God rådgivning
3.6 Oppfølgingen av langtidsplanen i 2017
Algumas limitações do estudo estão intimamente relacionadas ou são consequência das condições ou barreiras que se impuseram aquando das intervenções. Outras estão relacionadas com a eficácia do instrumento de recolha, com a amostra ou com a maior ou menor participação dos alunos nas atividades. As recomendações são sobretudo relativas às limitações e por isso seguem a mesma lógica. Apesar de ter sido pedido aos alunos que cooperassem para conseguir as respostas a algumas questões, mas respondessem a todas elas individualmente - que no fundo, pensassem autonomamente - a realidade é que os trabalhos de grupo potenciam a menor originalidade nas respostas e, por conseguinte, uma recolha de dados mais limitada, com o resultado da frequência a surgir como um dado enviesado. Sobretudo quando as crianças não estão habituadas ao trabalho colaborativo, este parece-lhes uma boa oportunidade para relaxar o pensamento e exercitar outras competências, como por exemplo, a comunicação. Conclusões mais apoiadas exigiam a integração, no estudo, de um maior número de turmas do mesmo ano de escolaridade, para descartar eventuais desvios nas conclusões relacionados com a prática docente e/ou uma análise mais alargada no tempo, por exemplo, focada num projeto pedagógico transdisciplinar de carácter trimestral, que permitisse perceber eventuais mudanças conceptuais nos alunos. Para que isso fosse possível, ninguém melhor do que o professor titular da turma para empreender um estudo com a consistência necessária de dados que permitem retirar conclusões capazes de produzir novos conhecimentos ou comprovar teorias, na prática e em contexto.
A necessidade de se ser original e de produzir pensamento próprio, surge eventualmente com o tempo e, de certa forma, percebeu-se essa necessidade na criação dos painéis de azulejos, na última sessão no 1º Ciclo, quando as crianças tiveram que apresentar um desenho único, realizado com a colaboração de todos – uma criança, embaixadora da Igreja dos Terceiro, queria criar um desenho diferente do desenho final criado pela maioria do grupo (e criou-o, apesar de acabar a colaborar com o grupo na execução do painel escolhido); um grupo (embaixadores da Igreja de São Vitor) criou um painel que era um somatório coerente de azulejos pessoalizados e no grupo dos embaixadores da Capela do Convento do Salvador, apesar de concordarem sobre o tema (flores, nuvens e sol), cada um tinha no seu rascunho uma versão diferente da tipologia da flor e do sol.
127 O equilíbrio entre as necessidades pedagógicas e as exigências do projeto, sobretudo no que respeita à recolha de dados, nem sempre foi conseguido.
O guião de visita de estudo, inicialmente previsto como uma ferramenta de recolha de dados, acabou por ceder espaço à necessidade pedagógica de envolver os alunos com o património estudado e foi quase integralmente criado pelos grupos embaixadores dos monumentos e os dados, que posteriormente resultaram do preenchimento do Guião, acabaram por ter pouco interesse para a investigação. Tendo essa consciência, foi pensado um momento que seria posterior à visita, para explorar as imagens dos azulejos que os alunos tinham visto e proceder assim ao levantamento de dados que durante a visita não foi possível registar. No entanto o adiamento da visita de estudo devido ao mau tempo, obrigou a condensar as etapas e respetivas tarefas seguintes numa única aula e, nesse sentido, perdeu-se a oportunidade de fazer uma reflexão e debate assente nos aspetos explorados durante a visita. À semelhança deste, outros instrumentos de recolha houve, tanto no 1º como no 2ºciclo, que para além da necessidade de serem complementados com meios audiovisuais para um levantamento mais completo e preciso, necessitavam igualmente de um prolongamento ou de um aprofundamento dos dados recolhidos. Uma vez que são idades escolares em que podem existir dificuldades quer na interpretação da pergunta, quer na expressão da resposta, em alguns casos, não foi possível apurar o que os alunos pretendiam realmente dizer ou porque não responderam à pergunta ou até, se não teriam algo mais a dizer. O diálogo orientado entre professora-investigadora e interpares, neste aspeto, traz vantagens relativamente às respostas escritas, mas exige uma boa instalação de meios de gravação de áudio e/ou vídeo, para que não se percam informações importantes, para além, claro está, de uma boa preparação por parte da docente para fazer as perguntas certas, no momento certo.
