos e etnonacionalistas extremistas, e, por outro lado, por ativistas da sociedade civil” (Antoun e Malini, 2014, p. 68).

A ação na serra mexicana servirá de inspiração não só para a criação do Fórum Social Mundial, mas também para os conflitos que marcariam os acontecimentos da próxima fase do histórico net-ativista. Esse último período, que corresponde ao que se costumou chamar de web 2.0, é caracterizado por uma rede distribuída que se estrutura a partir da difusão das tecnologias de banda larga, pela popularização das redes sociais digitais e do acesso móvel à internet através de redes wi-fi e 3G. Pertencem ao início dessa fase as mobilizações contra reuniões de órgão internacionais associados ao modelo econômico neoliberal, como o Fórum Econômico Mundial, a Organização Mundial do Comércio e o G8. Para Di Felice:

O advento da web 2.0 determina a passagem da mídia alternativa, isto é, das formas de uso e de produção de conteúdo alternativo disseminadas nos diversos âmbitos contraculturais, para a mídia participativa, ou seja, as formas sociais digitais que articularam suas arquiteturas através do diálogo e do compartilhamento de conteúdos (2013, p. 58).

Integram essa fase no net-ativismo, por exemplo, as manifestações e conflitos em Seattle (1999), Praga (2000), Davos (2001) e Genova (2001). As mobilizações em Seattle contra uma conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio em 1999, que ficaram conhecidas como “Batalhas de Seattle”, foram especialmente importantes por marcarem a emergência de um movimento antiglobalização de ordem global (Bringel e Muñoz, 2010).

A mobilização de diferentes ONGs, coletivos e movimentos ativistas na cidade americana não somente conseguiu atrair a atenção da mídia, como efetivamente forçou o

cancelamento do encontro. Como apontado no capítulo anterior, Lazzarato dá atenção especial ao episódio no livro As Revoluções do Capitalismo, usando-o como principal exemplo para sua definição de acontecimento político por produzir uma transformação da subjetividade, “da maneira de sentir: não suportamos mais aquilo que suportávamos antes” (2006, p. 11) . Os “muitos mundos”, dos quais tratava o evento zapatista, reaparecem nas palavras de ordem das ruas de Seattle: “Um outro mundo é possível”. Aqui, como no México, não se trata mais de luta de classes ou tomada de poder, mas sim da anunciação de outro possível, do surgimento de novas alternativas. Daí seu caráter acontecimental:

O mundo possível existe, mas não existe mais fora daquilo que o exprime: os slogans, as imagens capturadas por dezenas de câmeras, as palavras que fazem circular aquilo que “acaba de acontecer” nos jornais, na internet, nos laptops, como o contágio de um vírus por todo o planeta. O acontecimento se expressa nas almas, no sentido que produz uma mudança de sensibilidade (transformação incorporal) que cria uma nova avaliação: a distribuição dos desejos mudou. Vemos agora tudo aquilo que o nosso presente tem de intolerável, ao mesmo tempo que vislumbramos novas possibilidades de vida (são esses dois sentidos da globalização que a luta fez aparecer) (Lazzarato, 2006, p. 21).

Ortellado aponta que, ao contrário das mobilizações dos anos 1960 nos Estados Unidos, que precisaram de anos para alcançar uma vitória com o fim da Guerra do Vietnã, a Batalha de Seattle se assemelha mais ao maio de 1968 francês: “Um acontecimento impressionante e inesperado que incendiou a imaginação e contaminou a todos” (2004, s/p). O pesquisador chama atenção também para o estranhamento por parte da imprensa pela falta de uma pauta determinada de demandas. A convergência de diferentes grupos ativistas acabava diluindo suas bandeiras, o que resultava numa falta de definição que veremos repetir-se em episódios seguintes. A mídia falhava em ver, no entanto, que o elemento de união desses grupos era a vontade de outro mundo.

