Utvikling i ressursbruken
Kap 6. Organisering og ressursbruk
materiais usados na aula? O comportamento da turma?)
Nada;
Acho que os alunos deviam falar menos para a professora não perder tempo a calar os alunos e sim a ensinar; A professora devia trazer jogos para praticarmos o Inglês;
Eu acho que o comportamento da turma é insuportável e podia ser muito melhor porque é muito barulhento e eu às vezes não oiço as palavras;
Para melhorar a nossa aula devíamos fazer muitas actividades na aula e também a maneira de ensinar da professora; Nada acho que está tudo bem como está;
Eu acho que para melhorar as nossas aulas é preciso que a “stôra” traga jogos que tenha palavras e que nós as temos repetir e mais canções;
Eu acho que a maneira que ensina a professora é muito boa e a professora ensina muito bem; Eu acho que as manias que os rapazes têm, assim não vamos a menu(?);
O comportamento da turma;
Vermos vídeos em Inglês e repetir muitas vezes e jogar futebol; No comportamento, devo-me comportar bem;
Acho que deveríamos ler bastante, acho que nos ajudava a ler melhor;
Acho que é preciso que os alunos melhorem o comportamento na aula e estejam em silêncio; O comportamento da turma devia ser melhor para ouvirmos falar a professora;
O comportamento da turma fosse melhor; Devia mudar as actividades da aula;
A professora ensina bem, as actividades são divertidas e o comportamento é mais ou menos; Os materiais usados na aula, ver cassetes;
Para melhorar as nossas aulas é preciso estar com atenção às aulas; A fazer jogos, a cantar, a repetir muitas vezes,
Podíamos fazer jogos em Inglês para aprendermos; As actividades da aula com o gravador;
As actividades e o comportamento da turma;
Eu acho que a professora ensina bem e usa os materiais adequados para nos ensinar, só não gosto do comportamento da turma (só às vezes) porque nós nos portamos mal.
Nota: Dois alunos não responderam
3.2- Análise das estratégias de aprendizagem da produção oral
No que diz respeito a esta dimensão, foram usados os seguintes métodos de recolha de informação:
- Questionário de Estratégias de Aprendizagem da Expressão Oral (QEAEO) - Entrevistas (realizadas em grupos)
3.2.1- Estratégias de aprendizagem nas actividades de produção oral: respostas ao QEAEO
O QEAEO (v. anexo 1.4) foi preenchido pela turma em relação a seis actividades específicas de produção oral realizadas em grupos na sala de aula (v. sumário destas actividades no capítulo 2, secção 2.3). Teve por objectivo conhecer as percepções dos alunos sobre as estratégias de aprendizagem que mobilizam em actividades de produção oral, consciencializando-os das mesmas.
Tendo por base a literatura existente, foram seleccionadas 23 estratégias de aprendizagem de produção oral que se encontram definidas no capítulo 1.
As respostas foram submetidas aos seguintes tratamentos:
- total de respostas por estratégia (frequência e percentagem) (v. anexo 4.4) - distribuição por grupos (v. anexo 4.5)
Estratégias directas
Estratégias indirectas
A Tabela 3.3 apresenta a distribuição do total de respostas nestes tipos de estratégias. Podemos referir que, de acordo com as percepções dos alunos, as estratégias directas se destacam como tendo um uso mais reduzido nas actividades de oralidade, por oposição às estratégias indirectas as quais parecem ser mais usadas. Este dado vem contrariar alguns estudos sobre estratégias de aprendizagem (Oxford, 1990 e Vandergrift, 1992), segundo os quais as estratégias cognitivas são as mais usadas entre os alunos de línguas.