Por outro lado, perspetivando do ponto de vista dos interesses no domínio do ensino/aprendizagem - o aluno como elemento central do processo - uma das maiores limitações deste formato de estágio é a descontinuidade pedagógica de alguns exercícios que acabam por funcionar como meros captadores de dados, sem qualquer benefício para a aprendizagem das crianças, para além da eventual fruição lúdica, a verificar-se. O desafio da narrativa (Instrumento d) é um bom espelho dessa situação. Erros ortográficos, de sintaxe e de pontuação; estruturas textuais não-conformes; discurso pobre; falta de coerência e coesão - tudo isto foi detetado mas sem oportunidade de intervir no sentido de potenciar aprendizagens no domínio da escrita de textos descritivos/narrativos ou simplesmente no domínio da escrita.
128 No 2º ciclo a investigação resultou de uma adaptação do projeto pensado para o contexto do 1º Ciclo, que foi assim transposto para uma realidade distinta (diferentes idades, diferentes necessidades e interesses). Para além disso a observação antes da intervenção limitou-se a três dias, sendo que na área disciplinar de História, onde decorreu a intervenção, apenas foi possível assistir a uma aula de 90 minutos e outra de 45’. Este facto é relevante na medida em que algumas decisões foram tomadas apenas em teoria; houve desvios na investigação (nomeadamente nos objetivos de comparar os ciclos e as diferenças cognitivas entre os alunos) e, não menos importante, a qualidade da relação com os alunos foi afetada, uma vez que a aula se torna necessariamente mais impessoal por não saber os nomes dos alunos e inclusive dificulta algumas tomadas de decisão nas dinâmicas da aula, sobretudo quando a aposta de interação é o diálogo. Outra das limitações deste ciclo foi o facto de, durante a intervenção no âmbito deste projeto, não ter sido possível dispor de um projetor ou computador funcional. Uma vez que as sessões se focaram na análise de imagens a solução passou por requisitar um projetor na Universidade do Minho, levar um portátil pessoal e solicitar o empréstimo das colunas à escola. Apesar disso a qualidade e tamanho ideal da imagem projetada foi difícil de conseguir A sua colocação na mesa dos alunos foi arriscada e implicou mais espaço roubado às crianças, para além de ser foco de distração. Para além de obrigar a marcar presença junto ao computador. O estudo da imagem em sala de aula tem desafios com quais o ensino tradicional não se confronta.
Recomenda-se ainda que seja estabelecido, sempre que possível, um trabalho colaborativo com a sociedade civil: seja com poder autárquico, seja com os museus ou outros espaços públicos ou privados de interesse pedagógico, seja com os cidadãos comuns que possam ter contributos enriquecedores para as aprendizagens dos alunos (ex: os artífices), abrindo a escola à comunidade com ganhos quer no que se refere à visão do mundo por parte dos alunos, quer na sua integração no meio onde vive, como cidadão pleno e consciente das dinâmicas sociais que o envolvem. Não são pontes fáceis de estabelecer, envolve quase sempre burocracias, mas os resultados valem o esforço. Por fim, e no seguimento das conclusões deste trabalho, sugere-se a utilização do Património Azulejar como instrumento/tema de um Projeto Educativo trimestral ou anual, pela riqueza de possibilidades e conteúdos que encerra; pela e como veiculo de promoção ou desenvolvimento de uma Consciência Histórica e Patrimonial, moral e cívica
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20 (Nota do autor: Publicado em ENSINO, Revista Galáico Portuguesa de Sócio-Pedagogia e Sócio-Linguística, Pontevedra/Galícia/Espanha e Braga/Portugal,
N° 23 a 28: 87-95, 1988. Publicado também em Cadernos do Aplicação, 11(2): 143-156, 1998. Revisto e publicado em espanhol, em 2005, na Revista Chilena de Educação Científica, 4(2): 38-44. Revisto novamente em 2012)
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ANEXO2
Instrumento a) Guião de AtividadeGuião de Atividade
_______________________________________ (depois de leres o texto, propõe um título apropriado)
O temporal que se seguiu ao primeiro dia do ano provocou danos um pouco por toda a região norte e a casa da Dona Isménia não escapou ilesa!
