KAPITTEL 4 AVSLUTNING
4.3 B OMBER MAN SEG TIL FRED ? R ESULTATENE AV INTERVENSJON
movimento do Leitor no Território do Curso de Letras.
Nesta subseção estabelecemos o esboço do primeiro aspecto do discurso performativo: o movimento do Sujeito-Leitor no Território como espaço vivo de
renovação de experiências. O discurso manifesta -se na sala de aula, no Curso de Letras como Território de Formação, capaz de alcançar os traços discursos do transcurso da história de movimento do sujeito até chegar ao Curso de Letras, seu momento presente.
E esse transcurso histórico do sujeito e a história de povoamento do extremo Sudeste do Estado do Pará, desde a década de 70, demonstram uma correspondência devido a conectividade dos rios e das estradas na região, juntamente, com o desenvolvimento dos Projetos da extração mineral impulsionarem o processo de urbanização, basta observar a data de criação dos municípios serem recentes (a maioria, década de 80), isto denota que a conectividade das estradas e rios trouxeram esses sujeitos do Curso do Letras, de modo recente ao Território do extremo Sudeste do Pará.
Então, esse delineamento de movimento do sujeito na Região do Pará e correspondência com a história de povoamento recente, é partir do eixo: (1) dados
pessoais, do Questionário aplicado junto aos Graduandos. Com as seguintes perguntas (anexo da Tese): Qual sua idade? Qual seu Sexo? Qual sua Naturalidade? Qual(is)
Curso(s) de Formação Docente realizado, antes do PARFOR? Tais dados serviram para compor a estratificação social do grupo social, base para pensar o sujeito que está circulando no Curso de Formação e está integrado na história do lugar.
Ao coletar 26 questionários dos graduandos, realizamos uma análise da estratificação social. Dessa forma, há a sinalização da faixa etária de 28 a 63 anos (tabela 01), matriculados no curso de Letras (PARFOR), da Universidade Federal do Pará, polo Redenção está dentro dos polos de atendimento de Belém. Na sua maioria do sexo feminino (88,88% - tabela 02), uma variedade na naturalidade (maioria maranhense, goiano, paraense e tocantinense, respectivamente – tabela 03) e atuam como professores da rede pública de ensino. Além disso, um percentual elevado de professores somente com Curso Normal de Magistério em nível Médio (60% - tabela 04). Como se verifica nas tabelas a seguir:
Tabela 1: Estratificação Social Faixa Etária
De 28
anos a 35 anos anos a 42 De 36 anos
De 43
anos a 49 anos anos a 56 anos De 50 a 63 anos De 57 anos
22,22% 33,33% 22,22% 18,51% 3,7%
Fonte: produto da pesquisa, 2014.
Tabela 2: Estratificação Social Sexo
02 informantes não escreveram seu sexo
Masculino Feminino Outros
11,11% 88,88% 0%
Fonte: produto da pesquisa, 2014.
Tabela 3: Estratificação Social
Naturalidade
02 informantes não escreveram sua naturalidade
Goiás 24% Piauí 4% Pernambuco 4%
Maranhão 28% Pará 16% Bahia 4%
Tocantins 16% Minas Gerais 4%
Fonte: produto da pesquisa, 2014.
Tabela 4: Estratificação Social
Formação Escolar antes de realizar o Curso de Letras
Curso Normal - habilitação do Magistério 60%
Licenciatura em Pedagogia 39%
Licenciatura nas demais Licenciatura (nível Ensino Superior) 1%
Fonte: produto da pesquisa, 2014.
Quando um professor entra numa turma do PARFOR/ UFPA, no polo de Redenção, encontra uma faixa etária elevada em torno dos 40 anos de idade (dados da
Tabela 01), e a maioria do público (dados da Tabela 02) é constituída pelo sexo
feminino. Isso amplia o conhecimento do grupo de social que circula no Curso de Letras.
Os dados da tabela 4 conseguem sinalizar o público real acerca do aspecto do nível de Formação a ser atendido pela qualificação do Curso de Letras, algo que dialoga com a necessidade de promoção de Curso de Formação Docente diagnosticado pelo Relatório do Plano Decenal de Formação dos Professores do Estado do Pará. Os sujeitos detêm como primeira Formação Docente, o Curso Normal do Magistério de Nível Médio, com percentual elevado, e tem a possibilidade das professoras atuarem na faixa da Educação Infantil e séries iniciais com os movimentos do ensino da língua e linguagem por meio das práticas de alfabetização e letramento.
