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5. Analyse del 2: Fremgangsmåtenes betydning for de ansattes opplevelse av

5.1 Om lederes atferd og de ansattes motivasjon

O Brasil ainda é um país que depende da agricultura, com cerca de 37% (IBGE, 2007) da sua população vivendo na zona rural. A busca de competitividade do setor e a existência de um mercado consumidor cada vez mais exigente fazem com que se necessite de mão-de-obra com razoável grau de especialização, que pode ser suprida pela rede de ensino técnico agrícola existente no país

Uma Escola Agrotécnica tem por objetivos formar alunos aptos a desempenhar a profissão de técnico agrícola, utilizando para isto técnicas educacionais e de treinamento. Segundo Marques e Love (1993), do ponto de vista educacional, a escola agrotécnica necessita fornecer a seus alunos conhecimentos comuns de um aluno de ensino médio (português, matemática, geografia, história, etc.), além da teoria necessária para dominar os princípios técnicos específicos. Para atingirem estes objetivos, elas devem contar com professores do núcleo comum e de disciplinas da área diversificada (disciplinas não técnicas comuns aos demais alunos de ensino médio) e professores da área técnica (agricultura, zootecnia, etc.). Devem educar e treinar alunos nos vários aspectos da ciência e da agricultura aplicada para lhes permitir desempenhar a contento suas atividades profissionais. Isto envolve um bom treinamento em línguas (português e inglês básico) e matemática. Além disto, espera- se que a escola proporcione meios para o desenvolvimento pessoal tais como o potencial de liderança e o sentido de cidadania.

Além do aspecto puramente escolar, a Escola Agrotécnica deve também proporcionar ao aluno condições para aplicação prática dos conceitos vistos em classe. Este aspecto envolvendo mais treinamento do que educação propriamente dita implica em proporcionar condições para que os alunos apliquem no campo o que aprenderam em aula. Como vão atuar numa agricultura cada vez mais empresarial, os alunos necessitam também ser treinados na aplicação de modernas técnicas administrativas.

Percebe-se que há um distanciamento entre o ensino emanado das Escolas Agrotécnicas e a realidade daquele sujeito que está inserido numa realidade rural mais simples. A base propedêutica, com ênfase em conteúdos urbanos-industriais, se mantém, dificultando o acesso e a permanência de camponeses nestes cursos. Sua principal função é a preparação dos jovens, em sua maioria oriundos do campo, para servirem às multinacionais e às regras do agronegócio, ou seja, para a subserviência ao capitalismo.

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A partir de dezembro de 2008 todas as Escolas Agrotécnicas do país passaram a integrar a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, passando à nomenclatura de Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia IFET:

A missão do IFET em relação a educação e o trabalho é orientar-se na oferta de educação profissional e tecnológica, como processo educativo e investigativo, com foco no nível médio. Além disso, consolidar e fortalecer os arranjos produtivos locais; estimular a pesquisa aplicada , a produção cultural, o empreendedorismo e o cooperativismo, apoiando processos educativos que gerem trabalho e renda.

(http://xiquesampa.blogspot.com/2010/01/reitora-do-ifet-inspeciona-as-obras- da.html Brasil, 2009)

Com a nova nomenclatura, incorporam-se todas as escolas técnicas federais que trabalham com os diferentes ramos da educação profissional: indústria, comércio, agronegócio e serviços em geral, bem como aquelas instituições de ensino atreladas às universidades federais, em atividade de teatro, dança, música, etc.

No Estado do Pará não poderia ser diferente, então, conforme a recente Lei nº 11.892/2008, de 29 de dezembro de 2008, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Pará passou a ser composto por seis campi de atuação: Belém, Castanhal, Altamira, Industrial de Marabá, Rural de Marabá e de Tucuruí. Outros cinco campi estão em fase de implantação nas cidades de Abaetetuba, Bragança, Conceição do Araguaia e Santarém e duas escolas vinculadas à Universidade Federal do Pará: Escola de Música e Escola de Dança e Teatro, ambas em Belém.

A Agrotécnica Federal de Castanhal que passou a designar-se Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Campus Castanhal é a referência tradicional na recepção de alunos oriundos das várias micro-regiões do extenso Estado. Sua origem data de 1º de dezembro de 1921, na Ilha de Outeiro, mudando-se, por motivo de melhor infra-estrutura, para Castanhal em 8 de junho de 1972. Atualmente comporta 700 alunos distribuídos nos cursos de Técnico Agropecuário integrado ao Ensino Médio, Técnico em Agroindústria e Técnico em Manejo Florestal.

Em Marabá, o IFET Rural de Marabá é recente, tendo início neste primeiro semestre de 2009, embora já tivesse sendo atendido anteriormente como um anexo do próprio campus de Castanhal. Seu atendimento total é de 90 alunos, os quais já eram partícipes do Programa Saberes da Terra SEDUC/PA, que tem como objetivo elevar a escolaridade dos alunos da rede rural por meio da qualificação profissional, trabalhando com a pedagogia da alternância, com a contribuição do MST e da Escola Família Agrícola, que funcionam naquele Município com o apoio do PRONERA e do INCRA.

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Os demais IFETs listados no Estado do Pará são localizados em centros urbanos, em seus referidos municípios, dificultando o acesso para aqueles indivíduos que habitam áreas estritamente rurais. Não retirando sua relevância quanto à contribuição para a sociedade paraense, no entanto, para uma população de 6.970,586 milhões de habitantes, sendo deste total 59,5% moradores dos centros urbanos e, significativamente, 40,6% vivem em áreas localizadas na zona rural (IBGE, 2007) a oferta de vagas em instituições de educação agrícola é insignificante, denotando uma distorção quanto às demandas do sujeito do campo e as possibilidades mínimas de atendê-las.