KAPITTEL 2 REGELVERK OG PRINSIPP
2.2 R ETTSLIG GRUNNLAG
Neste item há uma descrição do caminho metodológico da investigação do estudo de Tese. A Rede de Significados impulsiona a produção de coleta e sistematização dos dados da pesquisa, o que possibilitou extrair as categorias de análise.
A pesquisa de Rede de Significado (ROSSETTI-FERREIRA, 2004) consiste no trabalho de investigação do processo desenvolvimento das práticas culturais de contexto situado. A análise parte do momento que as vozes de grupo social emergem no contexto, que estão em interação, pelas condições culturais de contradições, e integrados, num mesmo espaço e tempo histórico. Evidentemente, que o foco é a transformação do grupo de sujeito pelo ambiente discursivo, estes em diálogo entre a dimensão do macro e micro de sua história narrativa como sujeito no presente, que faz a reconstituição das marcas discursivas do passado em relação com as marcas discursivas do Presente, reflete a modificação dos significados da rede por meio da apropriação do conhecimento.
A Rede de Significado explora diversos primas de análise, aceita ampliação da discussão teórica, desde que resguarde em seu interior uma visão dinâmica da linguagem dialógica (análise do discurso dialógico – Bakhtin, 1997), numa perspectiva sócio – histórica de compreender a configuração e atualização (ressignificação) do significado na Rede de Significado de um grupo de sujeitos num contexto investigado.
A formação do corpus da pesquisa (BAUER & AARTS, 2015) preza pela atividade verbal dos sujeitos (falado e/ou escrito) para descrever se extrair as variantes
(os significados) dos dados da pesquisa, isto é, atribuir significados ainda não conhecidos no campo da ciência. Isso caracteriza a abordagem da pesquisa como qualitativa, pois se trata de uma composição de materiais textuais para ser caracterizado no espaço social por meio de um corpus planejado de categorias de textos falados ao ser combinados com as categorias dos textos escritos, o que esboça o surgimento de análise dentro da categoria de análise, como primeiro momento, e encadeamento de sentido entre as categorias, como segundo momento de análise. Logo, expressa uma combinação de elementos tipificados para uma análise hierarquizada e encadeada de sentido.
A concepção teórica-metodológica da Rede de Significado, de abordagem qualitativa, passa ser aplicada num contexto de Formação Docente, com objetivo de estudo a Rede de Significado sobre a experiência das atividades discursivas do sujeito - Leitor no Curso de Licenciatura em Letras – PARFOR/UFPA (turma de 27 alunos, do Curso de Letras – habilitação Língua Portuguesa, funcionando no município de Redenção/PA). Isso pressupõe estudar um grupo de sujeitos adultos em Formação (DOMINICÉ, 2006) em que o formador do Curso (professor) e o Pesquisador desta Tese precisam ampliar o conhecimento biográfico do grupo de graduando do Curso de Letras para ter acesso à pluralidade dos referenciais culturais que trouxeram o grupo de estudantes para o Curso de Formação.
O grupo passa a pensar e visualizar suas marcas de identidades, as quais estão encadeadas de transformações sociais no curso da vida em Formação. A migração dos estudantes entre territórios, municipais e estaduais do Brasil é uma marca deste um grupo em adaptação com meios sociais do lugar devido suas trajetórias de deslocamentos do seu território de origem.
Tal adaptação com meios sociais do lugar pode ser estabelecida, por exemplo, com a exigência local de uma Formação Docente, em nível de Curso Superior, em que passaram interagir com novos objetos de leitura. Dominicé (2006) sinaliza uma fase e face de reinserção de um grupo de adultos, que são desestabilizados por elementos da cultura em seu horizonte biográfico como os objetos de leituras do Curso de Formação.
Como isso, o diálogo das tensões e das modificações da lógica de construção biográfica até presente é instaurado pelo aprendiz em seus discursos em sala de aula, ambiente de Formação do Curso, ele tenta ao longo do atual Curso de Formação reencontrar o seu lugar no meio social pela reconstrução de sua lógica biográfica, que se faz presente relações de ajuda e acompanhamento que desbloqueiam as aprendizagens
requeridas no Curso de Letras. Isso dar um substancial discursivo para ultrapassar o ato de descrever os eventos existenciais para revelar um sentido biográfico, por exemplo, as suas experiências como sujeito- Leitores no Curso de Letras, e em Cursos anteriores ao de Letras e sua Prática Docente.
A construção biográfica é continua desse grupo de graduandos do Curso de Letras. E no interior dos enunciados que modelam sua biográfica, devemos alcançar como pesquisadores a materialidade discursiva de cada sujeito para perceber o modo como expressa o sentido (significado para Bakhtin, 2003) da experiência (PASSEGGI, 2011) em sua História de Vida.
Esse sentido da experiência é tal, que Passeggi (2011) por meio dos resultados dos dados numa disciplina na Pós-Graduação em Educação na Universidade Federal do Rio Grande do Norte reforça o diálogo de investimento, por parte do pesquisador, no campo acadêmico da ressignificação da experiência no ato de narrar a própria vida, porque no Brasil o investimento acadêmico está mais voltado para a questão identitária na Formação Docente.
O papel da narrativa (CUNHA, 1997) para estudar a experiência em contexto de Formação passa adquirir uma prática pedagógica de ensino e da pesquisa, pois o ensino está comprometido de realizar o processo de fala e/ou de escrita autobiográfica do sujeito, uma vez que este produto foi acompanhado e chega seu momento acabado, a pesquisa usa a narrativa como elemento fonte para traçar o delineamento discursivo do percurso da historicidade de aprendizagens que teve no momento de Formação, como sua interação com os objetos de Leitura, o projeta na consciência do sujeito a (re)negociação do significado para atingir uma nova significação.
A compreensão da concepção teórica-metodológica da Rede de Significados pode oferecer o estudo da Formação da Consciência do Sujeito, que é alcançada pela dimensão do campo discursivo gerado nas narrativas das atividades discursivas do Sujeito, como se pode expor no Organograma:
Figura 01: Organograma de Análise da Rede de Significados do Sujeito
Fonte: elaboração do próprio autor (2016)
Assim, o esboço do organograma de análise da Rede de Significado pode ser
aplicado em corpus de dados que resguardem atividade verbal com perspectiva da linguagem (discurso dialógico) sócio-histórico. O corpus pode ser lido na seguinte dinâmica de análise das dimensões que possuem categorias, que interagem e se integram. Por exemplo: um sujeito (Eu) narra (fala ou/e escreve) sua história sobre uma experiência com algum produto de Linguagem para um ouvinte ou/e Leitor (outro/ neste caso, o pesquisador). O pesquisador passa analisar a exposição da materialidade verbal, por meio das atividades discursivas: Dimensão 01 – atividade discursiva do Sujeito
expressa 02 variantes (significados): Território de Formação do Sujeito e