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Organisering av eigarskap, utbygging og drift av infrastruktur

5. Organisering og finansiering

5.3 Organisering av eigarskap, utbygging og drift av infrastruktur

A distribuição destes elementos sob o efeito da materialização verifica-se com maior incidência no grupo dos metais com 9 elementos como se pode verificar nas tabelas que se seguem, o dos Semi-metais e dos Não metais constituído por 1 elemento cada. Os Minerais por

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sua vez são o segundo grupo que concentra maior variedade de materiais nessa situação, perfazendo 7 no total. As Rochas & Pedras por sua vez são formadas por 3 elementos.

Alguns materiais demonstram comportamentos comparativamente muito similares na evolução percentual do consumo entre 1960 e 2015, no entanto podem demonstrar consequências bastante diversificadas no esforço exigido GEME e IEME. É o caso do vanádio e do cobalto que apresentam uma taxa de evolução no consumo (Mt) muito similar com 1 444% e 1 473% respetivamente.

No entanto o seu impacto é bastante diferenciado como se pode verificar nos indicadores dos materiais em questão. Enquanto o cobalto apresenta valores positivos nos indicadores do esforço exigido GEME com 149% e IEME com 3%, o vanádio por sua vez evidencia valores negativos com -14% e -65%, respetivamente.

Entre os que se apresentam sob o efeito da materialização, o material que exibe o maior índice de crescimentos no consumo (Mt) é indiscutivelmente o dos diamantes industriais com 20 888% entre 1960 e 2015. Não obstante os resultados obtidos nos indicadores do esforço GEME e IEME são negativos com -72% e -89%, respetivamente. Por outro lado um dos elementos que se encontra a materializar com menores índices no consumo (910%) como o iodo do grupo dos Não metais apresenta no entanto valores positivos quer no indicador GEME, assim como no IEME com 209% e 28%.

Outros casos há, como o do cimento do grupo dos Minerais e do alumínio dos Metais com taxas de crescimento (Mt) separadas por apenas 2 pontos percentuais com 1 183% e 1 181%, respetivamente. Os índices do esforço GEME e IEME são diferenciados consoante a material em questão, por exemplo enquanto o cimento apresenta valores positivos (25%) no primeiro indicador e negativos no segundo (-48%), o alumínio por sua vez apresenta índices negativos em ambos os indicadores de esforço com -20% e -67%.

Porque motivo este comportamento é tão diferenciado entre os índices do consumo (Mt) face aos dois indicadores do esforço GEME e IEME? É o que vamos analisar de seguida!

Tabela 24. Esforço global (GEME) e per capita (IEME) exigido na economia pelos elementos do grupo dos metais sob efeito da materialização entre 1960 e 2015.

Metais Mt GEME IEME

Alumínio 1 181% -20% -67% Cobalto 1 473% 149% 3% Estrôncio 2 978% 361% 90% Gálio 2 831% -93% -97% Índio 1 024% 189% 45% Magnésio 946% 14% -53% Nióbio 2 493% 199% 49% Platina 1 091% 83% -24% Vanádio 1 444% -14% -65%

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Tabela 25. Esforço global (GEME) e per capita (IEME) exigido na economia pelos elementos do grupo dos semi-metais sob efeito da materialização entre 1960 e

2015.

Semi-metais Mt GEME IEME

Boro 3 508% 104% -16%

Tabela 26. Esforço global (GEME) e per capita (IEME) exigido na economia pelos elementos do grupo dos não metais sob efeito da materialização entre 1960 e

2015.

Não metais Mt GEME IEME

Iodo 910% 209% 28%

Tabela 27. Esforço global (GEME) e per capita (IEME) exigido na economia pelos elementos do grupo dos minerais sob efeito da materialização entre 1960 e 2015.

