• No results found

Moglegheit for overføring av godstransport frå veg til sjø og bane

4. Eit effektivt transportsystem

4.6 Moglegheit for overføring av godstransport frå veg til sjø og bane

O grupo dos Semi-metais é composto por 6 materiais apresentando um maior crescimento percentual do consumo (Mt) no período em questão num único elemento (o boro), comparativamente ao indicador do custo (V$) que se torna no que demonstra maiores taxas de crescimento entre os materiais analisados, englobando a grande maioria (os cinco elementos restantes).

O boro como mencionado é o material que apresenta uma maior variação percentual (Mt) com 3 508% passando das 260 000 t (toneladas métricas) em 1960 para 9 380 000 t em 2015. Em sentido contrário temos o telúrio com -46% e o arsénio que passa das 39 400 t em 1960 para 27 600 t em 2015 representando uma diminuição percentual de -30%.

O antimónio e o telúrio são dos Semi-metais os que apresentam as maiores taxas de crescimento (V$), sendo muito similares com 943% e 938%, passando dos 690 US$ em 1960 para 7 200 US$ em 2015 e respetivamente dos 7 420 US$ em 1960 para 77 000 US$ em 2015. Embora sejam ambos os elementos potencialmente tóxicos, somente o telúrio apresenta uma redução efetiva no seu consumo. O silício por sua vez apresenta a terceira taxa mais elevada com 646% passando dos 338 US$ por tonelada em 1960 para 2 520 US$ em 2015.

Na quarta coluna com o indicador MGCV (Mt x V$) o boro volta ao destaque com um extraordinário aumento de mais de 110 vezes (11 011%), ocupando a primeira posição. Não menos importante o silício com 5 034%, embora apresente um aumento inferior no entanto, no cômputo geral é o elemento mais significativo representando por si só cerca de 76% do impacto médio de todo o grupo.

Tabela 18. Análise comparativa em termos percentuais dos diversos indicadores em questão por material (6) do grupo dos semi-metais e respetiva variação média entre 1960 e 2015.

Semi-metais Mt V$ MGCV GEME IEME

Antimónio 166% 943% 2 680% -49% -79% Arsénio -30% 545% 352% -92% -97% Boro 3 508% 208% 11 011% 104% -16% Germânio 253% 317% 1 372% -73% -89% Silício 575% 646% 5 034% -8% -62% Telúrio -46% 938% 993% -80% -91% Variação média (%) 1 059% 599% 5 134% -4% -60%

A generalidade dos materiais analisados apresenta uma redução média muito substancial na coluna do esforço na economia GEME Mt x V$

G , excetuando o boro que duplica o

seu impacto na economia mundial de 104% entre 1960 e 2015. Este indicador revela um aumento da importância na sociedade deste material para satisfazer uma determinada necessidade. Os

58

restantes elementos evidenciam uma diminuição generalizada atingindo maiores proporções no arsénio (-92%), seguido do telúrio (-80%) e germânio (-73%) e menores no silício (-8%).

A última coluna relativa ao esforço exigido individualmente (per capita) dos materiais na economia IEME (Mt x V$) / G

P , observa-se uma redução per capita muito substancial do peso ou

do esforço despendido para satisfazer uma necessidade. Atingindo maiores percentagens no arsénio com -97%, no telúrio com -91% e no germânio com -89% e menor no boro com -16%.

2.3.3. Não metais

Relativamente ao grupo dos Não metais (4 materiais) à semelhança do verificado no grupo anterior só apresenta um crescimento superior no volume de toneladas consumidas (Mt) relativamente ao custo (V$) no bromo com 271%, passando das 92 300 t em 1960 para 342 000 t em 2015. Embora seja o elemento que regista maior crescimento percentual é conveniente referir que tem um impacto relativamente modesto neste contexto, já que representa cerca de 0,5% do total do grupo (Mt). No entanto o valor da tonelada (V$) deste material é o que apresenta o crescimento mais modesto do grupo com 223%, seguido do selénio com 227% e do enxofre com 284% passando dos 22,80 US$ em 1960 para 87,50 US$ em 2015. O iodo é o elemento que apresenta maior taxa de crescimento com 1 570%, passando dos 1 659 US$ em 1960 para 27 700 US$ em 2015, por tonelada métrica.

