6. Håkon den gode i skriftlige kilder
6.5 Oppsummering
Dadas as características da pesquisa e não dispondo à partida de questionários para o estudo do problema, tornou-se necessário e indispensável a construção de instrumentos para a recolha dos dados de forma precisa.
Num primeiro contacto com as escolas procedemos ao levantamento de elementos considerados necessários para a sua caracterização. Para o efeito elaborámos uma ficha de recolha de dados que designámos por Ficha de Caracterização da Escola (Anexo 2) e que contempla seis temáticas: identificação da escola; número de alunos
com e sem deficiência; número de professores; número de elementos do pessoal não docente; recursos físicos e outros apoios.
O principal método de recolha de dados utilizado foi o questionário, visto que é uma técnica relativamente simples de administrar, permitindo obter informações junto dos sujeitos da pesquisa e que depois de ser analisado, "poderápermitir a determinação
da relação entre as diversas variáveis" (PINTO, 1990, p. 57). Permite-nos ainda,
recolher maior número de informações num mais curto espaço de tempo.
A elaboração do questionário passou por várias etapas metodológicas consideradas necessárias e que descreveremos sinteticamente.
6.1. CONSTRUÇÃO DO INSTRUMENTO
Numa primeira fase da pesquisa procurámos tomar conhecimento com estudos anteriores que tivessem utilizado o questionário como instrumento de estudo. Embora nenhum destes estudos nos desse a solução imediata para a construção do instrumento adoptado serviram-nos de ponto de partida para a sua preparação.
MÉTODOS E PROCEDIMENTOS
Também no que diz respeito às atitudes dos professores, embora a maioria dos estudos as considerem fundamentais no processo integrativo, foi-nos difícil encontrar essa preocupação reflectida a nível dos instrumentos.
Assim, e depois de uma revisão de literatura alargada ao campo das atitudes dos professores face à integração seleccionámos algumas das opções apresentadas nomeadamente nos trabalhos de SIMON (1991), para a partir daí construirmos a escala de atitudes.
Alargámos a nossa pesquisa a outras publicações, já enunciadas no 3o capítulo,
onde encontrámos pistas e indicações que contribuíram para a escolha da linguagem a empregar e também para a definição das etapas seguidas no nosso trabalho.
No contexto português, a reduzida existência de trabalhos sobre esta problemática, sobretudo na forma como gostaríamos de a ver tratada, serviram-nos apenas como ponto de partida para a recolha de alguns dados.
6.1.1.
REALIZAÇÃO DE ENTREVISTAS PRÉVIASSeguidamente, e ainda decorrente da necessidade de se criar o instrumento adequado, iniciámos um processo de recolha de elementos e opiniões com base na realização de uma mini-entrevista (Anexo 3) a 10 professores de vários níveis de ensino.
Com a realização desta entrevista quisemos conhecer melhor a linguagem, o discurso utilizado pelos professores, nomeadamente em relação às suas atitudes e opiniões relativas à integração de alunos portadores de deficiência mental no sistema regular de ensino.
Neste sentido, elaborámos um guião (Anexo 4) centrado no tema "a atitude do professor face à integração de alunos portadores de deficiência". Mais
especificamente, o objectivo da entrevista foi obter dados que expressassem a opinião geral acerca da integração dos alunos portadores de deficiência no sistema regular de ensino e acerca da importância do grau de deficiência, bem como, sobre a experiência e formação profissional dos professores nesta área. Este último aspecto visava, em
MÉTODOS E PROCEDIMENTOS
ficaram contempladas as respostas de professores com funções na educação especial e de professores sem essas funções.
6.1.2. ELABORAÇÃO DO QUESTIONÁRIO
Como resultado dos elementos recolhidos na literatura e nas entrevistas prévias estruturámos o questionário (Anexo 5) tendo em conta o discurso dos professores e as frases/palavras chave mais empregues das quais destacamos algumas: "... sinto-me
sensibilizada mas sem formação..." ; "... as escolas não estão preparadas para responder às exigências destes alunos... "; " não existem meios físicos nem humanos";
" ..a integração não permite o cumprimento dos objectivos mínimos dos programas.. "; "... a integração é benéfica mas não deve ser feita sem se prepararem os professores, ... sem adequar o espaço... apetrechar as escolas... "; " ... a integração é necessária para os deficientes mentais e importante para todos ... "; " .. sou a favor pois os alunos deficientes mentais aprendem com os outros... desenvolvem-se socialmente e tornam-se mais autónomos... ".
O questionário, inspirado nestas pistas, foi construído por forma a que integrasse um conjunto de questões que avaliassem os seguintes aspectos:
a) caracterização pessoal e profissional dos inquiridos; b) atitude geral relativa à integração;
c) opiniões relativas a aspectos particulares da integração; ci) formação dos professores;
C2) condições estruturais e dinâmicas da escola; c3) vantagens e dificuldades da integração;
c4) características dos alunos com deficiência mental importantes
para a integração.
No final do questionário, introduzimos uma pergunta de resposta aberta sobre as principais razões da atitude dos docentes face à integração.
MÉTODOS E PROCEDIMENTOS
Uma versão provisória do questionário foi aplicada a 12 professores (4 professores de uma escola básica de Io Ciclo e 8 professores de uma escola básica de
273° Ciclos) a quem foi pedido para responderem e comentarem cada pergunta, bem assim como a sua ordem e redacção. Estes professores não pertencem ao grupo amostrai.