No âmbito das estratégias directas, o uso de recursos durante a actividade de oralidade é relativamente elevado (76%), o que acontece também com a repetição (mental) e a prática da LE (67%). Pode verificar-se, por outro lado, que as estratégias usadas com menos frequência se integram no grupo das compensatórias, sobretudo as que dizem respeito à evitação da comunicação, invenção e pedido de ajuda aos colegas, onde se registam níveis de uso mais baixos, embora a investigação sobre estratégias de aprendizagem refira que as estratégias compensatórias são utilizadas com frequência na produção oral para compensar falta de conhecimento gramatical. Em relação às restantes estratégias directas, verifica-se que existe um grau de dispersão de respostas. Nos itens 11, 13 e 15 do questionário, as percepções dos alunos dividem-se:
- tipo cognitivo (itens 8, 9, 10, 11, 12 e 17) - tipo compensatório ( itens 13, 14, 15, 16 e 18)
- tipo metacognitivo (itens 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7) - tipo sócio- afectivo ( itens 19, 20, 21, 22 e 23)
- Pensar nas frases/palavras em Português antes de as dizer em Inglês regista uma ocorrência de 50%;
- O uso de gestos regista uma ocorrência de 41%;
- Explicar de outra maneira em Inglês as palavras/frases que não sabem expressar em Inglês regista uma ocorrência de 49%.
Tabela 3.3
Estratégias de aprendizagem da produção oral
(QEAEO- distribuição das estratégias de aprendizagem, em seis actividades da turma) Total de respostas em cada
estratégia: 157 Percentagem Estratégias ? NR ? NR
8- Repetição (em voz alta) 52 96 9 0 33% 61% 6% 0%
9- Repetição (mentalmente) 106 47 4 0 67% 30% 3% 0% 10- Praticar a LE 105 43 9 0 67% 27% 6% 0% 11- Tradução 78 74 5 0 50% 47% 3% 0% 12- Recurso à LM 40 109 8 0 26% 69% 5% 0% co gn iti va s 17- Usar recursos 120 33 4 0 76% 21% 3% 0% 13- Mímica 65 86 6 0 41% 55% 4% 0% 14- Evitar comunicação 22 130 4 1 14% 82% 2% 1% 15- Aproximação 77 65 16 0 49% 41% 10% 0% 16- Invenção 32 120 5 0 20% 77% 3% 0% E st ra té gi as d ir ec ta s co m pe ns at ór ia s
18- Pedido de ajuda aos colegas 49 96 12 0 31% 61% 8% 0%
1- Atenção 152 2 3 0 97% 1% 2% 0%
2- Organização 154 3 0 0 98% 2% 0% 0%
3- Compreensão 142 5 10 0 91% 3% 6% 0%
4- Planificação 151 0 6 0 96% 0% 4% 0%
5- Criar oportunidades de prática 145 7 5 0 92% 5% 3% 0%
6- Monitoração 125 19 13 0 80% 12% 8% 0% m et ac og ni ti va s 7- Auto-avaliação 99 40 18 0 63% 25% 12% 0%
19- Pedido de ajuda ao professor 50 106 1 0 32% 67% 1% 0%
20- Correr riscos 136 16 5 0 87% 10% 3% 0% 21- Confiança 143 - 12 2 91% 0% 8% 1% 22- Cooperação 144 11 2 0 92% 7% 1% 0% E st ra té gi as in di re ct as Só ci o- af ec tiv as
23- Atenção aos outros 137 13 7 0 87% 8% 5% 0%
(Nota: os algarismos indicam o número de respostas obtidas no preenchimento do QEAEO em 6 actividades) Legenda: - sim/ : não / ?: não sei/ tenho dúvidas
Podemos afirmar que os alunos referem utilizar com elevada frequência as estratégias indirectas – metacognitivas e sócio-afectivas – durante as actividades de produção oral, havendo uma prevalência de resposta sim nas respostas dos alunos em relação às seis actividades didácticas realizadas. Existe uma ocorrência significativa de respostas (91% a 98%) relativamente a estratégias metacognitivas, sendo a auto- avaliação aquela que apresenta índices de referência menos elevados mas significativos, já que 63% das respostas indicam que os alunos auto-avaliam a sua prestação em relação à actividade de produção oral. Também as estratégias sócio-afectivas são assinaladas como tendo um uso bastante elevado (87% a 92%), à excepção da estratégia de pedido de ajuda à professora que é referida como tendo um uso pouco significativo (32%), provavelmente por aquela se encontrar a efectuar a videogravação de grupos de alunos durante a realização das actividades didácticas. Estes dados vêm contrariar o que Vandergrift (1996) referiu sobre o uso de estratégias de aprendizagem afirmando que o uso destas era baixo.
