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5. Organisering og finansiering

5.4 Økonomiske rammevilkår i transportsektoren

5.4.2 Merknader frå komiteen

Verificado a importância do fator do valor (V$) na evolução do comportamento dos materiais, vamos agora demonstrar a evolução do esforço exigido individualmente (per capita) deste conjunto de matérias-primas (IEME). Como abordado anteriormente a seleção deste conjunto de materiais resulta de se encontrarem sob o efeito de materialização entre o ano de 1960 e o de 2015.

METAIS  Estrôncio

Como se pode verificar o esforço médio despendido por pessoa face à riqueza gerada (IEME) de estrôncio no gráfico 27 apresenta um comportamento inicial de descida (0,72) até ao ano de 1965 onde descreve uma recuperação posterior até ao ano 2000 onde atinge o valor mais elevado (10,02). Este aumento registado no indicador deve-se à conjugação quer do valor (V$) da tonelada, quer do consumo (Mt). Posteriormente descreve uma redução muito substancial de 528% até ao ano de 2015, onde se fixa em 1,90. No entanto, originado pela diminuição do consumo com maior pendor na componente valor (V$). Este comportamento como abordado anteriormente deve-se a uma mudança tecnológica assim como algumas restrições ambientais face aos possíveis riscos de saúde pública.

Gráfico 27. Evolução do esforço médio per capita no consumo de estrôncio a nível mundial entre o ano de 1960 e o de 2015 em que 1960=1. -1 1 3 5 7 9 11 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 1960=1

Esforço médio despendido per capita no consumo de estrôncio IEME

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 Gálio

O gálio demonstra uma descida muito acentuada entre o período em análise, passando em 1960 do 1 para 0,29 em 1965. O fator principal deste fenómeno deve-se essencialmente a uma diminuição abrupta em mais de 50% do valor (V$) da tonelada. Em 1970 atinge os 0,12 descrevendo posteriormente uma descida menos abrupta até ao ano de 1975 com 0,04 estabilizando nos anos seguintes até 2015 onde evidencia 0,03. De salientar que no período em questão este material vê reduzido o seu esforço médio per capita exigido para satisfazer uma determinada necessidade (IEME), em cerca de 3 700%.

Gráfico 28. Evolução do esforço médio per capita no consumo de gálio a nível mundial entre o ano de 1960 e o de 2015 em que 1960=1.

 Índio e Alumínio

Vamos agora proceder a uma análise comparativa no esforço exigido IEME entre 2 materiais com comportamentos opostos. O índio apresenta um crescimento de 50% no indicador do esforço passando do 1 em 1960 para os cerca de 1,5 em 2015. Por sua vez o alumínio descreve uma evolução oposta passando do indicador 1 em 1960 para os 0,32 em 2015, traduzindo-se numa redução em mais de 300%. Este tipo de comportamento verifica-se em diversos outros materiais como é o caso dos já analisados estrôncio e gálio, como se pode constatar nos gráficos anteriores.

Neste caso o aumento é mais modesto do que o registado anteriormente não obstante ainda assim significativo. O alumínio denota um crescimento percentual do consumo (Mt) de 1 181% muito semelhante ao verificado pelo índio com 1 041% entre 1960 e 2015.

Relativamente ao valor (V$) acentuam-se as diferenças passando no primeiro caso dos 573 US$ por tonelada em 1960 para 1 940 US$ em 2015, traduzindo-se numa variação de 239%. O índio por sua vez com um aumento percentual de 619% resultado do incremento verificado no valor da tonelada, passando dos 72 300 US$ em 1960 para 520 000 US$ em 2015.

Como se pode verificar na comparação dos dois gráficos este fator evidencia um aumento do esforço médio despendido per capita (IEME) relativamente à utilização do índio e do estrôncio e uma diminuição nos casos do alumínio e do gálio, entre 1960 e 2015.

0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 1960=1

Esforço médio despendido per capita no consumo de gálio IEME

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O índio nos anos pós 1960 apresenta uma estabilização até 1970 reflexo de uma estabilização quer do consumo (Mt) quer do valor (V$). Demonstra uma ligeira descida em 1975 recuperando de seguida alcançando o valor indicativo registado em 1960.

Gráfico 29. Evolução do esforço médio per capita no consumo de índio a nível mundial entre o ano de 1960 e o de 2015 em que 1960=1.