A quarta coluna MGCV relativo ao valor do consumo global dos não metais (Mt x V$), é liderada pelo iodo com 16 762%, resultado das taxas de crescimento consideráveis verificadas quer no indicador (Mt) quer no (V$) embora com maior preponderância neste último com 1 570%. O caso do enxofre que ocupa a segunda posição (1 251%) em termos de crescimento no período em análise é por sua vez o material com maior impacto já que representa em 2015 cerca de 81% de todo o grupo. Tendo os restantes elementos apresentado uma taxa de crescimento mais distante da média registada no conjunto.

Tabela 19. Análise comparativa em termos percentuais dos diversos indicadores em questão por material (5) do grupo dos não metais e respetiva variação média entre 1960 e 2015.

Não metais Mt V$ MGCV GEME IEME

Bromo 271% 223% 1 098% -78% -91%

Enxofre 252% 284% 1 251% -75% -90%

Iodo 910% 1 570% 16 762% 209% 28%

Selénio 190% 227% 849% -83% -93%

Variação média (%) 252% 576% 1 385% -73% -89%

O impacto do esforço global deste grupo na economia GEME Mt x V$

G é modesto com uma

redução efetiva média de -73% provocado essencialmente por três dos materiais, o selénio com -83%, o bromo com -78% e o enxofre com -75%. O iodo por sua vez apresenta um crescimento substancial em 209%, no entanto com um impacto modesto de cerca de 11% do total do grupo na economia mundial.

59

O comportamento que se observa do esforço médio per capita IEME face a um determinado rendimento é muito similar ao verificado na coluna anterior, no entanto mais reduzido em consequência do aumento da população mundial em 142% no período em questão.

2.3.4. Minerais

O grupo dos Minerais é composto por 31 elementos representando em termos de consumo de toneladas métricas, cerca de 68% dos 5 grupos analisados. Verifica-se que só 9 dos materiais apresentam maior crescimento no consumo (Mt), sendo os restantes vinte e dois mais impulsionados pelo valor (V$).

As terras raras apresentam a maior taxa de crescimento no indicador (Mt) entre o ano de 1960 e o de 2015 com 5 627% passando das 2 270 t em 1960 para 130 000 em 2015, representando no entanto somente 0,23% do grupo dos Minerais. O segundo material que apresenta um maior crescimento é a wollastonita com 1 857%, seguido pelo feldspato com 1 346% e pelo cimento com 1 183%. Este último material representa mais de 55% de todo o grupo, tendo sido consumidas 3,16 x 108 toneladas em 1960 passando para 4,06 x 109 em 2015.

Relativamente aos materiais que apresentam valores negativos, ou seja uma diminuição do consumo, temos a mica em folha com -82% que regista um consumo de 2 300 t em 2015 contra as 13 100 t em 1960. O segundo elemento que apresenta uma descida mais acentuada é a mica natural com -60% e o amianto com -8%. Em contrapartida, o amianto também é dos materiais que apresenta maiores taxas de crescimento no valor (V$). Coincidência ou não, as restrições governamentais fizeram disparar os custos associados ao seu uso. Em 1960, o custo da tonelada era de 103 US$ mantendo posteriormente um crescimento moderado até 2010 onde atingiu o valor de 172 US$, galopando posteriormente até 2015, alcançando uns extraordinários 1 780 US$.

No entanto, dos materiais que apresentam maiores crescimentos no período em questão podem destacar-se a grafite com 3 009% que passa dos 40,2 US$ em 1960 para 1 250 US$ em 2015. O zircónio ocupa a segunda posição registando um crescimento percentual de 1 793% que por sua vez passa dos 52,1 US$ em 1960 para 986 US$ em 2015, tendo atingido o seu valor máximo (V$) em 2011 com 1 660 US$. É de registar que os únicos elementos que reduziram o seu valor (V$) foram a mica natural e em folha, eventualmente por uma queda abrupta na procura, consequência de uma substituição por outros materiais que oferecem melhores condições para satisfazer determinadas necessidades.

A quarta coluna relativamente ao valor do consumo global de materiais MGCV (Mt x V$) é liderada pelas terras raras com um aumento percentual muito significativo em 22 387% seguido de muito perto pelo zircónio com 22 199%. Embora demonstrem uma evolução muito similar, no entanto o zircónio é impulsionado com maior influência pelo valor (V$) e as terras raras pelo consumo (Mt). O feldspato e a wollastonita também apresentam taxas de crescimento consideráveis com 16 553% e 13 922%, respetivamente.

