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4.3 Sammenfatning av intervjuene

4.4.2 Stasjonsundervisning på 2. trinn

4.4.2.1 Observasjon IV

No presente trabalho foi utilizado um modelo para estudos de pluripotência celular por indução de diferenciação em culturas de carcinoma embrionário humano da linhagem NTera-2 padronizado em nosso grupo em um trabalho anterior a este para a pesquisa de fatores de transcrição que possam atuar nos processos de manutenção da pluripotência e diferenciação celular, de maneira positiva ou negativa (LIMA; PANEPUCCI, 2013). A linhagem de carcinoma embrionário NTera-2 foi escolhida por ter características semelhantes as células- tronco embrionárias humanas. Ela tem alta capacidade de diferenciação in vitro (PAL; RAVINDRAN, 2006), possui uma expressão gênica global similar às células-tronco embrionárias (SCHWARTZ et al., 2005) e são de fácil cultivo, crescem em meio D-MEM (do inglês, Dulbecco's modified Eagle's médium) suplementado com 10% de soro fetal bovino e sem a presença de outras células de suporte (fibroblastos alimentadores) bem como suplementos como LIF, bFGF e BMP (ANDREWS et al., 2005). Por meio deste trabalho prévio do nosso grupo vimos que as células de carcinoma embrionário NTera-2 perdiam gradativamente o seu perfil pluripotente quando cultivadas em meio acrescido com 10 µM de atRA. Esta indução da diferenciação celular se mostrou eficiente e condizentes com a literatura (ANDREWS, 1984, 1987; ANDREWS et al., 1984), ocorrendo durante os primeiros dias de tratamento e de forma tempo dependente. Tendo isto em mente, o primeiro obstáculo foi adaptar o modelo de indução da diferenciação para a demanda de material biológico exigida pelos ensaios de imunoprecipitação de cromatina.

A técnica de imunoprecipitação de cromatina recomenda a quantidade de células final para extração de DNA equivalente a 107 células por amostra analisada, uma quantidade útil

para a realização de 10 imunoprecipitações (cromatina de 106 células por imunoprecipitação).

Para conseguir esta quantidade de células precisamos transferir os experimentos padronizados em placas multi-well de 6 poços (aproximadamente 10 cm2 de área útil para o crescimento

celular) para garrafas de cultura de 175 cm2 (T175) tomando os devidos cuidados para preservar

as características pluripotentes das células. Somado a este impasse inicial, a linhagem NTera-2 não pode ser isolada da placa ou garrafa com o auxílio de enzimas digestivas, como a tripsina. Para fazer o repique é necessário usar um cell scraper em um isolamento mecânico. Com isto, parte das células são perdidas, seja por destruição da célula ou pelo estresse nelas imposto, o que pode também alterar a biologia celular da cultura. Diante disso, levamos em consideração que nem todas as células repicadas sobreviveriam ou se aderiam à superfície das garrafas.

Revolvemos começar com um repique de 107 células por garrafa, de forma que

deixamos as células aderirem por 1 dia para depois continuarmos com o tratamento com atRA por 4 dias. As Figuras 8ª e 8B, retratam, respectivamente, células cultivadas em meio basal por 5 dias e células cultivadas em meio basal por 1 dia, em meio suplementado com 10 µM de atRA por 4 dias. Podemos perceber que na condição não tratada as células proliferaram mais que na condição tratada com atRA, o que já era esperado, uma vez que as células no processo de diferenciação reduzem a sua taxa de divisão celular. Deste modo, tínhamos uma grande quantidade de células na nossa situação não tratada em comparação as células tratadas, além do mais a cultura não tratada se apresentou com a formação de aglomerados celulares que tendem a se diferenciar espontaneamente. Com estes resultados resolvemos nas culturas seguintes fazer repiques com a metade de células utilizadas anteriormente, 5 x 106 células por garrafa, nas

mesmas condições de desenvolvimento das culturas tratada e não tratada com atRA. As Figuras 8C e 8D, representam, respectivamente, as culturas não tratada e tratada com atRA nas condições previamente descritas. Podemos ver a existência de espaços não ocupados por células na superfície das garrafas, indicando pouca proliferação celular em ambas as condições. Com esta condição não obtivemos a quantidade de células desejadas para a realização do ChIP.

Em uma terceira etapa, tentamos chegar a um equilíbrio em relação ao número de células repicadas, de forma que elas tivessem um tempo maior para se restabelecerem na cultura

e continuassem a se proliferar até a condição que adotamos como a ideal. Realizamos os repiques iniciais com a mesma quantidade de células do ensaio anterior, 5 x 106 células, mas

deixamos as células em cultura por 2 dias antes de começarmos o tratamento para indução de diferenciação com atRA por 4 dias. As Figuras 8E e 8F, mostram a cultura de células não tratada e a cultura de células tratadas com atRA, respectivamente. Em ambas as condições podemos ver que a cultura se encontra mais homogênea e as células se apresentam mais de acordo com o que se espera das linhagens de carcinoma embrionário NTera-2, uma morfologia de células epiteliais, com contato célula-célula para o bom desenvolvimento da cultura e manutenção do caráter pluripotentes da linhagem (ANDREWS, 2006). Nestas condições de passagem celular foi possível obter a quantidade de células necessárias para a aplicação da técnica de ChIP nas duas condições estudadas. Após chegarmos a conclusão do número adequado de células repicadas, do tempo necessário para que a cultura se restabeleça realizamos as culturas para indução de diferenciação com atRA e crosslinking ao final do período de tratamento, 4 e 8 dias. A Figura 9 mostra uma fotomicrofrafia de campo claro das culturas realizadas nos ensaios antes da etapa de crosslinking, em 9A as células após 2 dias de cultivo, antes do início do tratamento, B as células não tratadas com atRA com mais 4 dias de cultura e 9C e 9D, células submetidas à indução de diferenciação por 4 e 8 dias, respectivamente, após o prazo de adesão e reestabelecimento da cultura.

Figura 8 – Padronização. Nesta imagem encontram-se representadas seis fotomicrografias de cultura de células da linhagem NTera-2 submetidas ou não ao tratamento com atRA em garrafas de 175 cm2: A, repique inicial de 107

células em meio basal por 5 dias; B, repique inicial de 107 células em meio basal por 1 dia e em meio suplementado

com 10 µM de atRA por 4 dias; C, repique inicial de 5 x 106 células em meio basal por 5 dias; D, repique inicial

de 5 x 106 células em meio basal por 1 dia e em meio suplementado com 10 µM de atRA por 4 dias; E, repique

inicial de 5 x 106 células em meio basal por 6 dias; F, repique inicial de 5 x 106 células em meio basal por 2 dias e

Figura 9 – Cultura de células usadas para o ensaio de ChIP. Nesta imagem encontram-se representadas quatro fotomicrografias de cultura de células da linhagem NTera-2 submetidas ou não ao tratamento com atRA em garrafas T175: A, repique inicial de 5 x 106 células em meio basal por 2 dias; B, repique inicial de 5 x 106 células

em meio basal por 6 dias; C, B, repique inicial de 5 x 106 células em meio basal por 2 dias e em meio suplementado

com 10 µM de atRA por 4 dias; D, repique inicial de 5 x 106 células em meio basal por 2 dias e em meio

suplementado com 10 µM de atRA por 8 dias (Aumento: 200X).