3. Results and Discussion
3.4 Overexpression and purification of AtPMP22 and AtPEX11D
Nesta seção, serão descritos os processos utilizados pela Multibrás para disponibilizar e tornar facilmente acessível e explícito os conhecimentos dentro da organização, transferindo a aprendizagem individual para a organização.
6.4.1 MANUAIS E PROCEDIMENTOS
No início de suas operações, a Multibrás praticamente não possuía nenhum procedimento ou rotina descrita, os processos eram conhecidos somente pelos seus executores. Em uma etapa seguinte, a partir de 1986, começou a atuar com algumas rotinas escritas, descrevendo alguns dos seus processos de forma ordenada, porém não havia ainda uma unificação na metodologia e os procedimentos e rotinas não eram disponibilizados, de fato, em todos os pontos de trabalho no qual eram necessários. A partir de 1994, com a preparação para o processo de certificação do Sistema da Qualidade, iniciou-se na Multibrás um desenvolvimento mais ordenado para a elaboração de normas e procedimentos internos, estabelecendo uma padronização única para os procedimentos e considerando a disponibilidade em todos os pontos onde eram efetivamente necessários.
Aproveitando a oportunidade da criação e padronização dos procedimentos para as atividades operacionais, a Multibrás ampliou a abrangência da sistemática e adotou o mesmo sistema para as atividades administrativas, que passaram a ter, também, procedimentos padronizados e divulgados amplamente dentro da organização. Desta forma, hoje todas as principais atividades estão descritas em procedimentos, e que são facilmente absorvidas, ou seja, o como fazer pode acontecer com os conhecimentos já adquiridos e codificados nos procedimentos.
Na área administrativa existem vários procedimentos elaborados pelos próprios colaboradores de cada setor, estes procedimentos geralmente descrevem as tarefas de rotina do dia-a-dia, tais procedimentos tornam-se altamente necessários quando ocorre a
entrada de um novo colaborador na área, tendo esta espécie de guia, o novo colaborador não fica tão a limitado e dependente de outras pessoas para lhe ensinar como proceder em determinadas tarefas.
Até o ano de 1998, os procedimentos da Multibrás estavam todos disponibilizados em meios físicos, gerando um grande acúmulo de papéis e pastas, além de dificultar em demasia os processos de controle, revisão e atualização. A partir de 1999, a Multibrás desenvolveu e implantou um Sistema Integrado de Documentos, um sistema informatizado para elaboração, revisão, disponibilização e controle dos procedimentos internos, qual permite o acesso, via rede, em todos os terminais em operação na Multibrás.
Além dos procedimentos internos, desenvolvidos pela Multibrás, existem também manuais que são utilizados internamente. Estes manuais referem-se, na sua maioria, aos equipamentos em uso, e são utilizados pelas áreas específicas para os processos de manutenção e conservação dos equipamentos. Após o recebimento do treinamento pelos fornecedores ou fabricantes, os manuais são utilizados na rotina de operação. Quando relevante, algumas informações e dados são transcritos destes manuais para os procedimentos internos, ou são citados como documentos de referência e consulta.
A Multibrás também desenvolve, em alguns casos, manuais próprios para sua aplicação interna, os quais têm o objetivo de divulgar conhecimentos e tornar os mesmos acessíveis a cada um dos colaboradores que têm necessidade de utilização dos mesmos.Um exemplo destes manuais é o Manual do Auditor Interno da Multibrás, desenvolvido para uso e aplicação pelos auditores internos, o manual contém todas as orientações e diretrizes para uma melhor atuação dos auditores internos e foi implantado em 1999.
6.4.2 SISTEMA DE ENGENHARIA
Até o ano de 1986, a Multibrás possuía um controle precário das suas especificações técnicas: desenhos; estruturas de produto; folhas de parâmetros de processo; codificação de moldes; codificação de produtos; etc. Nesta época o sistema era totalmente manual, sendo os computadores utilizados somente como banco de dados, para alguns casos, como códigos de produto. Em 1991, desenvolveu um sistema informatizado que absorveu parte desta informação, tornando o processo mais ágil para a engenharia e tornando a informação disponível, por meio de terminais, para todos os usuários.Nesta fase, apenas os sistemas de elaboração de parâmetros de processo e folhas de instrução de trabalho e
codificação de ferramentas não eram contemplados, os quais continuavam a ser elaborados e controlados manualmente.
Em 1995, a Multibrás iniciou um estudo para aprimoramento deste processo, que foi efetivamente implantado a partir de 1996. A nova sistemática contemplava todos os itens anteriores, com maior agilidade e mais opções de interfaces, e adicionou ao sistema a condição de elaboração das folhas de instrução de trabalho e parâmetros de processo via o sistema informatizado, que foi denominado Sistema de Engenharia. Neste sistema, as folhas de instrução de trabalho e parâmetros de processo são desenvolvidos, armazenadas e controladas, de maneira rápida e eficaz, facilitando sua atualização; controle e emissão. Desta forma, após a fase de desenvolvimento do produto pela Engenharia de Processos, todos os dados e parâmetros resultantes são compartilhados por meio da disponibilização das informações via sistema, o qual possui, inclusive, interfaces com os sistemas de planejamento, comercial e compras, otimizando os processos como um todo, com a facilidade de acesso às informações e especificações.
