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Om ager og engs proportionerlige indeeling

In document Den Norske Jord-Dyrkers Bog (sider 48-52)

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1. Om ager og engs proportionerlige indeeling

Ao relacionarmos dois assuntos de considerável relevância para a área social, a formação e capacitação profissional para o mercado de trabalho e a doença mental, per- cebermos a abrangência que estes dois assuntos envolvem para a sociedade no mundo atual. Através do levantamento bibliográfico realizado, considerando a evolução históri- ca da doença mental, que desde os primórdios sempre existiu, com as características de cada época, e que nos tempos atuais vive um momento de reintegração social, percebe- mos ser um dos caminhos para esta ressocialização, por via laboral.

Ao realizar movimentos que possibilitem à reintegração social, através de pro- gramas de ressocialização do utente e família, de apoio domiciliário, de unidades sócio ocupacionais e de programas de formação e integração profissional, as instituições de tratamento e apoio às pessoas diagnosticadas com doença psiquiátrica, possibilitam aber- tura para que estas pessoas vivam de forma mais digna e independente.

Neste sentido, o nosso interesse de estudo relativo à viabilidade da formação e ca-

pacitação de formandos com algum tipo de doença ou transtorno mental para o mercado de trabalho, debruça-se sobre a importância de um olhar mais atento a estas demandas soci- ais latentes que merece maior investigação e pesquisa, de forma a proporcionar abertura social com empatia a receção deste público.

A partir dos objetivos estabelecidos para o desenvolvimento da pesquisa, a des- crição do programa de formação e capacitação de utentes para o mercado de trabalho foi realizada em partes: levantamento de necessidades; planeamento da formação; execu- ção, gestão e acompanhamento; e avaliação da formação. Em um comparativo da gestão do processo formativo do programa “Percursos” e a literatura, foi possível perceber a existência de todas estas etapas e que são executadas satisfatoriamente.

O Levantamento de Necessidades vai de acordo com o propósito da instituição, seus Valores, Missão e Visão. Leva em consideração ser uma instituição do terceiro setor, e por isso não visa lucro e procura o atendimento prioritário a pessoas carencia- das. Estabelece programas que buscam a reintegração das pessoas ao meio social e con- segue adequar suas ações para este contexto, em paralelo ao atendimento psiquiátrico e

psicológico. Especificamente o programa de formação e capacitação profissional, con- sidera as demandas de formação tanto para reinserção no mercado de trabalho quanto o desenvolvimento das capacidades pessoais e comportamentais do utente de forma a proporcionar maior independência e autonomia, da mesma forma que reconhece as in- terferências sociais, econômicas e do mercado de trabalho para delinear suas ações de formação e capacitação profissional.

O Planeamento das Formações tem como base a realidade da instituição e dos utentes encaminhados para formação, como também, os recursos financeiros oferecidos pelos programas do governo e os critérios estabelecidos pelos guias de formação e ca- pacitação profissional para pessoas com deficiência e incapacidades.

A Execução, Gestão e Acompanhamento, também ocupa uma parte importante do programa, sendo executadas as ações da maneira como foram planeadas com a exis- tência do acompanhamento devido às situações inesperadas, principalmente em relação à perda de formandos durante o processo formativo, onde a gestão destes imprevistos é de extrema importância para os indicadores que sustentam a viabilidade dos financia- mentos governamentais.

As avaliações da formação, muito presente em todo o processo formativo, esta- belecem a base para a gestão de todo o programa de forma a manter os resultados satis- fatórios. Podemos identificar todas as ferramentas utilizadas para avaliação, comparati- vamente, com o proposto pelo autor que utilizamos como referência, Kirkpatrick (1996).

Portanto podemos perceber a existência de todo um processo formativo que não apresenta grandes diferenças face ao proposto pela literatura sobre o processo de forma- ção e capacitação profissional. Também não poderíamos deixar de mencionar que cer- tamente o guia que rege e orienta as formações de pessoas com deficiência e incapaci- dade, utilizado obrigatoriamente pelas instituições que trabalham com este público, se- gue a mesma lógica de um processo formativo dito normal, salvo algumas adaptações de forma a atender as necessidades dos formandos em questão.

Partindo para o nosso segundo objetivo, identificar os resultados obtidos através do programa a partir da perceção das partes envolvidas no processo, temos:

 Viabilidade pela perceção da gestão: Consideramos viável o processo formativo do programa “Percursos” de uma forma geral. Por se manter desde o início em

2003 até o ano de sua última aprovação que segue até 2020, englobando deman- da de formandos, recursos financeiros financiados, toda estrutura da instituição (Física, equipamentos, materiais e de profissionais qualificados, etc), e com re- sultados satisfatórios, concluímos ser o programa sustentável mesmo que não se atinja os resultados esperados ao máximo.

 Viabilidade pela perceção dos formadores: Consideramos da mesma forma, viá- veis os resultados por parte dos formadores, pois mesmo que em alguns casos sejam necessários ajustes que proporcionem maior atenção ou repetição de in- formações, pela condição dos formandos, os resultados de aprendizagem são no geral satisfatórios. E podemos chegar a esta conclusão pelos formandos certifi- cados atestando seu aprendizado, pelo conhecimento adquirido e também pela constatação de que os formandos que não conseguem chegar ao final da forma- ção são mais devido às desistências e faltas por motivo da instabilidade da doen- ça, que por questões de aprendizagem.

 Viabilidade pela perceção dos formandos: Consideramos viáveis os resultados pela perceção dos formandos por constatar a possibilidade de aprendizagem, porque mesmo com as dificuldades encontradas pela minoria dos formandos re- lacionadas à doença, sejam maiores que as condições exigidas pelo POISE, para outros que são a maior parte, conseguem superá-las, se desenvolverem, se capa- citarem, e em alguns casos, atingirem objetivos relacionados à reintegração so- cial e profissional. A questão apresentada pela psicóloga, sobre a necessidade de um programa mais adaptado as condições de pessoas com incapacidades, e que se confirma no relato da gestora, refletindo-se nas desistências e faltas dos formandos, consideramos como fatores que merecem a devida atenção em rela- ção a esta fragilidade do programa que impede melhores resultados.

 Viabilidade pela perceção dos empregadores: tendo apenas o relato de um em- pregador, consideramos não ser possível constatar a viabilidade dos resultados pela perceção do empregador, principalmente, por ser este vinculado ao progra- ma da instituição, podendo assim limitar e enviesar sua perceção. Também pelos dificultadores levantados através dos entrevistados em relação à falta de oportu- nidade do mercado de trabalho, que apresenta uma disputa considerável por em- prego, e a existência de preconceitos quando se tem o conhecimento de um di- agnóstico psiquiátrico. Mas ainda sim, constatamos a possibilidade da reintegra- ção profissional de formandos finalistas do programa de formação e capacitação,

tanto pelas cooperativas que fazem parte integrante do programa e conhece a re- alidade deste público, respeitando suas limitações, como também, o relato de formandos que se inseriram e trabalharam em empresas desempenhando nor- malmente suas funções.

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