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Climate change effects on benthic communities

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A peça “Não há crise! É Natal!” foi dinamizada pelo grupo Aquarela formado maioritariamente por pessoas desempregadas, que juntas idealizam peças de teatro direcionadas para a EPE e o 1º CEB.

Nós, estagiárias da instituição “O Girassol”, tivemos conhecimento de que o grupo estava a realizar uma peça de teatro que estava relacionada com o natal. Tendo em conta que a instituição estava a festejar o mesmo consideramos pertinente que as crianças pudessem ver esta peça.

Deste modo, depois de obtermos aprovação do pessoal docente da instituição entramos em contacto com o grupo Aquarela com o intuito de combinar o dia em que seria realizada a peça.

Após os processos de negociação passamos a palavras à diretora do infantário “O Girassol” que logo confirmou a possibilidade da presença do grupo e convidou as salas de transição I e II, sala dos três anos I e II e a sala dos quatro anos para visualizarem a peça.

Esta peça de teatro, realizada com fantoches de esponja (ver figura 71), teve como principal objetivo dar a conhecer às crianças que o importante no natal não são as prendas mas sim o estar junto da família em harmonia. Considerando a idade das crianças a compreensão da mensagem não foi conseguida por todas, mas as crianças mais velhas demonstraram ter percebido parte da história.

Figura 71 - Cartaz e Fantoches da peça “Não Há Crise! É Natal!”.

A colaboração na organização desta peça levou-me a tomar conhecimento sobre o processo de negociação para conseguir levar um grupo até a instituição, sendo que este grupo de teatro permitiu uma interação dinâmica com as crianças e proporcionou um momento diferente.

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3.4 Avaliação.

A avaliação é uma componente que regula e integra a prática educativa nos vários níveis de ensino e requer princípios e procedimentos que sejam adequados às especificidades do nível e atividade educativa (circular nº 4/DGIDC/DSDC/2011, ME 1997).

De acordo com Gonçalves (2008), a avaliação não é um facto pontual mas sim um processo com um conjunto de fases ”(…) que se condicionam mutuamente sequencialmente e actuam integradamente (…)” (p.61).

Com o intuito de avaliar o educador deve tomar consciência da sua ação e analisar o processo educativo de modo a adequá-lo às necessidades de cada criança e do grupo, considerando a evolução do mesmo (circular nº17/DSDC/DEPEB/2007). Outro aspeto que o educador deve realizar continuamente é a observação dos progressos das crianças, conseguindo assim uma recolha de informações importante que ajudarão a apoiar a planificação e ajustar a ação educativa, permitindo a construção de novas aprendizagens (circular nº 4/DGIDC/DSDC/2011).

O perfil específico de desempenho profissional do educador de infância informa que o educador avalia “(…) numa perspetiva formativa, a sua intervenção, o ambiente e os processos educativos adoptados, bem como o desenvolvimento e as aprendizagens de cada criança e do grupo.” (DL nº241/2001).

A avaliação permite que o educador recolha informação sistematicamente que após analisada e interpretada, é a base para a tomada de decisões que facultarão a oportunidade do educador conceder uma aprendizagem de qualidade. Deste modo, a avaliação possibilita a adequação das práticas, a reflexão sobre a ação educativa, a recolha de dados, o acompanhamento dos processos de aprendizagem, a envolvência das crianças na construção conjunta de aprendizagens e, por fim, ajuda a conhecer as crianças e o contexto em que estão inseridas (circular nº 4/DGIDC/DSDC/2011).

Na avaliação é importante considerar o ambiente educativo, a sua organização, as intencionalidades educativas e o ambiente familiar e sociocultural das crianças, pois são fatores que podem ter consequências no desenvolvimento e na aquisição de competências (circular nº 4/DGIDC/DSDC/2011). A idade e as características desenvolvimentais das crianças devem ser o principal fator a ter em conta aquando da avaliação.

De modo geral as crianças devem ser avaliadas nas áreas de conteúdo descritas pelas OCEPE, ou seja, na área de formação pessoal e social, na área de conhecimento do mundo e na área de expressão/comunicação nos domínios das expressões, da linguagem e abordagem à

escrita e no domínio da matemática. A circular nº4/DGIDC/DSDC/2011 ainda refere que as crianças podem ser avaliadas na dimensão dos domínios das MA e nas especificidades designadas no PEE, no PEG e no Programa Educativo Individual (PEI).

Segundo a circular nº4/DGIDC/DSDC/2011 existem vários momentos de avaliação na EPE que são coincidentes com os períodos de avaliação dos outros níveis de ensino. Tal acontece com o objetivo de promover a troca de informação entre educadores de infância e os professores do 1º CEB, com o intuito de garantir a continuidade educativa. Assim, no final de cada período os educadores de infância devem ter avaliado o PAC, o PEG, o PEI, as aprendizagens das crianças, as atividades desenvolvidas com as famílias e a comunidade, garantindo a troca de informação com as famílias sobre as aprendizagens e os progressos das crianças.

O processo de avaliação descrito na circular nº4/DGIDC/DSDC/2011 considera que no início do ano letivo deve ser realizada uma avaliação diagnóstica que permite conhecer o grupo e cada criança no que concerne ao que são capazes de fazer, quais os seus interesses e necessidades e os seus contextos familiares. É importante ressalvar que esta avaliação torna- se a base para a tomada de decisões durante o processo da ação educativa presente no PEG. Esta avaliação “ (….) pode ocorrer em qualquer momento do ano letivo quando articulada com a avaliação formativa, de forma a permitir a adopção de estratégias de diferenciação pedagógica (…)”(circular nº4/DGIDC/DSDC/2011) e fornece informações importantes para a constante adequação do PEG.

Durante a realização do estágio pedagógico foi desenvolvida uma avaliação do grupo e uma avaliação individualizada de uma criança. Considerando os procedimentos de avaliação enumerados na circular nº4/DGIDC/DSDC/2011 optei por três instrumentos de observação e registo sendo eles a observação, as fotografias e os registos áudio e vídeo.

Seguidamente explico o processo desenvolvido, quais os instrumentos utilizados, tal como a sua pertinência e os resultados obtidos na avaliação do grupo de crianças da sala dos três anos II e na avaliação de uma criança em particular.

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