Pela observação da Tabela 3.3 podemos concluir que as estratégias indirectas ocupam um lugar privilegiado nas percepções dos alunos. As estratégias metacognitivas permitem ao aluno controlar a sua própria cognição, ou seja, monitorizar o processo de aprendizagem. Por outro lado, as estratégias sócio-afectivas ajudam-no a controlar as suas emoções e atitudes. O uso de estratégias indirectas permite ao aluno fazer a regulação da sua própria aprendizagem, favorecendo o desenvolvimento da sua autonomia.
3.2.2- Estratégias de aprendizagem nas actividades de produção oral: alteração de respostas ao QEAEO nas entrevistas
Nesta secção, apresentam-se dados relativos às entrevistas, por confronto com os dados obtidos no QEAEO. Começaremos com os dados globais da turma, para depois nos centrarmos em 4 das 12 entrevistas realizadas, seleccionadas pelo facto de nelas se ter verificado uma maior frequência de alteração de opinião de resposta ao questionário. A Tabela 3.4 foi construída tendo por referência uma grelha com o registo das respostas dos grupos de alunos ao QEAEO e os dados obtidos durante as 12 entrevistas realizadas a esses grupos (v. anexo 4.5). Antes da realização das entrevistas realizadas em grupo, os alunos foram confrontados com a actividade realizada na aula através do seu visionamento total em vídeo (cerca de 10 minutos). Após esta fase, os alunos foram
Tabela 3.4
Estratégias de aprendizagem da produção oral
Alteração de respostas ao QEAEO (total de respostas por estratégia 157; total de alterações: 186)
Estratégias Total
8- Repetição (em voz alta) 2 - 2 3 2 2 11
9- Repetição (mentalmente) 3 3 1 1 10 - 18 10- Praticar a LE 6 1 1 1 1 10 11- Tradução 1 - 3 - 3 - 7 12- Recurso à LM 2 - - - 5 1 8 co gn iti va s 17- Usar recursos - 1 - - 6 - 7 13- Mímica 3 - 2 1 15 - 21 14- Evitar comunicação 3 1 - 2 1 - 7 15- Aproximação 15 2 3 - 1 - 21 16- Invenção 1 1 - - 3 - 5 E st ra té gi as d ir ec ta s co m pe ns at ór ia s
18- Pedido de ajuda aos colegas 7 - 1 2 - - 10
1- Atenção - - - - - - -
2- Organização - - - -
3- Compreensão - - 2 - 1 - 3
4- Planificação - - 2 - - - 2
5- Criar oportunidades de prática - 1 1 - 2 1 5
6- Monitoração - 6 - - 3 1 10 m et ac og ni ti va s 7- Auto-avaliação 1 3 4 - 4 - 12
19- Pedido de ajuda ao professor 2 - - - 6 - 8
20- Correr riscos - - 2 - 5 - 7 21- Confiança - - 1 - - 1 22- Cooperação 3 - 2 - 3 - 8 E st ra té gi as in di re ct as Só ci o- af ec tiv as
23- Atenção aos outros - 1 1 1 2 - 5
49 20 27 11 73 6 186
Total de alterações
26% 11% 15% 6% 39% 3% 100%
(Nota: os algarismos indicam o número de mudanças de resposta nas 12 entrevistas) Legenda: = Sim = Não ?= Não sei/ Tenho dúvidas
questionados sobre as estratégias de aprendizagem assinaladas no QEAEO em relação à actividade em causa e verificou-se uma mudança de opinião relativamente a algumas estratégias do questionário. A professora registou as alterações de resposta numa grelha elaborada antes da entrevista, onde figuravam as respostas dos alunos do grupo que seria entrevistado procurando perceber, através do questionamento aos alunos, a razão dessa alteração de opinião. Desta forma, a entrevista constituiu um instrumento de
elevada utilidade pois permitiu confirmar ou refutar as respostas assinaladas após a realização da actividade e perceber a razão pela qual os alunos alteravam a sua opinião.