Este estudo prévio do questionário destinou-se a detectar questões de difícil compreensão e/ou eventuais gralhas e a verificar o modo como as respostas se distribuíram pelas várias alternativas, avaliando assim a pertinência da sua inclusão na versão final do questionário.
Os resultados deste estudo prévio foram alvo de um tratamento descritivo e com base nesses resultados procedemos à reformulação do questionário tendo este ficado, em definitivo, constituído por sete partes distintas correspondentes aos vários aspectos acima enunciados.
Segundo LIMA (1993), a dimensão avaliativa (explicitação de preferência) das atitudes, traduzindo sempre uma posição face a um determinado objecto social (ex: concordo/discordo), permite-nos avançar para a sua medição. A medição de atitudes tornou-se bastante popular através das escalas Likert que as ensaiou a partir de 1932, para "medir" atitudes de um modo mais económico e rápido. Consistem, essencialmente, em avaliar o grau de concordância recolhido por cada uma das proposições.
Para algumas das dimensões do questionário seleccionámos itens/proposições referidos na revisão da literatura e/ou extraídos das entrevistas por nós efectuadas. Procurámos frases que manifestassem dois tipos de atitudes: uma favorável e outra desfavorável em relação a um mesmo objecto (LIMA, 1993).
Cada uma das questões ficou com quatro opções de resposta, uma vez que uma categoria neutra permitiria um posicionamento ambíguo sendo que pretendíamos forçar os sujeitos a escolher uma direcção favorável ou desfavorável.
MÉTODOS E PROCEDIMENTOS
O questionário ficou composto por 7 partes, cada uma delas com várias questões:
Ia. Caracterização pessoal e profissional dos professores inquiridos (Itens: 1.;
2.; 3.; 4.; 5.; 5.1.; 6.; 6.1.; 8. e 8.1.). Nesta parte, para além de se perguntar a idade, o sexo, o nível de ensino e a disciplina que leccionam os inquiridos, quisemos também saber a sua experiência de trabalho com alunos portadores de deficiência mental e a formação específica que possuíam para trabalhar com estes alunos;
2a. Atitudes gerais relativas à integração (Itens: 7.; 9. e 11.). Com esta parte
do questionário quisemos saber se os inquiridos são favoráveis ou desfavoráveis à frequência de alunos portadores de deficiência mental na escola regular, o grau de satisfação sentido com a experiência de trabalhar com estes alunos e o sistema de integração que consideram ser o mais favorável para o seu acompanhamento.
3a. Opiniões relativas a aspectos particulares da integração de acordo com as
suas vantagens e dificuldades (Itens: 10.1.; 10.2.; 10.3.; 10.4. e 10.5.). Com o conjunto destas questões pretendemos saber quais as vantagens e desvantagens que os inquiridos acham que advém com a integração destes alunos na escola/turma regular;
4a. Opiniões relativas a aspectos particulares da integração de acordo com a
formação dos professores (Itens: 12.1.; 12.2.; 12.3.; 12.4.; 12.5.; 12.6.; 12.7. e 12.8). Nesta parte, pretendeu-se saber a preparação sentida pelos docentes para o acompanhamento pedagógico dos alunos com deficiência mental, nomeadamente para a organização de uma intervenção educativa adequada, para um ensino individualizado e para o envolvimento dos pais desses alunos na orientação educativa dos seus filhos;
5a. Opiniões relativas a aspectos particulares da integração de acordo com as
condições estruturais e dinâmicas da escola (Questões: 13.1.; 13.2.; 13.3.; 13.4.; e 13.5.). Nesta parte, foi perguntado aos participantes no estudo se achavam que a arquitectura das escolas coloca dificuldades à integração; se acham que os alunos sem deficiência aceitam os seus colegas com deficiência; se pensam que os pais dos alunos sem deficiência aceitam os alunos com deficiência nas turmas dos seus filhos e se entendem que os recursos (materiais e humanos) existentes nas escolas são satisfatórios para a integração dos alunos portadores de deficiência mental;
MÉTODOS E PROCEDIMENTOS
6a. Opiniões relativas a aspectos particulares da integração de acordo com as características dos alunos portadores de deficiência mental (Questões: 14.1.; 14.2.;
14.3.; 14.4.; 14.5. e 14.6.). Com o conjunto de questões desta parte do questionário pretendeu-se avaliar a importância atribuída pelos professores a um conjunto de características individuais (sociais/relacionais, cognitivas e motivacionais) dos alunos com deficiência mental para uma integração bem sucedida;
7a. Opiniões relativas a aspectos particulares da integração de acordo com as principais razões da atitude face à integração (Questão: 15.). Nesta questão de resposta aberta, pretendeu-se perceber as principais razões da opinião dos docentes e examinar relações entre os motivos com a sua atitude.
6.2. PROCEDIMENTOS DE RECOLHA DE DADOS
O questionário foi aplicado à totalidade dos docentes em exercício nas escolas do Io, 2o e 3o Ciclos das áreas de estudo seleccionadas.
O processo de difusão decorreu de forma diferente de escola para escola atendendo à dimensão da população alvo e foi, previamente, discutido e acordado com o órgão de gestão das respectivas escolas. O procedimento mais vezes utilizado nas escolas do 2o e 3o Ciclos foi o próprio órgão de gestão que, através do coordenador dos directores de turma, ou do chefe do pessoal de acção educativa, procedeu à sua distribuição pelos professores. Nas escolas do Io Ciclo o procedimento mais usual foi o contacto directo do autor do estudo com todos os professores.