Foi também a partir dessa manifestação que emergiu o Indymedia3, uma plataforma jornalística colaborativa através da qual qualquer um poderia dar sua versão dos fatos, oferecendo uma perspectiva alternativa àquela da grande mídia corporativa. Criou-se, assim, uma rede alternativa de alcance mundial que realizava um tipo de ativismo midiático, consciente da importância de ampliar o alcance de suas mensagens e perspectivas sobre os acontecimentos para além daqueles indivíduos diretamente envolvidos em determinado !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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episódio.

Em 2001, surge um novo tipo de manifestação, convocada através de articulações via internet e mensagens SMS (mensagens de texto via celular), que Howard Rheingold (2002) denomina de smart mob (p. 157) e Ugarte (2008) chama de “ciberturba” (p. 51). Nesse ano, milhares de filipinos vão às ruas e forçam a queda do então presidente Joseph Estrada. Observamos nessa espécie de episódio que, como apontam Hardt e Negri (2005), as manifestações públicas podem funcionar como armas biopolíticas da multidão. Ao traçar a origem histórica desse tipo de mobilização, Ugarte aponta os movimentos populares que, ainda sem o uso intenso de tais tecnologias, colocaram em xeque a estrutura de poder no Leste europeu na passagens das décadas de 1980 e 90, num ciclo que começa na Polônia, passa pela queda da Alemanha Oriental, pelos países Bálticos (Revolução Catarina), República Tcheca ( Revolução de Veludo) e, por fim, encerra-se na Romênia em 1990. Uma segunda onda revolucionária tem início na Sérvia em 1998, onde ganha força uma “palavra mágica” (2008, p. 50) que se tornará constante em uma série de mobilizações: Otpor (“resistência”). Esse sentimento que, como já apontado, Hardt e Negri (2005) usam para tratar da “multidão” em ação, começa então a ganhar força em diversas línguas, seguindo diferentes movimentações revolucionárias: kmara (“chega”) na Geórgia (Revolução das Rosas), pora (“é tempo”) na Ucrânia (Revolução Laranja), e kelkel (“renascimento da bondade”) no Kirguistão (Revolução Tulipán).

Esse mesmo sentimento de recusa e resistência ressurge em 2011, em uma série de lutas globais que marcam um momento crucial para a história no net-ativismo. Ainda em dezembro de 2010, uma revolta popular toma conta de Túnis, capital da Tunísia, exigindo a saída do ditador Ben Ali, que, em janeiro, acaba renunciando e foge do país. Já no mês seguinte, algo similar ocorre no Egito, onde centenas de milhares vão às ruas e ocupam a praça Tahir, no Cairo, demandando a renúncia do ditador Hosni Mubarak. Apenas 18 dias após a ocupação, Mubarak deixa o poder.

A onda de protestos, organizados através de mensagens SMS e redes sociais digitais, contra regimes ditatoriais e repressivos espalha-se então pelo Norte da África e Oriente Médio, no que se costumou chamar de “Primavera Árabe”. A lista de países onde estouraram revoltas populares inclui o Bahrein, Iêmen, Líbia e Síria. Ao mesmo tempo, a fagulha chega à Europa e, no dia 15 de maio do mesmo ano, o movimento Indignados toma

manifestantes protestam contra as medidas de austeridade tomadas pelo governo do socialista José Luis Rodríguez Zapatero frente à crise econômica. Em junho, os gregos ocupam a praça Syntagma, em Atenas, também contra o governo. Pouco depois, a onda de revoltas chega à Rothschild Boulevard, em Tel Aviv, onde manifestantes armam barracas e passam dias acampados. Em agosto, tumultos se espalham pela Inglaterra depois que a polícia mata um jovem negro. Em setembro, é a vez de Nova York, onde centenas manifestam-se pacificamente no movimento Occupy Wall Street, protestando contra o sistema financeiro, considerado um dos principais causadores da crise econômica mundial.