A Tabela 3.4 apresenta todas as ocorrências de mudança de opinião assinaladas pelos alunos da turma, referentes a seis actividades da produção oral. Assim, por exemplo, significa que as respostas afirmativas () dadas no QEAEO foram alteradas para respostas negativas () durante a entrevista (v. exemplos ilustrativos no anexo 5.4).
Podemos constatar que, na generalidade, não há muitas mudanças de opinião, se considerarmos o total de respostas em cada estratégia (157). Isto pode significar que os alunos detêm capacidades de reflexão acerca das estratégias que mobilizam, mantendo nas entrevistas a percepção que haviam manifestado logo após as actividades.
A mudança mais assinalada tem a ver com a confirmação do uso de estratégias de repetição (mental) e mímica, em itens correspondentes a estratégias cognitivas e compensatórias. Também existe uma mudança significativa de respostas assinaladas como tendo dúvidas/não sei para confirmação, sobretudo ao nível de estratégias de auto- -avaliação, tradução e aproximação. Existe um número considerável de alterações de confirmação de resposta para negação, com maior incidência nas estratégias de aproximação, pedido de ajuda aos colegas e procura de oportunidades de prática, o que significa que estes alunos não terão recorrido, de facto, a estas estratégias de aprendizagem.
O facto de os alunos terem indicado algumas mudanças de resposta para não sei/tenho dúvidas poderá estar relacionado com factores como a dificuldade de reflexão, uma fuga à resposta quando referem já não se lembrar do uso de determinada estratégia, ou mesmo esquecimento, já que nalgumas situações se verificou alguma distância temporal entre a realização da actividade e a respectiva entrevista. Esta mudança ocorreu com maior incidência em relação às estratégias de monitoração, auto-avaliação e repetição mental.
Dos dados obtidos, parece poder concluir-se que é sobretudo ao nível das estratégias directas (cognitivas e compensatórias) que se verifica maior oscilação de respostas nos dois momentos de reflexão. Se considerarmos ainda o facto da percepção do uso destas estratégias no QEAEO ser menor por comparação com as estratégias indirectas (metacognitivas e sócio-afectivas), talvez possamos colocar a hipótese de que é nas estratégias directas que se situam as maiores incertezas dos alunos, o que também aponta a necessidade de trabalhar melhor essas mesmas estratégias na aula.
Da totalidade das 12 entrevistas realizadas, foram seleccionadas 4, para se fazer uma análise mais qualitativa das opiniões dos alunos, por se ter aí verificado a existência de uma maior alteração de resposta em relação QEAEO. A Tabela 3.5 apresenta os dados relativos às alterações de resposta nessas entrevistas. Podemos constatar que as mudanças ocorrem com maior frequência da resposta negativa para afirmativa (35 casos), principalmente, ao nível das estratégias de mímica (5), uso de recursos (5) e solicitação (5), correspondentes a estratégias compensatórias e sócio- afectivas. De seguida, apresentam-se alguns exemplos ilustrativos onde ocorreu alteração de resposta para cada uma destas estratégias.