Posteriormente verifica-se uma descida em cerca de 1 358% atingindo o indicador mínimo com 0,45 no ano de 1990. Fruto da diminuição simultânea quer do valor (V$) assim como do consumo (Mt). Até 2005 a ascensão é vertiginosa (excetuando o ano 2000 onde obtém 0,6), atingindo o valor máximo do indicador com 3,68. Este desenvolvimento é motivado essencialmente pelo aumento do valor (V$) da tonelada que quintuplica no período em questão. De 2005 até 2015 o índice apresenta uma redução considerável em mais de 50%, cifrando-se em 1,44 após estabilização.

Este elemento comummente recuperado do sulfeto de zinco e muito utilizado em revestimentos de películas finas sobretudo para fins elétricos, como condutor numa grande variedade de ecrã planos, frequentemente em ecrãs de cristal líquido (LCDs), em ligas de solda ou em compostos (Briskey, 2005). Os seus substitutos são muito diversificados e concorrem em diversos tipos de utilizações como o óxido de estanho e o antimónio assim como os nanotubos de carbono, entre outros em ecrãs flexíveis, tácteis e em células fotovoltaicas.

O alumínio é consumido em cerca de 40% no setor dos transportes em virtude das suas características mecânicas. Substitui gradualmente o aço, além do seu baixo peso que proporciona consumos mais reduzidos. O setor da embalagem representa cerca de 20% da sua utilização, seguido pela construção com 15%, e do material elétrico com 8%.

Este material regista uma curva descendente até 1980 onde recupera ligeiramente para 0,84 após o qual se verifica uma descida mais acentuada até 1990 para os 0,42. Verificando-se posteriormente uma (ligeira) diminuição gradual atingindo os 0,32 em 2015.

O comportamento deste material é gradual e constante, reflexo das poucas oscilações registadas em todo o período quer da componente do valor quer do consumo. No entanto a redução do indicador IEME resulta essencialmente dos índices graduais de crescimento (V$) e

0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 19 60 = 1

Esforço médio despendido per capita no consumo de índio IEME

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(Mt), serem absorvidos pela conjugação das taxas de crescimento verificadas quer pela população, quer pela riqueza gerada.

Gráfico 30. Evolução do esforço médio per capita no consumo de alumínio a nível mundial entre o ano de 1960 e o de 2015 em que 1960=1.

A evolução do esforço despendido na utilização deste material que se encontra a materializar (à semelhança do verificado pelo índio), demonstra claramente um desacoplamento ou uma dissociação do consumo, face á riqueza disponível.

 Nióbio

O nióbio é o terceiro material sob o efeito da materialização que apresenta uma maior taxa de crescimento no período em análise de 2 493%, passando das 2 480 t em 1960 para 64 300 t em 2015. Consumido principalmente como ferro-nióbio pela indústria siderúrgica em aços, em cerca de 80% e como ligas de nióbio, em cerca de 20% pela indústria aeroespacial. O Brasil é o principal produtor com 90% da produção mundial seguido pelo Canadá com 9%. É portanto um material bastante limitado em termos de abastecimento o que lhe confere um potencial geoestratégico no entanto os recursos existentes são mais que suficientes para fazer face às necessidades futuras. Os substitutos acarretam ou uma perda de desempenho ou então numa alternativa mais dispendiosa economicamente. É o caso do molibdénio e o vanádio como elementos em ligas de aço ou o tântalo e o titânio como elementos em ligas de aços inoxidáveis para utilizar em cerâmicas, assim como o tungsténio em aplicações onde são exigidas altas temperaturas. De salientar que a não inclusão do gráfico se deve à falta de dados em determinadas datas inviabilizando portanto a sua execução.

 Cobalto

Nesta abordagem, o cobalto resultou da soma da exploração mineira e de refinaria apresentando um crescimento no consumo de 1 473%, passando das 14 200 t em 1960 para as 223 400 t em 2015. O seu valor teve uma evolução menos acentuada nesse mesmo período, no entanto bastante significativa passando dos 3 390 US$ para os 29 200 US$. É um material muito

0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 19 60 = 1

Esforço médio despendido per capita no consumo de alumínio

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utilizado em superligas para turbinas de motores na aviação assim como numa variedade de aplicações onde sejam exigidas altas resistências ao desgaste. Recentemente a sua utilização cresceu em consequência da sua aplicação na indústria das baterias recargáveis (Wilburn, 2011). O Congo (Kinshasa) e a Zâmbia continuam a ser principal fonte de cobalto a nível mundial, fornecendo mais de metade da produção extraída de minas como subproduto do cobre ou do níquel. Estas condicionantes conferem a este material uma importância geoestratégica mundial bastante assinalável.

Gráfico 31. Evolução do esforço médio per capita no consumo de cobalto a nível mundial entre o ano de 1960 e o de 2015 em que 1960=1.