6.4.3 PADRONIZAÇÃO DOS PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
A partir de 1989, a Multibrás iniciou a implantação das Folhas de Instrução de Trabalho – FIT’s. Neste documento está contida toda informação necessária para o processo de injeção das peças produzidas pela Multibrás, ou seja, cada produto possui a sua FIT, e nela especifica o que cada operador deve fazer no seu posto de trabalho para conduzir de forma adequada a fabricação.
Este documento, elaborado pela área de Engenharia de Desenvolvimento, inicialmente era feito em processo manual, o que tornava a sua elaboração demorada, uma vez que contempla, além das especificações de processo, desenhos e figuras, para facilitar o entendimento pelos usuários. Esta dificuldade fazia com não fosse possível uma rápida atualização, desta forma, o mesmo não era implantado para todos os processos, sendo aplicado para aqueles considerados mais críticos.
Com a revisão do Sistema de Engenharia, realizada em 1996, toda a elaboração das FIT’s passou a ser feita via sistema informatizado, sendo os desenhos substituídos por fotografias realizadas por uma máquina digital. Este método agilizou a emissão dos documentos, permitindo inclusive uma rápida revisão, e as FIT’s passaram a ser aplicadas para todos os processos produtivos e, além disso, começaram a ser aplicadas também para outros
processos, de influência direta no resultado, como os processos de preparação de tintas e abastecimento de materiais. Juntamente com as FIT’s, são elaboradas e disponibilizadas a folhas de parâmetros de processo, as quais possuem dados e informações básicas para o ajuste do processo de injeção.
6.4.4 REGISTROS DE INFORMAÇÕES DO PROCESSO
Até 1986, a Multibrás praticamente não possuía registros dentro do seu processo produtivo. Alguns dados eram apontados, porém não eram confiáveis e nem tampouco utilizados. A partir de 1990, a Multibrás passou a registrar com maior abrangência os dados resultantes do seu processo produtivo, instalando mais pontos de coleta, porém não havia uma utilização plena destas informações, as mesmas eram parcialmente utilizadas e não havia uma divulgação para todos os envolvidos dos resultados dos processos.
A partir de 1995, a Multibrás passou a ter um melhor aproveitamento destas informações, passando a elaborar relatórios informativos que apresentavam estes dados de uma forma ordenada, porém as emissões ainda eram relativamente demoradas, devido ao tempo gasto na consolidação dos dados. O ano de 1998 marcou, para esta característica, uma grande evolução. A partir deste ano, os relatórios passaram a ser emitidos com maior agilidade, nomeadamente por evolução nos sistemas de coleta e apuração e pelo fato de a empresa ter observado o grande obtido com a análise destas informações. Estes dados e informações passaram a ser chaves para a análise dos processos, fornecendo elementos importantes para ações de melhoria dos processos e unificando o nível de informação a todos os envolvidos, direta e indiretamente no processo. Esta sistemática de registro criou também um grande banco de informações para análise de problemas, compartilhando soluções com o registro de falhas e ações de correção tomada nos históricos de máquinas, moldes e equipamentos diversos.
Como exemplo concreto do que foi mencionado acima, podemos citar a área de informática, ocasionalmente podem ocorrer problemas de manutenção e/ou recuperação, seja no servidor da rede de computadores, seja em impressoras ou nos próprios computadores, que os técnicos desconhecem ou não a solução para tais problemas, por isso, existe um formulário de controle de manutenção, onde o técnico responsável deve informar o problema ocorrido e a solução encontrada para cada problema. Isto passa a servir de base de conhecimento para os demais técnicos, pois nem sempre o técnico que conhece a solução de um determinado problema estará presente no caso de nova
ocorrência. Este procedimento também é utilizado para a tomada de ações preventivas para que alguns problemas sejam solucionados definitivamente.
6.4.5 CARTILHAS E FOLDERS
Dentro do seu processo de disseminação em cadeia, um outro processo de codificação de conhecimento utilizado pela Multibrás é a elaboração de cartilhas e folders, utilizados a partir de 1994. Estes documentos são elaborados, desenvolvidos na própria Multibrás e confeccionados fora, para que os colaboradores possam ter sempre ao seu alcance informações claras e objetivas com relação a determinados assuntos. As cartilhas e os folders são normalmeente distribuídos em processos de treinamento e disseminação e contém explicações numa linguagem simples para diversos temas contendo em alguns casos, inclusive, um questionário para verificação do entendimento que é preenchido no ato do treinamento e também corrigido no mesmo.
Como exemplo da utilização deste processo temos os folder’s do treinamento, divulgação do sistema de coleta seletiva, procedimento para emergências; e as cartilhas da política da qualidade, gestão ambiental e OSHAS 18001.
Tabela 6.1 - Horas de treinamento por colaborador na Multibrás da Amazônia.
Fonte: Multibrás da Amazônia - UGB Treinamento
1995 54
Ano Horas por
Colaborador/ano 1996 69 1997 37 1998 74 1999 70 2000 103
6.5 A RELAÇÃO ENTRE OS PROCESSOS DE APRENDIZAGEM E A