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Outcome of the Study Group on Climate-Related Processes within

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Realizei a avaliação geral do grupo através do SAC que permite um ciclo de observações, avaliações, reflexões e ações tendo por base o bem-estar, implicação/envolvimento e o desenvolvimento das aprendizagens.

157 Este sistema de avaliação em educação pré-escolar permite que o educador de infância obtenha uma visão nítida sobre o funcionamento do grupo em geral, identifique as crianças com necessidades de apoio adicional e perceba quais os aspetos que requerem uma intervenção mais específica (Portugal & Leavers, 2010).

A avaliação que realizei teve como apoio as OCEPE, as características do jardim-de- infância e a implicação e bem-estar das crianças, sendo que aquando a caraterização do grupo de crianças apontei as competências demonstradas das crianças segundo as OCEPE. A avaliação seguindo este sistema permitiu uma orientação na minha intervenção pedagógica, uma vez que, guia “(…) no delineamento de um trajecto de iniciativas que levem à resolução de problemas e maximização da qualidade educativa (…)” (Portugal & Leavers, 2010, p.74).

O SAC propõe três fases para cada ciclo de observação/avaliação, reflexão e ação sendo elas a fase um da avaliação, a fase dois da análise e reflexão e a fase três da definição de objetivos e de iniciativas (Portugal & Leavers, 2010). Terminada a terceira fase inicia-se um novo ciclo de observação/avaliação, reflexão e ação.

Os dados para o preenchimento das fichas de grupo do SAC foram adquiridos através das observações realizadas ao longo do estágio pedagógico, das relações e diálogos com as crianças, a educadora cooperante, as assistentes operacionais e os pais das crianças.

Para a realização da avaliação diagnostica considerei os níveis de bem-estar e de implicação das crianças, que foram analisados no final de cada semana através do preenchimento da ficha 1g do SAC (ver apêndice 24), com o intuito de adequar a minha prática pedagógica ao grupo. Os níveis de bem-estar e de implicação vão desde o nível um até ao nível cinco, sendo o nível um e dois considerados baixo (assinalado a vermelho), o nível três é um nível médio (assinalado a laranja) e o nível quatro e cinco são níveis altos (assinalado a verde).

No que concerne à semana de observação (ver figura 72) as crianças em termos gerais demonstraram gostar de estar no jardim-de-infância, usufruindo das atividades que lhes eram propostas. Denoto que uma criança evidenciava estar um pouco mais afastada do grupo, revelando um bem-estar de nível três, ou seja, a criança parecia não estar completamente satisfeita no ambiente em que estava. Este acontecimento pode advir do facto de a criança ser de nacionalidade inglesa e ter algumas dificuldades em comunicar com o restante grupo de crianças.

Relativamente aos níveis de implicação grande parte do grupo demonstrou estar nos níveis quatro e cinco, sendo que três crianças apresentavam características de nível três porque não se mostravam muito interessadas pelas atividades e/ou facilmente se distraiam.

Figura 72 - Ficha 1g da semana cinco a oito de novembro de 2012.

Considerando as semanas de intervenção pedagógica ressalto a avaliação da semana de intervenção de 19 a 22 de novembro de 2012 (ver figura 73), em que o grupo em termos gerais revelou um bem-estar e uma implicação de nível quatro e cinco, ou seja, permitiu ter consciência de que as atividades foram ao encontro das necessidades e dos interesses das crianças. Saliento que a criança que evidenciou um nível de implicação mais baixo (nível três) deve-se ao facto de ser a criança mais nova da sala e ter uma grande vontade de brincar livremente, demonstrando algumas dificuldades em respeitar os colegas.

159 Figura 73 - Ficha 1g da semana 19 a 22 de novembro de 2012.

Após realizar a fase um do processo de avaliação segundo o SAC, passei para a fase dois (ficha 2g) que consiste na análise e reflexão em torno do grupo e do contexto (ver apêndice 25). Esta avaliação decorreu após a primeira semana de observação e teve como principal objetivo perceber os aspetos positivos e negativos em relação ao grupo, ao contexto e as opiniões das crianças sobre o jardim-de-infância. Nesta avaliação destaquei as características/recursos da comunidade, das famílias e do projeto da instituição, como também fiz um balanço geral de aspetos positivos e negativos e propus algumas ideias para o desenvolvimento do PEG.

Esta avaliação permitiu perceber alguns aspetos que deviam ser mantidos aquando a minha intervenção como é o caso do clima de confiança entre todos os elementos da sala. Pelo contrário, também foi possível verificar aspetos que poderia mudar aquando a minha intervenção pedagógica, como é o facto de permitir que as crianças escolhessem as áreas em que queriam brincar e proporcionar atividades direcionadas para os interesses e necessidades

do grupo. Sendo que, através destas podia colmatar problemas como as atitudes de egocentrismo, reveladas por algumas crianças.

Deste modo, passei à fase três com o preenchimento da ficha 3g em que defini objetivos e iniciativas dirigidas ao grupo de crianças da sala dos três anos II (ver apêndice 26). Nesta terceira fase ocorre uma “(…) reflexão sobre o contexto (2g) permite aceder a uma prespectiva acerca das forças do contexto e do que deve ser preservado, e acerca dos pontos fracos que necessitam de maior atenção e investimento.” (Portugal & Leavers, 2010, p.106).

Os objetivos traçados foram desenvolvidos ao longo do estágio pedagógico, sendo traçadas iniciativas a desenvolver ao nível da oferta educativa, do clima de grupo, do espaço para iniciativa, da organização e o estilo do adulto.

Durante a intervenção no contexto do jardim-de-infância mais concretamente com as crianças do grupo, tentei trabalhar os objetivos traçados, não só nos momentos de atividades propostas mas também nos vários momentos da rotina. Com a minha intervenção as crianças, pelo menos no momento dos bons dias, passaram a ter oportunidade de partilhar acontecimentos, o que se verificou muito apelativo para as mesmas. No entanto, algumas crianças apesar de quererem participar revelaram timidez e dificuldade na comunicação que ao longo das semanas, com o trabalho continuado, foram melhorando. Outros objetivos foram trabalhados nos momentos de atividades como o caso da escolha de material e partilha do mesmo com os colegas.

Considerando o tempo de estágio pedagógico apenas foi possível realizar um ciclo da avaliação do grupo de crianças, que permitiu, através da reflexão, principalmente adequar a minha intervenção e ajudar as crianças no desenvolvimento de competências sociais e humanas.

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