Minerais Mt GEME IEME

Cimento 1 183% 25% -48% Feldspato 1 346% 205% 26% Mica flocos 874% 92% -21% Rutilo 717% -19% -66% Terras-raras 5 627% 312% 70% Wollastonita 1 857% 157% 6% Zircónio 1 078% 309% 69%

Tabela 28. Esforço global (GEME) e per capita (IEME) exigido na economia pelos elementos do grupo das rochas & pedras sob efeito da materialização entre 1960

e 2015.

Rochas & Pedras Mt GEME IEME

Bauxite 962% -42% -76% Diamantes (industriais) 20 888% -72% -89% Granada (industrial) 14 222% 634% 203% Pedras preciosas 930% -98% -99%

2.5.2. A importância do valor (V

$

)

Estrôncio versus Gálio

É o caso do estrôncio e do gálio que demonstram um efeito de materialização apresentando as mais elevadas taxas de crescimento no consumo (Mt) no grupo dos metais com 2 978% e 2 831% respetivamente, revelando no entanto um impacto bastante diferenciado. Este comportamento deve-se essencialmente à variação do valor (V$) que influencia decisivamente os resultados como se pode observar nos dois gráficos que se seguem.

Enquanto o estrôncio regista um aumento de 716% por tonelada métrica no período em questão passando dos 60,8 US$ em 1960 para os 496 US$ em 2015, o gálio por sua vez demonstra uma diminuição muito significativa de -88%, passando dos 2 600 000 US$ em 1960 para 317 000 US$.

A evolução descrita do valor (V$) do estrôncio mantem-se estável até 1970 em cerca de 60 US$ por tonelada onde inicia uma linha ascendente até ao ano 2000 atingindo os 876 US$, sofrendo uma ligeira descida no ano de 2005 para os 793 US$. No ano de 2010 atinge o valor

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máximo do período em análise para 1 290 US$, demonstrando posteriormente uma significativa queda no valor para 496 US$ em 2015. A este facto não é alheio que o seu principal uso em tubos de raios catódicos para televisões a cores esteja em desuso provocado pela substituição tecnológica.

Gráfico 25. Evolução do valor (US$) da tonelada métrica de estrôncio entre 1960 e 2015.

Além de preocupações manifestadas por diversas organizações entre as quais se destaca a da EPA - Agência de Proteção ambiental dos EUA (Daguillard, 2014) que anunciou uma determinação preliminar para regular este material na água potável. Esta iniciativa preventiva visa clarificar os efeitos da sua ingestão na saúde pública com especial relevo sobre crianças e adolescentes. Independentemente das decisões finais sobre o futuro na utilização do material ele apresenta ainda assim um valor em 2015 superior ao registado em 1960, no entanto em acelerado declínio.

O gálio primário é extraído como um subproduto do processamento de minérios da bauxite e zinco, muito utilizado na produção de circuitos integrados, cerca de 60% (Jaskula, 2017a), dispositivos optoeletrónicos, que incluem díodos laser (LEDs), diversos equipamentos industriais e de saúde assim como nas telecomunicações.

Gráfico 26. Evolução do valor (US$) da tonelada métrica de gálio entre 1960 e 2015.

Aparentemente este acréscimo de consumo provocou uma descida constante do seu valor no período em questão em consequência de uma maior eficiência na produção assim como

0,0 200,0 400,0 600,0 800,0 1 000,0 1 200,0 1 400,0 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 Dó la r (U S$ ) Valor (V$) do Estrôncio 0 500 000 1 000 000 1 500 000 2 000 000 2 500 000 3 000 000 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 Dó la r (U S$ ) Valor (V$) do Gálio

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de substitutos que concorrem em diversos tipos de utilizações. Como referido o valor deste material não tem parado de descer. Em 1960 o valor (V$) da tonelada era de 2 600 000 US$ descrevendo uma diminuição muito substancial até 1970 onde atingiu os 850 000 US$. A linha descendente registada posteriormente até 1995 é menos significativa atingindo os 390 000 US$, tendo este material alcançado o valor (V$) mínimo do período em análise no ano de 2015 com 317 000 US$.