Os 60% professores do Curso Normal do Magistério de Nível Médio passam a dialogar com aquele critério utilizado pelo Relatório do Plano Decenal – professores não graduados. O dado está inserido na Região da 15ª URE chamada de Conceição do Araguaia, situada na Região do Extremo Sudeste do Pará. Os 26 (vinte e seis) alunos da turma moram e atuam na rede pública nos seguintes municípios: Pau D’Arco (03
alunos), Redenção (13 alunos), Rio Maria (03 alunos), Santa Maria das Barreiras (05 alunos) e Xinguara (02 alunos). Logo, os alunos (13 alunos) se deslocam de seus municípios para estudar no polo de funcionamento do Curso de Letras, no município de Redenção, como podemos visualizar no mapa:
A Figura 04: Movimento Migratório para realizar a Formação no Curso de Letras.
O mapa nos auxilia para observar o movimento migratório de cada aluno para realizar sua busca por uma qualificação do Curso de Licenciatura de Letras – habilitação em Língua Portuguesa, isto caracterizar o movimento temporal e espacial da trajetória da Formação Docente, no presente. Ao analisar os dados da tabela 03 uma variedade na naturalidade dos sujeitos como: maranhense, goiano, paraense e tocantinense, baiano, pernambucano, piauiense e mineiro. Eles estão atuando como professores da rede pública de ensino no extremo sudeste do Pará, isto caracterizar o movimento temporal e espacial da trajetória da Formação Docente no passado.
Uma nova compreensão dos sujeitos, a partir do Território de Formação, que amplia o olhar da investigação pautada no estudo do delineamento dos traços discursivos que nasce no presente Curso de Formação e passa ter nexo com o seu passado para expressar seu transcurso histórico da sua Formação Docente. Os
memoriais acadêmicos representam o primeiro índice discurso de tal transcurso histórico, e o eixo (1), dados pessoais do Questionário, leva nos pensar na projeção e relação entre sua atual município, em que reside, e sua naturalidade, que esboça a primeira localidade do sujeito a realizar deslocamento no Território.
Um estudo de trajetória da Formação Docente marcada pelo transcurso de migração: no presente, na busca do Território de Formação – Curso de Letras PARFOR/ UFPA, no polo de Redenção, Pará; e no passado, na busca pela atuação Docente (isto representa a força de Trabalho caminhando na conectividade das estradas, interregionais e intraregional) e a Formação Docente (para realizar e transportar consigo a Formação para outros lugares do Território Brasileiro), que se traduz pelos deslocamentos contínuos realizados nos municípios dos Estados Brasileiros, desde sua situação de naturalidade. Como se esboça o movimento no mapa:
A Figura 05: Movimento Migratório de professores vindo de outros Estados Brasileiros.
Fonte: elaborado pelo autor da pesquisa, 2014.
A sinalização dos municípios e posteriormente dos Estados, de onde vieram migrando os alunos do Curso de Letras do PARFOR/UFPA, eles expõem a imigração como uma forte característica da Região do Sul e do Sudeste do Pará. A compreensão desse elemento de imigração para Região da Amazônia acontece em três momentos distintos: no momento de colônia, no final do século XIX e na década de 1970.
A Amazônia começou a ser desbravado pelos navegadores europeus (notadamente, por espanhóis, franceses, ingleses, portugueses e holandeses), no período colonial, que se aventuraram por meio dos rios do Araguaia e Tocantins, mesmo após os aventureiros terem passado pelas terras, a Região era pouco habitada pelo homem branco, e sim por várias tribos indígenas. No final do século XIX, o período áureo da extração da Borracha, transportado pelos rios até sua conexão exterior do Território Nacional.
Especialmente, para a pesquisa interessa o laço de imigração ocorrida, a partir da década de 70: o transcurso da história de povoamento do lugar por meio das atividades discursivas realizadas entre os grupos sociais no território do extremo Sudeste do
Estado do Pará. Os primeiros passos de ocupação do Sul e Sudeste do Pará, segundo os registros dos históricos incididos, em 1985 por meio do Governo do Pará que assinou um contrato de financiamento agrícola e assentamento com o fazendeiro Carlos Gomes Leitão. Embora o contrato tenha sido rompido pelo Governo no ano seguinte, já tinha provocado a busca de terras para criação de gados por dezenas de pessoas, amigas de Carlos Leite, e ao chegar ao local, descobriram a árvore do caucho, de onde se extrai a borracha, isso aumenta o fluxo de pessoas na Região. Além disso, os pecuaristas de Goiás, também, se instalaram seus rebanhos nos imensos campos naturais de Barreiras, dos Gradaús, dos Arraiais e do Pau D’ Arco.