A evolução do esforço médio despendido per capita no consumo deste material para satisfazer uma determinada necessidade (IEME), baixou em 1965 para os 0,87 atingindo em 1975 os 1,72. Posteriormente observa-se uma extraordinária ascensão até 1980 onde atinge o índice máximo com 5,51 consequência do valor (V$) da tonelada sofrer um aumento em mais de 500% em apenas cinco anos. Seguindo-se uma descida vertiginosa registada até 1990 passando o indicador IEME para o valor de 0,94. Depois estabilizou até 2015 onde atinge 1,02, sensivelmente o mesmo esforço que era exigido em 1960.

 Vanádio

O vanádio é um material muito utilizado como agente de ligas de ferro e aço assim como em catalisadores para a produção de maleico anidrido e ácido sulfúrico. Os recursos mundiais excedem os 63 milhões de toneladas quando comparado ao consumo mundial anual em 2015 que era equivalente a 178 mil toneladas (Kelley et al., 2017). Existe atualmente em depósitos de fosfato de rocha assim como em materiais como a bauxite, o carvão, o petróleo em bruto, o petróleo de xisto e em areias betuminosas. A concorrência deste material advém de alguns metais como o manganês, o molibdénio, o nióbio, o titânio assim como o tungsténio em ligas de aço. A platina e o níquel substituem compostos de vanádio em catalisadores e em alguns processos químicos. Atualmente ainda não existe nenhum substituto à altura na sua utilização em ligas de titânio para aplicações aerospaciais.

0 1 2 3 4 5 6 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 1960=1

Esforço médio despendido per capita no consumo de cobalto IEME

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O valor (V$) sofreu um acréscimo de 202% no período em análise passando dos 5 430 US$ em 1960 para 16 400 US$ em 2015. O impulso sofrido teve maior pendor pelo aumento do consumo (Mt) registando no mesmo período um aumento percentual de 1 444%, passando por sua vez das 5 040 t para 77 800 t em 2015. Aparentemente estes crescimentos registados não foram suficientes para se registar um aumento do esforço médio per capita a nível global no consumo deste material (IEME) com se pode verificar no gráfico 32.

Gráfico 32. Evolução do esforço médio per capita no consumo de vanádio a nível mundial entre o ano de 1960 e o de 2015 em que 1960=1.

Em 1965 regista-se uma ligeira diminuição para 0,87 enveredando posteriormente por uma ascensão até ao ano de 1980 onde o indicador IEME se cifra em 1,32. A partir de 1980 até ao ano 2000 regista uma considerável diminuição atingindo o índice mínimo com 0,22. Em 2005 assinala uma extraordinária subida para 1,77 onde atinge o valor máximo em consequência de um abrupto aumento do valor da tonelada (em 9x) passando dos 7 160 US$ para os 64 100 US$. A recente descida ainda que de forma abrupta atinge valores muito inferiores aos registados em 1960 passando para os 0,60 em 2010 e para os 0,35 em 2015, representando uma diminuição em cerca de -65% no período em questão.

 Platina

Outro dos materiais que apresenta um efeito de materialização é a platina onde evidencia um aumento no consumo (Mt) em 1 091%, passando das 39,7 t em 1960 para 471 t, em 2015. O valor (V$) regista um crescimento de 739%, passando no mesmo período dos 1 610 000 US$ para os 13 500 000 US$. Embora intitulado de material, na realidade consiste num pequeno conglomerado, constituído obviamente pela platina assim como pelo paládio, pelo ródio, pelo ruténio, pelo irídio e pelo ósmio.

As aplicações são diversificadas tendo maior incidência em conversores catalíticos para diminuir as emissões prejudiciais do setor automóvel ou em catalisadores para a produção de produtos químicos a granel e na refinação do petróleo. Outra das áreas da sua utilização prende-se com aplicações eletrónicas como em discos rígidos para os computadores e portáteis,

0 0,5 1 1,5 2 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 1960=1

Esforço médio despendido per capita no consumo de vanádio IEME

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em circuitos integrados assim como na indústria vidreira, na joalharia e em diversos equipamentos de laboratório. A platina, o ródio e o paládio são também utilizados como investimentos e produtos negociáveis em bolsa através de barras e moedas físicas.

Os recursos existentes são estimados em mais de cem milhões de quilogramas e as reservas situam-se em grande maioria na África do Sul (mais de 80%), Rússia e Canadá (Zientek e Loferski, 2014). O substituto principal da platina é o paládio em consequência de atingir custos inferiores sendo muito utilizado nos catalisadores dos motores. As utilizações de outros materiais em diversas aplicações na indústria revelam geralmente uma perda significativa de eficiência.