Tabela 3.5
Estratégias de aprendizagem da produção oral
Alteração de respostas ao QEAEO (4 entrevistas -18 alunos; total de alterações: 91)
Estratégias Total 10- Praticar naturalmente 4 1 - 1 1 - 7 11- Tradução - - 1 - 2 - 3 12- Recurso à LM 1 - - - 3 - 4 co gn iti va s 17- Usar recursos - - - - 5 - 5 13- Mímica 3 - 1 - 5 - 9 14- Evitar comunicação 1 1 - 2 - - 4 15- Aproximação 7 - 1 - 1 - 9 16- Invenção - 1 - - 2 - 3 E st ra té gi as d ir ec ta s co m pe ns at ór ia s 18- Pedido de ajuda 4 - 1 1 - - 6 3- Compreensão - - 2 - 1 - 3 4- Planificação - - 1 - - - 1 5- Criar oportunidades de prática - - 1 - 1 - 2 6- Monitoração - 2 - - 1 1 4 m et ac og ni ti va s 7- Auto-avaliação 1 1 - - 2 - 4 19- Solicitação 1 - - - 5 - 6 20- Correr riscos - - 2 - 1 - 3 21- Confiança - - 1 - - 1 E st ra té gi as in di re ct as Só ci o- af ec tiv as 22- Cooperação 3 - 1 - 1 - 5 28 7 14 6 35 1 91 Total de alterações 31% 8% 16% 7% 38% 1% 100%
Legenda: = Sim = Não ?= Não sei/ Tenho dúvidas (Nota: os algarismos indicam o número de mudanças de resposta)
13. Mímica (5)
147. Prof.: não. “usei gestos”? 148. Als?:// sim//
149. Prof.: “quando não sabia dizer uma palavra ou frase em Inglês”? 150. B: eu disse quando apontava para a folha
151. Prof.: B? 152. B: sim
153. Prof.: começamos agora pelo B. sim, então sim, hum… 154. Al?: tu disseste que não
17. Uso de recursos (5)
220. Prof: (…) “ não procuraste informação em lado nenhum?” 221. M: procurei
222. Prof: onde? 223. M: no quadro
224. Prof: mas tinhas dito que não. afinal (sil) 225. M: enganei-me
As estratégias em que os alunos mudam de resposta afirmativa para negativa (28 casos) incluem-se com maior incidência em: praticar naturalmente (4), aproximação (7) e pedido de ajuda (4). Seguem-se alguns exemplos ilustrativos da alteração de opinião em relação a estas estratégias.
19. Solicitação (5)
370. Prof.: ah pois pediste. o T não? 371. T: sim
372. Prof.: quando?
373. T: sim stôra, até disse como é que se diz isto stôra e a stôra disse que era “sink” 374. Prof.: hum-hum. e o P, pediste-me ajuda? quando? lembras-te?
375. P: não 376. Prof.: não?
377. P: ai pedi, pedi a si pedi
12. Recurso à LM (3)
298. Prof.: eu também acho que não. H? 299. H: (in) hum… não
300. Prof.: não? 301. H: não
302. Prof.: então não disseste “já ganhei” 303. H: pois disse
15. Aproximação (7)
365.(…) A, tu explicaste as coisas em Inglês quando não sabias dizê-las em Inglês 366. A: acho, acho que não
367. Prof.: não?! puseste-me aqui que sim. H? 368. H: “moi?”
369. Prof.: sim 370. H: não
371. Prof.: também não. D? 372. D: não
373. Prof.: não, E? 374. E: não
375. Prof.: mas tu tinhas dito que sim?! T?
290. Prof.: também não, pois claro ele tinha posto aqui que sim (in). procurei explicar de outra maneira mas em Inglês dizer as frases ou as palavras quando não as sabia dizer…hum… procurei em vez de, pronto, tentei dizer em Inglês quando não sabia a, tentei dizer em Inglês doutra maneira, quando não sabia dizer a palavra certa, hum, S?
