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Como não foi possível entrevistar um número de empregadores suficientes para constatarmos os resultados da viabilidade em empregar formandos capacitados através do programa de formação, percebemos a necessidade de continuar a investigação neste sentido, por se tratar de um dos resultados de grande relevância. Apontamos para poste- riores investigações, o maior aprofundamento dos resultados existentes entre as forma- ções profissionais e as atividades laborais das pessoas com diagnóstico psiquiátrico. Desta forma, poderíamos verificar mais claramente a eficácia e eficiência das ações de formação e capacitação para o mercado de trabalho, como também, a possibilidade de uma efetiva reintegração social das pessoas com a recuperação da autoestima e estabili- dade emocional. Também, através de uma investigação minuciosa dos resultados da formação profissional para o mercado de trabalho, será possível avaliar o retorno dos investimentos financeiros governamentais para os programas de formação e capacitação de pessoas com deficiências e incapacidades.

Neste sentido propomos uma investigação mais aprofundada, buscando identifi- car o maior número possível de formandos que conquistaram uma recolocação no mer- cado, procurando avaliar seus benefícios e mudanças proporcionadas através das ações de formação e oportunidades de trabalho, e em relação ao quadro de doença. Também, buscar identificar as reais dificuldades em empregar formandos capacitados através des- te tipo de programa de formação, através de um número considerável de entrevistas com empregadores. Assim proporcionar constatações mais claras em relação à possibilidade de estabilidade no emprego e a execução de um bom trabalho por parte destas pessoas que talvez, com maiores estudos e pesquisas neste sentido, possam atestar a capacidade de trabalho, quebrando o estigma e o preconceito existente por parte do mercado e dos empregadores em apostar na dedicação do público em questão.

Outro ponto que percebemos merecer investigação são os limites emocionais a- tribuídos às pessoas diagnosticadas com algum tipo de doença mental, apontados pelos entrevistados. Como por exemplo: a dificuldade em lidar com stress, a pressão no traba- lho, de não atenderem ao ritmo de trabalho e necessidade de volume de produção, de não poderem cometer erros. Pensamos que estes fatores podem ser algo que deveríamos estabelecer como limites emocionais para todo o tipo de pessoa, pois a exposição exces- siva a estas situações e exigências por parte dos empregadores, podem ser a causa de adoecimento mental relacionado ao trabalho.

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ANEXOS

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