Gráfico 33. Evolução do esforço médio per capita no consumo de platina a nível mundial entre o ano de 1960 e o de 2015 em que 1960=1.

Este grupo de materiais tem demonstrado uma variação do esforço médio per capita IEME (gráfico 33) bastante irregular. Tendo aumentado significativamente entre 1960 até 1980 onde atinge o índice máximo do período em análise com 3,01, derivado ao valor (V$) da tonelada que sofre um acréscimo de 671%. Segue-se uma diminuição até 1985 com 2,15 e uma posterior recuperação para 2,40 em 1990, a partir do qual se regista uma nova descida até 1995 atingindo pela primeira vez um esforço despendido por pessoa IEME inferior ao registado em 1960. O aumento do custo da tonelada foi o principal responsável pelo crescimento verificado entre o ano de 1995 e o de 2000, passando dos 7 200 000 US$ para os 18 000 000 US$ por tonelada respetivamente, traduzindo-se num acréscimo de 150%. Posteriormente a descida é ininterrupta até 2015 atingindo o índice mínimo registado em todo o período, cifrando-se nos 0,75, ou seja, para satisfazer uma determinada necessidade utilizando este conjunto de materiais per capita é despendido um menor esforço IEME, traduzindo-se num desacoplamento comparativamente ao consumo.

 Magnésio

Dos 9 materiais do grupo dos metais que se encontram a materializar o magnésio é o que revela uma menor taxa de crescimento do consumo (Mt) com 946%, passando das 92 900 t

0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 1960=1

Esforço médio despendido per capita no consumo de platina IEME

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para 972 000 t entre 1960 e 2015. O valor (V$) apresenta ainda crescimentos inferiores no mesmo período aos registados no consumo com 463%, passando dos 799 US$ para 4 740 US$.

A principal utilização deste metal é como agente redutor para a produção de titânio e outros metais como em ligas à base de alumínio. A diminuição de peso é fulcral como no setor automóvel onde este material ganha uma importância crescente em peças no intuito de cumprir os padrões de eficiência no consumo de combustível. O seu valor (V$) tem sido um dos impeditivos a uma maior utilização deste metal comparativamente a possíveis concorrentes que cumprem sensivelmente as mesmas exigências, no entanto com um custo mais convidativo. Os recursos a partir dos quais é possível obter o magnésio são praticamente inesgotáveis e bastante difundidos por todo o planeta (Kramer, 2001). Calcula-se que as salmouras de magnésio constituem um recurso praticamente infindáveis através da sua extração da água do mar ao longo de todas as zonas com orlas costeiras.

Gráfico 34. Evolução do esforço médio per capita no consumo de magnésio a nível mundial entre o ano de 1960 e o de 2015 em que 1960=1.

O gráfico 34 sobre o esforço despendido na utilização deste metal demonstra que entre 1960 e 1965 houve um ligeiro acréscimo para 1,10 onde atinge o índice IEME mais elevado do período em análise. Em seguida, verifica-se uma ligeira diminuição até 1985 com 0,99 após o qual descreve uma diminuição mais vincada para 0,30 em 2005 onde regista o índice mais baixo do período. Em 2010 volta a subir para os 0,50 registando depois uma ligeira diminuição para os 0,46 no ano de 2015. No cômputo geral este material revela uma diminuição substancial no período em análise do esforço exigido por pessoa para satisfazer uma determinada necessidade.

O grupo dos Metais como se pode verificar apresenta 9 materiais que se encontram a materializar do total de 33 no período entre 1960 e 2015 (tabela 24, pág.66), sendo que 4 (44%) deles revelam um aumento do esforço per capita despendido para satisfazer uma determinada necessidade e em sentido contrário encontram-se a maioria com 5 metais, cerca de 56% que apresentam uma diminuição, ou seja a desacoplar ou a dissociar entre o crescimento do consumo (Mt) face a um determinado rendimento disponível. Nos metais que registam um maior crescimento no consumo conjugado com um aumento do esforço despendido no período em análise, portanto que não estão a desacoplar em 2015 encontram-se os seguintes materiais:

0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 1960=1

Esforço médio despendido per capita no consumo de magnésio IEME

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O estrôncio com um aumento de 2 978% revela um consumo (Mt) de 354 000 t em 2015, no entanto esforço despendido por pessoa registou uma acentuada descida entre o ano de 2000 onde atinge um índice de 10,02 para os 1,90 em 2015, representando uma variação percentual ou um decréscimo de -81% do esforço exigido IEME nos últimos 15 anos.