291. S: não
292. Prof.: ela não. F? 293. F: não
294. Prof.: puseste aqui que sim 295. F: foi à pressa (risos)
10. Praticar naturalmente (4)
245. Prof.: sim, falaste sempre em Inglês D, sim, tinhas dito que sim 246. H: mentirosa, se eu não falei ela também não
247. D: não 248. Prof.: não
250. Prof.: E, falaste sempre em Inglês? 251. E: menos no fim
252. Prof.: menos no fim, quando? 253. E: quando disse já acabou 254. H: já acabou
255. Prof.: já acabou, pronto tu tinhas dito que sim, então afinal não. e a T? 150. Prof.: (…) falei sempre em Inglês, S? sempre, sempre em Inglês? 151. S: não
152. Prof.: sempre não, não, quando é que falaste português? (in) quando é que falaste português? 153. S: não me lembro
103. M: não 104. Prof: não… 105. M:(int)uma vez...
106. Prof: então? quando é que não falaste em Inglês? 107. M: quando já tinha saído, não sabia dizer 108. Prof: não sabias dizer o quê?
Nas estratégias assinaladas com não sei/ tenho dúvidas, houve uma mudança de opinião para confirmação do uso de estratégias (14 casos) no que diz respeito a estratégias de compreensão (2), correr riscos (2), tradução (1), mímica (1), aproximação (1), pedido de ajuda (1), planificação (1), criar oportunidades de prática (1), confiança (1) e cooperação (1). Apresentam-se de seguida exemplos ilustrativos para as estratégias de correr riscos e compreensão.
3. Compreensão (2)
21.Prof.: tu aqui disseste não sei, não compreendeste para que servia a actividade? não sei ?! 22.T: se calhar enganei-me
23.Prof.: e então compreendeste ou não? 24.A: e ...
25.T: compreendi
48. Prof.: (…) então, não tentaste falar sempre em Inglês, não procuraste todas as oportunidades? 49. T: sim
50. F: sim
51. Prof.: pronto bem me pareceu que sim, até estranhei aqui este não. (…)
Algumas mudanças de opinião parecem dever-se ao facto de os alunos não estarem atentos durante preenchimento do QEAEO, provavelmente por este ser feito próximo do toque de saída para o intervalo, o que constitui uma limitação neste estudo.
Na leitura das transcrições das 4 entrevistas, procurou-se caracterizar o tipo de incerteza manifestado ao nível das respostas sobre o recurso a estratégias de aprendizagem. Verificou-se que essa incerteza se manifesta através de mudança de opinião, dificuldades de reflexão (muitas vezes associadas a esquecimento) e dispersão
8. Pedido de ajuda 343. F: não
344. Prof.: não, tinhas dito que sim? 345. Al?: foi à pressa
346. Prof.: não pediste ajuda a ninguém? 347. F: não
20. Correr riscos (2)
250. Prof.: mesmo sabendo que me podia enganar, mesmo sabendo…sim, tu também sim 251. Al?: sim
de opinião. Apresentam-se, de seguida, alguns exemplos ilustrativos (v. outros exemplos ilustrativos no anexo 5.3)
Dispersão de opinião (o aluno manifesta percepção diferente da do questionário de Estratégias de aprendizagem de expressão oral mas perante o questionamento acaba por voltar a essa percepção)
206. Prof.: até conseguires dizê-la bem, hum, hum. E? 207. E: não
208. Prof.: não, mas tu tinhas-me dito que sim
209. E: ah sim, há lá uma que estava lá escrita não percebi 210. Prof.: qual era?
211. E: não me lembro 212. Prof.: não te lembras? 213. E: acho que era “sweater” 130. S: não me lembro 131. Prof.: não te lembras? P?
Dificuldade de reflexão (no momento da entrevista o aluno revela dificuldades em definir a sua percepção)
173. Prof.: hum, foi na planta?! e tu B? 174. B: eu?
175. Prof: sim
176. B: eu acho que foi aquela da mesa 177. Prof: sim
178. B:… já não me lembro lá muito bem .na mesa
253. Prof.: (…) usei gestos quando não sabia dizer uma palavra ou a frase em Inglês, P? 254. P: sim
255. Prof.: um exemplo
256. P: ui! não sei, já nem me lembro
Mudança de opinião (o aluno é questionado e mantém uma percepção diferente da assinalada no Questionário de Estratégias de aprendizagem de expressão oral)
48.Prof.: hum… A compreendi para que servia a actividade? já respondeste. compreendi o que é que eu tinha que fazer e como era p’ra fazer? A?
