2 AMBIENT AIR MEASUREMENTS
3.2 Objective methods for identification of pathways
Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado, mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele. Esta é a diferença profunda entre o ser condicionado e o ser determinado. A diferença entre o inacabado que não se sabe como tal e o inacabado que histórica e socialmente alcançou a possibilidade de saber-se inacabado. Gosto de ser gente porque, como tal, percebo afinal que a construção de minha presença no mundo, que não se faz no isolamento, isenta da influência das forças sociais, que não se compreende fora da tensão entre o que herdo geneticamente e o que herdo social, cultural e historicamente, tem muito a ver comigo mesmo.Seria irônico se a consciência de minha presença no mundo não implicasse já o reconhecimento da impossibilidade da minha ausência na construção da própria presença. (...) O fato de me perceber no mundo, com o mundo e com os outros me põe numa posição em face do mundo que não é de quem nada tem haver com ele. Afinal, minha presença no mundo não é a de quem a ele se adapta, mas a de quem nele se insere. É a posição de quem luta para não ser apenas objeto, mas sujeito também da história.(FREIRE, 2001, p.59, 60, grifo do autor)”.
Construir uma escola cidadã não é algo simples, porém é um sonho realizável. Comecei a indagar quais eram os passos necessários para criar uma escola de educação infantil, que assegurasse a formação de pessoas cidadãs. Quais eram os passos para atingir a comunidade? È na educação infantil que se forma um cidadão? Como isso é possível? Por que isso é relevante?
Neste sentido fui buscando idéias de alguns autores e percebi que sim, é possível incentivar a cidadania na educação infantil, fazendo isso de maneira prática e eficiente.
Pesquisar sobre a cidadania, a gestão democrática, e formar um conceito sobre a educação para a cidadania, me trouxe mais lucidez em relação aos aspectos políticos e pedagógicos para a construção de uma escola cidadã. Trouxe-me estima para entrar nessa profissão com mais perseverança, de ir para a ação e incentivar a cidadania em nossas crianças. Nessa idealização de escola, eles serão cidadãos transformadores do mundo.
Espero que esse trabalho possa contribuir com pessoas, que como eu, querem um mundo mais justo, diretamente ligado à cidadania plena. Ampliando a compreensão do tema escola cidadã, dando ênfase á gestão democrática e á cidadania plena. E também contribuir com outros estudos relacionados.
Na minha caminhada, frente a todo curso de pedagogia, este trabalho me fez perceber o quanto o educador é fundamental para a formação do cidadão consciente e participativo. Se a cidadania não é incentivada na escola, não faz sentido formar pessoas que sabem o “saber cientifico” e não conhecem o essencial da vida, os valores da sua sociedade e não são incentivados a cuidar de seu mundo. É primordial que em escolas de educação infantil a cidadania seja incentivada e os valores múltiplos, como respeito, justiça e solidariedade, sejam refletidos e praticados.
A escola cidadã traz um principio básico, a liberdade, tanto na participação de todos frente à gestão, quanto à igualdade de direitos e deveres. A liberdade de opinar e ser quem se quer ser.
Essa visão me trouxe uma certa paixão para trabalhar esse âmbito na escola. A cidadania não é só forma de “politicagem”, é um modo de viver, de cuidado com o mundo, com as pessoas, como ser humano. Esse trabalho me trouxe astúcia e gana para querer aprender mais, incentivando-me a lutar pelos meus direitos e passar isso adiante para os meus alunos.
Hoje depois de ler tantos autores, de me empenhar em entender a visão destes, eu sei que uma gestão que não é democrática é somente uma gestão,
uma escola cidadã, que por sua vez forma os futuros cidadãos da nossa sociedade.
Os alunos devem sair da escola com a disposição de intervir na sociedade sabendo que é sempre possível melhorar as condições da vida atual; (...) Os alunos devem descobrir nos dramas históricos do mundo da vida, escolarmente revividos, o sentido antropológico das suas aprendizagens e a vocação solidária do seu estatuto cívico (ADORNO, 1995, p.510).
Sei que hoje trabalharei a cidadania, em plenitude em minha profissão, porque é ideal sermos incentivados desde pequenos, desde os primeiros contatos com o mundo para que a conscientização seja feita o mais rápido possível, da melhor forma, para um contato harmonioso com o mundo em que vivemos. Para que pessoas sejam mais respeitadas, mais justas, mais amadas, solidárias, vistas como pessoas e não indivíduos individualistas, como pessoas que compartilham, colaboram, como verdadeiros irmãos.
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