As localidades foram surgindo ao longo dos Rios como foi caso do povoado de Conceição do Araguaia, o primeiro na margem do Rio Araguaia, em maio de 1987, por Frei Gil de Vilanova. O primeiro município da Região foi Conceição do Araguaia, criado em 1908, depois veio ser Marabá em 1913. Os ciclos econômicos foram sucedendo na região, do caucho para extrativismo da castanha – do – Pará, depois veio o reconhecimento do primeiro ciclo geológico da área em 1920, as riquezas minerais começaram a emergir. A primeira constatação do potencial mineral existente na região foi na década 60, com descoberta do depósito de manganês do Igarapé Sereno, localizado próximo à cidade de Marabá.
Na década de 70, tem início no Sul e Sudeste do Pará uma nova etapa do processo de desenvolvimento com a abertura de importantes rodovias, que possibilitou a forte imigração de milhares de sonhos de riquezas, principalmente de nordestinos e sulistas. O atrativo da época foi os grandes projetos agropecuários (incentivos fiscais da SUDAM, Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia) e financiamento através do Proterra e Polamazônia, e inúmeros problemas sociais.
Quando começou o avanço da exploração dos minérios da Serra dos Carajás na década de 80, do Programa Grande Carajás implantado pela Companhia Vale do Rio Doce, na área de Parauapebas, além dos empreendimentos nos setores agropecuário, siderúrgico, ambiental, pesqueiro e madeireiro. Na referida década, tivemos a construção da primeira Usina Hidrelétrica de Tucuruí, a primeira totalmente nacional, que gera energia para vários Estados do Norte e Nordeste. O garimpo foi o ponto de partida para surgimento de várias cidades na região, algumas transformadas, anos depois em municípios, como Curionópolis, Parauapebas e Eldorados do Carajás.
Atualmente, o Sudeste e o Sul do Pará formam uma área de com 278.488,08 quilômetros quadrados, que engloba 38 municípios. Abriga para mais de 1 milhão de
habitantes segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística). Por meio dos sujeitos participantes deste estudo de Tese podemos estar revendo a trajetória histórica de territorialização da Região Sul e Sudeste. Neste momento, iremos compreender a história de formação, de modo síntese, das cidades em que o grupo de sujeitos da pesquisa pertencem: Redenção, Pau D’Arco, Santa Maria das Barreiras, Rio Maria e Xinguara.
Esses cinco municípios são apontados pelos discursos dos sujeitos em sala de aula. E tais apontamentos, leva nos a pesquisa a história de povoamento para fazer nexo entre o graduando, circulante no Curso de Letras – habilitação em Língua Portuguesa PARFOR/UFPA e o movimento migratório constituído no Território. Por isso, houve a necessidade de verificar a data de criação dos munícipios para sinalizar desenvolvimento da urbanização do espaço na década de 80, como se pode ler a seguir, de cada município.
O município de Redenção é fundado em 13 de maio de 1982 por meio da Lei de criação 5.028, publicado no Diário Oficial em 14 de maio de 1982. Localizado no Sudeste do Pará, o povoado começou a ser formado em 1969, com os pequenos núcleos próximos das grandes fazendas, dispondo de uma pista de pouso, que servia para trabalhadores da fazenda de Santa Terezinha, e chegou ser distrito do município de Conceição do Araguaia. Em 1982, os municípios ganhou sua emancipação política e considerado um território de posição estratégico devido está no entroncamento da rodovia PA – 150 e PA – 267, considerada o portão de entrada para grandes empreendimentos. No campo da Educação conta com 59 escolas, sendo 45 municipais, 08 particulares e 06 estaduais.
O município de Pau D’Arco é fundado em 13 de dezembro de 1991 por meio da Lei de criação 5.696, publicado no Diário Oficial em 20 de dezembro de 1991. Localizado no Sudeste do Pará, por volta de 1920 os moradores de Gameleira e Cajueiro quase foram dizimados pelos índios Kaiapó, que habitavam a Região do Rio Salobro, sendo que os poucos sobreviventes do massacre fugiram, mas não demoraram a voltar para o vilarejo da Gameleira, onde era extraído o látex das seringueiras. Após 20 anos, os Kaiapó investiram contra os habitantes do Cajueiro, conseguindo dessa vez arrasar o povoado e expulsar seus moradores, que acabaram fundando o vilarejo de Boa Sorte.