49.A: compreendi
50.Prof.: mas tu tinhas dito não sei, tenho dúvidas. (in) então compreendeste o que tinhas p’ra fazer e como era p’ra fazer?
51. A: compreendi
73. Prof.: pensaste depois da actividade nisso foi?! e aqui o J? 74. J.: não
75. Prof.: não…hum… hum mas tu tinhas dito que sim. mas não ficaste a pensar depois no que conseguiste e não conseguiste fazer?
76. J.: não
132. P: não
133. Prof.: não, não disseste assim as palavrinhas, mas tu tinhas-me dito que sim, assim baixinho p’ra ti. por exemplo
134. P: ai isso sim
Da análise efectuada podemos concluir que, de um modo geral, não existem alterações de resposta muito significativas, o que pode indicar a existência de capacidades de reflexão sobre as estratégias de aprendizagem em actividades de produção oral.
Por outro lado, tanto na totalidade dos alunos da turma como nos quatro grupos onde se registaram maiores alterações de respostas, verifica-se que é sobretudo ao nível das estratégias directas (cognitivas e compensatórias) que ocorrem maiores oscilações nas percepções dos alunos.
Desta forma, podemos concluir que, apesar de não haver alterações significativas nas respostas assinaladas pelos alunos nos dois momentos de reflexão sobre as actividades didácticas realizadas, é ao nível das estratégias directas que se verifica maior indefinição de resposta, o que sugere a necessidade de trabalhar mais essas estratégias em sala de aula, quer ao nível da prática quer ao nível da consciencialização processual.
3.3- Percepções e atitudes finais face à produção oral
No questionário “Speaking English? What? Yes, of course!” (v. anexo 1.3), preenchido na última aula do 3.º período, os alunos expressaram a sua opinião relativamente a:
Facilidade/ dificuldade em falar Inglês durante o ano lectivo (item1) Facilidade/ dificuldade em aprender a falar Inglês (item 2)
Gostar de aprender a falar Inglês (item 3)
Gostar das actividades realizadas com enfoque na produção oral (item 4)
O que gostaram mais e menos no âmbito das actividades de produção oral (item 5) Áreas de dificuldade ao falar Inglês na aula (item 6)
Opiniões/sugestões sobre as actividades de produção oral (itens 7 e 9) Expectativas para melhorar o Inglês nas férias (item 8)
Utilidade de preenchimento do Questionário de Estratégias de Aprendizagem da Produção Oral (item 10)
Gostar de participar nas entrevistas (item 11)
Do total dos alunos da turma 3 não preencheram o questionário por se encontrarem a faltar às aulas. As respostas conseguidas a partir deste questionário foram submetidas aos seguintes procedimentos:
- distribuição das respostas na turma (frequência) e cálculo de percentagens - síntese de dados qualitativos da justificação das respostas
A partir da informação da Tabela 3.6 (v. Tabela com dados totais no anexo 4.3) que abaixo se apresenta, pode verificar-se que a quase totalidade dos alunos (96%) afirma ter gostado de aprender a falar Inglês embora a sua opinião sobre o grau de facilidade/dificuldade envolvido nessa aprendizagem e no uso da LE seja variável. Mesmo assim, a maioria dos alunos tende a considerar que foi fácil ou muito fácil falar Inglês e que aprendeu a fazê-lo. As justificações apresentadas prendem-se com os seguintes factores: a natureza das actividades didácticas realizadas, a forma de ensinar da professora e a facilidade na pronúncia de vocábulos. Ao nível das dificuldades associadas à produção oral, destacam-se as que se referem à pronúncia de vocábulos, ao domínio insuficiente de estruturas vocabulares da língua e ao nível da compreensão de algumas actividades.
A totalidade dos alunos refere ter gostado muito das actividades didácticas de produção oral, que considera fáceis, divertidas e úteis à aprendizagem da oralidade, e a