- Godofredo, querido, acorda! – gritou, quase a perder as forças, a pobre Dona Isménia.
- Com mil diabos! – exclamou o despenteado e mal acordado Godofredo quando se aproximou da janela junto da qual Isménia desfalecia horrorizada.
- A desgraça abateu-se sobre nós!! Sofremos uma perda irreparável!
Os seis maravilhosos painéis de azulejo que embelezavam o exterior da sua casa centenária haviam sido arrancados, quase na totalidade, à parede (coisa nunca antes vista!) e jaziam, aqui e ali, espalhados no terreno da extensa quinta.
Enquanto percorriam o espaço exterior para avaliar os danos, o senhor Godofredo tentava descansar a inconsolável esposa: - As reparações serão rápidas e depressa vais esquecer este episódio. Retiramos os azulejos que ainda estão presos à parede e pintamos de uma cor bonitinha, a teu gosto!
- Pintar?! Sabes quantos anos têm estes azulejos? Estão aqui desde 1790! Fazem parte da história desta família e, para além disso são património da nossa cidade!
- Exagero! Exagero! – exclamava o anafado Sr. Godofredo, enquanto ajudava a Dona Isménia a recolher os azulejos perdidos, agora cuidadosamente abrigados no regaço das saias da esposa.
- Eu vou já contactar a Câmara Municipal para me ajudarem a recuperar estes painéis históricos! - Exagero!…
139 Tarefa 1
Missão: salvar os azulejos da Dona Isménia
Imagina que pertences a uma das equipas de Arqueologia, Conservação e Restauro da tua Câmara Municipal e a Dona Isménia entra em contacto contigo. Ao chegares à quinta, encontras, em cima da mesa, um conjunto de azulejos soltos que o casal recolheu. Qual é o teu desafio?
Algumas dicas úteis e questões para pensares:
Recordas-te que eram 6 os painéis (quadros) de azulejos que o texto referia. Estarão todos misturados? Não! Felizmente a Dona Isménia separou os azulejos em diferentes montinhos e os azulejos que vês em cima da mesa pertencem a um só painel (Ufa!).
1. Cada painel (quadro) de azulejos tem uma área de 6x7 azulejos (6 na vertical e 7 na horizontal), o que deveria fazer um total de _________azulejos na tua mesa e ________ no total das mesas (6 meses). Verifica se tens todos os azulejos que precisas para montar o teu painel.
2. Se não tiveres todos os azulejos necessários, terás que os mandar fazer ou pôr mãos à obra e fazê-los tu mesmo, certo?
2.1 – Se decidisses mandar fazer, quais os locais ou pessoas mais indicadas para contactar? ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________
2.2 – Se decidisses fazer o azulejo (sim, tu consegues!), de que materiais irias precisar? Faz uma lista detalhada:
140 2.3 – E agora? Como sabes qual é a imagem que contém o azulejo que falta? Se fosse um painel de azulejos com figuras geométricas repetidas (padrão geométrico) facilmente descobririas. Mas neste caso não existe um padrão… Que solução a tua equipa de trabalho encontrou para descobrir o desenho original?
______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________
3. Terminado o teu trabalho na quinta da Dona Isménia e do Sr. Godofredo, olhas para a tua agenda preenchida de planos para recuperação de edifícios históricos de Braga. Quais os próximos 3 monumentos onde te poderemos encontrar a trabalhar com a tua equipa no restauro de azulejos centenários?
______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________
4. Na discussão do casal sobre recuperar ou não os azulejos, a Dona Isménia não teve dúvidas sobre o que teria que