Na década de 70, com abertura da rodovia PA – 150, surgiu as vilas de Marajoara e Pau D’Arco. A construção de uma serraria com nome de Pau D’Arco passou a nomear
a Vila, que começou a crescer, sem depender dos recursos da Prefeitura de Redenção, município ao qual pertencia. A falta de investimento público em infraestrutura por parte da Prefeitura de Redenção na Vila de Pau D’ Arco motivou a insatisfação geral do povoado e fortaleceu o desejo de emancipação política, o que gerou em 28 de janeiro de 1991 a realização de um plebiscito, e 3.873 eleitores aprovaram a transformação de Pau D’ Arco em município e sancionado pelo governo do Estado no mesmo ano. No campo da Educação conta com 19 escolas municipais, sendo 02 na zona urbana e 17 na zona rural, 03 estaduais, sendo 01 na zona urbana e 02 na zona rural.
O município de Santa Maria das Barreiras é fundado em 10 de maio de 1988 por meio da Lei de criação 5.451, publicado no Diário Oficial em 12 de maio de 1988. Localizado no Sudeste do Pará, o território do município pertenceu aos municípios de Conceição e Santana do Araguaia. No período de 1935 e 36 Santa Maria foi distrito de Conceição do Araguaia até 1961, quando criado de Santa do Araguaia.
Assim, a área de Santa Maria foi anexada ao território de Santana, transformou – se em cidade sede. Mas, em 1980 o rio Araguaia transbordou, inundando completamente a sede de Santana. Com o temor de novas inundações, em 1984, a Prefeitura Municipal decidiu transferir a sede para Campo Alegre. Santa Maria das Barreiras foi elevado a condição de distrito por Decreto 5.171, junto com o processo de destruição feita pela inundação e a distância do centro administrativo do município, trouxe problemas e insatisfação para a população, consequemente o descontentamento foi crescendo até seu momento de emancipação política por meio do resultado do plebiscito realizado em 1º de maio de 1988, e sancionado pelo governo do Estado no mesmo ano. No campo da Educação conta com 54 escolas municipais e 01 estadual.
O município de Rio Maria é fundado em 13 de maio de 1982 por meio da Lei de criação 5.028, publicado no Diário Oficial em 14 de maio de 1982. Localizado no Sudeste do Pará, o município surgiu por meio da exploração da riqueza de vegetais e minerais, sendo que primeiro morador foi Clarindo Rodrigues da Silva, chegou com a sua família em 12 de outubro de 1973. O recurso natural como a madeira atraiu em pouco tempo outros familiares, e com abertura da rodovia da PA – 150 (antiga PA - 70) instalou –se no povoado a Madeireira Maginco, ela absorveu a mão – de – obra local, um rápido crescimento econômico para comunidade, que esteve vinculada ao município de Conceição do Araguaia. Mas, com a instalação da sub – Prefeitura de Rio Maria, em oito anos o município conseguiu sua autonomia política. No campo da Educação conta com 42 escolas municipais, 04 estaduais e 03 particulares.
O município de Xinguara é fundado em 13 de maio de 1982 por meio da Lei de criação 5.028, publicado no Diário Oficial em 14 de maio de 1982. Localizado no Sudeste do Pará, o município recebeu esse nome devido dois importantes Rios passarem pela Região, o Xingu e o Araguaia. Os primeiros habitantes chegaram em 1976, e logo recebeu o nome de povoado do Entroncamento do Xingu, por encontra – se na junção da PA – 150 e PA – 279, sendo que a população teve o desejo de elevar à condição de distrito de Conceição do Araguaia, mas foi negada pela Assembleia Legislativa. O que cansou insatisfação da população por estarem distante da sede municipal e ignorados pela Prefeitura de Conceição, gerou em 1981 um movimento pela emancipação política por meio do plebiscito para oficializar o novo município de Xinguara. No campo da Educação conta com 78 escolas municipais, 07 estaduais e 02 creches.
Consideramos que o foco do movimento do Sujeito – Leitor do Curso de Letras no Território como espaço vivo de renovação de experiências, é percebido no Território de Formação por meio dos discursos dos sujeitos desenvolvidos em sala de aula – realizar inferenciais dos dados pessoais do grupo de sujeitos para pensar o transcurso da história. A integração ou o agrupamento dos sujeitos adultos para realizar um Curso de Formação, significa compor uma turma do Curso de Letras por meio dos sujeitos, de diferentes municípios, buscando uma qualificação para sua Formação Docente, que passa negociar os seus objetos de leitura (transportados consigo como referenciais culturais – o laço de pertencimento) com os objetos de leitura do Território do Curso de Formação – outro aspecto que integra ao discurso performativo – o diálogo do uso objeto de leitura no Território de Formação.