60

Tabela 20. Análise comparativa em termos percentuais dos diversos indicadores em questão por material (31) do grupo dos minerais e respetiva variação média entre 1960 e 2015.

Minerais Mt V$ MGCV GEME IEME

Abrasivos (naturais) 77% 274% -100% -67% -82% Alumina 592% 530% 4 258% -20% -67% Amianto -8% 1 628% 1 487% -71% -88% Barite 173% 1 062% 3 078% -42% -76% Cal 415% 744% 4 242% -20% -67% Carbonato de sódio 271% 446% 1 924% -63% -85% Cianite 332% 545% 2 683% -49% -79% Cimento 1 183% 433% 6 735% 25% -48% Cristal de quartzo 5% 579% 610% -71% -86% Escória de Ilmenite e Titânio 525% 1 149% 5 625% 64% -25% Feldspato 1 346% 1 052% 16 553% 205% 26% Fluorite 230% 306% 1 241% -75% -90% Fosfato de rocha 477% 1 020% 6 359% 18% -51% Gipsita 550% 12% 625% -87% -95% Grafite 174% 3 009% 8 406% 56% -36% Ilmenite 332% 785% 3 723% -30% -71% Mica (folha) -82% -67% -94% -100% -100% Mica flocos 874% 977% 10 391% 92% -21% Mica Natural -60% -82% -93% -100% -100% Minério de ferro 344% 830% 4 025% -24% -69% Molibdénio 482% 377% 2 674% -49% -79% Óxido de ferro 169% 606% 833% -42% -67% Perlite 245% 548% 1 683% -29% -65% Rutilo 717% 442% 4 333% -19% -66% Sal 220% 602% 2 143% -59% -83% Sulfato de sódio 113% 605% 1 480% -36% -66% Talco e Pirofilita 233% 788% 2 860% -46% -78% Terras-raras 5 627% 293% 22 387% 312% 70% Vermiculita 68% 586% 1 053% -79% -91% Wollastonita 1 857% 617% 13 922% 157% 6% Zircónio 1 078% 1 793% 22 199% 309% 69% Variação média (%) 593% 725% 4829% -10% -63%

Estes elementos embora sejam impulsionados pelo consumo (Mt), as quantidades são bastante reduzidas já que representam 0,003% e 0,009% do total do grupo. Por sua vez, os materiais que demonstram uma evolução negativa são os abrasivos e as micas demonstrando uma redução do seu peso no PIB muito consideráveis. Neste contexto da evolução do consumo (Mt) e do valor (V$) um especial destaque para o comportamento do cimento e do minério de ferro que representam 55,5% e 24% respetivamente, do total do grupo. Enquanto no cimento se verifica um aumento com maior influência provocada pelo consumo (Mt) com 1 183% contra

61

os 433% (V$), o minério de ferro por sua vez sofre maior pressão pelo valor (V$) com 830% face aos 344% (Mt) do consumo.

O impacto médio sofrido na economia deste conjunto de materiais através do esforço global exigido na economia com o indicador GEME tem vindo a diminuir e cifra-se em cerca de -10% entre o ano de 1960 e o de 2015, embora 9 deles apresentem taxas positivas o que se traduz numa contribuição percentual superior ao verificado pelo PIB. É o caso do zircónio (309%) e das terras raras (312%) que ocupam os primeiros lugares seguido do feldspato (205%) e da wollastonita (157%). Em sentido inverso, ou seja com uma diminuição do seu impacto na economia mundial temos os restantes 22 materiais representando mais de 70% do total do grupo. Estes indicadores permitem concluir que se verifica um desacoplamento crescente dos materiais face á riqueza gerada.

A última coluna sobre o esforço individual despendido na utilização deste conjunto de minerais IEME tem vindo a diminuir muito substancialmente (-63%). Dos 31 elementos somente 4 (13% do grupo) revelam aumento. Traduzindo-se num crescente esforço médio exigido no seu uso por pessoa para satisfazer uma determinada necessidade ao longo do tempo. A destacar novamente e de muito perto as terras raras (70%) e o zircónio (69%), seguidos pelo feldspato (26%) e a wollastonita (6%).

Os restantes elementos demonstram uma redução do esforço per capita IEME na sua utilização, evidenciando claramente o efeito de desacoplamento do consumo de recursos naturais comparativamente ao crescimento da economia global nos restantes 27 elementos.