O nióbio ocupa a segunda posição com um crescimento de 2 493% e um consumo de 64 300 t em 2015, seguido pelo cobalto com 1 473% sendo consumidas 223 400 t nesse mesmo período. No entanto, observa-se que o esforço exigido per capita IEME estabilizou desde a década de 90 do século passado até ao ano de 2015 onde atinge um índice de 1,02 bem similar ao verificado em 1960.

O material que apresenta menor aumento no consumo (Mt) deste conjunto de materiais é o índio com um crescimento percentual de 1 024%, traduzindo-se em 769 t em 2015 e um esforço exigido de 1,44, como se pode constatar no gráfico 29, (pág.71) consequência de um aumento registado a partir do ano 2000 despoletado pelo valor (V$) da tonelada quintuplica passando dos 188 mil US$ para 946 mil US$.

Este conjunto de metais embora tenham exigido um maior esforço por pessoa IEME o resultado da sua soma representa no consumo (Mt) em termos globais somente 642 469 t o que se traduz em cerca de 0,09 quilogramas e um custo associado de 1,03 US$ per capita. Em termos comparativos um único metal dos que se encontram a desacoplar como o alumínio que por si só apresenta um consumo (Mt) de 57 000 000 t, cerca de 7,72 quilogramas por pessoa a nível global, o que representa cerca de 15,17 US$ em 2015. Esta comparação fornece uma proporção do peso relativamente diminuto neste contexto global dos materiais que não se encontram a desacoplar.

Os restantes materiais que revelam uma diminuição do esforço despendido para satisfazer uma determinada necessidade IEME temos o já abordado alumínio que apresenta uma redução substancial tendo em consideração que 1960=1 e o ano de 2015= 0,32, resultando numa diminuição percentual muito significativa de cerca de -68% (gráfico 30, pág 76) nesse mesmo período em análise.

O gálio com um crescimento de 2 831% no consumo (Mt) passa das 16 t em 1960 para 469 t em 2015, no entanto o esforço exigido por pessoa IEME não tem parado de diminuir passando do índice em que 1960=1 para 2015=0,03, traduzindo-se numa redução de -97%.

O vanádio apresenta a segunda maior taxa de crescimento percentual no consumo (1 444%), atingindo as 5 040 t em 1960 para as 77 800 t passando o esforço IEME no mesmo período dos 1960=1 para os 0,3 em 2015, ou seja numa diminuição de -65%.

Relativamente à platina que apresenta uma taxa de crescimento de (1 091%), consequência do aumento no consumo das 39,7 t em 1960 para as 471 t em 2015, embora o esforço exigido IEME tenha diminuído entre 1960=1 para um índice em que 2015=0,75 traduz- se numa redução percentual de cerca de -25%.

Entre estes elementos, o magnésio é o que apresenta a menor taxa de crescimento (946%), resultado da variação observada das 92 900 t consumidas em 1960 para as 972 000 t em 2015. O esforço exigido por pessoa IEME no consumo nesse mesmo período deste material

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regista à semelhança do verificado nos casos anteriores uma diminuição de cerca de -55%, passando do índice 1960=1 para o 2015=0,46.

SEMI-METAIS  Boro

O grupo dos Semi-metais como se pode constatar (tabela 25, pág.67) evidencia um único material (o boro) que se encontra a materializar do total de 6 no período entre 1960 e 2015. Este elemento apresenta-se no entanto com uma diminuição do esforço per capita despendido para satisfazer uma determinada necessidade IEME, ou seja a desacoplar ou a dissociar entre o crescimento do consumo face a um determinado rendimento disponível. O boro apresenta um aumento no consumo (Mt) em 3 508%, passando das 260 000 t em 1960 para 9 380 000 t em 2015. O valor (V$) regista um crescimento de 208%, passando no mesmo período dos 163 US$ para os 502 US$.

A indústria do vidro e da cerâmica são os maiores utilizadores deste material no entanto o seu consumo também pode ser observado mas em menor percentagem, como componente em abrasivos, em produtos de limpeza, em inseticidas, como isolante (fibra de vidro), assim como em semicondutores. Este conjunto de aplicações representa mais de três quartos do consumo global deste elemento.

Os recursos existentes ocorrem em depósitos de boratos em zonas associadas à atividade vulcânica e nos climas áridos como o deserto de Mojave nos EUA, no sul da Ásia assim como na América do Sul. Segundo a USGS (Crangle, 2017b) face aos níveis de consumo a previsão