Hardt e Negri observam que pode ser difícil, para “aqueles que não integraram” (2014, p. 12) tais movimentos, conseguir ver a conexão entre esses acontecimentos que se encadearam a partir de dezembro de 2010, mas há um sentimento comum que os une. Os autores ressaltam que tampouco se pode subestimar suas diferenças: enquanto as rebeliões do Norte da África e Oriente Médio opunham-se a regimes tiranos e ditatoriais, aquelas na Europa, Estados Unidos e Israel colocavam-se contra sistemas representativos constitucionais. “Cada uma dessas lutas é singular e orientada por condições locais específicas”, mas ainda assim, “todas, efetivamente, dialogam entre si” (2014, p. 12).

A primeira característica comum é que todos esses movimentos foram estruturados a partir de uma mobilização em rede, com amplo uso das redes sociais digitais, visando mais cidadania e mais democracia. Já em 2005, antes desse último ciclo de lutas, Ugarte (2008) indicava que estaríamos vivendo uma “Primavera de Redes”, um movimento de alcance global no qual países com contextos muito distintos desenvolvem “movimentos cidadãos em rede que convertem objetivamente a cidadania fiscalizadora dos processos democráticos”. Para o autor, a Primavera das Redes seria “a materialização histórica concreta da globalização da democracia e da liberdade” (2008, p. 51).

Hardt e Negri (2014) apontam como elemento em comum também um modelo similar de organização interna, que se aproxima do conceito de multidão dos autores. Nas diversas cidades por onde se espalharam, as revoltas desenvolveram mecanismos horizontais próprios de organização. A falta de líderes, inclusive, deixava a imprensa confusa, sem saber com quem tratar. Os movimentos criaram práticas democráticas de tomada de decisão nas quais todos poderiam ter voz e liderar juntos.

delineiam quando comparamos esse último ciclo de revoltas à primeira onda de manifestações que se inicia em Seattle. Enquanto os protestos contra a globalização eram convocados majoritariamente através de listas de e-mails, com base em estruturas institucionais já previamente organizadas, como ONGs e coletivos, os movimentos de 2011 contam com as redes sociais digitais como principais ferramentas de mobilização, assumindo um caráter mais descentralizado. Negri e Hardt (2014) apontam ainda que as manifestações mais recentes assumem um caráter sedentário, com estratégias de acampamento ou ocupação, enquanto, na passagem dos anos 1990 para 2000, os movimentos eram nômades.

A diferença mais marcante desses dois momentos, no entanto, parece estar relacionado à subjetividade dos atores nelas envolvidos. Como aponta um artigo publicado pelo site IHU (2011), as mobilizações mais recentes não demonstram acreditar que um “outro mundo é possível”, como em Seattle, palavra de ordem que lembra bastante o “proibido proibir” de 1968. Embora Castells ainda trate de esperança ao referir-se aos movimentos de 2011, o sentimento que os domina parece aproximar-se mais de “cansaço” e de falta de perspectivas. O texto do IHU traz alguns trechos de um depoimento de Naomi Klein, escritora e ativista canadense, que aponta as mudanças trazidas pelos impactos da crise econômica de 2008:

A grande diferença que uma década faz é que, em 1999 [Seattle], encarávamos o capitalismo no cume de um boom econômico alucinado. O desemprego era baixo, as ações subiam. A mídia estava bêbada com o dinheiro fácil. Naquela época, tudo era empreendimento, não fechamento. Nós apontávamos que a desregulamentação por trás da loucura cobraria um preço. Que ela danificava os padrões laborais. Que ela danificava padrões ambientais. Que as corporações eram mais fortes que os governos e que isso danificava nossas democracias. Mas, para ser honesta com vocês, enquanto os bons tempos estavam rolando, a luta contra um sistema econômico baseado na ganância era algo difícil de vender, pelo menos nos países ricos. Dez anos depois, parece que já não há países ricos. Só há um bando de gente rica. Gente que ficou rica saqueando a riqueza pública e esgotando os recursos naturais ao redor do mundo. A questão é que hoje todos são capazes de ver que o sistema é profundamente injusto e está cada vez mais fora de controle. A cobiça sem limites detona a economia global. E está detonando o mundo natural também. (...) A nova normalidade são os desastres em série: econômicos e ecológicos (2011, s/ p).